99 instituições no índice.
Museu municipal de artes visuais de Santo André (SP), criado e mantido pela Prefeitura por meio da Secretaria de Cultura, instalado em casarão residencial construído na década de 1920 para Bernardino Queiroz dos Santos, desapropriado em 1968 e tombado pelo Comdephaapasa em 1992. Aberto ao público em 1992, funcionou entre 1993 e 1998 na sede da Casa da Palavra (Praça do Carmo) enquanto o casarão passava por restauração, e em 2003 recebeu o nome atual em homenagem ao artista concreto Luiz Sacilotto (1924-2003), com escultura sua nos jardins. O imóvel de arquitetura eclética/neocolonial, com porão alto, alpendres, escadarias e vitrais, já passou por intervenções em 1998, 2006 e 2008. Sob sua gestão estão também o Salão de Exposições do Paço Municipal, o Espaço de Fotografia João Colovati e a Pinacoteca de Santo André. A Casa do Olhar promove, pesquisa e estimula reflexões no campo das artes visuais, com exposições, mostras itinerantes, cursos, oficinas, residências artísticas, palestras e debates, e organiza o Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto (herdeiro do Salão de Arte Contemporânea de Santo André, realizado desde 1968) e a Bienal da Gravura de Santo André (cinco edições entre 2001 e 2010). Visitação de terça a sábado, das 10h às 17h.
Desde 1992
A Casa Museu Eva Klabin, denominada Fundação Eva Klabin até 2017, é uma instituição privada instalada na antiga residência da colecionadora Eva Klabin (1903-1991), filha dos imigrantes lituanos Fanny e Hessel Klabin, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. Eva comprou a casa em 1952, casarão em estilo normando dos anos 1930 com jardim desenhado por Roberto Burle Marx, e ali viveu por mais de trinta anos, retornando em 1967 após uma grande reforma de ampliação que durou sete anos. A fundação foi legalmente instituída em 1990, um ano antes da morte da criadora, e o museu abriu ao público em 22 de agosto de 1995. A instituição mantém programa cultural ativo, com exposições temporárias, concertos, cursos, oficinas, seminários, residência de pesquisa em museologia e publicações editoriais, incluindo coletâneas derivadas de seus ciclos de conferências. Desde 2004 o Projeto Respiração, com curadoria de Marcio Doctors, convida artistas contemporâneos a dialogar com o acervo, entre eles Ernesto Neto, José Damasceno, Anna Maria Maiolino, Nelson Leirner, Regina Silveira e Frans Krajcberg. A visitação é mediada, de quarta a domingo das 14h às 18h, com entrada livre e gratuita. Seu acervo reúne mais de duas mil peças num arco temporal de quase cinquenta séculos, do Egito Antigo ao Impressionismo, com uma das mais importantes coleções de arte europeia do Brasil: antiguidades egípcias e greco-romanas, pintura e escultura italiana, flamenga, holandesa, francesa e inglesa, além de núcleos de arte oriental, andina e pré-colombiana, mobiliário, tapeçarias, prataria e moda.
Desde 1990
Centro de arte municipal mantido pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, instalado em prédio histórico de três andares (cerca de 2.000 m²) junto à Praça Tiradentes, no Centro. O edifício foi construído em 1872 para sediar o Conservatório Nacional de Música e ampliado em 1890 com projeto do arquiteto italiano Sante Bucciarelli, ganhando o desenho atual. Criado em 1996, abrigou parte do acervo de obras de Hélio Oiticica até 2009, em acordo com o Projeto Hélio Oiticica, e conserva duas intervenções permanentes de Richard Serra (1997), criadas para a mostra Rio Rounds, primeira do artista na América Latina, uma delas restaurada em 2014. Reaberto em 5 de novembro de 2021 após reforma, resultado da parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e o Projeto Hélio Oiticica, instituto responsável pela conservação e divulgação do acervo do artista, mantido na antiga casa dele no Jardim Botânico. Com seis espaços expositivos, dois mezaninos, salas multiuso, sala de leitura, auditório de cem lugares e café/restaurante, o centro é dedicado à produção artística contemporânea, com exposições temporárias, seminários, debates, cursos e projetos de pesquisa e curadorias que dialogam com a obra de Oiticica. Sedia o Projeto Construtivo Hélio Oiticica (Programa in Progress), processo experimental conduzido sob direção artística de Cesar Oiticica Filho que desenvolve obras e performances inéditas do artista, como o Penetrável Nº 1 e o Projeto Cães de Caça (1960), ainda não realizado em escala real, além de dois penetráveis jamais executados instalados nos arredores (entre a Rua Imperatriz Leopoldinense e a Praça Tiradentes), abertos a intervenções das mais diversas áreas. Mantém programação ativa e entrada gratuita, de segunda a sábado, das 10h às 18h — em 2026 sediou, por exemplo, a coletiva FIM como MEIO (27 artistas, com curadoria do movimento Paralela, de 18/07 a 29/08/2026).
Desde 1996
A Fundação Cultural Ema Gordon Klabin é uma instituição privada sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública federal, criada oficialmente em 1978 pela colecionadora, empresária e filantropa Ema Gordon Klabin (Rio de Janeiro, 1907 - São Paulo, 1994), filha dos imigrantes lituanos Fanny e Hessel Klabin. Sem herdeiros diretos e abalada pelo incêndio do MAM em 1978, ela destinou a residência e a coleção reunida ao longo de mais de 70 anos à criação de um museu aberto à visitação pública. Em vida foi figura da vida cultural paulistana, com concertos em casa e apoio a artistas, e participou da construção do Hospital Israelita Albert Einstein. A sede é a antiga casa da família na Rua Portugal 43, no Jardim Europa, com cerca de 900 m² construídos em terreno de quase 4.000 m², projetada nos anos 1950 pelo engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker e inaugurada no final de 1960, com decoração de Terri Della Stuffa. Após a morte de Ema em 1994, a catalogação do acervo começou em 1997 e a casa-museu abriu as portas ao público em 2007, com visitação de quarta a domingo, das 11h às 17h. O programa expositivo combina exposições temporárias derivadas da Coleção Ema Klabin, em diálogo com debates contemporâneos, com ações educativas, palestras, cursos, oficinas, espetáculos musicais e projetos de arte contemporânea no jardim, como o Jardim Imaginário. Entre as exposições recentes estão Habitar São Paulo - relatos femininos (2026) e Quando São Paulo era Piratininga - arqueologia paulistana (2025-2026). A fundação também cede obras para exposições no Brasil e no exterior.
Desde 1978
O Instituto Bardi — Casa de Vidro é uma sociedade civil sem fins lucrativos constituída em 3 de maio de 1990 pelo casal Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, inicialmente com o nome Instituto Quadrante, em referência à revista que Bardi dirigiu com Massimo Bontempelli na Itália (1933-1936). Após a morte de Lina, em 1992, passou a se chamar Instituto Lina Bo e P.M. Bardi. Sua vocação é dar continuidade à atuação dos fundadores, preservar e divulgar o legado do casal e conservar e facilitar o acesso ao acervo formado por desenhos, projetos, correspondências, documentos e outros materiais. A sede é a Casa de Vidro, no Morumbi, primeira obra construída de Lina Bo Bardi e ícone da arquitetura moderna brasileira: projetada em 1950 (com projeto estrutural do italiano Luigi Nervi e adaptações do engenheiro Túlio Stucchi), foi construída entre 1951 e 1952 e serviu de residência do casal por mais de 40 anos. Recebeu o nome Casa de Vidro em 1953, após publicação de Gio Ponti na revista Domus. Tombada em 1987 e doada ao instituto em 1995, funciona como espaço cultural aberto ao público, com exposições (como as de Jean-Michel Othoniel e Camille Henrot), palestras e seminários, além de programa de gestão e conservação apoiado pela Getty Foundation. O acervo documental divide-se no Fundo Lina Bo Bardi (desenhos de arquitetura, cenografia, expografia, mobiliário, trajes e joias, cerca de 11.500 documentos e 15.000 fotografias) e no Fundo P.M. Bardi (correspondências, fotografias, manuscritos e livros raros, parcialmente fragmentado entre o instituto, o MASP e o Archivio Storico Civico e Biblioteca Trivulziana, de Milão), somando-se a biblioteca do casal e obras de arte e objetos de arte popular brasileira. A visitação ocorre às quintas, sextas e sábados, com ingressos por horário.
Desde 1990
O Instituto Inhotim é um museu de arte contemporânea e jardim botânico sem fins lucrativos sediado em Brumadinho (MG), a cerca de 60 km de Belo Horizonte. Idealizado desde os anos 1980 pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz para abrigar sua coleção particular, a instituição se constituiu na primeira metade dos anos 2000 e abriu ao público com visitação regular sem agendamento em 2006. Ocupa área total de cerca de 786 hectares no domínio da Mata Atlântica, dos quais 140 hectares são abertos à visitação entre os biomas da Mata Atlântica e do Cerrado — sendo reconhecido como um dos maiores centros de arte contemporânea a céu aberto do mundo e tido por muitos como o maior museu a céu aberto do planeta. Seu modelo é o de galerias-pavilhão permanentes, muitas projetadas sob medida para obras site-specific, integradas a um jardim botânico oficialmente reconhecido em 2011, com mais de mil espécies botânicas raras de todos os continentes, jardins temáticos, lagos ornamentais e uma das maiores coleções de palmeiras do mundo (cerca de 1.500 espécies catalogadas). O acervo reúne cerca de 560 obras em exposição, de aproximadamente 60 artistas de 38 países, distribuídas ao ar livre e em 24 galerias (20 permanentes e 4 temporárias), com encomendas históricas a artistas como Doug Aitken (Sonic Pavilion, 2009) e Chris Burden (Beam Drop Inhotim, 2008). Além da exposição permanente, o Inhotim mantém programas educativos, pesquisa botânica e agenda de exposições temporárias. Foi listado pelo TripAdvisor em 2014 entre os 25 museus mais bem avaliados do mundo; em 2023 recebeu cerca de 560 mil visitantes e firmou convênio de patrocínio com a Vale de R$ 400 milhões ao longo de dez anos.
Desde 2006
O Instituto Ricardo Brennand é um complexo museológico privado fundado pelo empresário e colecionador pernambucano Ricardo Coimbra de Almeida Brennand (nascido em 1927, em Cabo de Santo Agostinho), criado em 2001 e inaugurado em 12 de setembro de 2002 com a exposição 'Albert Eckhout volta ao Brasil'. Colecionador desde os anos 1940 (começou pela armaria), Brennand reuniu um acervo de mais de 60.000 itens em um parque de cerca de 30.000 m² de contemplação e arte no bairro da Várzea, zona oeste do Recife, próximo aos campi da UFPE e do IFPE. A sede reproduz a arquitetura gótica Tudor (1485-1603), com cerca de 77.000 m² construídos, ponte levadiça, brasões e vitrais, e reúne o Museu Castelo São João, a Pinacoteca, a Galeria (aberta em 2011) e a Capela Nossa Senhora das Graças (2014), além de lagos artificiais e esculturas de grande escala no parque. Embora conhecido por abrigar um dos maiores acervos de armas brancas do mundo (mais de 3.000 peças, com 27 armaduras medievais completas) e itens do Brasil Holandês, o instituto é antes de tudo um museu de arte: sua Pinacoteca guarda a maior coleção mundial de Frans Post (15 óleos, cerca de 10% de toda a produção do pintor, com destaque para 'Forte Frederick Hendrik', 1640), além de brasiliana e pintura europeia dos séculos XVII a XX. Recebe visitação de terça a domingo, das 13h às 17h (última entrada às 16h30).
Desde 2002
O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand — é uma instituição privada sem fins lucrativos fundada em 2 de outubro de 1947 pelo empresário e jornalista Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, que financiou a formação do acervo negociando doações de empresários em troca de contratos de publicidade. O italiano Pietro Maria Bardi, galerista e crítico de arte convidado em 1946 para criar o museu, foi seu primeiro diretor artístico e ficou à frente da instituição por 49 anos, até 1996. O nome oficial do museu homenageia o fundador. Desde 1968 o museu ocupa sua sede definitiva na Avenida Paulista, projetada pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914–1992) sobre o terreno do antigo Belvedere Trianon. Inaugurado em 8 de novembro de 1968 com discurso da rainha Elizabeth II, o edifício é um ícone da arquitetura moderna: seu vão livre de 74 metros — o maior do mundo à época, viabilizado pelo engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz com concreto protendido — suspende o museu acima do nível da rua. Lina Bo Bardi inovou também na museografia, expondo pinturas em lâminas de vidro temperado (dispositivo aposentado em 1996 e retomado em 2015). O prédio é tombado pelo IPHAN desde 2003. Em 2024 o complexo foi ampliado com um novo edifício dedicado a Pietro Maria Bardi. O acervo, formado principalmente entre 1947 e 1960 e tombado pelo IPHAN desde 1969 (inalienável), reúne mais de 11 mil obras — pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, roupas e peças arqueológicas — abrangendo da Antiguidade ao século 21. É considerado a mais importante coleção de arte europeia do Hemisfério Sul, com nomes como Botticelli, Rafael, Rembrandt, Van Gogh, Renoir e Picasso, além de núcleos relevantes de arte brasileira (de Victor Meirelles e Portinari a mestres autodidatas como Maria Auxiliadora e José Antônio da Silva), africana, asiática e das Américas. O museu define-se como uma instituição 'diversa, inclusiva e plural', com missão de estabelecer 'diálogos entre passado e presente, culturas e territórios' a partir das artes visuais, e é reconhecido como um dos principais centros culturais do Brasil e o museu de arte mais importante do Hemisfério Sul.
Desde 1947
Casa-museu privada instalada na antiga residência do casal de artistas plásticos Nilo de Brito Firmeza (Estrigas, 1919-2014) e Nice Firmeza (1921-2013), numa chácara no bairro Mondubim, em Fortaleza, cercada por mangueiras, baobá e roseiras. O espaço nasceu da coleção do casal, formada desde os anos 1940, quando ambos participavam da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), movimento que renovou as artes plásticas cearenses. Batizado inicialmente de FirmezArte e depois Minimuseu Firmeza, abriu oficialmente ao público em 1969 e se mantém como projeto da família e de cooperadores (historiadora Paula Machado coordena o espaço desde 2012), com apoio pontual do Sesc e de editais como o Fundo Estadual de Cultura e o Edital Mecenas do Ceará. Hoje se apresenta como espaço cultural, artístico e ecológico, com mais de 500 obras de artes plásticas cearenses em três salas (Arte e História, Nice e Estrigas e Arte e Afeto) e a Coleção Aldemir Martins, além de biblioteca com mais de 2.000 títulos. A visitação é agendada, de quinta a sábado. Em novembro de 2025, o Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural de Fortaleza (COMPHIC) aprovou sua Declaração de Relevante Interesse Cultural, reconhecendo o conjunto como Patrimônio Cultural da cidade, e a Câmara Municipal de Fortaleza debate a preservação do espaço, cujo acesso ainda sofre com a falta de urbanização da rua.
Desde 1969
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo foi fundado em 2004 a partir da coleção pessoal de Emanoel Araujo (1940-2022), artista plástico, museólogo e curador baiano que dirigiu a instituição até sua morte. A ideia nasceu de uma proposta museológica apresentada por Araujo à então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, e o museu foi inaugurado em 23 de outubro de 2004, no Parque do Ibirapuera. Desde 2009 é gerido pela Associação Museu Afro Brasil, Organização Social de Cultura vinculada à Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Instalado no Pavilhão Padre Manuel da Nóbrega, edifício projetado por Oscar Niemeyer no Parque do Ibirapuera, o museu ocupa 12 mil m² e abriga um acervo com mais de 8 mil obras que percorre do século XVIII à contemporaneidade sob a perspectiva afro-diaspórica, com núcleos de arte, história e religiosidade. Conta com o Teatro Ruth de Souza e a Biblioteca Carolina Maria de Jesus, especializada em temas afro-diaspóricos. Em suas duas primeiras décadas realizou mais de 300 exposições, recebeu mais de 3 milhões de visitantes e publicou cerca de 40 catálogos, com missão de promover o reconhecimento, a valorização e a preservação do patrimônio cultural brasileiro, africano e afro-brasileiro. A trajetória do museu inclui crises recorrentes de financiamento, como o corte de repasses às organizações sociais de cultura em 2020, durante a pandemia, que levou à demissão de cerca de 23 dos aproximadamente 80 funcionários, denunciada em carta aberta. Em outubro de 2022 o museu fechou para obras de restauração e modernização e reabriu em 5 de novembro do mesmo ano, já com o nome Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, em homenagem ao fundador recém-falecido. Em 2025 atravessou nova crise de governança, com a saída do diretor artístico Hélio Menezes e nota pública da associação gestora, mas segue em operação, com programação de exposições ativa.
Desde 2004
O Museu Afro-Brasileiro (MAFRO) é um órgão suplementar da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, criado em 1974 no âmbito do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) e inaugurado em 7 de janeiro de 1982, resultado de acordo entre os Ministérios das Relações Exteriores e da Educação e Cultura, o governo da Bahia, a prefeitura de Salvador e a UFBA. Foi primeiro organizado por Pierre Verger e inaugurado sob a direção do CEAO pela etnolinguista Yeda Pessoa de Castro. Sua missão é defender, estudar e divulgar tudo o que se relaciona com temas afro-brasileiros, atuando como espaço identitário das comunidades negras da Bahia e de diálogo com as culturas africanas e da diáspora. O museu funciona no largo do Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador (Pelourinho), no prédio neoclássico da Faculdade de Medicina da Bahia, primeira escola de medicina do Brasil, erguido no mesmo local do Real Colégio dos Jesuítas (séculos XVI a XVIII). Embora vinculado à Faculdade de Filosofia, está fisicamente instalado na Faculdade de Medicina, dividindo o prédio com o Museu de Arqueologia e Etnologia. Desde os anos 1990 a gestão técnico-administrativa é feita por docentes do Departamento de Museologia da UFBA, e a exposição de longa duração foi renovada entre 1997 e 1999 sob coordenação do museólogo Marcelo Cunha. O museu está em funcionamento e abre de segunda a sexta, das 9h às 17h, com intervalo entre 12h e 13h e entrada até 16h30 (ingresso a R$ 10 e meia-entrada a R$ 5, não abre feriados). Suas exposições de longa duração são a 'Artes do Crer', sobre cultura material religiosa afro-brasileira (projeto conceitual e curatorial da museóloga Graça Teixeira, que coordenou o museu entre 2011 e 2018), e o Mural dos Orixás de Carybé. A programação recente inclui mostras temporárias como 'Pretinhas Brincantes' (2025-2026), 'Nego Fugido - Memórias Quilombolas', do fotógrafo Nicola Lo Calzo (2025-2026), e 'Pano da Costa'.
Desde 1974
O Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA) é uma instituição administrada pelo poder público estadual, vinculada à Coordenação do Sistema Estadual de Museus (COSEM) da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. Está instalado na antiga residência, ateliê e escola do pintor norueguês Alfredo Andersen (1860-1935), considerado o pai da pintura paranaense, no entorno do Centro Histórico de Curitiba. A criação do museu foi impulsionada pela Sociedade Amigos de Alfredo Andersen (1940) e por proposta de desapropriação do imóvel (1947): a Casa de Alfredo Andersen - Escola e Museu de Arte abriu em 1959, passando a se chamar Museu Alfredo Andersen em 1979 e hoje adotando o nome Museu Casa Alfredo Andersen. O prédio, construído no fim do século XIX originalmente para uma sociedade recreativa alemã, foi residência e ateliê de Andersen até sua morte em 1935 e depois de seu filho Thorstein Andersen até 1964. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1971, restaurado em 1989 e completamente revitalizado em 2018. O Complexo Alfredo Andersen reúne duas unidades: o Museu Casa e a Academia Alfredo Andersen, anexo que abriga a administração, cursos gratuitos de artes visuais e a Biblioteca Max Conradt Júnior. Dedicado a preservar e difundir a obra de Andersen e a arte paranaense, o museu mantém exposições, ateliês, cursos, visitas guiadas e projetos como a Semana Andersen e o Salão e Congresso Nacional de Cerâmica. Desde 2019 a Academia conduz um programa de residência artística que recebe artistas convidados, brasileiros e estrangeiros, por cerca de um mês no Ateliê do Complexo, com oficinas gratuitas ao público. A entrada é gratuita e a visitação funciona de terça a domingo, das 9h30 às 17h.
Desde 1959
O Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (mBrac, também conhecido como MUBAN) é um museu municipal vinculado à Prefeitura do Rio, instalado no antigo território da Colônia Juliano Moreira, complexo psiquiátrico inaugurado em 1924 em Jacarepaguá (região da Taquara), Zona Oeste do Rio de Janeiro. Foi criado em 1982 como Museu Nise da Silveira, homenageando a psiquiatra que revolucionou o tratamento pela arte no Brasil. Em 2000 passou a se chamar Museu Bispo do Rosário, em reconhecimento a Arthur Bispo do Rosário, internado na instituição por cerca de 50 anos até morrer em 1989 e hoje um dos artistas brasileiros mais reconhecidos internacionalmente, com participações na Bienal de Veneza (1995) e na 30ª Bienal de São Paulo (2012). Seu acervo reúne mais de 1.500 objetos, cujo núcleo principal é a produção de Bispo do Rosário (mantos, estandartes, vitrines, fichários, móveis e objetos recobertos com fio), coleção de 805 peças tombada pelo INEPAC nos anos 1990 e pelo Iphan em 2018. O acervo inclui ainda trabalhos de pacientes dos ateliês de arteterapia da Colônia (1950-1980) e obras de artistas do Ateliê Gaia. Desde 2017 o museu conduz o Projeto Inventário do Mundo, cujo legado será o Catálogo Raisonné do artista. A partir de 2013, uma nova gestão reorientou o museu para o diálogo com o entorno da Zona Oeste, consolidando a vocação de arte contemporânea com o conceito de museu expandido e o Circuito Cultural Colônia (2015). A programação inclui exposições temporárias, mediação e programas públicos, o Ateliê Gaia, a residência artística Casa B e programas de geração de trabalho e renda. A entrada é gratuita e a visitação funciona de terça a sábado, das 9h às 17h.
Desde 1982
O MuBE - Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia nasceu da concessão do terreno entre a Avenida Europa e a Rua Alemanha, no Jardim Europa, pela Prefeitura de São Paulo ao SAM - Sociedade dos Amigos dos Museus, em 1986, para a construção de um centro cultural de escultura e ecologia. O projeto do edifício foi definido por concurso, vencido por Paulo Mendes da Rocha (Pritzker 2006), com jardim desenhado por Roberto Burle Marx (executado apenas parcialmente). A construção, iniciada em 1988 e custeada com doações privadas, foi inaugurada em maio de 1995, com mostra inaugural de cerca de 140 obras de Victor Brecheret. O edifício é semissubterrâneo, em concreto aparente, com mais de 7.000 m², e reúne espaços expositivos (Grande Salão, Sala Pinacoteca e sala Burle Marx), ateliês, biblioteca, auditório Pedro Piva e um jardim de esculturas na cota superior. Concebido como museu sem acervo fixo, dedica-se à escultura e aos suportes tridimensionais por meio de exposições temporárias, além de ateliês, cursos e atividades educativas. O museu segue ativo e com entrada gratuita, com agendamento de visitas pelo site oficial e pelas redes. A entrada principal é pela Rua Alemanha, 221, com acesso também pela Av. Europa, 218, ao lado do MIS, no Jardim Europa.
Desde 1995
O Museu Casa do Pontal (hoje também chamado Museu do Pontal) é considerado o maior e mais representativo museu de arte popular brasileira do país. Foi criado pelo pintor e designer francês Jacques van de Beuque (1922-2000), radicado no Brasil desde 1946, que a partir de 1950 percorreu o interior do país por cerca de 45 anos reunindo a coleção, depois de conhecer Mestre Vitalino em Recife em 1951. Após comprar um sítio no Recreio dos Bandeirantes em 1974 e da grande mostra de arte popular no MAM-RJ em 1976, concluiu em 1986 a exposição permanente da Casa do Pontal, na Estrada do Pontal, com 3.500 obras expostas e 4.500 em reserva técnica. O acervo foi tombado como patrimônio cultural carioca em 1991, e em 1995-1996 a casa foi institucionalizada como museu com plano diretor e setores de restauro, educação, pesquisa, exposições e comunicação. Recebeu o Prêmio Rodrigo de Melo Franco de Andrade (IPHAN) em 1996 e a Ordem do Mérito Cultural em 2005. Inundações sucessivas entre 2010 e 2020, causadas pela elevação do terreno de condomínios vizinhos, forçaram o fechamento da sede histórica. O museu reabriu em 9 de outubro de 2021 em nova sede na Barra da Tijuca, em terreno de 14 mil m2 (10 mil m2 de área verde) cedido pela Prefeitura, com edifício de 2.600 m2 projetado pela Arquitetos Associados e paisagismo do escritório Burle Marx com 73 espécies nativas. Funciona de quinta a domingo, das 10h às 18h, com programação educativa e de arte-educadores, e é dirigido pela antropóloga Angela Mascelani (direção artística) e por Lucas Van de Beuque (direção executiva).
Desde 1976
Casa-museu municipal instalada na antiga residencia e atelie do escultor alemao Fritz Alt (Lich, Alemanha, 17/9/1902 - Joinville, 15/3/1968), no alto do Morro do Boa Vista, com vista panoramica de Joinville. A casa, projetada pelo proprio artista e construida em 1946 em parceria com o arquiteto Paul Helmuth Keller a partir de modelos alemaes da Republica de Weimar, abrigou o artista e a familia por 22 anos e era cercada por jardim e Mata Atlantica. Apos a morte do artista, um movimento de artistas e admiradores, encabecado por Edith Wetzel, levou a Prefeitura de Joinville a comprar o imovel em 6 de maio de 1970 (Lei 1.053/1970). O museu foi oficializado pela Lei 2.591/72 em 1 de setembro de 1972 e aberto ao publico em agosto de 1975, apos reformas entre 1974 e 1975. O imovel foi tombado como patrimonio cultural municipal em 2005 (COMPHAAN). Fechado a partir de 2010 por problemas no telhado, passou cerca de uma decada sem receber visitacao e foi reaberto em 13 de dezembro de 2023, com nova exposicao de longa duracao "Formas Biograficas". Mantido pela Secretaria de Cultura e Turismo de Joinville (Unidade de Patrimonio e Museus, SECULT.UPM.MFA), o museu recebe visitacao gratuita de terca a domingo, das 10h as 16h, com visitas mediadas e programa de educacao patrimonial (Fritz Vive), incluindo exposicao itinerante em escolas do entorno. Fritz Alt tambem da nome a Escola Municipal de Artes Fritz Alt, criada por decreto em 1968, separada do museu.
Desde 1972
O Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, é uma das duas unidades dos Museus Castro Maya (ao lado do Museu do Açude), ligadas ao Ibram. Reflete o legado do empresário, mecenas e bibliófilo Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968), que herdou a propriedade em 1936 e a reconstruiu em estilo modernista, projeto de Wladimir Alves de Souza com jardins de Roberto Burle Marx, em um terreno de 25 mil metros quadrados com vista para a Baía de Guanabara. O imóvel é conhecido como Chácara do Céu desde o século XIX. Em 1962, Castro Maya criou uma fundação para preservar e dinamizar seu patrimônio artístico, doando suas coleções e suas duas residências, transformadas em museus. A Fundação foi extinta em 1983, quando o espólio passou à União. O museu abriu em 1972 e sua visita é parte do circuito cultural de Santa Teresa, servida pelo bondinho. O acervo reúne cerca de 22 mil peças. Na arte brasileira destaca-se o maior acervo público de Candido Portinari, além de Guignard, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Antonio Bandeira, Eliseu Visconti e Heitor dos Prazeres. Na arte europeia, pinturas, desenhos e gravuras de Matisse, Modigliani, Degas, Seurat, Miró, Picasso, Dalí e Monet. A Coleção Brasiliana inclui mapas e ilustrações de viajantes como Rugendas e Taunay e mais de 500 originais de Jean-Baptiste Debret, comprados por Castro Maya em Paris em 1939 e 1940, considerada a maior coleção de Debret do mundo. Completam o conjunto mobiliário luso-brasileiro, prataria, cristais, tapetes, arte oriental, arte popular e a Biblioteca Castro Maya, com cerca de 8 mil volumes. Em 2006, durante o Carnaval, cinco obras (de Picasso, Matisse, Dalí e Monet) foram roubadas do museu e nunca recuperadas. Entre as ações e eventos ligados ao museu estão os ciclos de exposições do próprio acervo (Bichos, Gente e Mundo), o Encontro de Colecionadores, as edições do Amigos da Gravura e o Projeto Dom Quixote com o Instituto Cervantes e o Projeto Portinari.
Desde 1972
Primeiro museu público dedicado à fotografia no Brasil e segundo da América Latina, o Museu da Fotografia Cidade de Curitiba foi inaugurado em 1998 no Complexo Cultural Solar do Barão, no Centro Histórico, e é administrado pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC). Mantém calendário anual de exposições com obras do acervo, recebe mostras de fotógrafos brasileiros e estrangeiros, já sediou grandes eventos internacionais e empresta coleções para eventos no país e no exterior. Sua sede é o Solar do Barão, casarão construído entre 1880 e 1884 pelos engenheiros italianos Ângelo Vendramin e Batista Casagrande para Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul. O imóvel foi adquirido pela Prefeitura de Curitiba em 1975, tombado pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural do Paraná em 1978 e restaurado entre 1980 e 1983. O museu funciona no anexo erguido durante a ocupação do conjunto pelo Exército (1912 a 1975), bloco que hoje reúne ainda o Museu da Gravura, o Museu do Cartaz e a Gibiteca de Curitiba. Em outubro de 2025 o Solar do Barão fechou para visitação para obras de restauro e modernização no âmbito do programa PRO Curitiba, com obras previstas para durar cerca de dois anos a partir de 2026. Durante o restauro, as exposições do museu funcionam provisoriamente na Sala Paraná do Memorial de Curitiba (Rua Dr. Claudino dos Santos, 79, bairro São Francisco), de terça a domingo, com entrada gratuita.
Desde 1998
O Museu da Fotografia de Fortaleza (MFF) é um museu privado dedicado exclusivamente à fotografia, inaugurado em março de 2017 na Rua Frederico Borges 545, bairro da Varjota, próximo à Beira Mar. Foi criado pelo colecionador Silvio Frota e sua esposa Paula Frota por meio do Instituto Paula e Silvio Frota, que o administra e detém a coleção. Não tem vínculo com o Centro Dragão do Mar, com a SECULT nem com a prefeitura: é iniciativa familiar sem fins lucrativos, com entrada gratuita e visitação de terça a domingo, das 12h às 17h. O prédio tem cerca de 1.940 m² e cinco pavimentos, com projeto do escritório Marcus Novais Arquitetura, reunindo exposições permanente e temporária, sala multiuso, biblioteca, café e loja, além de área administrativa e reserva técnica do acervo no subsolo. A educação é apontada pelo museu como seu principal instrumento de ação, com cursos, palestras, workshops e projetos voltados a públicos diversos.
Desde 2017
Museu municipal vinculado à Fundação Cultural de Curitiba (FCC), inaugurado em 1989 e sediado no Complexo Cultural Solar do Barão, no Centro de Curitiba. O Solar é um conjunto de três blocos edificados entre 1880 e 1940 (3.377 m²), formado a partir da residência do ervateiro Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, adquirida pela Prefeitura em 1975 e reinaugurada como centro cultural em 1980, quando sediou a III Mostra Anual da Gravura Cidade de Curitiba. O complexo reúne ainda o Museu da Fotografia, a Gibiteca de Curitiba, os Ateliês de Gravura, o Centro de Documentação e Pesquisa Guido Viaro e a Sala Scabi, e recebia cerca de 400 mil pessoas por ano. O museu possui acervo de mais de cinco mil obras de artistas brasileiros e estrangeiros, incluindo Oswaldo Goeldi, Poty Lazzarotto, Amilcar de Castro, Cildo Meireles, Antonio Dias, Anna Bella Geiger, Tomie Ohtake, Mira Schendel, Waltércio Caldas, Calasans Neto, Fernando Calderari, Uiara Bartira e Denise Roman, além de Picasso, Andy Warhol, Louise Bourgeois, Kiki Smith, Brice Marden e Joel Shapiro. Mantém calendário anual de exposições temporárias nas diversas técnicas da gravura e mostras de acervo, e foi palco da Mostra da Gravura, um dos mais importantes eventos de gravura do país. Em outubro de 2025 o Solar do Barão foi fechado para visita para obras de restauro e modernização no âmbito do programa PRO Curitiba (anúncio em 10/10/2025, fechamento em 14/10/2025, licitação das obras em 21/10/2025, duração estimada de cerca de dois anos), que prevê novo bloco de reserva técnica para as coleções e um corredor cultural ligando o Solar ao Estúdio Riachuelo e ao Cine Passeio. Desde então o Museu da Gravura opera temporariamente no Memorial de Curitiba (Rua Dr. Claudino dos Santos, 79, bairro São Francisco), de terça a sexta das 9h às 12h e 13h às 18h e sábado das 12h às 18h. Contato: (41) 3321-3367 e museudagravura@curitiba.pr.gov.br.
Desde 1989
O Museu de Arte Brasileira (MAB FAAP) é considerado o primeiro museu do país dedicado à arte brasileira. Foi idealizado por Armando Alvares Penteado (1884-1947), que no testamento de 1938 determinou a criação de uma escola de belas artes com uma "pinacotheca" de quadros originais. Sua esposa, Annie Penteado, criou a Fundação Armando Alvares Penteado em 1947 e, em 10 de agosto de 1961, o museu abriu ao público com a mostra "Barroco no Brasil", que reuniu cerca de 300 peças e se tornou um acontecimento nacional. A direção inicial ficou a cargo do casal Lucia Comenale e Roberto Pinto de Souza, com coordenação de Wolfgang Pfeiffer e conselho que incluiu nomes como Rodrigo Melo Franco de Andrade, Sérgio Buarque de Holanda e Sérgio Milliet. O museu foi concebido como um museu de artes visuais voltado à arte brasileira produzida por artistas brasileiros ou estrangeiros radicados no Brasil, e hoje conta também com um núcleo de arte estrangeira vinculado ao programa de atividades da FAAP. A sede fica no edifício principal do campus da FAAP, em Higienópolis, São Paulo, e é marcada pelos vitrais da Casa Conrado no saguão e pela claraboia com fotografia de Claudia Andujar. O saguão conserva as moldagens em gesso de obras de Aleijadinho e de elementos barrocos de Minas Gerais e Bahia, feitas pelo então DPHAN para a exposição de 1961. Esculturas de grande porte estão espalhadas pelo jardim do campus. O acervo reúne cerca de 3.500 obras da história das artes brasileiras dos séculos XIX, XX e XXI, com coleção acadêmica de gravura, pintura e desenho, núcleo significativo do modernismo e seus continuadores, tendências abstratas a partir dos anos 1950, registros de artistas primitivos, nova figuração e arte contemporânea. Parte do acervo é consultável online (plataforma Sismu). Além do circuito expositivo, o MAB mantém programas contínuos: a Anual de Arte FAAP, exposição-premiação anual dos estudantes da Faculdade de Artes Plásticas realizada desde 1965, a Residência Artística FAAP (com 20 anos em 2025) e o Educativo (visitas mediadas, Conversas no MAB desde 2016 e formação de professores com a SME e o Centro Paula Souza). O museu já realizou retrospectivas de Emiliano Di Cavalcanti, Ismael Nery e Flávio de Carvalho, mostras internacionais com obras de instituições como o Louvre e o Pergamon, e em 2019 recebeu a exposição dos finalistas do Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça, a maior premiação das artes visuais do Brasil. A entrada é gratuita, de terça a domingo, das 10h às 18h.
Desde 1961
O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_BAHIA) é o museu público estadual dedicado à arte contemporânea, criado pelo Governo do Estado da Bahia em 2023 e inaugurado em 29 de setembro de 2023 como o mais novo equipamento cultural da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), gerido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Primeiro museu baiano voltado inteiramente à produção contemporânea, nasceu direcionado pelas emergências artísticas e museológicas, com plano museológico próprio e direção de Daniel Rangel. A entrada é gratuita, de terça a domingo (fontes de 2025/2026 registram 10h às 20h, enquanto o perfil oficial no Instagram cita 10h às 18h). Funciona no Palacete do Comendador Bernardo Martins Catharino (1912), casarão eclético no bairro da Graça tombado pelo IPAC desde 1986, que já abrigou a Secretaria Estadual de Educação, o Museu Rodin Bahia e também foi conhecido como Palacete das Artes. O imóvel foi readequado com investimento de cerca de R$ 2 milhões para receber obras e projetos de arte contemporânea, com laboratórios educativos (áudio e vídeo, arte digital e cultura maker), vídeo mapping, escultura skatável interativa e o Cine-Paredão, com exibições noturnas de videoarte. Não confundir com o MAM-BA (Solar do Unhão) nem com o Museu de Arte da Bahia (MAB). O museu está em funcionamento presencial regular e ativo em 2026, com mostras gratuitas em cartaz como 'Respeita – Mulheres do acervo MAC_BAHIA', 'Muro – Galeria de Arte Urbana', 'MetaReciclarte na Poética do Futuro – Coletivo JACA' e a retrospectiva 'Olho Nu' de Vik Muniz, além de participação na Virada Cultural de Salvador em janeiro de 2026.
Desde 2023
O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) foi criado em 1963, quando a Universidade de São Paulo recebeu o acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), extinto em 1962. Essa coleção havia sido formada pelas coleções do casal de mecenas Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo, por obras adquiridas ou recebidas em doação durante a vigência do MAM e pelos prêmios adquiridos nas Bienais de São Paulo até 1961. O museu foi instituído em 8 de abril de 1963 como órgão integrado à USP, com missão de ensino, pesquisa e extensão, e teve em Walter Zanini seu primeiro diretor, que o transformou em um fórum de experimentação artística nos anos 1960-70. Sua sede principal é instalada no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera, parte do complexo arquitetônico projetado nos anos 1950 por Oscar Niemeyer e equipe — o mesmo conjunto da Bienal de São Paulo. O museu mantém ainda uma segunda sede na Cidade Universitária, projeto de Paulo Mendes da Rocha e Jorge Wilheim inaugurado em 1992 e reaberto em 2000. A entrada é pública e gratuita, com funcionamento de terça a domingo, das 10h às 21h. O MAC USP guarda cerca de 10 mil obras — pinturas, esculturas e tridimensionais, gravuras, fotografias, arte conceitual, objetos e instalações —, considerado o mais importante acervo universitário de arte moderna e contemporânea da América Latina e um dos principais do Hemisfério Sul: a própria página institucional o descreve como 'um dos principais centros no hemisfério sul' nessas vertentes, e a Wikipédia o registra como a mais importante coleção latino-americana de arte ocidental do século XX. Ao núcleo original somaram-se, por decisão judicial, 1.478 obras da coleção do Banco Santos (com destaque para fotografia) e, mais recentemente, mais de 300 obras por doação e aquisições via AAMAC (Associação de Amigos do MAC USP). Além das exposições, o museu funciona como centro de referência em pesquisa, museologia e educação pela arte, mantendo biblioteca, arquivo documental e acervo online de acesso público, e atuando como polo formador em teoria, história e crítica da arte.
Desde 1963
Museu público municipal vinculado à Secretaria de Cultura e Turismo de Americana, criado em 1978 como ala de artes plásticas do Museu Histórico Pedagógico Municipal Dr. João da Silva Carrão e emancipado pela Lei nº 1.848 de 09/06/1982. Funcionou na Biblioteca Municipal Professora Jandira Basseto Pântano e em edifício anexo até 1991 e, após um ano desativado, foi reinaugurado em 18 de setembro de 1992, com mostra que reuniu Antônio Henrique Amaral, Emanoel Araújo, Rômulo Fialdini, Marcelo Grassmann, Arcangelo Ianelli, Evandro Carlos Jardim, Maurício Nogueira Lima e Tomie Ohtake. Desde 2000 mantém atendimento didático permanente a estudantes. Ocupa o complexo do Centro de Cultura e Lazer Poeta Antônio Zoppi, que abriga também a Escola de Música Heitor Villa-Lobos e oficinas municipais de teatro e dança, na Avenida Brasil, 1293, Jardim São Paulo, com entrada gratuita de terça a sexta das 9h às 16h30. O acervo reúne 353 objetos artísticos catalogados e tombados (pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, fotografias, objetos, vídeo-arte e elementos de instalações), formado inicialmente por doações de artistas e hoje majoritariamente por aquisições em salões de arte. O museu realiza mostras do acervo e exposições temporárias e sedia o Prêmio Revelação de Artes Plásticas, concurso nacional anual cujas premiações são uma das principais formas de ampliação do acervo. Mantém biblioteca especializada em artes visuais com cerca de 3 mil itens, aberta à consulta pública. Segundo o Cadastro Nacional de Museus (IBRAM) está 'Aberto', e exposições do acervo seguiram em cartaz em 2025 (ex. 'A Paisagem Contemporânea no Acervo do MAC', via Instagram da Secretaria de Cultura e Turismo). Não possui site próprio, a página institucional é no portal da prefeitura.
Desde 1978