O Grivo (formado em 1990, Belo Horizonte) é o duo de Nelson Soares e Marcos Moreira (ambos n. 1967), que se conheceram no início do curso de composição da UFMG em 1987 e começaram a tocar jazz e improvisar juntos. Com suas engenhocas animadas e aparentemente precárias, o coletivo integra o seleto grupo de artistas audiovisuais brasileiros — ao lado do coletivo Chelpa Ferro e de Paulo Nenflidio — bem inseridos no contexto das artes visuais e cujos trabalhos incluem o uso de aparatos inesperados. Devido à formação musical de seus integrantes, a arte do O Grivo prioriza a sonoridade: ainda que o efeito visual não seja casual, a imagem é consequência da dimensão musical. Os percursos sonoros que criam dão origem a uma nova forma de ouvir e de ver os mecanismos geradores de som. O coletivo tornou-se conhecido primeiro pelas produções musicais que fez para outros artistas, como Cao Guimarães, Lucas Bambozzi, Rivane Neuenschwander e Valeska Soares; o forte apelo visual de suas instalações, porém, levou o duo a ser reconhecido também pela qualidade visual de suas obras, especialmente após a mostra Antarctica Artes com a Folha (1996). O Grivo pesquisa fontes sonoras acústicas e eletrônicas, a construção de máquinas e mecanismos sonoros e o uso não convencional de instrumentos musicais tradicionais. Vivem e trabalham em Belo Horizonte.
Última atualização em 18/07/2026
Score de institucionalização
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Obras catalogadas
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