Marcone Moreira (Pio XII, MA, 1982) é artista visual que vive e trabalha em Marabá, PA. Iniciou suas experimentações artísticas no final dos anos 1990. Sua obra abrange pintura, escultura, vídeo, objetos, fotografia e instalação, tendo como matéria central os resíduos e fragmentos de uma cultura visual amazônica: madeiras de carroceria e de embarcações, chapas de ferro, nylon, engradados de cerveja — materiais coletados sobretudo em Marabá (PA) e ao longo do Rio Tocantins. O trabalho opera pelo princípio da apropriação e do deslocamento: objetos da economia e do cotidiano ribeirinho são subtraídos de seu contexto e reinseridos no circuito da arte contemporânea, interrogando os fluxos simbólicos entre centro e margem, entre o vernáculo amazônico e a tradição construtivista. Para o crítico Moacir dos Anjos, a obra de Moreira investiga a 'troca simbólica' implícita no ato de transitar objetos entre universos de valor incompatíveis. Sua estreia institucional deu-se com o Grande Prêmio do XXII Salão Arte do Pará (2003), seguido pela Bolsa Pampulha (2005) e pela individual no CCSP (2007). Em 2008, participa da mostra coletiva Os Trópicos, no CCBB e no Martin-Gropius-Bau (Berlim). Em 2010, recebe o Prêmio Marcantonio Vilaça (FUNARTE) e, em 2011, o Prêmio Marcantonio Vilaça (CNI/SESI). Em 2012, é indicado ao Prêmio PIPA. Em 2013, desenvolve o Projeto Margens em colaboração com carpinteiros navais no Rio Tocantins, Marabá. Em 2014, a individual Pororoca – A Amazônia no MAR (curadoria Paulo Herkenhoff), no Museu de Arte do Rio, e a participação em Rumos Legado (Itaú Cultural) consolidam sua posição no circuito nacional. Em 2015, realiza a individual Territórios Líquidos no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo). Em 2025, participa da mostra Vertebral na Albuquerque Contemporânea (Belo Horizonte) e da coletiva Maranhão na Jamaica (Martins&Montero, São Paulo, com Lima Galeria). É representado pela Albuquerque Contemporânea (Belo Horizonte).
Última atualização em 18/07/2026
Score de institucionalização
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Obras catalogadas
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