Luzia Simons nasceu em 1953 em Quixadá, Ceará, e vive e trabalha em Berlim desde meados dos anos 1980. Bacharelou-se em História pela Universidade Paris VIII, Vincennes (1978), e estudou Belas Artes na Universidade Paris I, Sorbonne (1984–1986). Foi docente na Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst de Stuttgart (1988–2010). Sua prática artística abrange fotografia, performance e vídeo. Na fotografia, desenvolveu o scanograma — técnica em que objetos são colocados diretamente sobre um scanner industrial, produzindo imagens sem ponto de vista ou foco central, ampliadas em grande escala com iluminação de caráter barroco. A série Stockage, iniciada nos anos 1990, utiliza tulipas como metáfora para identidade e globalização, dialogando com a tradição holandesa da natureza-morta. Ganhou o Premio de Fotografía Contemporánea da Casa de las Américas (Havana, 2001). Realizou residências em Labverde, Manaus (2016), e na Casa de Vidro, Instituto Bardi, São Paulo (2024). Suas obras integram mais de 30 coleções públicas na Europa, nas Américas e no Brasil.
Última atualização em 18/07/2026
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Obras catalogadas
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