10 instituições no índice.
Criada em 2022 e idealizada por Camilla Barella com Cecilia Tanure, a ArPa e uma feira anual de arte contemporanea realizada em Sao Paulo, no Complexo Pacaembu (atual Mercado Livre Arena Pacaembu), com a proposta de ampliar o circuito de arte no Brasil e na America Latina. As galerias, convidadas pela direcao com apoio de um comite curatorial, apresentam projetos concebidos especialmente para cada edicao, distribuidos em setores como Principal, UNI (projetos individuais de artista com curadoria convidada), Satelite (arte audiovisual em LED), Arte em Campo, Base e Editorial, alem do programa Prisma, de fomento a colecionismo ao longo de todo o ano. Em cinco edicoes (2022-2026) a feira reuniu entre 47 e 57 galerias por edicao e consolidou-se como ponto de dialogo entre a America Latina e o circuito internacional, com acoes de fomento como o Selo Mandacaru, o premio de Melhor Estande e a doacao de obra a Pinacoteca de Sao Paulo. NOTA (expansao da marca, nao cria entidade): em setembro de 2026 a ArPa estreia a ArPa Buenos Aires, de 16 a 20 de setembro de 2026, na Casa Victoria Ocampo, sede do Fondo Nacional de las Artes, com cerca de 20 galerias argentinas e brasileiras - primeira edicao da marca fora do Brasil, documentada aqui apenas como nota.
Desde 2022
A ART.PE - Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco foi criada em Recife pelo arquiteto e produtor Diogo Viana (direção geral), com produção da Archi Cultural e direção artística de Beth da Matta, e estreou em dezembro de 2022 com uma edição piloto em um pavimento do Centro Cultural Cais do Sertão, no Recife Antigo, com apoio do Governo do Estado. Nasceu com a vocação declarada de fortalecer o mercado de artes visuais do Nordeste e descentralizar o eixo Rio-São Paulo, reunindo galerias, espaços independentes, instituições (Mamam, Instituto Ricardo Brennand, Oficina de Cerâmica Francisco Brennand) e projetos sociais. Cresceu de 15 galerias e 6 mil visitantes na piloto para 19 galerias e 18 espaços de arte na 2ª edição (julho de 2023, no Cais do Sertão e em paralelo à Fenearte), 30 galerias na 3ª edição (junho de 2024, no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto do Recife) e cerca de 40 galerias na 4ª edição (outubro de 2025), quando estreou no Recife Expo Center com lojas de museus como Inhotim e MASP, estandes internacionais (Galleria Continua e Verso Galeria, de Lisboa) e projetos especiais como a mostra Solos e o Selo Mandacaru. Anual, a feira mudou de venue dentro do Recife a cada etapa (Cais do Sertão, Porto do Recife e, desde 2025, o Recife Expo Center, onde segue confirmada) e está ativa - a 5ª edição foi anunciada para 14 a 18 de outubro de 2026, com dois pavilhões e cerca de 60 galerias previstas, incluindo expositores de Portugal e da Argentina, e ingressos já à venda pela Sympla. Em 2024 a direção artística era formada por Beth da Matta, Mônica Bouqvar e Filipe Campello, e a feira mantém programação paralela de palestras (Arena), projetos especiais de fotografia (Solos Foto, com o Shopping Recife) e premiações voltadas a artistas fora do eixo Rio-São Paulo.
Criada em 2009 por Brenda Valansi e Elisangela Valadares, a ArtRio (nome completo usado pela própria feira: Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro) realizou sua primeira edição em 2011 e se posiciona como um dos maiores eventos de arte da América Latina, com vocação declarada de valorizar e democratizar a arte brasileira e latino-americana. Para além da feira anual, mantém programação contínua: Prêmio FOCO (lançado em 2013), circuito CIGA de galerias, ArtRio Educação (2019), ArtRio Social, Museu a Céu Aberto e o marketplace ArtRio.com, lançado em 2018 e apresentado pela organização como o primeiro de uma feira de arte no mundo. A feira ocorre desde 2017 na Marina da Glória (hoje AXIA Marina da Glória), na Glória, no Rio de Janeiro — antes sediada no Píer Mauá. A 10ª edição (2020), durante a pandemia, foi híbrida, com evento presencial reduzido na Marina e feira virtual na plataforma ArtRio.com, e inaugurou a Casa ArtRio, espaço permanente no Jardim Botânico. Nas edições recentes a feira estruturou-se em dois pavilhões (MAR e TERRA) e nos programas Panorama, Vista, SOLO_DUO (curadoria de Ademar Britto), Brasil Contemporâneo, Mira, Jardim de Esculturas e Expansão, com núcleos de curadoria formados por galeristas como Alexandre Roesler, Antonia Bergamin, Eduardo e Filipe Masini, Gustavo Rebello, Juliana Cintra e Marcio Botner. Na esfera societária, a Dream Factory (grupo Dreamers, liderada por Duda Magalhães), sócia da ArtRio desde 2019, adquiriu 100% da feira em março de 2025 — a realização de edições anteriores era da BEX Produções, com correalização da Dream Factory, como na edição 2022. Maria Luz Bridger é a diretora artística e a 16ª edição está confirmada para 16 a 20 de setembro de 2026, novamente na Marina da Glória.
A FARGO - Feira de Arte Goiás foi criada em 2017, em Goiânia, pelos produtores Wanessa Cruz e Sandro Tôrres, da Arte Plena Produção em Cultura (hoje Casa Arte Plena). Nasceu, segundo a própria realizadora, 'para atender uma necessidade de circulação da abundância de artistas sem galeria nestas terras', quando Goiânia contava com pouquíssimas galerias comerciais. A 1ª edição ocorreu na Vila Cultural Cora Coralina em outubro de 2017 (28 estandes, cerca de 8.000 visitantes em 4 dias), seguida pela 2ª edição no mesmo espaço em outubro de 2018 (cerca de 30 estandes). Não houve edições em 2019 e 2020, e a feira retornou em 2021 em formato totalmente digital (cerca de 28 estandes virtuais, com apoio do Fundo Estadual de Cultura de Goiás). Desde 2022 acontece presencialmente, anualmente em maio, no Centro Cultural Oscar Niemeyer (galerias do Museu de Arte Contemporânea de Goiás). Divulgada como 'a maior feira de negócios em arte do Centro-Oeste', tem entrada gratuita e regra de recorte regional: cada estande deve apresentar pelo menos um artista do Centro-Oeste. A programação inclui o Prêmio Estímulo, o Seminário Nacional Os Campos das Artes, lançamentos de livros e ações formativas. A 8ª edição (13 a 17 de maio de 2026) dobrou de tamanho, passando de 30 para 50 estandes e reunindo mais de 1.500 obras, com galerias de São Paulo e Brasília ao lado de ateliês e coletivos goianos. A feira está ativa - até a data da coleta não havia anúncio público da 9ª edição (2027).
Feira de arte originária idealizada pelo coletivo Mídia Indígena (maior coletivo de comunicação indígena do país, criado em 2015 no Acampamento Terra Livre), realizada com o Ministério dos Povos Indígenas, execução do Instituto No Setor, produção Maraca.pro e apoio institucional do Instituto Socioambiental (ISA), Iepé e Fundo Amazônia. Classificada aqui como feira_arte por se autodenominar feira de arte e ter escopo nacional (artistas de todas as regiões e biomas), embora com caráter híbrido declarado de arte e artesanato - cerâmicas, grafismos, cestarias, esculturas, têxteis, arte plumária, biojoias e objetos ritualísticos, além de produtos da sociobiodiversidade como café e produtos da floresta. Diferencia-se das demais feiras do projeto pelo modelo de venda direta sem galerias: cerca de cem artistas e produtores indígenas vêm de seus territórios e comercializam eles próprios suas produções, com entrada gratuita. É itinerante - já passou por Brasília (2023), Belém (2025) e São Paulo (2026). A 3ª edição (16 a 19 de abril de 2026, Pavilhão das Culturas Brasileiras no Parque Ibirapuera, São Paulo) reuniu 100 artistas de 52 povos, movimentou R$ 500 mil e integrou a programação da Bienal Brasileira de Arquitetura, com curadoria de Marcelo Rosenbaum e encerramento ligado ao Festival Raízes Ancestrais. Status ativo, sem 4ª edição anunciada até 05/09/2026. Ressalva de numeração: texto de divulgação do próprio Mídia Indígena (10/04/2026) chamou a edição paulistana de 1ª edição, mas o balanço do coletivo (27/04/2026) e o ISA a tratam como 3ª edição - numeração aqui adotada.
A JUNTA nasceu em Belo Horizonte em dezembro de 2016 como JUNTA - Bazar de Arte Independente, criada por quatro artistas da cena urbana mineira (Comum, Thiago Alvim, Binho Barreto e Baba Jung) com o objetivo de abrir espaço para artistas independentes que não acessam o circuito tradicional de galerias e de formar novos colecionadores. Seu modelo rompe com o formato de feira de galerias: os expositores são os próprios artistas, que expõem e vendem suas obras diretamente ao público, a preços acessíveis (obras a partir de R$ 50 nas primeiras edições, com média de R$ 200 a R$ 500 na 4ª edição), em expografia dinâmica na qual o conjunto se rearranja conforme as obras são vendidas. O evento é temporário e itinerante dentro de Belo Horizonte - passou pela Rua Borda da Mata (Bonfim), Espaço Mama/Cadela (Santa Tereza), Galpão Paraíso, Sabático (Floresta), Casa Viva Lagoinha e Galpão Sérgio Machado (Bonfim) -, sempre com entrada gratuita, e até a 7ª edição (2019) era conhecido como Junta Bazar de Arte Independente, adotando o nome JUNTA - Feira de Arte Contemporânea na retomada pós-pandemia (8ª edição, 2022). É 100% autogerido pelos artistas idealizadores, sem fomento público ou privado, embora as edições de 2024 e 2025 na Funarte MG tenham apoio institucional dos programas Funarte Aberta e Funarte de Apoio a Ações Continuadas. Acumulou mais de 320 artistas e 3.280 obras exibidas até 2025, com curadoria-idealização de Comum e Thiago Alvim e curadores convidados (Flaviana Lasan em 2019-2023, Juliana Flores na 13ª edição). Status: feira ativa. A 13ª edição foi realizada em 4-5 e 11-12 de outubro de 2025 na Funarte MG (Rua Januária 68, Centro), com mais de 60 artistas e entrada gratuita. Para 2026 o Instagram oficial divulgou nova edição entre 8 e 15 de agosto, com mais de 100 artistas. O site próprio (junta.art) está fora do ar desde antes de setembro de 2026 - o DNS não resolve e não há snapshots no Wayback Machine - e a comunicação se concentra no Instagram @junta.art e no YouTube @Junta_art.
A MADE - Mercado, Arte, Design é a primeira feira brasileira de design colecionável, criada em 2013 por Waldick Jatobá (idealizador e diretor) com os sócios Bruno Simões (curador e diretor artístico) e Élcio Gozzo (diretor financeiro), por meio da W/ Design. A estreia ocorreu em agosto de 2013, durante o Design Weekend, no Jockey Club de São Paulo, reunindo galerias de design e um coletivo de jovens designers, formato de grande exposição coletiva em que todas as peças estão à venda. A feira elege um Designer do Ano a cada edição (a holandesa Pieke Bergmans em 2013, Marcelo Rosenbaum em 2015, entre outros), mantém um conselho consultivo com Cláudia Moreira Salles, Marcio Kogan, Pascale Mussard, Mauricio Eugenio e Corinna Sagesser, e realiza prêmios próprios, como o Prêmio Bradesco Private Bank MADE de Design & Arte (2017) e o Prêmio Mitsubishi Motors de Design (cuja segunda edição ocorreu em 2025). Ao longo da história a feira ocupou o Jockey Club de São Paulo (2013 a 2016), o prédio da Bienal no Parque Ibirapuera (2017 e 2018) e, depois de uma edição online batizada MADE + Not Cancelled (2020-21), instalou-se no Complexo Pacaembu a partir de 2022, sempre em simultâneo com a feira de arte ArPa. Fora do eixo paulistano, levou uma mostra de design brasileiro ao Palazzo Litta, em Milão, durante o Salone del Mobile de 2015, e realizou em 2014 uma edição capsule, a MADE POP UP, no Shopping Cidade Jardim. É apresentada como a maior plataforma de revelação de novos talentos do design brasileiro, com dezenas de estúdios por edição, do extremo sul ao extremo norte do país, e programas educativos e de talks abertos ao público. A 13ª edição ocorreu de 28 de maio a 1 de junho de 2025, na quadra de tênis coberta do Mercado Livre Arena Pacaembu, com 50 estúdios e o tema Substrato - da ideia à matéria. A bio oficial do Instagram da feira (1ª Feira Brasileira de Design Colecionável, desde 2013) indicava em setembro de 2026 uma edição 2026, sem local ou datas anunciados na página oficial consultada - a feira segue ativa, com a última edição realizada em 2025.
A PARTE foi uma feira de arte contemporânea realizada em São Paulo desde 2011, idealizada por Lina Wurzmann e Tamara Brandt Perlman e produzida pela PARTE Produções Culturais (dirigida por Carmen Schivartche, Lina Wurzmann e Tamara Perlman). Posicionou-se como feira de entrada para novos colecionadores, com obras de preços acessíveis (a 1ª edição anunciava obras de até R$ 15 mil) e entrada franca a partir de 2012. A 1ª edição ocorreu na Rua Lisboa, em Pinheiros, com 22 galerias, e as seguintes ocuparam o Paço das Artes (USP) entre 2012 e 2015, o Shopping Cidade Jardim (eventos de junho em 2015 e 2016) e o Clube A Hebraica entre 2016 e 2018. Em 2015 e 2016 a feira realizou dois eventos por ano, e a edição de novembro de 2016 chegou a ser anunciada como PARTE Faria Lima antes de ocorrer no Salão Marc Chagall do Clube A Hebraica. Em sua 10ª edição, em novembro de 2018, a PARTE reuniu 50 galerias e coletivos de artistas e cerca de 10 mil visitantes, segundo o site oficial. Sem edição desde então — o site institucional permaneceu congelado com conteúdo de 2018 entre 2019 e 2021, sem nova edição anunciada, e o domínio feiraparte.com.br foi reaproveitado por conteúdo genérico a partir de 2023 — a feira está provavelmente pausada ou desativada, cabendo à curadoria decidir sua saída da base (FORA).
Rotas é a feira que a SP-Arte realiza no segundo semestre, na ARCA (Vila Leopoldina, São Paulo). Nasceu em 2022 como SP-Arte Rotas Brasileiras, evolução da SP-Foto que ampliava a feira de agosto dedicada à fotografia para múltiplas linguagens artísticas, com foco em projetos curados que destacam a produção brasileira de todas as regiões do país: galerias de norte a sul ao lado de projetos convidados, institutos, museus e coleções. Em 2025, a marca encurtou de Rotas Brasileiras para SP-Arte Rotas, refletindo a abertura além do território nacional (expositores da Argentina e do Peru amazônico naquela edição), e o projeto passou a chamar a feira apenas de Rotas. A feira tem direção artística convidada: Rodrigo Moura (2024 e 2025, que também assinou o setor Mirante de obras de grande formato, criado em 2024) foi sucedido por Bernardo Mosqueira (2026). Reúne cerca de 60 a 70 expositores por edição entre galerias, instituições e projetos especiais, nos setores Arte, Instituições, Projetos especiais e Mirante. A quinta edição ocorreu de 26 a 30 de agosto de 2026 e a próxima está anunciada para 2027.
Desde 2022
A SP-Arte (estilizada como SP–Arte) é a principal feira de arte do Brasil, descrita por veículos de imprensa e pelo próprio site como a maior feira de arte da América Latina. Foi criada em 2005 pela advogada e colecionadora Fernanda Feitosa e é realizada anualmente em São Paulo, historicamente no Pavilhão da Bienal (Pavilhão Ciccillo Matarazzo), no Parque do Ibirapuera, reunindo galerias de arte moderna e contemporânea, estúdios de design, editoras e instituições culturais do Brasil e do exterior. A feira é produzida pela SP-Arte Eventos Culturais Ltda. e ampliou o ecossistema do mercado primário brasileiro com setores curados, programas de conversas, plataforma digital e um aplicativo próprio lançado em 2023, descrito como o primeiro de uma feira latino-americana. O grupo também realizou a SP-Foto (2007 a 2019, depois relançada como SP-Arte Rotas Brasileiras, evento anual na ARCA) e manteve a Casa SP-Arte entre 2023 e 2024, com mostras em uma residência modernista projetada por Flávio de Carvalho. Durante a pandemia, a edição presencial de 2020 não ocorreu e o projeto SP-Arte Viewing Room levou as galerias ao ambiente digital. A 17ª edição (2021) estreou o formato híbrido em sede nova, a ARCA, com braço presencial e braço virtual, e a feira voltou ao Pavilhão da Bienal em 2022, onde mantém formato presencial. A 20ª edição (2024) marcou os 20 anos da feira com mais de 190 expositores, segundo a cobertura da ArteInformado. A 22ª edição ocorreu de 8 a 12 de abril de 2026 e a 23ª já tem datas anunciadas no site oficial, 7 a 11 de abril de 2027.
Desde 2022
Desde 2009
Desde 2017
Desde 2023
Desde 2016
Desde 2013
Desde 2011
Desde 2005