Robério Braga nasceu em Salvador (BA) em 1971, neto do pintor baiano Mendonça Filho, que foi diretor da Escola de Belas Artes da UFBA. Aos 16 anos, ganhou contato com uma câmera Pentax K1000 e descobriu a fotografia como 'sua maneira de pintar', já que não havia herdado o dom do desenho do avô. Iniciou a trajetória profissional em Salvador como assistente do fotógrafo americano Mush Emmons, e despontou no início dos anos 1990 participando da Bienal do Recôncavo (São Félix, BA, 1993) e da Mostra Nacional de Fotografia (UFBA). Mudou-se para São Paulo em 1995 para se tornar diretor de fotografia de cinema, passando por funções como enrolador de cabo, assistente de câmera, foquista e operador de câmera; fez curso na New York Film Academy (NYFA) e tornou-se também diretor de cena, tendo sido assistente do diretor de fotografia francês Jean-Benoît Crépon. Em 2003 foi um dos sócios fundadores da produtora Maria Bonita Filmes, onde atuou como diretor de fotografia e diretor de cena; a produtora foi responsável pela primeira série brasileira da Netflix, '3%'. Encerradas as atividades da produtora em 2012, voltou a se dedicar intensamente à fotografia autoral e retornou a morar em Salvador. Em 2014 realizou a exposição 'Luz Negra', sobre a África, que itinerou pelo Museu Carlos Costa Pinto (Salvador), MIS (São Paulo) e Fundação Dom Luís I (Portugal). Desenvolveu a série 'Tranças Afrodescendentes' (também chamada 'Tranças Barrocas'), inspirada no trabalho do fotógrafo nigeriano J.D. 'Okhai Ojeikere, registrando penteados afro-brasileiros feitos pela trançadeira e artista plástica Mariana Desidério contra fundos de arquitetura barroca baiana, usando iluminação pontual e contrastada inspirada na estética barroca; a série foi finalista do Black & White Photography Awards / LensCulture (2018) e ficou em 3º lugar na categoria Ensaio do Festival Paraty em Foco (2018). Fundou em 2016 o coletivo audiovisual Screamcheese, assinando a direção geral do clipe de Karol Conká. Integra o acervo permanente do Museu Afro Brasil (Ibirapuera, São Paulo), do MIS-SP, do MACS, do MAM Salvador e da Fundação Dom Luís I (Portugal). É representado pela Galeria Mario Cohen desde 2015, com participação em 5 edições da SP-Arte/SP-Foto, e em 2024 apresentou a individual 'Brasilidades' na Galeria São Mamede, em Lisboa.
Última atualização em 18/07/2026
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