Foco: ensino livre de artes visuais contemporâneas — práticas artísticas, teorias e história da arte, estudos curatoriais e produção cultural
A Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) é uma escola livre de arte contemporânea fundada em 1975 por Rubens Gerchman, que foi seu primeiro diretor, e ocupa o palacete do Parque Lage na Rua Jardim Botânico, 414, aos pés do Corcovado. A escola resultou da transformação do Instituto de Belas Artes, criado em 1957 pela Secretaria de Cultura do Estado da Guanabara e transferido para o Parque Lage em 1966, em um modelo aberto, não seriado, experimental e transdisciplinar, no contexto da fusão dos antigos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, tendo sido renomeada Escola de Artes Visuais por decreto em 1976. O palacete, construído em 1920 a partir de projeto do arquiteto italiano Mario Vodret como residência do industrial Henrique Lage e da cantora Gabriela Besanzoni, é tombado pelo IPHAN e pelo INEPAC e está temporariamente fechado para restauro (projeto anunciado em 2019), com a escola mantendo matrículas abertas e programação ativa em 2026. Nos anos 1970, a EAV tornou-se um ambiente de resistência cultural ao regime militar, reunindo cerca de 65 oficinas e dois mil alunos, a 1ª Exposição Mundial de Fotografia, montagens como O Rei da Vela de José Celso Martinez Corrêa, o núcleo de cinema CINEAVE e a primeira revista gay brasileira, a Lampião. Em 1984, a exposição Como vai você, Geração 80?, com curadoria de Marcus Lontra e Paulo Roberto Leal, reuniu 123 artistas, entre eles Beatriz Milhazes, Leonilson, Leda Catunda e Luiz Zerbini, consagrando a escola como berço dessa geração. Em 2000, o projeto Zona Instável foi inaugurado nas Cavalariças do parque, galpão de usos expositivos ligado à escola, consolidando o Parque Lage como um dos centros mais vibrantes da criação contemporânea no país. Escola pública de âmbito estadual, vinculada historicamente ao governo do Rio de Janeiro, a EAV conta com o apoio da AMEAV, associação sem fins lucrativos que capta recursos e articula parcerias para seus programas. Seu Programa de Ensino articula cursos livres presenciais, online e híbridos em três eixos de formação e três etapas (Fundamentos, Desenvolvimento, Avançado), somando o Programa de Formação Gratuita, oferecido por chamada pública com 65 participantes por semestre, e o Programa de Bolsas para Cursos Livres, com 50 bolsas integrais por semestre. A escola mantém ainda programação cultural com exposições, o cineclube CINE LAGE, visitas mediadas e participação em edições da ArtRio em apoio ao programa de bolsas.
Rua Jardim Botânico 414, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 22461-000
Última atualização em 04/09/2026
Cursos livres presenciais, online e híbridos, de duração contínua (formato ateliê, entrada e saída livres), semestral (cerca de 4 meses) ou curta (até 2 meses), organizados em três eixos de formação — Práticas Artísticas, Teorias, História da Arte e Estudos Curatoriais, e Práticas de Produção Cultural — e três etapas (Fundamentos, Desenvolvimento, Avançado), sem caráter seriado nem diplomante. Além dos cursos pagos, oferece o Programa de Formação Gratuita (três cursos semestrais próprios selecionados por chamada pública, 65 participantes por semestre) e o Programa de Bolsas para Cursos Livres (50 bolsas integrais por semestre), com corpo docente que inclui nomes como Anna Bella Geiger, Iole de Freitas, Cadu e Domingos Guimaraens.
18 exposições catalogadas de 17 artistas do índice · 1984–2024
Sem artistas catalogados
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