Marcos Cardoso nasceu em 1960 em Paraty (RJ) e foi pescador até os 23 anos. Em 1986 foi 'descoberto' por Lygia Pape numa viagem de ônibus rumo ao Rio de Janeiro e passou a trabalhar nos barracões das escolas de samba cariocas — fazendo pintura, escultura, cenário e figurino ao lado de nomes como Max Lopes, Rosa Magalhães e Joãozinho Trinta, tendo sido por dez anos carnavalesco da Escola de Samba Pimpolhos da Grande Rio. Formou-se pela Escola de Belas Artes da UFRJ, frequentou a Oficina de Gravura do Ingá (1988-1990) e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1991), onde foi aluno e amigo de Lygia Pape. No início dos anos 1990 destacou-se como gravador, com prêmios na Casa de las Américas (Havana, 1990), na I Bienal Internacional de Gravura da Espanha (Santiago de Compostela, 2º prêmio, 1991) e no 10º Pará Arte (Prêmio Pró-Labore, 1991). Desde meados da década de 1990 desenvolve pesquisa junto à indústria, usando o produto final descartado — primeiro pontas de cigarro, depois plásticos de todas as formas (rótulos, embalagens, sacolas), palitos de fósforo, tiras de chinelo de borracha —, costurados, entrelaçados ou colados em composições que constroem 'alegorias plásticas' e releem ícones da arte brasileira e internacional (Tarsila do Amaral, Picasso, Lygia Pape) na paleta do marketing e do consumo de massa. Vive e trabalha em Maricá (RJ). Teve individuais no MAM-Rio ('Arquitetura de Vidro', 2013) e, entre 2023 e 2024, no Sesc Paraty ('Tudo que não cabe em mim'). É representado pela Galeria Lica Pedrosa (ArteFormatto), São Paulo.
Última atualização em 18/07/2026
Score de institucionalização
Entre na sua conta gratuita para ver a nota de Marcos Cardoso, o detalhe dos seis eixos e a posição no índice.
Obras catalogadas
11