182 instituições no índice.
O Acervo Diária é um espaço independente de arte em Pinheiros, São Paulo, focado na curadoria e na venda de trabalhos de artistas brasileiros da cena independente, com proposta de arte acessível. Funciona como galeria e loja em endereço próprio na Rua Artur de Azevedo, 1315, aberto de segunda a sábado, exibindo mostras rotativas de obras, impressos, livros e revistas de arte, além de objetos e colaborações com artistas e designers convidados. O projeto está ligado à marca Diária, criada por Raffaele Asselta (cofundador) e Raphael Dias, artista visual e diretor criativo responsável pelas frentes de curadoria e varejo. Antes de se instalar em Pinheiros, o espaço passou por endereços na Vila Madalena (Rua Medeiros de Albuquerque, 250 e Rua dos Tamanás, 280). É presença recorrente em guias de arte e design autoral da cidade e divulga sua programação principalmente pelo Instagram, onde soma cerca de 33 mil seguidores.
Desde 2015
O Ateliê Casarão é um espaço independente de arte inaugurado em 2024 no Ipiranga, zona sul de São Paulo, criado pelos artistas Paulo du'Sanctus (jornalista de formação) e José Maria Ferreira (graduado em Artes) a partir de um plano de negócios que visa à autonomia econômica do espaço. Instalado em um casarão na Rua dos Patriotas, 548, a poucos passos do Museu do Ipiranga e do Sesc Ipiranga, reúne duas salas expositivas, ateliês de artistas e uma escola de artes. No primeiro ano de atividade realizou onze exposições, selecionadas por edital aberto a artistas de todo o país. A coluna Arte+ (Folha Vitória) o descreve como um polo vivo de criação, formação e circulação artística no cenário independente paulistano, valorizando a arte como experiência coletiva enraizada na diversidade e no diálogo com a comunidade do bairro. Além das mostras individuais e coletivas — que reúnem pintura, desenho, escultura, aquarela, gravura e street art, de linguagens acadêmicas a conceituais —, o espaço mantém cursos regulares de pintura e desenho (incluindo sessões de modelo vivo) e workshops com artistas convidados, com inscrições via Sympla, além de mostra de alunos em dezembro. A visitação ocorre aos sábados e domingos, das 14h às 19h, com visitas em dias úteis mediante agendamento pelo Instagram. O espaço segue ativo em 2026, com cursos, matrículas e exposições divulgados em seu perfil (@ateliecasaraoipiranga).
O Ateliê da Imagem Espaço Cultural (registrado na ficha do app como Centro Cultural Atelie da Imagem) foi fundado em 1999 no Rio de Janeiro pelas fotógrafas Patricia Gouvêa e Simone Rodrigues como um centro dedicado à fotografia, convertendo-se em 2004 em espaço cultural voltado também às artes visuais, sob o lema 'a fotografia é matéria de pensamento'. Espaço independente e autogerido, sem patrocínio governamental ou privado sistemático, funcionou a partir de 2004 em uma casa antiga de grande porte na Avenida Pasteur 453, na Urca, onde reuniu escola livre de fotografia, galeria de exposições e produtora cultural. Em 20 anos de atividade formou cerca de 10.000 alunos em cursos organizados em oito núcleos, realizou quase 100 exposições na Galeria, 334 edições gratuitas da Sexta Livre, 25 chamadas do programa Vitrine, seis edições da Feira Urca de Fotolivros e projetos internacionais, como a participação na feira ArtBO de Bogotá (2005 e 2008) e o Concurso Foto+/Prêmio Hercules Florence em parceria com o Consulado Geral da França. Encerrou as atividades em dezembro de 2019, em despedida pública que citou o alto custo de manutenção da sede, a ausência de patrocínios e o cenário adverso à cultura no Rio desde 2013. O site permanece no ar com a biblioteca virtual de textos gratuitos. Por ser uma entidade extinta, não mantém programação de artes visuais atualmente.
Espaço independente de arte contemporânea fundado em 2003 por um grupo de artistas visuais (Bruna Costa, Rafael Campos Rocha e Sílvia Jábali) numa casa na Rua Wisard, 397, na Vila Madalena, de onde veio o nome Ateliê397. Voltado à circulação, produção e exibição da arte contemporânea, realizou desde então exposições, eventos interdisciplinares (videoarte, performances, happenings, shows e livros de artista), cursos e debates, com papel reconhecido na formação de gerações de artistas e na discussão do sistema da arte em São Paulo. No início dos anos 2010, sob coordenação de Marcelo Amorim e Thais Rivitti, manteve programação expositiva intensa e lançou as Edições397/Múltiplos397, voltadas a múltiplos e livros de artista. Em 2016 a sede mudou da Vila Madalena para a atual casa na Travessa Dona Paula, 119A, na região da Pompéia/Higienópolis. Em agosto de 2018 o espaço passou por uma nova gestão (Carollina Lauriano, Alessandra Carrijo e Tania Rivitti) e, desde cerca de 2019-2020, é dirigido novamente pela crítica e curadora Thais Rivitti, com Tania Rivitti na gestão e Érica Burini na equipe e no programa formativo Clínica Geral. Em 2025 a imprensa especializada o descreve como provavelmente um dos espaços independentes mais antigos ainda em atividade de São Paulo e do Brasil. Visitação de quarta a sábado, das 14h às 18h.
Atelier Sanitário é um espaço autônomo de formação, trabalho e convivência artística fundado em 2016 na Gamboa, na zona portuária do Rio de Janeiro, num imóvel na Rua Pedro Ernesto, 56, na região da chamada Pequena África, próxima ao Morro da Providência e a vizinhos como o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos. Idealizado e gerido pelos artistas Daniel Murgel e Leandro Barboza, funciona como ateliê coletivo e 'Centro Cultural Autônomo', com gestão cotidiana compartilhada por um grupo de artistas, curadores e pesquisadores. O pensamento arquitetônico e suas práticas são marcantes entre os membros, que trabalham com desenho, marcenaria, escultura e instalações e tecem redes com a comunidade do bairro por meios também heterodoxos, como a produção da cerveja caseira Água Sanitária, autodeclarada 'cerveja caseira, revolucionária, fomentadora de cultura'. A programação reúne oficinas, exposições coletivas, residências artísticas, feiras de publicações independentes, cineclube (CINEMAMATA) e apresentações musicais, como a Roda de Samba dos Amigos Compositores do Bezerra da Silva. Entre as ações de maior visibilidade estão o Salão Vermelho de Artes Degeneradas (2019 e 2022) e a residência apoiada pelo edital estadual Retomada Cultural RJ (2022-2023), encerrada com a coletiva 'Margens Plácidas', com curadoria de Fernanda Lopes e participação de André Vargas, Sara Mosli e Gisella V. Mello, entre outros. Parceiro da UniRio (projeto PINGNUCA), o coletivo foi indicado ao Prêmio PIPA 2022 e tem verbete na Enciclopédia Itaú Cultural. A visitação é por agendamento (Instagram ou e-mail sanitarioatelier@gmail.com) e o espaço segue ativo: em 2024 promoveu a mostra de vídeos 'Rio, e também posso chorar' com artistas da residência da Gamboa e, em 2026, lançou o programa Laboratórios do Sanitário, com convocatórias abertas.
O Atelier Subterrânea foi um espaço independente de artes visuais e ateliê coletivo de artistas, ativo em Porto Alegre entre 2006 e 2015, instalado no subsolo de um prédio comercial da Avenida Independência, 745. Autogestionado pelos próprios artistas-gestores, que se revezavam nas tarefas e se financiavam por meio de editais públicos, rifas e leilões, contava com sala de exposição de paredes móveis, ateliê de trabalho, bar, escritório/biblioteca e pátio aberto, numa condição de constante metamorfose entre ateliê e espaço expositivo. Descoberto por estudantes do Instituto de Artes da UFRGS que buscavam um ateliê coletivo, tornou-se uma espécie de escola de vida e ponte entre a formação acadêmica e a carreira artística, atraindo inclusive artistas consagrados como colaboradores. Encerrou as atividades em março de 2015, ao fim de nove anos, marcados pelo lançamento do livro "Subterrânea Notas Entrópicas" (2015), que documenta as dezenas de projetos realizados. Em 2019, o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS) realizou a mostra retrospectiva "Experimento Subterrânea", com cerca de 40 obras de 12 artistas e curadoria de Alexandre Santos, Marilice Corona e Neiva Bohns, consolidando a importância do espaço para a cena de Porto Alegre e do sul do Brasil.
auroras é um espaço independente de arte contemporânea instalado numa casa modernista de 1957 na Av. São Valério, na zona oeste de São Paulo, onde o fundador também reside. Foi criado em 2016 por Ricardo Kugelmas a partir de extensos diálogos com artistas, com o intuito de realizar projetos de caráter singular, frequentemente não abrigados em galerias e instituições. A casa mantém biblioteca aberta a pesquisadores e estudantes, formada com doação de centenas de volumes da editora Cosac Naify, e piscina e jardim que já abrigaram instalações site-specific. O espaço não representa artistas e não atua como galeria comercial, trabalhando em parceria com as galerias dos artistas expostos, e declara não usar dinheiro público, mantendo-se por doações e pela locação do espaço para eventos corporativos e privados. O programa inclui exposições (solos, diálogos entre dois artistas e coletivas), projetos específicos, itinerâncias, publicações e edições, vídeos, programa educativo para estudantes de escolas públicas e universidades e conversas abertas ao público. A visitação é aos sábados, das 11h às 17h, e de segunda a quinta com agendamento. Integrou em 2020 o grupo de nove espaços fundadores da plataforma digital Transe e segue ativo em 2026, com exposições de Richard Aldrich, Suzanne Jackson e Charline von Heyl.
Bacorejo é uma galeria independente criada em maio de 2022 no Centro do Rio de Janeiro pelos artistas Dj Papagaio e Rafael Baron, com o propósito de apoiar e divulgar artistas ainda sem representação de galeria, convidados diretamente pela gestão do espaço. O nome, registrado nos dicionários, significa 'pressentimento auspicioso, intuição, palpite, presságio' - ou, nas palavras de Papagaio, 'uma dica, um pressentimento de que algo vai dar certo'. A coordenação é formada por Carla Oliveira, Renan Horta e Luyza de Luca. Instalado na Rua do Rosário, 38, o espaço tem vocação declarada de abrir o circuito a artistas emergentes e periféricos por meio de exposições individuais e coletivas, com visitação aos sábados. A aposta rendeu cedo - Miguel Afa e Manuela Navas, expostos na estreia, emplacaram obras na ArtRio pouco depois, segundo o O Globo. A programação documentada entre 2022 e 2023 inclui as individuais de Miguel Afa, Manuela Navas e Azuhli, a coletiva Pega a Visão! (2022), Pequenos Formatos de Andy Villela, a coletiva Hum Ano de primeiro aniversário (2023), a individual de Bruno Lyfe com curadoria de Jean Carlos Azuos, encontros com Carollina Lauriano e 1973 - 50 Anos Depois, individual de Antonio Obá (2023). Este perfil não localizou fontes públicas de programação após 2023.
Desde 2022
A Biblioteca Mário de Andrade (BMA) é a primeira e maior biblioteca pública de São Paulo e a segunda maior do país, atrás apenas da Biblioteca Nacional. Instituída em 1925 como Biblioteca Municipal de São Paulo, a partir do acervo da biblioteca da Câmara Municipal, abriu em 1926 na Rua Sete de Abril e incorporou em 1937 a Biblioteca Pública do Estado. Sua sede atual, na Rua da Consolação 94 na Praça Dom José Gaspar, é um marco do art déco paulistano projetado pelo francês Jacques Pilon com o bibliotecário Rubens Borba de Moraes: construção iniciada em 1936 e inaugurada em 25 de janeiro de 1942 pelo prefeito Prestes Maia, com tombamento pelo CONDEPHAAT e pelo CONPRESP. O prédio original previa duas torres de 22 andares, mas apenas uma foi erguida. Vinculada desde 1975 à Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo (hoje Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa), da qual é departamento desde 2005, a BMA reúne cerca de 3,3 milhões de títulos, com obras raras, incunábulos, brasiliana, mapas e coleções especializadas - entre elas a Sala de Artes Sérgio Milliet, criada na gestão de Sérgio Milliet nos anos 1940, com cerca de 50 mil itens sobre artes visuais, arquitetura, design, fotografia e música. O nome atual homenageia desde 1960 o modernista Mário de Andrade. Reformada entre 2007 e 2010 (reabertura em 25 de janeiro de 2011), abrigou o projeto BMA 24h entre 2016 e 2017, depois extinto. Hoje funciona de segunda a sexta das 9h às 21h e fins de semana das 9h às 18h, e em 2025 celebrou seu centenário com mais de 207 mil visitantes no ano.
A Caixa Cultural é a rede de centros culturais mantida pela Caixa Econômica Federal, criada em 1980 sob o nome Conjunto Cultural da Caixa, com a primeira unidade em Brasília. A unidade de São Paulo, segunda mais antiga, foi inaugurada em 29 de agosto de 1989 no Edifício Sé (Praça da Sé, 111, Centro), prédio art déco de 1939 projetado pelos escritórios Albuquerque & Longo para sediar a Caixa em São Paulo, tombado pelo Conpresp e mantido em desuso entre 1979 e 1989. Após restauração das fachadas, foi reinaugurada em 24 de janeiro de 2004, e em 2002 a rede ganhou em São Paulo a anexa Galeria Vitrine na Paulista, no Conjunto Nacional. O equipamento reúne o Museu da CAIXA (6º andar), três galerias de arte, o Grande Salão — com vitral de Henrique Zucca de 1939 — para espetáculos de teatro, dança e música, auditório, sala de leitura e oficinas, com entrada gratuita. A programação cobre artes visuais, cinema, música e arte-educação, e já trouxe mostras de grande porte como Salvador Dalí, Marc Chagall, Joan Miró e Banksy. O acervo artístico do banco reúne quase 2 mil obras, com nomes como Tarsila do Amaral, Portinari e Di Cavalcanti. A rede foi esvaziada a partir de 2019, em meio aos cortes de custos do banco e à controvérsia sobre revisão prévia de projetos culturais (em outubro e novembro de 2019 a imprensa noticiou o sistema de censura prévia e o temor de fechamento da unidade carioca). O Programa de Ocupação dos Espaços da Caixa Cultural ficou sem edições de 2019 a 2022 — a edição anterior era de 2018. A retomada veio em 2023, já sob a presidência de Rita Serrano, com R$ 30 milhões em patrocínios e programação nas sete unidades (Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). Em 2025, aos 45 anos da rede, foi anunciada a inauguração da unidade de Belém, e o site oficial segue ativo em 2026, com a unidade paulistana aberta de terça a domingo, das 9h às 18h.
Espaço cultural mantido pela Caixa Econômica Federal no centro de Curitiba, integrado à rede Caixa Cultural (criada em 1980 como Conjunto Cultural da Caixa, com a primeira unidade em Brasília). A presença da Caixa na cena cultural da cidade começou na década de 1980, em um espaço no Edifício Sede I do banco, na Rua José Loureiro, em frente à praça Carlos Gomes, e em 1989 o conjunto cultural foi transferido para o mezanino do Edifício Sede II, na Rua Conselheiro Laurindo, 280, ao lado da Praça Santos Andrade e próximo ao Teatro Guaíra. O formato atual, com teatro totalmente reestruturado, foi inaugurado em outubro de 2004, completando 21 anos em 2025. O átrio central preserva o mural em concreto O Construtor (1974), do artista paranaense Poty Lazzarotto. A estrutura reúne três galerias (Térreo, Mezanino e 2º Andar), teatro de 125 lugares, sala de oficinas do programa educativo CAIXA Gente Arteira e mais de 50 colaboradores, com exposições e atividades majoritariamente gratuitas de terça a domingo. A programação de artes visuais traz mostras temporárias nacionais e internacionais, como a retrospectiva de Nelson Leirner, a World Press Photo 2025 (de volta à cidade após 20 anos), a mostra especial do centenário de Dalton Trevisan e exposições de artistas contemporâneos, somadas a teatro, dança, música e cinema. Em 2025 a unidade recebeu mais de 132 mil visitantes, alta de 25% sobre 2024 e o dobro dos 65 mil de 2023. Na rede, o período 2019-2023 foi de contração e reativação. Em Fortaleza, o programa de ocupação ficou paralisado cerca de quatro anos e foi retomado em 15 de setembro de 2023, quando a Caixa relançou a ocupação das unidades com seleção pública de R$ 30 milhões em seis linguagens, incluindo artes visuais (site Seleção CAIXA Cultural lista unidades como São Paulo, Recife, Brasília e Curitiba). Para a unidade de Curitiba não foi localizada fonte confirmando fechamento no período — fontes locais registram operação contínua (65 mil visitantes em 2023) e, em 2026, a unidade segue ativa, com reforma do teatro anunciada para o ano.
A CAL surgiu do I Festival Latino-Americano de Arte e Cultura (FLAAC), realizado em 1987 pela UnB e pela Secretaria de Cultura do DF, na gestão do reitor Cristovam Buarque, e foi criada pela universidade para promover e divulgar a arte e a cultura latino-americanas. Órgão do Decanato de Extensão e Cultura da UnB, é hoje a sede museal da Diretoria de Difusão Cultural (DDC/DEX) e, desde 2017, integra com a Casa Niemeyer as Casas Universitárias de Cultura. Instalada no Edifício Anápolis, no Setor Comercial Sul de Brasília, próximo à Rodoviária do Plano Piloto e à estação de metrô Galeria, a casa ocupa seis andares com três galerias (Galeria CAL no subsolo, Galeria do Acervo no 2º andar e Galeria de Bolso em vitrine), auditório com o CineCAL — projeto de exibição de cinema latino-americano, africano e ibérico mantido desde o final de 2008 — e salas para oficinas, cursos, seminários e apresentações. A agenda cultural reúne exposições temporárias de artes visuais, mesas-redondas, festivais, feiras e apresentações musicais, muitas em parceria com instituições como o Museu Nacional da República e o Espaço Cultural Contemporâneo (ECCO). A instituição preserva cerca de 2.700 obras — coleções de arte (moderna, contemporânea e popular latino-americana, formadas sobretudo por doações) e etnográfica — geridas por museólogos e consultáveis na plataforma Acervo CAL (acervocal.unb.br). Em 2020 recebeu o prêmio Destaque ABCA, da Associação Brasileira de Críticos de Arte. A visitação é gratuita (o Instagram da casa indica segunda a sábado, das 8h às 19h, exceto feriados) e há tour virtual 360º disponível. Nota: a grafia usada pela própria instituição é 'Casa da Cultura da América Latina'.
A CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais é um espaço expositivo público de 275 m² destinado a exposições fotográficas contemporâneas, fundado em 2010 sob gestão da Fundação Clóvis Salgado (FCS), fundação do Governo do Estado de Minas Gerais vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, que também gerencia o Palácio das Artes e a Serraria Souza Pinto. Resultou de parceria entre a Secretaria de Cultura de Minas e o Instituto Moreira Salles, ocupando o edifício que abrigava o antigo centro cultural do IMS em Belo Horizonte, ao lado da Praça Sete (de onde vem o nome) e vizinho do histórico Café Nice. O casarão é de 1925, em estilo eclético com influência neoclássica, integra o conjunto urbano da Avenida Afonso Pena e foi tombado pelo patrimônio histórico municipal em 1994. A entrada é gratuita e a visitação ocorre de terça a sábado, das 9h30 às 21h, e domingo das 17h às 21h (quadro de horários da página oficial). O espaço divulga fotografia contemporânea nacional e estrangeira, com curadorias voltadas à estética, à diversidade e à experimentação, e tem como compromisso a formação de público, recebendo mostras de programas parceiros como o Foto em Pauta (realizado em Tiradentes e recebido em BH) e exposições vinculadas a premiações como o Prêmio Décio Noviello – Núcleo Nômade de Fotografia. Entre as mostras recentes estão 'Devoção', de Paulo Lacerda, 'Terra Vinga', de Marlon de Paula, 'Um país chamado Pará' (2023) e 'Ecosofias' (curadoria de João Castilho e Pedro David), em cartaz de outubro de 2025 a 22 de fevereiro de 2026. Observação de endereço: o bloco de localização do site oficial da FCS lista 'Av. Afonso Pena, 1537' (endereço institucional da FCS, sede do Palácio das Artes), mas o imóvel da CâmeraSete é o de número 737, Centro, CEP 30130-002, em plena Praça Sete, conforme a ficha oficial da Belotur, o OpenStreetMap e o histórico endereço do IMS. Em 2025 foi iniciada, via Semente MG com proponente APPA – Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes, a elaboração dos projetos executivos de restauração do edifício (R$ 542,9 mil), que não passa por reforma significativa desde intervenções em 1982, 1997 e 1999.
O Canteiro – Campo de Produção em Arte Contemporânea é um espaço independente de pesquisa, produção e circulação de arte contemporânea fundado em junho de 2022 na Vila Madalena, em São Paulo, idealizado e gerido pelo artista Ivan Padovani. Sua missão declarada é fortalecer iniciativas autônomas de produção e circulação artística, com apostas em redes horizontais, práticas coletivas e no valor político da arte fora das lógicas de mercado, galerias e museus. Os projetos têm caráter site-specific e, segundo o próprio espaço, escapam da neutralidade do cubo branco para responder ao corpo, ao tempo e à escuta. Funciona em um antigo estúdio musical na Rua Purpurina, 434, que teria sido palco de momentos da história da MPB e mantém a acústica original. A estrutura abriga seis ateliês de artistas (entre eles os de Carlota Mason, Guta Galli, Ivan Padovani, Lívia Sá, Mariana Guardani e Thiago Navas), uma sala de exposições, um estúdio multimídia de 65 m² e um espaço de residência artística. O espaço se posiciona como resistência à especulação imobiliária que pressiona a Vila Madalena, território que descreve como em disputa. A visitação é somente com agendamento, via e-mail (canteiro.cpac@gmail.com) ou Instagram (@canteiro___).
O CAPACETE é a mais antiga residência promotora de programas públicos e intercâmbios culturais do Brasil, idealizada pelo artista e empresário carioca Helmut Batista em 1997, com o programa de pesquisa/residência em funcionamento desde 1998 - o primeiro do gênero no país. Começou em um apartamento no bairro do Flamengo e passou por diversas fases de reestruturação, questionando o próprio formato de residência e operando em diferentes localidades e lógicas, a ponto de transferir parte de suas atividades para o MAM Rio em 2020, durante a pandemia, por meio de parceria patrocinada (Plano Anual Espaço Cultural Capacete 2020). Mais de 600 artistas, curadores e pensadores de mais de 35 países passaram pelos programas entre 1998 e 2025, entre eles Ernesto Neto, Dominique Gonzalez-Foerster, Pierre Huyghe e Suely Rolnik. O CAPACETE participou de três Bienais de São Paulo (inclusive a 29a, em 2010, como plataforma discursiva da curadoria), de duas edições do Panorama da Arte Brasileira, do Turbine Hall da Tate, da Portikus em Frankfurt e da documenta 14 em Atenas. Em 2018 lançou o livro comemorativo CAPACETE 20 Anos - Comendo, Bebendo, Pensando. Hoje ocupa um casarão na Glória (Rua Benjamin Constant, 129), com a cozinha experimental Criolense Kitchen Club na Rua Santo Amaro, 33, e se define como um centro de pensamento e processos artísticos focado em práticas interdisciplinares, autogestão e coletividade. Mantém residências de curta e longa duração (programa CAPACETE 2027-28), escola de arte com biblioteca e acervo, espaço aberto para exposições, publicações, palestras públicas e colaborações internacionais (AIR Rio Residency, BRICS Arts Association, xow.rumi). A direção geral segue com Helmut Batista (1997-2026) e a direção artística é de Rubens Takamine (2025-2026). A instituição está ativa, com agenda e programa anunciados para os próximos biênios.
Palacete histórico em estilo eclético construído entre 1923 e 1926 pela firma J. Muzzillo e Filho e inaugurado em 21 de setembro de 1926 para abrigar a Coletoria da capital, a Repartição de Água e Esgotos, o Instituto Comercial e a Junta Comercial, depois ocupado pela Secretaria das Finanças do Estado até 1979, quando o órgão migrou para o Edifício Affonso Camargo e o imóvel passou ao uso cultural. No terreno funcionaram antes a Cadeia Pública e, a partir de 1854, o Liceu de Curitiba. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Paraná (processo 66/77, inscrição de 06/03/1978 no Livro 65-II — o portal oficial também menciona 1977 como ano do tombamento). Destacam-se a escadaria de mármore de Carrara, dois torreões e a figura de Mercúrio na fachada. Como espaço cultural, a ideia surgiu em 1994, quando a mostra 'O Brasil dos Viajantes' evidenciou a falta de um museu com estrutura de segurança, climatização e iluminação para grandes exposições. Após restauração de R$ 1,5 milhão iniciada em 1997, a Casa Andrade Muricy foi inaugurada como centro de exposições em junho de 1998, com 921 m², 12 salas, jardim interno para esculturas e loja. O nome homenageia o crítico e ensaísta José Cândido de Andrade Muricy (1895-1984), nascido em Curitiba. No térreo funciona a Sala Miguel Bakun, inaugurada em 31/03/1989. É espaço expositivo do Governo do Estado do Paraná, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura e articulado ao Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR) — gestão estadual, e não municipal. Fechou em 30 de março de 2014 para reforma e reestruturação (infiltrações, gesso trincado e iluminação obsoleta), com o Museu Oscar Niemeyer e o MAC-PR absorvendo suas mostras. Em dezembro de 2015 o fórum de artes visuais 'Política para as Artes' manifestou-se pela reabertura, sem resultado. Em agosto de 2022 a reforma seguia paralisada há cerca de oito anos, com o projeto de restauro (licitado em 2019) em análise técnica da Coordenação do Patrimônio Cultural e da Paraná Edificações, sem previsão de reabertura. O site oficial (cam.cultura.pr.gov.br) está fora do ar e só é acessível em snapshot do Wayback Machine de 2019, quando as atividades já estavam 'temporariamente suspensas' para obras de manutenção e conservação.
A Casa Cunha Lima é a residência modernista projetada por Joaquim Guedes com Liliana Marsicano Guedes na Rua Sílvio Portugal, 193, no Pacaembu, em São Paulo. Projetada em 1958 e construída entre 1958 e 1963 para Antônio Cunha Lima, a casa assenta em terreno acidentado e resolve-se em volume único de concreto armado aparente sustentado por quatro pilares quadrados, com quatro pavimentos que acompanham a declividade do lote. A obra recebeu o prêmio de habitação individual na VIII Bienal de São Paulo (1965) e foi listada pelo CONPRESP em 2018, sendo considerada um marco da arquitetura modernista paulistana. O uso como espaço de arte começou em abril de 2021, quando a galeria Carmo Johnson Projects, de Carmo e Bern Johnson, estreou na casa com exposição individual de Bruno Novelli. Na sequência vieram a ocupação 'Tudo é perigoso, tudo é divino, maravilhoso', com Bruno Novelli e o coletivo MAHKU - Movimento dos Artistas Huni Kuin, com curadoria de Daniel Dinato (junho de 2021), e o coletivo 'Poéticas do Habitar', com Kaya Agari, Julia Angulo e Talita Zaragoza, com curadoria de Carollina Lauriano (outubro de 2021). Em 2022 a casa abrigou ainda 'Eternidade Soterrada', solo de Alberto Pitta (7 de maio a 30 de junho, de segunda a sábado das 11h às 20h, com entrada gratuita), 'Cantos de Imagem', do MAHKU, e o solo de Regina Dabdab. Não há evidência de programação na Casa Cunha Lima após 2022. A galeria Carmo Johnson Projects passou a se descrever com modelo itinerante e, conforme reportagem de 2026 da revista celeste, passou a operar na casa da família no Alto de Pinheiros, deixando de usar a casa do Pacaembu como sede. Não foram localizados site oficial nem redes sociais próprias do espaço, que permanece como residência privada tombada passível de ocupações expositivas.
A Casa da Cultura de Joinville, denominada oficialmente Casa da Cultura Fausto Rocha Júnior, é apontada como o principal polo artístico do município e o berço do Festival de Dança de Joinville. Criada em 1973, tem sede em um complexo moderno (não se trata de um casarão histórico) na Rua Dona Francisca, 800, bairro Saguaçu, na área central da cidade. A implantação começou na gestão do prefeito Nilson Bender (1966-1970), que iniciou as obras do equipamento. É gerida pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) da Prefeitura de Joinville, por meio da gerência da Casa da Cultura, e reúne a Escola de Artes Fritz Alt (artes visuais), a Escola de Música Villa-Lobos, a Escola Municipal de Ballet, a Escola Municipal de Teatro, a Galeria Municipal de Arte Victor Kursancew (exposições temporárias via processo seletivo) e a Biblioteca Edith Wetzel, além de jardins com obras ao ar livre. Visitação de segunda a sexta, das 8h às 20h, com visitas mediadas à Casa da Cultura e à galeria mediante agendamento. Não deve ser confundida com o Instituto Internacional Juarez Machado nem com o Museu Nacional de Imigração e Colonização, outros equipamentos da cidade.
Desde 1973
A Casa da Escada Colorida é um espaço independente de arte instalado em um sobrado centenário de cerca de 300 m2 na Rua Manuel Carneiro, 18 e 20, junto à Escadaria Selarón, na divisa entre a Lapa e Santa Teresa, no centro do Rio de Janeiro. Foi iniciada em 2019 pelo economista e empreendedor cultural Bruno Oliva Girardi, com foco em temas ligados à cidade do Rio e a economias colaborativas, e opera sob a razão social Centro Cultural Casa da Escada Colorida (CNPJ 29.736.861/0001-14). O imóvel se divide em dois andares, com galeria de arte, loja, sala de aula, jardim, café e ateliês no andar superior. Sem coleção, a Casa se orienta pela programação de artes visuais: residência artística de quatro meses, residência em curadoria de três meses e acompanhamento crítico semanal, além de exposições dos residentes e de artistas convidados, cursos, oficinas e cineclubes. Em 2021, o primeiro ciclo do programa Residente-Residência levou ao Paço Imperial as coletivas 'Dobras' e 'Como Não Subir Uma Escada', com obras de 35 artistas da nova geração. O site menciona ainda uma segunda unidade na Vila Madalena, em São Paulo. Contrariando a suspeita de encerramento, a Casa segue ativa em 2026, com chamada aberta para o quarto ciclo da Residência de Curadoria e perfis ativos no Instagram e no Facebook.
A Casa da Gravura de Curitiba nasceu do intenso movimento de gravuristas que a cidade viveu nos anos 1970 em torno da Mostra da Gravura. Foi inaugurada em 06/11/1980 em um dos blocos do Solar do Barão, casarão histórico tombado na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533, no Centro. Em 07/07/1981 o conjunto ganhou o Museu do Cartaz e a Loja da Gravura e, em 1989, com a criação do Centro Cultural Solar do Barão, a Casa se transformou no Museu da Gravura Cidade de Curitiba (MGCC), administrado pela Fundação Cultural de Curitiba e considerado referência nacional na arte da gravura. O museu conserva mais de cinco mil obras de artistas brasileiros e estrangeiros, entre eles Pablo Picasso, Andy Warhol, Louise Bourgeois, Kiki Smith, Oswaldo Goeldi, Tomie Ohtake, Mira Schendel, Poty Lazzarotto, Fernando Calderari e Uiara Bartira. Mantém calendário anual de exposições temporárias de artistas que trabalham com as diversas técnicas da gravura, mostras do próprio acervo, ateliês de xilogravura, gravura em metal, litografia e serigrafia com cursos abertos, ação educativa com mediações gratuitas e a Loja da Gravura. Foi palco da Mostra da Gravura, um dos principais eventos do setor no país. Com as obras de restauro do Solar do Barão, o atendimento ao público passou a ser feito em caráter provisório na Sala Paranaguá do Memorial de Curitiba (Rua Dr. Claudino dos Santos, 79, Centro), de terça a sexta das 9h às 12h e das 13h às 18h e sábado, domingo e feriados das 12h às 18h, com entrada gratuita. O espaço não possui perfis próprios em redes sociais, sendo divulgado pelos canais institucionais da Fundação Cultural de Curitiba (instagram.com/fcccuritiba e facebook.com/fundacaoculturaldecuritiba). A entidade catalogada como Casa da Gravura de Curitiba corresponde, portanto, à instituição hoje formalmente denominada Museu da Gravura Cidade de Curitiba.
A Casa Daros foi um espaço de arte, educação e comunicação mantido pela coleção suíça Daros Latinamerica em um casarão neoclássico de 1866 na Rua General Severiano, 159, Botafogo, de projeto original do arquiteto Francisco Joaquim Bethencourt da Silva e tombado pelo patrimônio do Rio de Janeiro em 1987. O terreno, vinculado à Santa Casa de Misericórdia desde 1819, abrigara o Recolhimento de Santa Teresa no século XIX e o Educandário Santa Teresa no século XX. Comprado pela Daros Latinamerica em 2006, o imóvel passou por cerca de seis anos de restauro (investimento na ordem de R$ 83 milhões), com projeto iniciado por Paulo Mendes da Rocha e concluído pelo escritório Ernani Freire Arquitetos Associados, resultando em um complexo de mais de 11 mil m² com jardim de palmeiras imperiais e pátio interno transformado em praça pública. Inaugurada em 23 de março de 2013 com a mostra "Cantos Cuentos Colombianos", a Casa dedicou-se à arte contemporânea latino-americana com entrada franca, realizando mais de 20 exposições temáticas e monográficas da coleção (retrospectivas como a de Julio Le Parc, "Made in Brasil" e "Ficción y fantasía — Arte de Cuba"), sempre acompanhadas de oficinas, cursos, seminários, performances e programação audiovisual, e recebeu cerca de 280 mil visitantes. A equipe de frente era formada por Hans-Michael Herzog (diretor artístico e curador da coleção), Isabella Rosado Nunes (diretora-geral da Casa Daros) e Eugenio Valdés Figueroa (diretor de arte e educação). O conselho da Daros Latinamerica, em Zurique, anunciou o fechamento em maio de 2015 por causa dos altos custos de manutenção do imóvel, e as atividades terminaram em 13 de dezembro de 2015. O casarão foi vendido a um grupo educacional e hoje abriga a Escola Eleva. Ruth Schmidheiny morreu em 2019 e, em dezembro de 2025, o Malba de Buenos Aires anunciou a aquisição da Daros Latinamerica Collection (1.233 obras de 117 artistas). Nota: hipóteses de encerramento entre 2021 e 2023 não se confirmam — as fontes oficiais e a imprensa convergem para dezembro de 2015.
Espaço cultural do Governo do Estado do Amazonas, administrado pela Secretaria de Estado de Cultura (hoje Secretaria de Cultura e Economia Criativa), inaugurado em 21 de setembro de 2004. Funciona em uma das casas mais antigas do Largo de São Sebastião, no Centro histórico de Manaus, onde residiu por mais de 40 anos o advogado, procurador federal e delegado do IAPI Dr. Thaumaturgo de Albuquerque Sapha. Não é um palacete nem um galpão, mas um casarão histórico adaptado, com quatro salas destinadas a atividades culturais e um Espaço Parede, e abriga a administração do Centro Cultural Largo de São Sebastião, ao lado da Galeria do Largo (Rua Costa Azevedo, 290). A visitação é gratuita, de quarta a domingo, das 15h às 20h. A programação expositiva segue ativa: em março de 2026 o espaço reabriu a temporada com mostra coletiva reunindo sete propostas artísticas e um projeto expositivo literário de artistas amazonenses. Não confundir com a Casa das Artes de Belém (PA), que abriga a Galeria Ruy Meira.
Desde 2004
A Casa das Artes do Pará (unidade oficialmente denominada apenas Casa das Artes) é um espaço cultural público multiuso de Belém, gerido pela Fundação Cultural do Estado do Pará (FCP), um dos cinco equipamentos da fundação. Desde janeiro de 2015 funciona como Centro de Experimentação e Pesquisa em Artes e Cultura, oferecendo cursos e oficinas gratuitos nas artes visuais, cênicas, musicais e literárias. Ocupa prédio histórico no bairro de Nazaré, junto à Basílica de Nazaré, construído na segunda metade do século XIX para o 15º Batalhão de Infantaria do Exército e revitalizado em 1999 para sediar o extinto Instituto de Artes do Pará (IAP). O endereço oficial é Praça Justo Chermont, 236, também referido como Rua Dom Alberto Gaudêncio Ramos, 236. Sua estrutura inclui auditório/cinema, biblioteca, sala de dança e galeria de artes visuais — a Galeria Ruy Meira, uma das três galerias da FCP, que recebe exposições temporárias de artistas paraenses (como "Arte em Terra Queimada", de Werne Souza, em 2026). A programação soma formação (ex.: curso de desenho com Éder Oliveira), bolsas e laboratórios de pesquisa e experimentação em artes (a Bolsa Casa das Artes do Pará, de 2017, apoiou a artista Elisa Arruda), chamamentos públicos de ocupação das salas por artistas e coletivos (Edital de Chamamento Público nº 006/2026) e ações de economia criativa e fomento ao audiovisual. Não confundir com a Casa das Artes de Manaus (AM), ligada à Secretaria de Cultura do Amazonas.
A Casa das Caldeiras é a antiga casa de caldeiras do complexo das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo, construída na década de 1920 em alvenaria de tijolos aparentes, com três chaminés de 30 a 54 metros de altura que se tornaram símbolo da região da Água Branca. O conjunto gerava energia para o maior parque industrial da América Latina nas décadas de 1930 e 1940. Tombada pelo CONDEPHAAT em 1986, foi restaurada e revitalizada em 1999 e preserva caldeiras remanescentes, túneis subterrâneos visitáveis e o salão principal com pé-direito de nove metros e grandes janelões. Desde 2005 o espaço é gerido pela Associação Cultural Casa das Caldeiras (ACCC), entidade civil sem fins lucrativos nascida da ocupação artística iniciada em 2002 e regida pelo lema Arte, Patrimônio e Território. Funciona como centro cultural de produções independentes, com exposições, residências artísticas, música, cinema, feiras, oficinas e visitas guiadas ao patrimônio, com destaque para o ciclo gratuito TodoDomingo, criado em 2008. O salão histórico também é locado para eventos e as visitas devem ser agendadas com antecedência.
Desde 2005
Desde 2024
Desde 1999
Desde 2003
Desde 2016
Desde 2006
Desde 2016
Desde 1925
Desde 1989
Desde 2004
Desde 1988
Desde 2010
Desde 2022
Desde 1997
Desde 1998
Desde 2021
Desde 2019
Desde 1980
Desde 2013
Desde 2015