Advânio Lessa (Lavras Novas, MG, 1981) é escultor que nasceu e vive em Lavras Novas, distrito de Ouro Preto (MG), cuja herança quilombola é parte fundamental de sua formação. Os ofícios de seus pais — ele tropeiro, ela cesteira — irrigam diretamente sua poética. Artista e agricultor desde a adolescência, Lessa cria esculturas de grandes e médias escalas a partir de troncos de árvores mortas, raízes e trançados de cipó, vinculando os saberes da cestaria e da marcenaria às madeiras e fibras encontradas nas matas da região de Ouro Preto: Cipó Alho, Cipó São João, Candeia, Jacarandá, Folha Miúda e Alecrim. É em estreito diálogo com esse repertório que realiza suas obras, nas quais a natureza funciona como espécie de coautora. Descoberto pelo programa RAIZ do Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto (IA Ouro Preto), foi levado ao circuito nacional pela parceria da Gomide&Co (São Paulo) com a Galeria Marco Zero (Recife). Em 2024, realizou sua primeira exposição individual em São Paulo, 'Redemoinho não leva pilão' (Gomide&Co), e sua obra 'Raízes mortas de natureza e cipó' foi adquirida pela Pinacoteca do Estado de São Paulo. Participou do 38º Panorama da Arte Brasileira (MAM SP, 2024) e de 'Histórias da Ecologia' (MASP, 2025). Suas esculturas atestam uma relação de reciprocidade entre humanos e tudo que é vivo, evocando cosmologias não hierárquicas entre os seres.
Última atualização em 18/07/2026
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Obras catalogadas
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