Simone Fontana Reis (São Paulo, SP, 1965) é artista visual cuja pesquisa transita entre a cidade e a floresta, construindo pontes entre mundos distintos por meio da diversidade de linguagens e materiais. Sua formação inicial em artes visuais ocorreu no Brasil entre 1995 e 1997, sob orientação de Leda Catunda e Sérgio Romagnolo, seguida de graduação e pós-graduação (MA Fine Arts) na Central Saint Martins College of Art and Design (Londres), concluída em 2014. Em 1998 iniciou uma colaboração de longo prazo com a comunidade Kadiwéu (Centro-Oeste), e em 2017, patrocinada pelo Projeto Acaia, organizou oficinas na aldeia Bodoquena (MS) em parceria com Mônica Nador e Tania Ralston. No mesmo ano realizou a individual 'Nem Tudo que Reluz é Ouro' com o ecólogo Charles Clement no Bosque da Ciência (INPA, Manaus). Em 2019, a partir de sua primeira experiência com ayahuasca na comunidade Guarani do Rio Silveira (SP), aproxima-se do pajé Muru e do cacique Ninawa do povo Huni Kuin (Acre), implementando o projeto 'Maloca-escola e floresta' em aldeias do Rio Muru e do Rio Humaitá. A produção mais recente combina a técnica milenar da têmpera de ovo com pinturas a óleo e esculturas em bronze, cerâmica e madeira — frequentemente em colaboração com orquídeas vivas. As figuras recorrentes do ovo, da anta, da serpente, da samaúva e da orquídea estruturam fabulações que reforçam os saberes das cosmologias indígenas. Performance e música integram-se crescentemente à prática.
Última atualização em 18/07/2026
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