Nascido no Porto em 1945, Artur Barrio (nome completo: Artur Alípio Barrio de Sousa Lopes) mudou-se para o Rio de Janeiro em 1955, onde vive e trabalha. Em 1967 ingressou na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. No final da década de 1960 começou a explorar materiais efêmeros e perecíveis — dejetos, carnes, papel higiênico, sangue — em intervenções urbanas e instalações que contaminavam os espaços assépticos da arte. Em 1970 apresentou um Manifesto contra o júri no II Salão de Verão do MAM-Rio e participou da exposição 'Information' no MoMA de Nova York e da mostra 'Do Corpo à Terra', em Belo Horizonte, documentando tudo com fotografias, diários e filmes super-8. Em 1974 retornou a Portugal durante a Revolução dos Cravos e em seguida se instalou em Paris, trabalhando junto à Cooperativa de Arte Experimental Cairn. Na década de 1980 residiu entre Amsterdã, Paris e Rio e participou das Bienais de São Paulo de 1981, 1982 e 1983. Realizou individuais no Centre Pompidou, Paris (1991); Miami Art Museum (1996); Museum of Contemporary Art, Tóquio (1998); Museo Tamayo, Cidade do México (2008); Palais de Tokyo, Paris (2005); Museu de Serralves, Porto (2000 e 2012); Museo Reina Sofía, Madri (2018); CIAJG, Guimarães (2023). Participou da 11ª Documenta de Kassel (2002) e representou o Brasil na 54ª Bienal de Veneza (2011). Suas obras integram as coleções do MoMA (Nova York), Centre Georges Pompidou (Paris), Pinacoteca do Estado de São Paulo e Inhotim (Brumadinho). Recebeu o Prêmio Velázquez (2011) e o Grande Prêmio EDP (2017).
Última atualização em 18/07/2026
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Obras catalogadas
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