MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin) é um coletivo de artistas e pesquisadores indígenas do povo Huni Kuin (Kaxinawá), que vive na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Jordão, entre o município de Jordão e a aldeia Chico Curumim, no Acre, na fronteira com o Peru. Fundado formalmente em 2013, o coletivo tem origem em atividades iniciadas em 2009, quando o txana (mestre de cantos) Ibã Huni Kuin (Isaías Sales) e seu filho Bane Huni Kuin começaram a traduzir os huni meka — cantos visionários do ritual de nixi pae (ayahuasca) — em imagens. Os membros incluem Ibã Huni Kuin, Acelino Tuin, Cleiber Bane, Pedro Maná, Yaka Huni Kuin, Rita Huni Kuin, Cleudo Txana Tuin, Isaka Huni Kuin e a artista Kássia Borges Karajá (associada em 2018). Ibã Sales é cacique, professor, artista plástico e mestre pela UFAC. Parte da renda das obras é reinvestida na comunidade para aquisição de terras ao redor da aldeia, como proteção territorial frente ao desmatamento. O MAHKU participa do mercado de arte contemporânea com telas coletivas, murais, instalações audiovisuais, filmes, cerâmicas e desenhos. Em 2023, o MASP realizou a exposição individual 'MAHKU: Mirações', comemorando os dez anos do coletivo. Em 2024, criaram um mural de mais de 700 m² na fachada do Pavilhão Central dos Giardini para a 60ª Bienal de Veneza (Stranieri Ovunque – Foreigners Everywhere), representando o mito de Kapewë Pukeni (a ponte-crocodilo).
Última atualização em 18/07/2026
Score de institucionalização
Entre na sua conta gratuita para ver a nota de MAHKU, o detalhe dos seis eixos e a posição no índice.
Obras catalogadas
2