Foco: arte afro-brasileira e africana (com núcleo de arte sacra afro-brasileira)
O Museu Afro-Brasileiro (MAFRO) é um órgão suplementar da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, criado em 1974 no âmbito do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) e inaugurado em 7 de janeiro de 1982, resultado de acordo entre os Ministérios das Relações Exteriores e da Educação e Cultura, o governo da Bahia, a prefeitura de Salvador e a UFBA. Foi primeiro organizado por Pierre Verger e inaugurado sob a direção do CEAO pela etnolinguista Yeda Pessoa de Castro. Sua missão é defender, estudar e divulgar tudo o que se relaciona com temas afro-brasileiros, atuando como espaço identitário das comunidades negras da Bahia e de diálogo com as culturas africanas e da diáspora. O museu funciona no largo do Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador (Pelourinho), no prédio neoclássico da Faculdade de Medicina da Bahia, primeira escola de medicina do Brasil, erguido no mesmo local do Real Colégio dos Jesuítas (séculos XVI a XVIII). Embora vinculado à Faculdade de Filosofia, está fisicamente instalado na Faculdade de Medicina, dividindo o prédio com o Museu de Arqueologia e Etnologia. Desde os anos 1990 a gestão técnico-administrativa é feita por docentes do Departamento de Museologia da UFBA, e a exposição de longa duração foi renovada entre 1997 e 1999 sob coordenação do museólogo Marcelo Cunha. O museu está em funcionamento e abre de segunda a sexta, das 9h às 17h, com intervalo entre 12h e 13h e entrada até 16h30 (ingresso a R$ 10 e meia-entrada a R$ 5, não abre feriados). Suas exposições de longa duração são a 'Artes do Crer', sobre cultura material religiosa afro-brasileira (projeto conceitual e curatorial da museóloga Graça Teixeira, que coordenou o museu entre 2011 e 2018), e o Mural dos Orixás de Carybé. A programação recente inclui mostras temporárias como 'Pretinhas Brincantes' (2025-2026), 'Nego Fugido - Memórias Quilombolas', do fotógrafo Nicola Lo Calzo (2025-2026), e 'Pano da Costa'.
Largo do Terreiro de Jesus, s/n, Prédio da Faculdade de Medicina da Bahia, Centro Histórico, CEP 40026-010
Última atualização em 28/08/2026
Mais de 1.100 peças de cultura material africana e afro-brasileira (esculturas, adornos, trajes e instrumentos musicais em madeira, metal, tecido, argila e cerâmica), organizadas em Coleção Africana, Coleção Afro-Brasileira e Arquivo Histórico. A Coleção Africana foi formada a partir das coletas de Pierre Verger, com aquisições nos anos 1970 vindas de Benin, Congo, Angola, Uganda e Moçambique, e a mostra 'MÁFRICAS' inclui cópias do Museu Real de Tervuren (Bélgica). A Coleção Afro-Brasileira reúne as coleções Estácio de Lima, Religiosidade Afro-Brasileira, Artes Plásticas, Blocos Afros e Folguedos e Capoeira. O núcleo de Cultura Material Religiosa Afro-Brasileira, apresentado na exposição de longa duração 'Artes do Crer', é reconhecido como documento da arte sacra de origem e inspiração africana produzida na Bahia. Na inauguração de 1982 o museu recebeu em regime de comodato o conjunto de 27 talhas monumentais em cedro de Carybé, entalhadas com incrustações de metal, búzios da costa e vidro, representando os orixás do candomblé baiano (Mural dos Orixás).
Sem exposições catalogadas
Nenhuma exposição de artista do índice em Museu Afro-Brasileiro (UFBA) foi catalogada até agora. As exposições aparecem aqui conforme a pesquisa de trajetória avança.
Sem artistas catalogados
Nenhum artista do índice tem obra catalogada em Museu Afro-Brasileiro (UFBA). O vínculo aparece aqui conforme a pesquisa de acervo avança.
Sem artistas do índice catalogados neste acervo, não há score médio nem genoma a calcular.