Foco: arte contemporânea e ancestralidade afro-brasileira e indígena - ateliê-escola com residências artísticas, oficinas (cerâmica, gravura, capoeira angola), cineclube e agroecologia
O Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes é um complexo artístico-cultural instalado em uma área de cerca de 6.313 m² no Loteamento Shangry-la, na região norte de Goiânia, autodenominado 'quilombo contemporâneo' e enraizado nos fundamentos civilizatórios afro-brasileiros e indígenas. Foi idealizado em 2021 e inaugurado em 2022 pelo artista visual Dalton Paula (Goiânia, 1982) e pela professora e pesquisadora Ceiça Ferreira, a partir da verba do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça recebida pelo artista. Sua estrutura em bioconstrução inclui captação de água da chuva, reservação de 106 mil litros, hortas, jardins de plantas medicinais, viveiros, biblioteca e ateliês, articulando arte, educação, meio ambiente e comunidade. Em junho de 2026, ao completar cinco anos, o projeto iniciou um processo de institucionalização: a curadora Beatriz Lemos (ex-curadora-chefe do MAM Rio e ex-Inhotim) assumiu a direção artística, com Dalton Paula permanecendo como diretor-presidente, além da criação de um fundo de sustentabilidade e de um programa de patronos. O espaço funciona como ateliê-escola aberto à comunidade, com oficinas de cerâmica ancestral (fornos de barro), gravura em metal, bordado, pintura, fotografia documental, escrita criativa e capoeira angola, cursos de história da arte afro-diaspórica, cineclube e a Biblioteca Rosana Paulino (mais de 4 mil títulos). Abriga os núcleos Sertão Verde (horta-escola agroecológica com banco de cerca de 130 espécies de sementes crioulas), Sertão Vermelho (piscicultura de tilápia em sistema de recirculação), Sertão Colorido (corporeidade, dança, tambores, coral e banda marcial) e o ateliê coletivo Jatobá Nascente, reunindo cerca de trinta pessoas. Mantém programa de residências artísticas em três modalidades (Local, Nacional e Internacional), com imersão na Comunidade Quilombola Engenho II do Quilombo Kalunga (Cavalcante/GO) e fechamento com Ateliê Aberto, e concede em parceria com o Instituto TeArt duas bolsas anuais de residência para artistas de todo o Brasil (304 inscrições na edição 2026, com prioridade a pessoas autodeclaradas negras e indígenas). O Sertão Negro participou da 35ª e da 36ª Bienal de São Paulo (com a ativação 'Sertão em nós: Reverberações', presente também na itinerância no Museu de Arte Contemporânea de Goiás), da mostra 'Histórias da Ecologia' do MASP (2025) e de projeto na Storefront for Art and Architecture, em Nova York (2025-2026).
Rua Goiazes, s/n, Loteamento Shangry-la (Chácaras Shangry-la), CEP 74690-900
Última atualização em 02/09/2026
Ateliê-escola com programação permanente e gratuita aberta à comunidade: oficinas de cerâmica ancestral, gravura em metal, bordado, pintura, fotografia documental e escrita criativa, capoeira angola, cursos de história da arte afro-diaspórica, cineclube e biblioteca comunitária. Programa de residências artísticas em três modalidades (Local, Nacional e Internacional), com bolsa, hospedagem e alimentação, imersão no Quilombo Kalunga (Cavalcante/GO) e encerramento com Ateliê Aberto, incluindo duas bolsas anuais em parceria com o Instituto TeArt. Núcleos socioambientais e coletivos: Sertão Verde (horta-escola e banco de sementes crioulas), Sertão Vermelho (piscicultura), Sertão Colorido (corporeidade e música) e ateliê coletivo Jatobá Nascente
Sem exposições catalogadas
Nenhuma exposição de artista do índice em Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes foi catalogada até agora. As exposições aparecem aqui conforme a pesquisa de trajetória avança.
Sem artistas catalogados
Nenhum artista do índice tem passagem catalogada em Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. O vínculo aparece aqui conforme a pesquisa avança.
Sem artistas do índice catalogados neste espaço, não há score médio nem genoma a calcular.