Jaime Lauriano (n. 1985, São Paulo) explora, por meio de vídeos, instalações, objetos e textos, símbolos, imagens e mitos que moldam o imaginário da sociedade brasileira, colocando-os em diálogo crítico para revelar como as estruturas coloniais do passado reverberam na necropolítica contemporânea. Partindo de sua própria experiência como homem negro, Lauriano aborda as formas de violência cotidiana que permeiam a história do Brasil desde a invasão portuguesa e que recaem, sobretudo, sobre pessoas não brancas. Sua crítica vai da macropolítica do poder oficial à micropolítica, usando a cartografia para questionar disputas territoriais coloniais. Outra dimensão do trabalho é a conexão com religiões ancestrais de origem africana — usa signos rituais como a pemba branca na feitura de seus mapas. Vive e trabalha em São Paulo.
Última atualização em 18/07/2026
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