Laura Belém (Belo Horizonte, MG, 1974) é artista visual que vive e trabalha em São Paulo e Belo Horizonte. Destaca-se na produção de instalações e esculturas, embora trabalhe também com áudio, fotografia, vídeo, colagem e desenho. Ao desenvolver obras com base em lugares, prioriza a percepção dos elementos do espaço e de sua história, captando o factual para mesclá-lo com características ficcionais, dando margem ao potencial fabulatório advindo dessa mistura. Graduou-se em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, 1996). Entre 1999 e 2000, cursou mestrado em Fine Arts no Central Saint Martins College of Art & Design, em Londres. Entre 1998 e 2007, realizou residências artísticas em Sausalito (EUA), Mar del Plata (Argentina), Madri, Nova York, Recife e Toronto. Em 2002, realizou a obra em vídeo Paisagem da Cidade. Em 2003, recebeu a Bolsa Pampulha, resultando na exposição individual Bolsa Pampulha: Quatro Ensaios sobre o Amor (2004), da qual se destaca a obra Enamorados (2004-2005) — dois barcos com holofotes em frente à Lagoa da Pampulha, denominada pela artista como escultura. Enamorados foi apresentada na 51ª Bienal de Veneza (2005) e posteriormente adquirida pelo Instituto Inhotim (2022). Em 2008, desenvolveu a série de desenhos Paisagem Seca, na qual usou papel carbono para criar composições de linhas horizontais paralelas e volumes negros inspirados no jardim zen japonês. Em 2010, a instalação O Templo dos Mil Sinos — mil sinos de vidro sem badalos suspensos em uma antiga capela de cemitério, com trilha sonora em cinco canais narrando a lenda de um templo que afunda no oceano — foi comissionada pela 10ª Bienal de Liverpool. Recebeu o Prêmio Mostra de Artistas no Exterior (Fundação Bienal de São Paulo, 2010-2011), o Cisneros Fontanals Art Foundation (CIFO) Grant (2011) e o Prêmio CNI Sesi Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas (2011). Em 2012, recebeu a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais. Nesse período, desenvolveu as séries de colagem Manhãs de Carnaval I e II (2012-2013), com confetes sobre papel. Em 2013, a Cosac Naify publicou monografia da artista. Em 2017, realizou residência na FAAP (São Paulo) e criou a série Reconstrução, sobrepondo cristais e pedras preciosas a fotografias de troncos de árvores cortadas em Belo Horizonte. Em 2018, ganhou o Prêmio de Residência SP-Arte para pesquisa na Delfina Foundation (Londres). Em 2019, foi convidada para a Art Residency Wildbad (Alemanha), onde criou a instalação permanente O [...] Elemento para o Parque Wildbad — incorporando uma antiga bomba d'água e uma construção sonora em quatro canais com poema de Nora Gomringer. Em 2024, realizou a exposição individual Invento o Mar na Albuquerque Contemporânea (Belo Horizonte).
Última atualização em 18/07/2026
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