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Metodologia do score

Como calculamos a Carreira e o Momento

Dois índices resumem o reconhecimento que a trajetória de um artista acumulou no sistema da arte. A Carreira soma tudo o que já foi documentado; o Momento pesa mais o que aconteceu nos últimos anos. Cada ponto vem de uma evidência documentada, com fonte.

O que os índices medem

O índice cobre artistas contemporâneos brasileiros vivos, e estrangeiros radicados e em atividade no Brasil. Para cada um, reunimos os fatos públicos da carreira e medimos quanto dessa trajetória passou pelas instituições que dão legitimidade no campo — museus, bienais, galerias, prêmios, editoras, universidades.

Os índices não medem qualidade artística, e não são índices de preço. A presença no mercado — representação por galeria, feiras, resultados relevantes em leilão — é uma das formas de circulação, e pesa como as outras evidências desse eixo.

Evidências

A unidade dos índices é a evidência: um fato da carreira com fonte verificável — uma obra em acervo, uma individual, um prêmio, um livro. Cada evidência vale pontos conforme:

  • o tipo — uma individual em museu vale mais que uma coletiva em galeria;
  • o peso da instituição, numa escala de 1 a 5 — do circuito local às instituições canônicas globais, como a Bienal de Veneza e a Documenta;
  • a confiabilidade da fonte — o registro da própria instituição (base de acervo, catálogo, edital) pesa mais que um currículo ou um clipping;
  • o papel do artista — ser finalista vale menos que vencer; uma coletiva, menos que uma individual.

Não pontuam: eventos em que o artista paga para participar, atividades fora do circuito da arte e fatos sem fonte ou sem instituição identificável. Textos publicados pela própria galeria do artista contam com confiança reduzida.

Os seis eixos

As evidências se agrupam em seis eixos, cada um com o seu peso nos índices:

  • 38

    Institucionalização

    Obras em acervos públicos e em coleções institucionais, participação em bienais e grandes mostras, exposições em museus, institutos e centros culturais, comissionamentos e obras públicas.

  • 20

    Circulação profissional

    Exposições em galerias e em espaços independentes, feiras, representação por galeria e resultados públicos relevantes em leilão.

  • 15

    Recepção crítica

    Livros e catálogos sobre o artista, ensaios críticos, artigos acadêmicos, teses e dissertações, e matérias na imprensa especializada e na geral.

  • 12

    Fomento, prêmios e salões

    Prêmios vencidos e indicações, salões, editais públicos de fomento e bolsas.

  • 10

    Produção intelectual

    Livros, capítulos, artigos, ensaios de catálogo e textos curatoriais escritos pelo próprio artista.

  • 5

    Formação

    Graduação e pós-graduação em área relacionada, escolas livres, residências artísticas e grupos de pesquisa.

Não há eixo de mercado nem de internacionalização: a circulação internacional aparece no tipo das evidências e no peso das instituições, dentro de cada eixo.

Como os índices são compostos

  1. Os pontos das evidências de cada eixo são somados. Em acervos, ensaios críticos e imprensa, a repetição rende menos: a segunda e a terceira evidência do mesmo tipo contam menos que a primeira. O índice premia a trajetória, não o volume.
  2. Cada eixo tem um nível de referência. Até ele, os pontos contam inteiros; acima, seguem contando, cada vez menos: dobrar o lastro de um eixo não dobra o índice. Formação é a exceção, com teto, porque é um percurso que se completa.
  3. Cada eixo vale o seu peso no nível de referência, e o índice é a soma dos seis. Por isso 100 é a referência, não o máximo: quem passa do nível de referência em vários eixos fica acima de 100.
  4. O Momento faz a mesma conta pesando mais o recente: uma evidência de três anos atrás vale metade de uma deste ano, e uma de seis anos, um quarto. Evidência sem ano fica fora do Momento e segue contando na Carreira.

Na ficha, cada eixo mostra a sua parte em cada índice, e as seis partes somam a Carreira e o Momento.

Confiança

Ao lado dos índices, a confiança, de 0 a 100, diz quão sólida é a base de evidências de um artista — não a qualidade dele. Metade dela vem da confiabilidade das fontes; o resto, do número de evidências (até 12), da parcela já verificada e da parcela com ano preciso. Com menos de 12 evidências, o perfil marca a cobertura como incompleta.

Posição e percentil

A posição compara a Carreira do artista com a de todos os artistas do índice: #1 é a maior, e empates dividem a posição. O Momento tem posição própria, que aparece ao lado dele. O percentil diz qual parcela dos demais fica abaixo — percentil 90 quer dizer à frente de 90% deles.

Atualização e régua

Os índices são recalculados quando novas evidências são coletadas e revisadas, e o Momento também muda com a virada do ano: o que aconteceu fica um ano mais longe. A régua é fixa: um artista novo no índice não muda o número de ninguém. Mudar a régua é uma decisão explícita, publicada aqui com a data.

A série histórica do índice é um retrato tirado no dia 1º de cada mês, com a Carreira, o Momento e a posição de cada artista. Ela começa em outubro de 2026.

Limites

Os índices medem o que está documentado. Uma trajetória pouco registrada em fontes públicas aparece com índice menor, e a confiança baixa sinaliza isso. O Momento depende também do ano: a evidência sem ano conta na Carreira e fica fora dele. Artistas em início de carreira têm, naturalmente, menos evidências: a Carreira fala do reconhecimento acumulado, não de potencial.

O método em vigor é a versão 4, de outubro de 2026.

Independência

A nota não se compra. Nenhum artista, galeria ou assinante paga pelo score ou interfere nele, e assinar o índice não muda a nota de ninguém.

Encontrou um erro? Escreva para artpriceindex@gmail.com com o nome do artista e a fonte.

A Carreira e o Momento de cada artista, com os seis eixos e as evidências com fonte, estão no índice.

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