Ana Maria Tavares (Belo Horizonte, MG, 1958) é artista multimídia que vive e trabalha em São Paulo. Graduou-se em Artes Plásticas pela FAAP (1982), obteve o MFA no School of the Art Institute of Chicago (1986) com bolsa Fulbright LASPAU, e concluiu o doutorado em Arte na ECA-USP (2000), onde permanece como professora. Artista crítica do modernismo — que define como 'uma construção ideológica com efeitos inesperados' —, especializa-se na interseção entre arte, arquitetura e design. Sua produção em instalação, escultura e vídeo interroga os regimes estéticos da modernidade, a utopia do design e as tensões entre projeto moderno e cotidiano. Em 2001, foi nomeada Guggenheim Fellow. Em 2007, foi Ida Ely Rubin Artist-in-Residence no MIT (Cambridge, EUA). Entre suas exposições individuais: Ana Maria Tavares: Deviating Utopias Opens (Frist Center for the Visual Arts, Nashville, 2013–2014), na qual critica o papel de Niemeyer no progresso social; Euryale Amazonica (Sicardi Gallery, Houston, 2014), inspirada na Victoria amazonica; Rotações Infinitas (Galeria Vermelho, São Paulo, 2018); e Sortir du silence: au-delà de la modernité (Galleria Continua, Paris, abr.–jun. 2023). Participou das exposições coletivas Pintura como Meio – 30 Anos e MAC USP no Século XXI: A Era dos Artistas (MAC USP), entre outras. Curou e organizou a publicação Atlântica moderna: Purus e Negros (2015, MAC USP). Tem obras nos acervos do MAC USP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM São Paulo, Museu Kröller-Müller (Otterlo, Holanda), Museum of Fine Arts Houston e Fundação de Serralves (Porto).
Última atualização em 18/07/2026
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Obras catalogadas
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