Tatiana Blass (São Paulo, SP, 1979) é artista plástica que vive e trabalha em Belo Horizonte. Destaca-se pela criação de pinturas, esculturas, vídeos e instalações que exploram o fragmento, o corte e a dissolução da forma. Desde a infância frequenta exposições e cursos de arte. No ensino médio, tem aulas com os artistas Alex Cerveny e Sandra Cinto. Em 1998, ingressa no bacharelado em Artes Plásticas do Instituto de Artes da UNESP, onde se forma em 2001, tendo como professores Rodrigo Andrade e Paulo Monteiro. Desde 1998, participa regularmente de exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior. Sua obra explora as linguagens da pintura, do vídeo, da instalação e do objeto sem tratá-las como universos estanques, criando diálogos que conferem unidade a um trabalho em constante transformação. Nas séries de pinturas dos anos 2000, formas recortadas harmonizam-se em camadas superpostas; na instalação Atavio (2004), no Ateliê397, essas formas escorrem pelo chão e pelas paredes — a primeira obra realizada diretamente no espaço. Em Zona morta (2007, Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo), uma faixa corta na mesma altura todos os objetos de uma sala de estar dos anos 1970, criando uma área vazia. Participa da 29ª Bienal Internacional de São Paulo (2010). No mesmo ano, a individual Cão cego no Museu de Arte Moderna da Bahia é sua primeira mostra em museu, apresentando experiências com o conceito de escultura-performance: materiais que derretem ao longo da exposição. Em 2011, Fim de partida, no CCBB-RJ, inspira-se na peça de Samuel Beckett — personagens de cera derretem no palco sob a luz dos refletores. No mesmo ano, recebe o Prêmio PIPA por voto popular e do júri. Em 2012, realiza residência artística no Gasworks, em Londres, como parte do prêmio PIPA. Em 2013, o Museum of Contemporary Art Denver comissiona a videoinstalação Electrical Room, e expõe na Johannes Vogt Gallery (Nova York). Em 2014, realiza residência na Fundação 3,14 Stiftelsen, Bergen, Noruega. Foi finalista do Nam June Paik Award, na Alemanha. Em 2025, apresenta Tornado Subterrâneo na Albuquerque Contemporânea (Belo Horizonte). É representada pela Galeria Millan (São Paulo) e pela Albuquerque Contemporânea (Belo Horizonte).
Última atualização em 18/07/2026
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Obras catalogadas
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