Marcelo Silveira (Marcelo Luiz Silveira de Melo, Gravatá/PE, 1962) é artista cuja obra questiona e desafia categorias consolidadas da arte — escultura, arte popular, artesanato e colecionismo. Cresceu na propriedade rural dos pais (Engenho Amora Grande, em Amaraji/PE) e mudou-se para Recife em 1979. Formou-se na Oficina Guaianases de Gravura, em Olinda (1982-1985), e em Educação Artística pela UFPE (1985-1990). Seu trabalho parte da ideia de materialidade — qualquer coisa pode se tornar meio — destacando-se pelo uso de madeira, couro, papel, metal, plástico e vidro, entre outros materiais, quase sempre combinados. Investiga o uso e a função de materiais e objetos e, sobretudo, a noção de colecionismo, num jogo constante entre produção e apropriação: acumula artefatos encontrados (cartões-postais, réguas, frascos de perfume), incorpora utensílios domésticos inutilizáveis e apresenta a obra como assemblage, em que cada parte é fragmento de um todo. Organização e arranjo são fundamentais em sua prática. Referência importante para ele foi a obra de Arthur Bispo do Rosário, vista no Museu da Pampulha em 1990. Em 2000 criou o Correcaminhos, ateliê itinerante pelo interior de Pernambuco em diálogo com artesãos locais. Vive e trabalha em Recife.
Última atualização em 18/07/2026
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Obras catalogadas
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