Foco: arte contemporânea — exposições temporárias de artes visuais, cursos de difusão e memória (Universidade, democracia e direitos humanos)
O Centro Universitário Maria Antonia (MariAntonia) é um órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP, instalado no conjunto dos edifícios Rui Barbosa (Rua Maria Antônia, 294) e Joaquim Nabuco (nº 258), na Vila Buarque. O conjunto foi erguido nos anos 1930 para abrigar o Liceu Nacional Rio Branco e, em 1949, passou à USP, sediando a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL-USP) até 1968 — período em que a "Maria Antonia" se tornou o polo intelectual e político da universidade, com nomes como Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso. Em 2 e 3 de outubro de 1968, o prédio foi palco da Batalha da rua Maria Antônia, confronto entre estudantes da FFCL e integrantes do Comando de Caça aos Comunistas ligados ao Mackenzie, no qual morreu o secundarista José Guimarães e o Edifício Rui Barbosa foi incendiado, levando à transferência dos cursos para a Cidade Universitária. O conjunto foi tombado pelo Condephaat em 1988 (processo iniciado em 1985) e pelo Conpresp em 1991, reabrindo em 1993 como centro cultural da USP. A restauração iniciada em 2002, projeto premiado do escritório Una Arquitetos (coordenado por Fernanda Barbara e Fábio Valentim), adaptou o conjunto a um núcleo de arte contemporânea com praça pública entre os prédios — em 2012 o Edifício Joaquim Nabuco passou a receber exposições. Hoje o MariAntonia mantém espaços expositivos nos dois edifícios (Espaços 1 a 3 no Rui Barbosa, incluindo o Espaço MemoriAntonia com exposição permanente sobre a ditadura militar, e Espaços 1 a 5 no Joaquim Nabuco), a Biblioteca Gilda de Mello e Souza, a sala de cinema Carlos Reichenbach, o Cinusp e o Teatro da Universidade (TUSP), com visitação de terça a domingo, das 10h às 18h, e atividades gratuitas.
Rua Maria Antônia, 258 e 294, Vila Buarque, CEP 01222-010
Última atualização em 02/09/2026
Exposições temporárias de arte contemporânea nos espaços expositivos dos edifícios Rui Barbosa e Joaquim Nabuco, selecionadas via formulário aberto a artistas, curadores, coletivos e pesquisadores, avaliado por comissão consultiva duas vezes por ano. A programação segue dois eixos preferenciais — "Memória, Universidade e Democracia" e "Culturas urbanas, Artes e Ciências" — e se completa com cursos de difusão, palestras, lançamentos, cinema e atividades educativas gratuitas.
5 exposições catalogadas de 5 artistas do índice · 2003–2025
Sem artistas catalogados
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