Anália Moraes (São Paulo, SP, 1994) vive e trabalha em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Sua prática explora as intersecções entre natureza e artifício por meio de uma abordagem multidisciplinar que reúne escultura, fotografia e instalação para investigar ecossistemas aquáticos, formações geológicas e paisagens alteradas pela ação humana. Elege a cerâmica como meio principal, reconhecendo sua capacidade de registrar o tempo e expressar subjetividade humana; emprega também vidro e minerais para criar uma espécie de 'arqueologia ficcional', em que as rachaduras e reações químicas da queima se tornam testemunhas da transformação da matéria. Ao explorar a ambiguidade material de seus trabalhos, em que o artificial mimetiza o orgânico, propõe uma reflexão sobre os limites entre o natural e o construído.
Última atualização em 18/07/2026
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Obras catalogadas
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