Elian Almeida (Rio de Janeiro, 1994) é artista cuja prática se caracteriza pela convergência de diferentes técnicas — pintura, fotografia, vídeo e instalação — integrando uma nova geração que reivindica protagonismo para agentes e corpos historicamente marginalizados na sociedade e na história da arte. Sua obra aborda o decolonialismo, explorando a experiência e a performatividade do corpo negro na sociedade brasileira contemporânea por meio da recuperação de elementos do passado (imagens, narrativas, personagens) como forma de contribuir para o empoderamento e a difusão da historiografia afro-brasileira. De um lado, sua pesquisa dialoga com biografias de personalidades negras cuja importância foi apagada pela história; de outro, denuncia a violência da abordagem policial sobre corpos racializados e o mito da democracia racial. Na série Vogue, apropria-se da identidade visual e da estética da revista de moda, integrando-as a retratos de pessoas negras. As coordenadas de seu local de nascimento coincidem com as do Cais do Valongo, principal porto de chegada e comercialização de pessoas escravizadas no Rio do século XIX — o que o leva a dizer que nasceu duas vezes: quando seus ancestrais chegaram ao Rio e novamente em 1994. Vive e trabalha entre Rio de Janeiro e Paris.
Última atualização em 18/07/2026
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Obras catalogadas
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