39 instituições no índice.
O Bacharelado em Artes da Universidade Federal Fluminense, criado em 2012, é a formação em artes visuais da UFF, sediada no Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS), no Campus do Gragoatá (Bloco J), no bairro de São Domingos, em Niterói. De vocação transdisciplinar e experimental, o curso não tem habilitações formais (pintura, gravura, escultura), acolhe cerca de 20 novos estudantes por semestre e tem duração mínima de 4 anos, com percursos formativos flexíveis nos campos híbridos da arte contemporânea. O IACS organiza-se em departamentos (Arte, Ciência da Informação, Cinema e Vídeo, Comunicação Social, Estudos Culturais e Mídia), cabendo ao Departamento de Arte a graduação em Artes, que conta com a galeria GAIA - Campo Aberto das Artes em seu prédio. Na pós-graduação, a formação em artes no instituto se dá pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA), com mestrado, doutorado e pós-doutorado, também sediado no IACS/Campus do Gragoatá — não há um 'PPG em Artes Visuais' separado na UFF. O bacharelado mantém parcerias que levam atividades a equipamentos culturais de Niterói e do Rio de Janeiro, como o MAC, o MAR e o Centro Cultural Paschoal Carlos Magno.
Desde 2012
O Ceart, oficialmente denominado Centro de Artes, Design e Moda da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), é a unidade multidisciplinar do estado dedicada ao ensino superior em artes. Foi criado em 1985 no bairro Itacorubi, em Florianópolis, para abrigar a Licenciatura em Educação Artística existente desde 1974 na antiga Faculdade de Educação (Faed), e hoje reúne também cursos de Música, Artes Cênicas, Design e Moda. Sua sede fica na Avenida Madre Benvenuta, 1907, Itacorubi. No campo das artes visuais, o Bacharelado em Artes Plásticas foi criado em 1994 e, em 2008, as duas matrizes foram reformuladas com os nomes atuais de Bacharelado e Licenciatura em Artes Visuais. O centro mantém ainda o Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV), com Mestrado iniciado em 2005 e Doutorado a partir de 2013.2, organizado em torno do ensino das artes visuais, dos processos artísticos contemporâneos e da teoria e história das artes visuais.
Desde 1985
O Centro de Artes (CAr) é a unidade acadêmica da Universidade Federal do Espírito Santo dedicada às artes, à comunicação e ao design, sediada no CEMUNI II do campus de Goiabeiras, em Vitória (Av. Fernando Ferrari, 514). Foi criado em junho de 1971, no contexto da Reforma Universitária de 1968, a partir da antiga Escola de Belas Artes do Espírito Santo (criada em setembro de 1951, com o pintor Homero Massena como primeiro diretor e cursos iniciais de Pintura, Gravura, Decoração e Professorado de Desenho), que se fixou no campus em julho de 1969. Dos departamentos originais (Formação Artística, Artes Industriais e Decorativas e Fundamentos Técnico-Artísticos), o centro cresceu com a incorporação de Arquitetura e Urbanismo e, em 2006, do Departamento de Comunicação Social, vindo do CCJE. A entidade segue existindo com o nome Centro de Artes e direção escolha por consulta eleitoral à comunidade acadêmica. Hoje reúne cinco departamentos — Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais, Comunicação Social, Design e Teoria da Arte e Música — e é a sede da formação em artes visuais da UFES: a Licenciatura em Artes Visuais (integral e noturno) e o Bacharelado em Artes Plásticas, além do Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGA), com mestrado criado em 2006, doutorado posterior (o primeiro da área na UFES) e conceito CAPES 4 no ciclo 2017-2020, na área de concentração Arte e Cultura. O centro conta com cerca de 160 servidores e mantém equipamentos culturais no campus, como teatros e galerias universitárias.
O Centro de Artes é a unidade da Universidade Federal de Pelotas (UFPel, instituída em 1969) dedicada ao ensino das artes. Sua origem remonta à Escola de Belas Artes Cármen Trápaga Simões, criada em 1949 na cidade e depois incorporada à universidade, e ao Instituto de Artes (IA), que iniciou suas atividades em 12 de abril de 1971 com o primeiro vestibular das licenciaturas em Artes Plásticas e em Música. Em 2005 a unidade passou a se chamar Instituto de Artes e Design (IAD) e, em 4 de novembro de 2010, a Portaria 1.718 criou o Centro de Artes, resultante da junção do IAD com o Conservatório de Música. Hoje é uma unidade federal gratuita, com atuação central na formação em artes visuais do sul do Rio Grande do Sul. Instalado em dois prédios no centro de Pelotas (Bloco 1 na Rua Coronel Alberto Rosa, 62, e Bloco 2 na Rua Álvaro Chaves, 65), o Centro de Artes agrega 18 cursos de graduação nas áreas de artes visuais, design, design de jogos, cinema, dança, música e teatro, além do Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGARTES), com mestrado e doutorado. Os cursos de Artes Visuais mantêm bacharelado e licenciatura, com ateliês de pintura, escultura, gravura e outras linguagens. O Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (MALG, fundado em 1986) funciona como órgão suplementar do Centro de Artes, constituindo camada museal irmã desta ficha.
A Licenciatura em Artes Visuais da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) foi criada em 2002 pela Resolução UNIV nº 25, de 16 de setembro de 2002, com o nome original de Licenciatura em Artes com ênfase em Artes Visuais, e recebeu a primeira turma em 2003, com 20 vagas. O curso é administrado academicamente pelo seu colegiado, vinculado ao Departamento de Artes (criado pela Resolução Univ. nº 43, de 10 de dezembro de 2008) do Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes. Funciona no Campus Uvaranas (Central de Salas, Sala 59), em Ponta Grossa, em turno vespertino, como curso presencial de 4 anos reconhecido pelo Decreto nº 3.619, de 2 de março de 2016, com ingresso pelo Processo Seletivo Seriado (PSS). O colegiado, responsável pela qualidade didático-pedagógica do curso, mantém o Instagram @colegiado_artes_uepg e o curso segue ativo (recepção de calouros 2026 e PSS 2026 em andamento), com a galeria GAUEPG como espaço de exposição vinculado à formação.
Desde 2002
O Departamento de Artes (DEART) é a unidade do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da UFRN responsável pelo ensino das artes no Campus Universitário de Natal, abrigando as licenciaturas em Artes Visuais, Teatro e Dança. Sua origem remonta à aprovação do curso de Educação Artística pelas Resoluções 42/1975-CONSUNI e 72/1975-CONSEPE, de 1º de agosto de 1975, licenciatura curta com habilitações em Desenho e Música que incorporou Artes Plásticas em 1978 e se tornou licenciatura plena em 1980. A partir de 2005, seguindo a LDB e as diretrizes curriculares, o ensino foi segmentado em cursos próprios (Artes Visuais em 2005, Teatro em 2006 e Dança em 2008), e a área de Design, antes ligada ao departamento, migrou para o novo Departamento de Design (DDGN) criado em 2020. No campo das artes visuais, o DEART mantém a Licenciatura em Artes Visuais (presencial, turno integral, 44 vagas anuais, CPC 4 em 2025), voltada à formação de professores e mediadores para a rede básica e para espaços não formais como museus, galerias e centros culturais, e abriga o PPGAV, Mestrado Acadêmico em Artes Visuais aprovado pelo CONSEPE em outubro de 2023, recomendado pela CAPES em 2024 e reconhecido pelo MEC em março de 2025, com área de concentração em Teorias e Práxis das Artes Visuais. O departamento ocupa prédio próprio (Principal e Anexo) na Avenida Senador Salgado Filho, 3000, entre o DAS e a Comperve, próximo ao Anfiteatro da UFRN, e mantém a Galeria Laboratório do DEART e a Semana de Artes Visuais (SAV) como braços de exposição e extensão dos cursos.
A Escola de Belas Artes da UFMG (EBA) é pioneira no ensino de Artes em Minas Gerais em nível de graduação, especialização, mestrado e doutorado. Suas origens remetem ao Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte, criado em 1944 pelo então prefeito Juscelino Kubitschek, mas o marco inaugural da Escola se deu em 5 de abril de 1957, com a criação do Curso de Arte pela Congregação da Escola de Arquitetura da Universidade de Minas Gerais, ainda no centro de Belo Horizonte. Transferida para o campus Pampulha em 1963 e desvinculada da Escola de Arquitetura em janeiro de 1968, a EBA foi formalmente criada como unidade acadêmica pelo Decreto-Lei nº 62.317, de 28 de fevereiro de 1968, instalando-se em sede própria no Campus Pampulha em 1972. Hoje a escola é uma unidade multidisciplinar da UFMG com cerca de 115 docentes em três departamentos (Artes Plásticas, Desenho e Fotografia, Teatro e Cinema), oferecendo seis cursos de graduação integrais — com destaque para Artes Visuais (bacharelados em Artes Gráficas, Desenho, Escultura, Gravura e Pintura, além de Licenciatura) —, duas graduações interunidades (Design, com a Escola de Arquitetura, e Museologia, com a Escola de Ciência da Informação) e pós-graduação em Artes classificada com nota 5 pela Capes (mestrado e doutorado acadêmicos, Especialização em Ensino de Artes Visuais a distância e Mestrado Profissional PROF-ARTES). Abriga ainda o CECOR (Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, criado em 1980), referência nacional na área. Entre seus ex-alunos destacam-se Ana Maria Tavares, Rivane Neuenschwander, Paulo Nazareth, Cinthia Marcelle, Mabe Bethônico e Jonathas de Andrade.
A ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) foi criada em 16 de junho de 1966 como Escola de Comunicações Culturais (ECC), por decreto estadual assinado pelo governador Laudo Natel, e adotou o nome atual em 1969, quando passou a oferecer formação universitária na área de Artes. É uma das unidades de ensino da USP — universidade pública mantida pelo Estado de São Paulo — e sua sede fica na Cidade Universitária (Butantã), na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, em São Paulo. Em 2026 a escola completa 60 anos. A formação em artes plásticas começou em 1971, quando surgiram as graduações em Artes Plásticas e Música e foi fundado o Departamento de Artes Plásticas (CAP), com a proposta de integrar à universidade o conhecimento gerado pela prática artística. Hoje o CAP oferta o Bacharelado em Artes Visuais e a Licenciatura em Artes Visuais, curso estruturado a partir de 2020, com duração ideal de oito semestres, currículo permeável, prova de habilidades específicas no vestibular e possibilidade de obter os dois títulos em no mínimo seis anos. Na pós-graduação, o Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV) é o mais antigo do Brasil na área de artes, com mestrado lançado em 1972 (implementado oficialmente em 1974) e doutorado criado em 1980, que por 15 anos foi o único doutorado em artes plásticas do país. O programa, ligado historicamente a nomes como Walter Zanini — cofundador do curso de Artes da ECA e ex-diretor do MAC USP (museu da universidade, perfilado à parte) —, mantém as áreas de concentração Poéticas Visuais e Teoria, Ensino e Aprendizado da Arte. O CAP mantém ainda o espaço expositivo Espaço das Artes (EdA) e cursos de cultura e extensão abertos ao público.
A Escola de Belas Artes da UFRJ é herdeira direta da Academia Imperial de Belas Artes, inaugurada em 1826 no Rio de Janeiro a partir do projeto de Joachim Lebreton e da Missão Artística Francesa, chegada em 1816, quando D. João VI criou a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios — marco do ensino artístico oficial no Brasil. Com a República, virou em 1890 a Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), referência do academicismo carioca e formadora de gerações de artistas, de Rodolfo Amoedo a Portinari. Foi incorporada à universidade em 1931 (Universidade do Rio de Janeiro, depois Universidade do Brasil em 1937) e, em 1965, passou a se chamar Escola de Belas Artes (EBA), unidade do Centro de Letras e Artes (CLA) da UFRJ. Não confundir com o MNBA (Museu Nacional de Belas Artes), museu irmão instalado no antigo prédio da escola na Praça Tiradentes. Entre 1974 e 1975 a escola migrou do centro do Rio para o Edifício Jorge Machado Moreira (JMM), na Cidade Universitária da Ilha do Fundão — prédio modernista projetado pelo arquiteto homônimo com jardins e painel de Roberto Burle Marx, compartilhado com a FAU e o IPPUR e tombado em 2016. Ali funcionam a Biblioteca Integrada EBA/FAU/IPPUR, o Ateliê de Pintura Cândido Portinari (o "Pamplonão", criado em 1990 na gestão de Fernando Pamplona) com a Galeria Macunaíma e os laboratórios do curso de Conservação e Restauração. A escola mantém ainda unidades de memória próprias — o Museu Dom João VI (criado em 1979, com acervo da AIBA e da ENBA), a Biblioteca de Obras Raras (acervo iniciado em 1834) e o Arquivo Histórico. A página oficial de contatos da UFRJ registra hoje a Direção da EBA no Edifício da Faculdade de Letras (Av. Horácio Macedo, 2151, Bloco D), sob direção da professora Madalena Ribeiro Grimaldi. A EBA está ativa: oferece 13 cursos de graduação e a pós-graduação stricto sensu em Artes Visuais (PPGAV, criado em 1985) e em Design (PPGD, 2016), realiza a Bienal da EBA (10ª edição em 2025, no Centro Cultural dos Correios) e mantém, desde novembro de 2025, exposição e laboratórios em funcionamento no JMM, com eleição de direção para a gestão 2026-2030 em curso. O site oficial (eba.ufrj.br) estava inacessível no acesso direto em 04/09/2026, e os dados foram conferidos via snapshot de 03/12/2025 no Wayback Machine.
Fundada em 17 de dezembro de 1877 pelo pintor Miguel Navarro Cañizares como Academia de Belas Artes da Bahia, é a segunda escola de artes do Brasil e a segunda escola superior da Bahia. Em 1891 passou a se chamar Escola de Belas Artes da Bahia, nome com o qual foi incorporada, em dezembro de 1948, à recém-criada Universidade da Bahia, atual UFBA, tornando-se a Escola de Belas Artes da UFBA (EBA-UFBA). Desde o fim da década de 1960 está sediada no campus do Canela, em Salvador, no edifício da Avenida Araújo Pinho tombado como patrimônio cultural da Bahia (Lei 8.895/2003 e Decreto 8.722/2003), onde mantém a Galeria Cañizares (fundada em 1970), a Galeria do Aluno e acervo próprio. Hoje é a unidade de artes visuais e design da UFBA. Oferece graduação em Artes Visuais, Design, Design de Interiores e Licenciatura em Desenho e Plástica, pós-graduação stricto sensu com o PPGAV (Mestrado e Doutorado em Artes Visuais, linhas História e Teoria da Arte e Processos de Criação Artística) e o PPGDesign (Mestrado em Design), especialização lato sensu em Arte-Educação, cursos livres e extensão, apoiados em laboratórios de gravura, cerâmica, fotografia, desenho, serigrafia (NAPEX) e fabricação digital (FabLab).
Desde 1877
A Escola de Música e Belas Artes do Paraná, chamada em Curitiba apenas de "Belas Artes", nasceu de um movimento deflagrado em 1947 na Sociedade de Cultura Artística Brasílio Itiberê e começou a funcionar em 17 de abril de 1948, sendo oficializada pela Lei estadual nº 259, de 3 de outubro de 1949, e reconhecida pelo Conselho Federal de Educação desde 1954. A organização foi confiada ao professor Fernando Corrêa de Azevedo, que estudou escolas congêneres como a Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (futura Guignard) e reuniu um corpo docente que incluiu Bento Mossurunga, Waldemar Curt Freyesleben e Frederico Lange de Morretes, formando gerações de artistas paranaenses a partir da primeira sede na Rua Emiliano Perneta (nº 50, depois nº 179). Estabelecimento público estadual de ensino superior, a EMBAP é hoje o Campus de Curitiba I da UNESPAR — universidade criada por lei estadual em 2001, que saiu do papel em 2011 e foi credenciada por decreto em 4 de dezembro de 2013, reunindo oito faculdades estaduais. Funciona em duas sedes no centro de Curitiba (Rua Barão do Rio Branco, 370, e Rua Saldanha Marinho, 131), atende cerca de 1.250 alunos e mantém o Centro de Artes e Museologia (Bacharelado e Licenciatura em Artes Visuais, Bacharelado em Museologia), o Mestrado em Artes Visuais (PPGAV) e a Galeria EMBAP, além do Centro de Música com Mestrado em Música (PPGMUS), que completa a vocação dupla do nome. Não confundir com a Faculdade de Artes do Paraná (FAP), atual Campus Curitiba II da UNESPAR: instituição irmã distinta, herdeira do Conservatório Estadual de Canto Orfeônico e da Faculdade de Educação Musical do Paraná, que entrou na UNESPAR ao lado da EMBAP.
A Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) foi criada por decreto em 5 de dezembro de 1962, no governo Carlos Lacerda no Estado da Guanabara, com atividades iniciadas em 1963, e foi a primeira instituição do Brasil a oferecer curso de graduação em design de nível superior. Foi concebida pelos designers Alexandre Wollner e Karl Heinz Bergmiller, ex-alunos e professores da Hochschule für Gestaltung (HfG) de Ulm, adotando currículo de inspiração ulmiana (e, indiretamente, bauhausiano). Em 1968 seu currículo foi aceito pelo CFE como o primeiro currículo mínimo do país para o bacharelado em Desenho Industrial. A partir de 1975 a escola foi integrada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Hoje a ESDI é uma unidade da UERJ com sede em conjunto de prédios na Lapa (Rua do Passeio, 80), no centro do Rio de Janeiro, e segunda unidade em Petrópolis, onde o curso de Arquitetura e Urbanismo foi iniciado em 2016. Apresentada pela UERJ como a primeira e maior instituição de ensino superior de design da América Latina, oferece o bacharelado em Design (desde 2017 estruturado em cinco eixos, em lugar da antiga dupla habilitação em programação visual e projeto de produto), o mestrado (2005) e o doutorado (2013) em Design pelo PPDESDI, além de pesquisa e extensão. Em 2007 foi incluída pela revista BusinessWeek entre as 60 melhores escolas de design do mundo e, em 2023, promoveu a programação de abertura dos seus 60 anos (ESDI 60).
A Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) foi criada em 1947 a partir do testamento do conde Armando Alvares Penteado, empresário do café e mecenas que deixou orientação para que parte de seus bens fosse vendida na criação de uma escola de artes com pinacoteca em São Paulo. O projeto foi executado pela viúva do conde, Annie, e pelo irmão dele, Sílvio Alvares Penteado, primeiro presidente da Fundação. A sede em Higienópolis (Rua Alagoas, 903) tem prédio principal projetado pelo arquiteto francês Auguste Perret, a única obra sua na América Latina. Os primeiros cursos de arte começaram em 1954 e, em 1967, a instituição abriu seu primeiro curso universitário, origem da Faculdade de Artes Plásticas e Comunicações. Em 2021, o MEC credenciou o Centro Universitário FAAP, unificando as oito faculdades da fundação. Considerada a primeira escola de formação em Artes Visuais de São Paulo, a FAAP mantém hoje um curso de graduação em Artes Visuais (bacharelado e licenciatura, com possibilidade de dupla titulação) de estrutura transdisciplinar, sem trilhas fixas por técnica, com turmas limitadas a 30 alunos e acesso à Residência Artística FAAP-Paris. A oferta no campo visual inclui ainda design, moda, animação, cinema, produção audiovisual e arquitetura e urbanismo, além de pós-graduação e cursos livres e de extensão. No mesmo campus funciona o Museu de Arte Brasileira (MAB-FAAP), criado no início da década de 1960 e com acervo de mais de 3 mil obras — perfilado separadamente no projeto (_MUSEUS, mab_faap).
A Faculdade de Artes do Paraná (FAP) tem linhagem reivindicada desde 1916, quando o maestro Leo Kessler fundou o Conservatório de Música do Paraná, transformado em 1931 na Academia de Música do Paraná sob o maestro Antonio Melillo. Em 1956 Melillo e a professora Clotilde Espínola Leinig criaram o Conservatório Estadual de Canto Orfeônico, que em 1966 deu origem, junto com a Academia, à Faculdade de Educação Musical do Paraná (FEMP). Em 1991 a FEMP tornou-se a Faculdade de Artes do Paraná, ampliou-se para as artes cênicas e a dança e depois para o cinema (2005) e, em 2013, integrou a Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) como Campus de Curitiba II. Funciona em três sedes em Curitiba: Cabral (Rua dos Funcionários, 1357 — artes visuais, música e musicoterapia, com a Galeria Laila Tarran), SEARC-Artes da Cena (Rua dos Funcionários, 1756) e Boqueirão (Rua Salvador de Ferrante, 1610, cinema e audiovisual). A FAP é instituição distinta da EMBAP (Escola de Música e Belas Artes do Paraná, UNESPAR Campus de Curitiba I, no centro de Curitiba): o Bacharelado em Artes Visuais é ofertado pela EMBAP, enquanto a FAP mantém a Licenciatura em Artes Visuais. Na pós-graduação, a FAP abriga o PPGARTES (Programa de Pós-Graduação em Artes, Mestrado Profissional, aprovado pela CAPES em 2018 com primeira turma em 2019), o Mestrado Acadêmico em Cinema e Artes do Vídeo e o Mestrado Profissional em Educação Inclusiva.
A UNIPAN - União Pan-Americana de Ensino foi uma instituição privada de ensino superior de Cascavel (PR), mantenedora da Faculdade de Ciências Aplicadas de Cascavel (FACIAP), que iniciou suas atividades acadêmicas em 19 de março de 1999 com quatro cursos e chegou a 17 graduações em três institutos, distribuídos pelos campi Avenida e Lago - entre elas a Licenciatura em Artes Visuais, abrigada no Instituto de Educação e Ciências Biológicas. Em 2008 a UNIPAN adotou o Sistema Educacional UNIBAN (Universidade Bandeirante de São Paulo) e, em setembro de 2011, o grupo Uniban - com cerca de 2,5 mil alunos da Faciap em 16 cursos - foi adquirido pela Anhanguera Educacional (hoje rede Anhanguera/Unopar do grupo Kroton/COGNA), que incorporou o câmpus local. O CNPJ original da UNIPAN foi baixado em 2012 e a unidade segue ativa na Avenida Brasil 7210, Centro, como Faculdade Anhanguera de Cascavel (IES 1258), atualmente com 11 cursos presenciais. A formação em Artes Visuais sobrevive na cidade apenas na modalidade semipresencial da rede Anhanguera/Unopar (licenciatura de 8 semestres com desenho, pintura, escultura, cerâmica, gravura, fotografia e artes digitais, mais arte-educação e estágios supervisionados), ofertada no polo Unopar Cascavel Centro com turmas previstas para 2026 - o curso não consta entre os presenciais da IES no Censo da Educação Superior 2024.
A Faculdade Paulista de Artes (FPA) é uma instituição privada de ensino superior de artes fundada em 1998 pelo Prof. Dr. Luiz Rogério Telles Scaglione para desenvolver o ensino das artes no estado de São Paulo, recredenciada pelo MEC pela Portaria nº 534, de 2 de junho de 2015. Funciona na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 1200, no Bixiga/Bela Vista, em São Paulo, com aulas presenciais e prática em ateliês e estúdios. Oferece graduação (licenciaturas em Artes Visuais, Teatro e Dança, bacharelado em Design, segunda licenciatura e Formação de Professores em Artes R-2), pós-graduação lato sensu (Arteterapia, Arte-Educação, História da Arte, entre outras) e cursos livres, e segue em operação com o Processo Seletivo do 2º semestre de 2026 em andamento. Ressalva de fontes: a página institucional do Grupo Cruzeiro do Sul afirma em sua linha do tempo a aquisição da FPA ainda em 1988, o que conflita com a fundação de 1998 e não pôde ser conferida no cadastro do e-MEC (acesso bloqueado) para identificar a mantenedora vigente.
Desde 1998
Fundada em 23 de setembro de 1925 como Academia de Belas Artes de São Paulo, por iniciativa de Pedro Augusto Gomes Cardim — com a presença de nomes como Mário de Andrade e Menotti Del Picchia —, é a instituição pioneira do ensino superior de artes em São Paulo. Nos anos 1930 abrigou o acervo da Pinacoteca do Estado por sete anos, e as duas instituições dividiram o prédio na Praça da Luz de 1942 até a mudança da escola para a Vila Mariana, na década de 1980, onde permanece. O primeiro Salão Paulista (1934) contou com Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Alfredo Volpi, e Benedito Calixto Neto formou-se no primeiro curso de arquitetura da cidade. Credenciada como Centro Universitário pela Portaria MEC 3.206/2002 e recredenciada pela Portaria MEC 877/2025, a instituição privada é mantida pela FEBASP (Associação Civil) e celebrou seu centenário em 2025. Opera hoje os campi Vila Mariana (sede, Rua Dr. Álvaro Alvim, 90), Paraíso (Rua Estela, 64) e Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, além de unidade em Sorocaba-Votorantim, com graduação e pós-graduação em artes visuais, design, moda, arquitetura, comunicação e áreas afins, e em 2026 anunciou a aquisição da Faculdade Méliès, escola especializada em animação.
Desde 1925
A Faculdade Santa Marcelina (FASM) é uma instituição privada confessional católica mantida pela Associação Santa Marcelina, braço educacional das Irmãs de Santa Marcelina, cuja rede educacional atua em São Paulo desde 1912. Segundo o histórico oficial, a FASM foi fundada em 1929, foi reconhecida pelo Decreto Federal 2.708/34 e reautorizada pelo Parecer 1.043/80 e pela Portaria Ministerial 519, de 31 de agosto de 1981. Opera em duas unidades na cidade de São Paulo: Perdizes (Rua Doutor Emílio Ribas, 89), sede histórica dos cursos de artes, e Itaquera (Rua Cachoeira Utupanema, 40), iniciada em 1999 e voltada sobretudo às áreas de saúde e negócios, além de campus em Muriaé (MG). O ensino de artes é sua vocação mais tradicional: a Enciclopédia Itaú Cultural registra licenciatura em desenho e artes plásticas cursada na FASM já em 1961-1964, e o histórico oficial de 2011 listava Licenciatura em Educação Artística (Artes Plásticas e Música) e Bacharelado em Artes Plásticas, além de mestrado em Artes Visuais. Atualmente o curso de graduação ativo é o bacharelado em Artes Visuais (8 semestres, presencial, na unidade Perdizes), com laboratórios de pintura, gravura e escultura, complementado por pós-graduações lato sensu na área de artes como Poéticas e Pesquisas Visuais. Entre os egressos divulgados pela própria faculdade estão Lucas Arruda, Nino Cais, Bruno Dunley, Raquel Garbelotti, Raphael Franco e Kika Goldstein.
A Faculdade de Artes Visuais da UFG é herdeira do Instituto de Belas Artes de Goiás (IBAG), criado pela Lei estadual nº 3.113 de 9 de novembro de 1960 e iniciado em março de 1962 na antiga sede do Museu de Arte Moderna, no Lago das Rosas, em Goiânia. Incorporada definitivamente à UFG pelo Decreto Federal nº 60.675 de 1967, integrou o Instituto de Artes entre 1968 e 1996 (fusão com o Conservatório Goiano de Música), até que a reforma administrativa de 1996 criou a FAV como unidade autônoma, ao lado da Escola de Música e Artes Cênicas (EMAC). Desde 25 de março de 2013 ocupa prédio próprio no Campus Samambaia (Campus II), com ateliês, laboratórios e auditório, e abriga a Galeria da FAV (Espaço Prof. Antônio Henrique Péclat, 2002), que conserva cinco coleções de arte brasileira — galeria essa tratada em perfil próprio na camada de espaços do projeto. Em 2015 foi apontada pelo Guia do Estudante como a melhor instituição pública do país em Artes e Design. Entre seus professores históricos estão artistas centrais para a arte goiana, como Gustav Ritter, Zofia Stamirovska, Giuseppe Confaloni e Cleber Gouveia.
Desde 1960
A Escola Guignard nasceu em 1944, na efervescência do projeto modernista do prefeito Juscelino Kubitschek, que convidou o pintor Alberto da Veiga Guignard para dirigir o novo Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte, no qual a Escola de Belas Artes foi fundida à Escola de Arquitetura. Primeiro diretor, Guignard imprimiu à escola um método próprio de desenho de observação, com lápis duro e sem o uso de borracha, voltado à espontaneidade criadora, e a colocou na vanguarda da renovação do ensino de artes visuais em Minas Gerais. A instituição hoje leva o nome do mestre. De origem municipal, a escola integrou-se ao sistema estadual ao longo do século XX. Com a criação da Universidade do Estado de Minas Gerais pela Constituição de 1989, foi incorporada à universidade como unidade acadêmica, no movimento que agregou também a Fundação Mineira de Arte Aleijadinho (FUMA, fundação estadual criada em 1963 como Fundação Universidade Mineira de Arte pela Lei 3.065 e renomeada pelo Decreto 7.693 de 1980, cuja Escola de Artes Plásticas deu origem à Escola de Design da UEMG) e o Curso de Pedagogia do Instituto de Educação de Minas Gerais. FUMA e Escola Guignard são, portanto, instituições irmãs do ecossistema UEMG, incorporadas como entidades distintas, e não a mesma organização. Desde 1994 a escola funciona em prédio projetado por Gustavo Penna junto à Serra do Curral, no bairro Mangabeiras, apontado pela revista Projeto entre as 30 obras mais relevantes da arquitetura brasileira. Hoje é a unidade de artes visuais da UEMG, com graduação em Artes Plásticas (bacharelado e licenciatura), pós-graduação lato sensu em Artes Plásticas e Contemporaneidade, mestrado e doutorado em Artes, mantendo pelo Centro de Extensão a tradição dos cursos livres que fez sua fama, além de galeria própria e ateliês dedicados a cerâmica, gravura, escultura, desenho, fotografia e pintura.
O Instituto de Artes e Design (IAD) é a unidade da Universidade Federal de Juiz de Fora inteiramente dedicada às artes e ao design, criada em reunião do Consu de 31 de janeiro de 2006 pela autonomização do Departamento de Artes e Design (DAD). Suas raízes remontam a 1969, quando foi criado o Curso de Desenho e Plástica junto ao Departamento de Desenho no ICE, depois transformado em Curso de Educação Artística (1981), desmembrado nos departamentos de Desenho Técnico e Projetivo e de Artes (1987) e renomeado Departamento de Artes e Design (1998). As instalações próprias no Campus Universitário foram erguidas em 2008 (Bloco A) e 2009 (Bloco B). Hoje o instituto funciona no Campus Universitário da UFJF (Rua José Lourenço Kelmer, região de São Pedro), organizado em dois departamentos (Artes e Música) e oferecendo graduações em Artes Visuais (bacharelado e licenciatura), Design, Cinema e Audiovisual, Moda, Música e o Bacharelado Interdisciplinar de Artes e Design (BIAD), além do Programa de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens (PPGACL, mestrado e doutorado) e da especialização em Moda, Cultura de Moda e Arte. O IAD atua também como espaço expositivo e local de apresentação (Enciclopédia Itaú Cultural) e mantém o projeto de memória institucional MemórIAD e a Biblioteca Arlindo Daibert.
A Licenciatura em Artes Visuais (CLAV) é a graduação em artes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) no campus Fortaleza, criada pela Resolução nº 010 de 18 de julho de 2008 do Conselho Diretor do então CEFET-CE e em funcionamento desde 2008, sucedendo o Curso Superior de Tecnologia em Artes Plásticas (2002). O curso funciona no histórico campus do Benfica, cuja sede na Avenida Treze de Maio 2081 foi inaugurada em 1952 como Escola Industrial de Fortaleza, e está vinculado ao Departamento de Artes do campus. Forma professores de Artes para a educação básica em curso presencial de 3.360 horas, quatro anos, turno matutino, com 30 vagas por semestre preenchidas via SiSU/ENEM (adotado em 2014), cobrindo linguagens como desenho, pintura, gravura, escultura, fotografia e vídeo performance no eixo tecnológico Produção Cultural e Design. O mesmo campus oferta ainda o Mestrado Acadêmico em Artes, e o curso segue ativo, com horários das aulas publicados para o semestre 2026.2.
Desde 2008
Fundado em 22 de abril de 1908 por um grupo de intelectuais e artistas liderado por Olinto de Oliveira, o Instituto de Artes da UFRGS é uma das escolas de arte mais antigas do Brasil. Criado sob o nome de Instituto de Bellas Artes, instalou a Escola de Artes em 1910 (sob o primeiro diretor Libindo Ferrás) e comprou sua sede própria na Rua Senhor dos Passos, 248, no Centro Histórico de Porto Alegre, em 1913. Foi uma das seis escolas fundadoras da Universidade de Porto Alegre em 1934 e teve sua incorporação plena e definitiva à então URGS, hoje UFRGS, consolidada por decreto federal em 30 de novembro de 1962. Depois chamou-se Escola de Belas Artes (1963) e Instituto Central de Artes (1970), até a denominação atual de Instituto de Artes (IA). Unidade multidisciplinar da UFRGS, abriga também os departamentos de Música e de Arte Dramática, mas sua vocação central nas artes visuais se expressa no Bacharelado e na Licenciatura em Artes Visuais, no Bacharelado em História da Arte (aberto em 2010) e no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (Mestrado desde 1991 e Doutorado desde 1999, nas áreas de História, Teoria e Crítica e Poéticas Visuais). Sedia ainda a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo e o acervo artístico iniciado em 1908, com a mais antiga coleção pública de arte do estado, documentados em outras camadas do projeto.
O Instituto de Artes (IA) é a unidade da UNESP dedicada às artes no câmpus de São Paulo, sediado desde 2009 na Barra Funda. Sua linhagem remonta ao Conservatório Paulista de Canto Orfeônico, criado em 1947 pelo maestro João Baptista Julião e anexo ao Instituto de Educação Caetano de Campos, que em 1974 virou a Faculdade de Música Maestro Julião, foi incorporado à UNESP em 1976 como Instituto de Arte do Planalto e recebeu o nome atual pelo Estatuto universitário de 1989. De origem musical, o instituto tornou-se multidisciplinar, abrangendo hoje artes visuais, música e artes cênicas. No campo das artes visuais, o IA oferece o curso de Artes Visuais nos graus de bacharelado e licenciatura, com formação teórico-prática em ateliês de desenho, pintura, gravura, escultura, fotografia, vídeo e computação gráfica, além do Programa de Pós-Graduação em Artes (mestrado e doutorado) e do Mestrado Profissional em Artes (PROFARTES). A UNESP é universidade pública estadual mantida pelo Governo do Estado de São Paulo, com ensino gratuito.
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