Patrícia Guerreiro, natural do Rio de Janeiro, é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá, com pós-graduação em Marketing e formação em Artes Visuais pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Atuou como jornalista no mercado financeiro e o contato com gestão de ateliês e produção de exposições a levou a reconhecer a prática artística como campo de investigação profissional. Progressivamente atraída pela tridimensionalidade, encontrou na cerâmica o primeiro ponto de convergência entre materialidade e conceito. A imperfeição inerente ao material — fissuras, rachaduras, ressecamento — dialogou com reflexões sobre o corpo feminino. Nesse percurso, encontrou no arame farpado o eixo central de sua pesquisa artística: ao mesmo tempo que protege, fere; ao dividir, estabelece limites. O arame pode aparecer oxidado, banhado a ouro, prata ou bronze, ou pintado em cores vibrantes, tensionando a aceitação do indesejável por meio do embelezamento. Cerâmica e cimento permanecem como elementos fundamentais, somando-se ao arame. Suas obras abordam guerra, feminilidade, sexualidade e fluxos migratórios. Em 2025, instalou aproximadamente 4 km de arame farpado na exposição 'O que te separa de mim?' no Centro Cultural Correios (RJ). Referências: Gertrud Goldschmidt (Gego), Richard Serra e Iole de Freitas.
Última atualização em 18/07/2026
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Obras catalogadas
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