Kókir é um coletivo indígena formado por Sheilla Souza e Tadeu Tá No Kaingang — artistas multimídia, professores do curso de Artes Visuais da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e membros do conselho da Associação Indigenista (Assindi) de Maringá, PR. O nome Kókir significa fome em língua Kaingang — escolhido tanto para evocar o problema concreto da fome nas terras indígenas quanto para destacar a fome de reconhecimento dos saberes indígenas na cultura brasileira. O coletivo trabalha em parcerias com diferentes povos indígenas no Brasil e etnias de outras partes do mundo, criando obras que envolvem aspectos da visão ancestral sobre arte e cultura, refletindo sobre as relações entre o conhecimento dos povos indígenas e as formas de habitar o planeta. Nas obras, padrões de clãs Kaingang são incorporados a objetos do cotidiano industrial descartados — carrinhos de supermercado, grades de ventiladores — ressignificados pelo trançado com fibras sintéticas e naturais por artistas Kaingang da Terra Indígena Ivaí (Luiz Ragprag e Joamilto Fosag). Em outubro de 2023 participaram da exposição 'Histórias Indígenas' no MASP, que viajou ao Kode Bergen Art (Noruega) em 2024. Em março de 2025 realizaram exposição individual 'O sensível está nas dobras do tempo' na Carmo Johnson Projects, com texto curatorial de Ailton Krenak. Foram finalistas do primeiro Prêmio seLecT de Arte e Educação e criaram o troféu do Prêmio ABCA 2025. Indicados como artistas promissores pela SP-Arte em 2025.
Última atualização em 18/07/2026
Score de institucionalização
Entre na sua conta gratuita para ver a nota de Coletivo Kokir, o detalhe dos seis eixos e a posição no índice.
Obras catalogadas
0