Fotógrafo, cineasta, roteirista e produtor nascido no Rio de Janeiro em 1950. Autodidata na fotografia desde os 14 anos, encontrou na câmera Kodak da mãe — pintora e professora de artes — sua primeira forma de expressão. Tornou-se um dos mais reconhecidos diretores de fotografia do cinema brasileiro nos anos 1970, fotografando longas como Tati, a garota (1972), Dona Flor e seus dois maridos (1976) e Eu te amo (1981). Entre 1975 e 1979, em um período de autoexílio motivado pela ditadura e pelo exílio de amigos, percorreu Paris, Moçambique, Roma, Lisboa, Londres, Nova York e Milão, produzindo um conjunto de fotografias ensaísticas que permaneceria inédito por décadas. Em Moçambique, além de fotografar, dedicou quase dois anos a ministrar aulas de fotografia de cinema, levado pelo cineasta Ruy Guerra. Ao retornar ao Brasil em 1980, consolidou a carreira como diretor — com filmes premiados em Gramado, Brasília, Locarno e Leipzig — e como produtor com a Cinema Brasil Digital (1992). Em 2019, ao reorganizar um baú de slides antigos, redescobriu o trabalho fotográfico da juventude e o publicou no livro Murilo Salles – Fotografias 1975-1979 (Numa Editora), com ensaio crítico de Mauricio Lissovsky. O lançamento foi seguido de exposições na MMM Galeria (Rio de Janeiro) e na Carbono Galeria (São Paulo), inaugurando sua atuação no mercado de arte visual com impressões fine art em edição limitada.
Última atualização em 18/07/2026
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