Foco: arte contemporânea em contexto comunitário, com exposições de artes visuais (Galeria Amarelo) e forte eixo de dança, teatro e música
O Centro de Artes da Maré (CAM) é um equipamento cultural da ONG Redes da Maré no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, aberto desde 2009. Ocupa um galpão de cerca de 1,2 mil metros quadrados na Nova Holanda, próximo à Avenida Brasil, que nasceu da parceria entre a Redes e a coreógrafa Lia Rodrigues - sua companhia ocupa o espaço em residência artística desde o início, antes mesmo das reformas que o transformaram em equipamento de referência em arte e cultura no território. O CAM abriga a Escola Livre de Dança da Maré (ELDM) e, desde 2014, a Galeria Amarelo, espaço expositivo de artes visuais idealizado pela fotógrafa Tatiana Altberg, ano em que o galpão-sede foi comprado por campanha de doações. Durante a pandemia de covid-19, o centro virou base de ajuda humanitária da campanha 'Maré diz NÃO ao coronavírus' e, depois, alvo de campanha internacional (com apoio da Fondation d'entreprise Hermès) para reforma do telhado e instalação de energia solar, com o propósito de se tornar referência em sustentabilidade e acessibilidade para a cidade. A vocação declarada é democratizar o acesso à arte e à cultura, quebrando estereótipos sobre os territórios de periferia. A visitação é gratuita, de segunda a sexta das 9h às 21h30 e sábados das 9h às 13h (no recesso da ELDM, de janeiro e fevereiro, das 10h às 18h).
Rua Bittencourt Sampaio, 181, Nova Holanda, Maré, CEP 21044-262
Última atualização em 03/09/2026
Oferta gratuita e contínua de exposições, aulas, oficinas, espetáculos, rodas de conversa e mostras. Nas artes visuais, a Galeria Amarelo (2014) sedia exposições temporárias, como a mostra sobre Augusto Boal (2015), a exposição sobre Conceição Evaristo em parceria com o Itaú Cultural (2017) e as mostras sobre a vida e obra de Conceição Evaristo e Abdias do Nascimento (2019). Na dança, abriga a Escola Livre de Dança da Maré e a residência da Lia Rodrigues Cia de Danças, que estreou no espaço Pororoca (2009), Piracema (2011), Pindorama (2013), Para que o céu não caia (2016), Fúria (2019) e Encantado (2021), além de receber o festival Panorama com workshops de Vera Mantero (2015) e Anne Teresa de Keersmaeker (2014) e a Mostra de Danças na Maré (2024). No teatro, acolhe o Teatro em Comunidades (UNIRIO), a Cia Marginal e o Grupo Atiro, com o projeto Maré de Espetáculos. Promove ainda o Curso de Mediadores Culturais (desde o ciclo Ponto de Cultura, 2010), a Mostra Maré de Música (com Mart'nália, Teresa Cristina, Liniker) e saraus, seminários e lançamentos de livros.
1 exposição catalogada de 1 artista do índice · 2023
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