Foco: arte contemporânea - exposições temporárias de artes visuais, sem acervo permanente
O Paço Imperial, na Praça XV de Novembro (Marco Zero do Rio de Janeiro), é considerado o mais importante edifício civil colonial do Brasil. Erguido como Casa dos Governadores da capitania - projeto do engenheiro militar José Fernandes Pinto Alpoim concluído em 1743, aproveitando o antigo Armazém Real e a Casa da Moeda -, tornou-se Paço dos Vice-Reis em 1763, Paço Real em 1808 com a chegada de D. João VI e Paço Imperial após a Independência. Ali ocorreram o Dia do Fico (1822) e a assinatura da Lei Áurea (1888). Tombado pelo Sphan em 1938, abrigou os Correios e Telégrafos após a República e ficou descaracterizado até a restauração do IPHAN, conduzida pelo arquiteto Glauco Campello com base em pesquisas históricas e arqueológicas, que devolveu ao prédio as feições de 1818. Reaberto como centro cultural vinculado ao IPHAN - inaugurado no fim de 1984 segundo a Enciclopédia Itaú Cultural, ou 1985 conforme o próprio IPHAN e a Riotur -, foi o primeiro equipamento cultural do entorno da Praça XV e é tratado como o mais antigo centro cultural da região central do Rio, celebrando 40 anos em 2026 com a mostra Constelações. Sem acervos ou coleções permanentes - a arquitetura e a história do prédio são tratadas como seu maior acervo, nas palavras do diretor de longa data Lauro Cavalcanti -, o Paço se define como espaço de exposições de arte contemporânea, pesquisa e difusão, integrando patrimônio e produção atual. Hoje é administrado em parceria com a Associação de Amigos do Paço Imperial (AAPI), associação civil criada em 1991 que capta recursos via Lei Rouanet e doações para viabilizar a programação anual. O prédio de quatro fachadas reúne galerias distribuídas por salões e dois pátios internos, a Biblioteca Paulo Santos (cerca de oito mil volumes e obras raras dos séculos XVI a XVIII, doadas pelo arquiteto), o Ateliê Sérgio Camargo, cinema (Cine Estação Paço) e áreas comerciais como livraria, loja, bistrô e restaurante. As exposições funcionam de terça a domingo e feriados, das 12h às 18h, sempre com entrada franca, complementadas por visitas mediadas (inclusive em Libras), audioguia bilíngue e programa educativo para escolas das redes pública e privada.
Praça XV de Novembro, 48, Centro, 20010-010
Última atualização em 02/09/2026
Exposições temporárias de artes visuais de grande, médio e pequeno porte, concebidas por curadores convidados ou pela direção da instituição e avaliadas por uma Comissão de Programação de notória experiência - historicamente focadas em arte contemporânea nacional e internacional (de Anna Bella Geiger, Beatriz Milhazes e Cildo Meireles a Constelações, mostra de 40 anos com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas em 2026). A programação inclui ainda espetáculos de artes cênicas, concertos musicais, seminários, colóquios e palestras, além de consistente programa educativo com visitas mediadas para escolas da rede pública e privada, oficinas de capacitação (monitoria, museologia, montagem e iluminação de exposições) e ações de acessibilidade (visitas em Libras e audioguia bilíngue). Parcerias recorrentes: mostras dos artistas premiados do PIPA e da Coleção Instituto PIPA desde 2020, com atividades em parceria com a Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
50 exposições catalogadas de 49 artistas do índice · 1998–2025
Sem artistas catalogados
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