Rui Amaral (São Paulo, 1962) é artista plástico multimídia, ativista cultural, professor e curador, reconhecido como um dos precursores do grafite brasileiro. Formado em Artes Plásticas pela FAAP, integrou a chamada Geração 80, que invadiu bienais, museus e galerias. No final dos anos 1970, já ocupava muros e parques de São Paulo com grafite, instalações e murais, quando a arte urbana ainda não era discutida como prática legítima. Em 1983 participou como monitor da XVII Bienal de São Paulo, onde produziu obras ao lado de Keith Haring. Cofundador do grupo Tupynãodá – primeiro coletivo documentado de grafite em São Paulo e um dos primeiros a grafitar à luz do dia –, sofreu perseguição policial e foi processado criminalmente pela Prefeitura de São Paulo na gestão Jânio Quadros. O icônico mural do túnel Complexo Viário José Roberto Fanganiello Melhem (entre Paulista e Rebouças), realizado na década de 1980 e com quase 1.000 m², foi tombado em 1991. Rui também pintou cenários para a Rede Globo (Perdidos na Noite) e a TV Cultura (Castelo Rá-Tim-Bum). Trabalha com pintura, grafite mural, instalação, web art, desenho animado e cenografia.
Última atualização em 18/07/2026
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Obras catalogadas
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