Nascida e criada na periferia do Rio de Janeiro, Panmela Castro (Rio de Janeiro, 1981) — também conhecida pelo pseudônimo Anarkia — começou a carreira como grafiteira e logo passou a explorar o corpo feminino marginalizado como linguagem crítica em relação ao espaço urbano, desenvolvendo performances e obras a partir de experiências pessoais e trocas afetivas com outras mulheres. Graduada em pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, com mestrado em Processos Artísticos Contemporâneos pela UERJ, seu trabalho percorre vídeo, fotografia, pintura, performance e objetos, com forte ênfase política e social voltada a denunciar o machismo, a violência de gênero e as desigualdades estruturais. Em 2010 fundou a Rede NAMI, ONG que usa arte urbana e educação para promover os direitos das mulheres. Trabalhando com o conceito de deriva afetiva, deixa que o acaso, o encontro e a escuta orientem sua prática. Mulher negra, periférica e feminista, reivindica espaços de representação em grandes coleções e instituições como parte da descolonização da história da arte. Foi indicada ao Prêmio PIPA (2020), nomeada Young Global Leader no Fórum Econômico Mundial (2013) e incluída pela Newsweek entre as 150 mulheres que abalam o mundo (2012).
Última atualização em 18/07/2026
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Obras catalogadas
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