Nuno Álvares Pessoa de Almeida Ramos (São Paulo, 1960) é artista plástico, escritor, cineasta, dramaturgo, cenógrafo e compositor. Formou-se em filosofia pela FFLCH/USP em 1982, período em que editou as revistas Almanaque-80 e Kataloki. Em 1983 fundou o ateliê Casa 7 com Paulo Monteiro, Rodrigo Andrade, Carlito Carvalhosa e Fábio Miguez — coletivo que participou da 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1985) e da 2ª Bienal de Havana (1986). Recebeu o Prêmio Viagem ao Exterior do 7º Salão Nacional (1984) e a Bolsa Émile Eddé do MAC/USP (1987). Entre 1988 e 1990, produziu grandes telas com materiais heterogêneos (parafina, breu, lona, sucata), deslocando progressivamente o interesse para a escultura, a instalação e a escrita. Em 1992 apresentou 111, instalação sobre o massacre do Carandiru, obra que se tornou referência da arte política brasileira. Publicou o romance Cujo (1993) e o livro-objeto Balada (1995). Representou o Brasil na 46ª Bienal de Veneza (1995). Ao longo dos anos 1990 aprofundou projetos com materiais brutos — mármore, vaselina, granito, asfalto, areia queimada — e obras ao ar livre como Matacão (1996, Orlândia/SP). Em 2000 venceu concurso em Buenos Aires para monumento aos desaparecidos da ditadura argentina. Estreou no cinema em 2002 com Luz Negra. Recebeu o Prêmio Mário Pedrosa da ABCA (2005/2006) e o Grant Award da Barnett and Annalee Newman Foundation (2006). Publicou Ensaio Geral (2007), Ó (2008, vencedor do Portugal Telecom 2009) e O Mau Vidraceiro (2010). Em 2012 venceu novamente o Portugal Telecom. Em 2018 dirigiu a peça teatral A Gente se Vê por Aqui (atores em cena por 24 horas). Em 2024 realizou a grande individual HOUYHNHNMS na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Obras em acervos do Tate (Londres), MAC/USP, MAM/SP e Pinacoteca de São Paulo.
Última atualização em 18/07/2026
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