116 instituições no índice.
A Biblioteca Mário de Andrade (BMA) é a primeira e maior biblioteca pública de São Paulo e a segunda maior do país, atrás apenas da Biblioteca Nacional. Instituída em 1925 como Biblioteca Municipal de São Paulo, a partir do acervo da biblioteca da Câmara Municipal, abriu em 1926 na Rua Sete de Abril e incorporou em 1937 a Biblioteca Pública do Estado. Sua sede atual, na Rua da Consolação 94 na Praça Dom José Gaspar, é um marco do art déco paulistano projetado pelo francês Jacques Pilon com o bibliotecário Rubens Borba de Moraes: construção iniciada em 1936 e inaugurada em 25 de janeiro de 1942 pelo prefeito Prestes Maia, com tombamento pelo CONDEPHAAT e pelo CONPRESP. O prédio original previa duas torres de 22 andares, mas apenas uma foi erguida. Vinculada desde 1975 à Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo (hoje Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa), da qual é departamento desde 2005, a BMA reúne cerca de 3,3 milhões de títulos, com obras raras, incunábulos, brasiliana, mapas e coleções especializadas - entre elas a Sala de Artes Sérgio Milliet, criada na gestão de Sérgio Milliet nos anos 1940, com cerca de 50 mil itens sobre artes visuais, arquitetura, design, fotografia e música. O nome atual homenageia desde 1960 o modernista Mário de Andrade. Reformada entre 2007 e 2010 (reabertura em 25 de janeiro de 2011), abrigou o projeto BMA 24h entre 2016 e 2017, depois extinto. Hoje funciona de segunda a sexta das 9h às 21h e fins de semana das 9h às 18h, e em 2025 celebrou seu centenário com mais de 207 mil visitantes no ano.
Desde 1925
A Caixa Cultural é a rede de centros culturais mantida pela Caixa Econômica Federal, criada em 1980 sob o nome Conjunto Cultural da Caixa, com a primeira unidade em Brasília. A unidade de São Paulo, segunda mais antiga, foi inaugurada em 29 de agosto de 1989 no Edifício Sé (Praça da Sé, 111, Centro), prédio art déco de 1939 projetado pelos escritórios Albuquerque & Longo para sediar a Caixa em São Paulo, tombado pelo Conpresp e mantido em desuso entre 1979 e 1989. Após restauração das fachadas, foi reinaugurada em 24 de janeiro de 2004, e em 2002 a rede ganhou em São Paulo a anexa Galeria Vitrine na Paulista, no Conjunto Nacional. O equipamento reúne o Museu da CAIXA (6º andar), três galerias de arte, o Grande Salão — com vitral de Henrique Zucca de 1939 — para espetáculos de teatro, dança e música, auditório, sala de leitura e oficinas, com entrada gratuita. A programação cobre artes visuais, cinema, música e arte-educação, e já trouxe mostras de grande porte como Salvador Dalí, Marc Chagall, Joan Miró e Banksy. O acervo artístico do banco reúne quase 2 mil obras, com nomes como Tarsila do Amaral, Portinari e Di Cavalcanti. A rede foi esvaziada a partir de 2019, em meio aos cortes de custos do banco e à controvérsia sobre revisão prévia de projetos culturais (em outubro e novembro de 2019 a imprensa noticiou o sistema de censura prévia e o temor de fechamento da unidade carioca). O Programa de Ocupação dos Espaços da Caixa Cultural ficou sem edições de 2019 a 2022 — a edição anterior era de 2018. A retomada veio em 2023, já sob a presidência de Rita Serrano, com R$ 30 milhões em patrocínios e programação nas sete unidades (Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). Em 2025, aos 45 anos da rede, foi anunciada a inauguração da unidade de Belém, e o site oficial segue ativo em 2026, com a unidade paulistana aberta de terça a domingo, das 9h às 18h.
Espaço cultural mantido pela Caixa Econômica Federal no centro de Curitiba, integrado à rede Caixa Cultural (criada em 1980 como Conjunto Cultural da Caixa, com a primeira unidade em Brasília). A presença da Caixa na cena cultural da cidade começou na década de 1980, em um espaço no Edifício Sede I do banco, na Rua José Loureiro, em frente à praça Carlos Gomes, e em 1989 o conjunto cultural foi transferido para o mezanino do Edifício Sede II, na Rua Conselheiro Laurindo, 280, ao lado da Praça Santos Andrade e próximo ao Teatro Guaíra. O formato atual, com teatro totalmente reestruturado, foi inaugurado em outubro de 2004, completando 21 anos em 2025. O átrio central preserva o mural em concreto O Construtor (1974), do artista paranaense Poty Lazzarotto. A estrutura reúne três galerias (Térreo, Mezanino e 2º Andar), teatro de 125 lugares, sala de oficinas do programa educativo CAIXA Gente Arteira e mais de 50 colaboradores, com exposições e atividades majoritariamente gratuitas de terça a domingo. A programação de artes visuais traz mostras temporárias nacionais e internacionais, como a retrospectiva de Nelson Leirner, a World Press Photo 2025 (de volta à cidade após 20 anos), a mostra especial do centenário de Dalton Trevisan e exposições de artistas contemporâneos, somadas a teatro, dança, música e cinema. Em 2025 a unidade recebeu mais de 132 mil visitantes, alta de 25% sobre 2024 e o dobro dos 65 mil de 2023. Na rede, o período 2019-2023 foi de contração e reativação. Em Fortaleza, o programa de ocupação ficou paralisado cerca de quatro anos e foi retomado em 15 de setembro de 2023, quando a Caixa relançou a ocupação das unidades com seleção pública de R$ 30 milhões em seis linguagens, incluindo artes visuais (site Seleção CAIXA Cultural lista unidades como São Paulo, Recife, Brasília e Curitiba). Para a unidade de Curitiba não foi localizada fonte confirmando fechamento no período — fontes locais registram operação contínua (65 mil visitantes em 2023) e, em 2026, a unidade segue ativa, com reforma do teatro anunciada para o ano.
A CAL surgiu do I Festival Latino-Americano de Arte e Cultura (FLAAC), realizado em 1987 pela UnB e pela Secretaria de Cultura do DF, na gestão do reitor Cristovam Buarque, e foi criada pela universidade para promover e divulgar a arte e a cultura latino-americanas. Órgão do Decanato de Extensão e Cultura da UnB, é hoje a sede museal da Diretoria de Difusão Cultural (DDC/DEX) e, desde 2017, integra com a Casa Niemeyer as Casas Universitárias de Cultura. Instalada no Edifício Anápolis, no Setor Comercial Sul de Brasília, próximo à Rodoviária do Plano Piloto e à estação de metrô Galeria, a casa ocupa seis andares com três galerias (Galeria CAL no subsolo, Galeria do Acervo no 2º andar e Galeria de Bolso em vitrine), auditório com o CineCAL — projeto de exibição de cinema latino-americano, africano e ibérico mantido desde o final de 2008 — e salas para oficinas, cursos, seminários e apresentações. A agenda cultural reúne exposições temporárias de artes visuais, mesas-redondas, festivais, feiras e apresentações musicais, muitas em parceria com instituições como o Museu Nacional da República e o Espaço Cultural Contemporâneo (ECCO). A instituição preserva cerca de 2.700 obras — coleções de arte (moderna, contemporânea e popular latino-americana, formadas sobretudo por doações) e etnográfica — geridas por museólogos e consultáveis na plataforma Acervo CAL (acervocal.unb.br). Em 2020 recebeu o prêmio Destaque ABCA, da Associação Brasileira de Críticos de Arte. A visitação é gratuita (o Instagram da casa indica segunda a sábado, das 8h às 19h, exceto feriados) e há tour virtual 360º disponível. Nota: a grafia usada pela própria instituição é 'Casa da Cultura da América Latina'.
A CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais é um espaço expositivo público de 275 m² destinado a exposições fotográficas contemporâneas, fundado em 2010 sob gestão da Fundação Clóvis Salgado (FCS), fundação do Governo do Estado de Minas Gerais vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, que também gerencia o Palácio das Artes e a Serraria Souza Pinto. Resultou de parceria entre a Secretaria de Cultura de Minas e o Instituto Moreira Salles, ocupando o edifício que abrigava o antigo centro cultural do IMS em Belo Horizonte, ao lado da Praça Sete (de onde vem o nome) e vizinho do histórico Café Nice. O casarão é de 1925, em estilo eclético com influência neoclássica, integra o conjunto urbano da Avenida Afonso Pena e foi tombado pelo patrimônio histórico municipal em 1994. A entrada é gratuita e a visitação ocorre de terça a sábado, das 9h30 às 21h, e domingo das 17h às 21h (quadro de horários da página oficial). O espaço divulga fotografia contemporânea nacional e estrangeira, com curadorias voltadas à estética, à diversidade e à experimentação, e tem como compromisso a formação de público, recebendo mostras de programas parceiros como o Foto em Pauta (realizado em Tiradentes e recebido em BH) e exposições vinculadas a premiações como o Prêmio Décio Noviello – Núcleo Nômade de Fotografia. Entre as mostras recentes estão 'Devoção', de Paulo Lacerda, 'Terra Vinga', de Marlon de Paula, 'Um país chamado Pará' (2023) e 'Ecosofias' (curadoria de João Castilho e Pedro David), em cartaz de outubro de 2025 a 22 de fevereiro de 2026. Observação de endereço: o bloco de localização do site oficial da FCS lista 'Av. Afonso Pena, 1537' (endereço institucional da FCS, sede do Palácio das Artes), mas o imóvel da CâmeraSete é o de número 737, Centro, CEP 30130-002, em plena Praça Sete, conforme a ficha oficial da Belotur, o OpenStreetMap e o histórico endereço do IMS. Em 2025 foi iniciada, via Semente MG com proponente APPA – Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes, a elaboração dos projetos executivos de restauração do edifício (R$ 542,9 mil), que não passa por reforma significativa desde intervenções em 1982, 1997 e 1999.
Palacete histórico em estilo eclético construído entre 1923 e 1926 pela firma J. Muzzillo e Filho e inaugurado em 21 de setembro de 1926 para abrigar a Coletoria da capital, a Repartição de Água e Esgotos, o Instituto Comercial e a Junta Comercial, depois ocupado pela Secretaria das Finanças do Estado até 1979, quando o órgão migrou para o Edifício Affonso Camargo e o imóvel passou ao uso cultural. No terreno funcionaram antes a Cadeia Pública e, a partir de 1854, o Liceu de Curitiba. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Paraná (processo 66/77, inscrição de 06/03/1978 no Livro 65-II — o portal oficial também menciona 1977 como ano do tombamento). Destacam-se a escadaria de mármore de Carrara, dois torreões e a figura de Mercúrio na fachada. Como espaço cultural, a ideia surgiu em 1994, quando a mostra 'O Brasil dos Viajantes' evidenciou a falta de um museu com estrutura de segurança, climatização e iluminação para grandes exposições. Após restauração de R$ 1,5 milhão iniciada em 1997, a Casa Andrade Muricy foi inaugurada como centro de exposições em junho de 1998, com 921 m², 12 salas, jardim interno para esculturas e loja. O nome homenageia o crítico e ensaísta José Cândido de Andrade Muricy (1895-1984), nascido em Curitiba. No térreo funciona a Sala Miguel Bakun, inaugurada em 31/03/1989. É espaço expositivo do Governo do Estado do Paraná, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura e articulado ao Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR) — gestão estadual, e não municipal. Fechou em 30 de março de 2014 para reforma e reestruturação (infiltrações, gesso trincado e iluminação obsoleta), com o Museu Oscar Niemeyer e o MAC-PR absorvendo suas mostras. Em dezembro de 2015 o fórum de artes visuais 'Política para as Artes' manifestou-se pela reabertura, sem resultado. Em agosto de 2022 a reforma seguia paralisada há cerca de oito anos, com o projeto de restauro (licitado em 2019) em análise técnica da Coordenação do Patrimônio Cultural e da Paraná Edificações, sem previsão de reabertura. O site oficial (cam.cultura.pr.gov.br) está fora do ar e só é acessível em snapshot do Wayback Machine de 2019, quando as atividades já estavam 'temporariamente suspensas' para obras de manutenção e conservação.
A Casa da Cultura de Joinville, denominada oficialmente Casa da Cultura Fausto Rocha Júnior, é apontada como o principal polo artístico do município e o berço do Festival de Dança de Joinville. Criada em 1973, tem sede em um complexo moderno (não se trata de um casarão histórico) na Rua Dona Francisca, 800, bairro Saguaçu, na área central da cidade. A implantação começou na gestão do prefeito Nilson Bender (1966-1970), que iniciou as obras do equipamento. É gerida pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) da Prefeitura de Joinville, por meio da gerência da Casa da Cultura, e reúne a Escola de Artes Fritz Alt (artes visuais), a Escola de Música Villa-Lobos, a Escola Municipal de Ballet, a Escola Municipal de Teatro, a Galeria Municipal de Arte Victor Kursancew (exposições temporárias via processo seletivo) e a Biblioteca Edith Wetzel, além de jardins com obras ao ar livre. Visitação de segunda a sexta, das 8h às 20h, com visitas mediadas à Casa da Cultura e à galeria mediante agendamento. Não deve ser confundida com o Instituto Internacional Juarez Machado nem com o Museu Nacional de Imigração e Colonização, outros equipamentos da cidade.
Desde 1973
A Casa da Gravura de Curitiba nasceu do intenso movimento de gravuristas que a cidade viveu nos anos 1970 em torno da Mostra da Gravura. Foi inaugurada em 06/11/1980 em um dos blocos do Solar do Barão, casarão histórico tombado na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533, no Centro. Em 07/07/1981 o conjunto ganhou o Museu do Cartaz e a Loja da Gravura e, em 1989, com a criação do Centro Cultural Solar do Barão, a Casa se transformou no Museu da Gravura Cidade de Curitiba (MGCC), administrado pela Fundação Cultural de Curitiba e considerado referência nacional na arte da gravura. O museu conserva mais de cinco mil obras de artistas brasileiros e estrangeiros, entre eles Pablo Picasso, Andy Warhol, Louise Bourgeois, Kiki Smith, Oswaldo Goeldi, Tomie Ohtake, Mira Schendel, Poty Lazzarotto, Fernando Calderari e Uiara Bartira. Mantém calendário anual de exposições temporárias de artistas que trabalham com as diversas técnicas da gravura, mostras do próprio acervo, ateliês de xilogravura, gravura em metal, litografia e serigrafia com cursos abertos, ação educativa com mediações gratuitas e a Loja da Gravura. Foi palco da Mostra da Gravura, um dos principais eventos do setor no país. Com as obras de restauro do Solar do Barão, o atendimento ao público passou a ser feito em caráter provisório na Sala Paranaguá do Memorial de Curitiba (Rua Dr. Claudino dos Santos, 79, Centro), de terça a sexta das 9h às 12h e das 13h às 18h e sábado, domingo e feriados das 12h às 18h, com entrada gratuita. O espaço não possui perfis próprios em redes sociais, sendo divulgado pelos canais institucionais da Fundação Cultural de Curitiba (instagram.com/fcccuritiba e facebook.com/fundacaoculturaldecuritiba). A entidade catalogada como Casa da Gravura de Curitiba corresponde, portanto, à instituição hoje formalmente denominada Museu da Gravura Cidade de Curitiba.
A Casa Daros foi um espaço de arte, educação e comunicação mantido pela coleção suíça Daros Latinamerica em um casarão neoclássico de 1866 na Rua General Severiano, 159, Botafogo, de projeto original do arquiteto Francisco Joaquim Bethencourt da Silva e tombado pelo patrimônio do Rio de Janeiro em 1987. O terreno, vinculado à Santa Casa de Misericórdia desde 1819, abrigara o Recolhimento de Santa Teresa no século XIX e o Educandário Santa Teresa no século XX. Comprado pela Daros Latinamerica em 2006, o imóvel passou por cerca de seis anos de restauro (investimento na ordem de R$ 83 milhões), com projeto iniciado por Paulo Mendes da Rocha e concluído pelo escritório Ernani Freire Arquitetos Associados, resultando em um complexo de mais de 11 mil m² com jardim de palmeiras imperiais e pátio interno transformado em praça pública. Inaugurada em 23 de março de 2013 com a mostra "Cantos Cuentos Colombianos", a Casa dedicou-se à arte contemporânea latino-americana com entrada franca, realizando mais de 20 exposições temáticas e monográficas da coleção (retrospectivas como a de Julio Le Parc, "Made in Brasil" e "Ficción y fantasía — Arte de Cuba"), sempre acompanhadas de oficinas, cursos, seminários, performances e programação audiovisual, e recebeu cerca de 280 mil visitantes. A equipe de frente era formada por Hans-Michael Herzog (diretor artístico e curador da coleção), Isabella Rosado Nunes (diretora-geral da Casa Daros) e Eugenio Valdés Figueroa (diretor de arte e educação). O conselho da Daros Latinamerica, em Zurique, anunciou o fechamento em maio de 2015 por causa dos altos custos de manutenção do imóvel, e as atividades terminaram em 13 de dezembro de 2015. O casarão foi vendido a um grupo educacional e hoje abriga a Escola Eleva. Ruth Schmidheiny morreu em 2019 e, em dezembro de 2025, o Malba de Buenos Aires anunciou a aquisição da Daros Latinamerica Collection (1.233 obras de 117 artistas). Nota: hipóteses de encerramento entre 2021 e 2023 não se confirmam — as fontes oficiais e a imprensa convergem para dezembro de 2015.
Espaço cultural do Governo do Estado do Amazonas, administrado pela Secretaria de Estado de Cultura (hoje Secretaria de Cultura e Economia Criativa), inaugurado em 21 de setembro de 2004. Funciona em uma das casas mais antigas do Largo de São Sebastião, no Centro histórico de Manaus, onde residiu por mais de 40 anos o advogado, procurador federal e delegado do IAPI Dr. Thaumaturgo de Albuquerque Sapha. Não é um palacete nem um galpão, mas um casarão histórico adaptado, com quatro salas destinadas a atividades culturais e um Espaço Parede, e abriga a administração do Centro Cultural Largo de São Sebastião, ao lado da Galeria do Largo (Rua Costa Azevedo, 290). A visitação é gratuita, de quarta a domingo, das 15h às 20h. A programação expositiva segue ativa: em março de 2026 o espaço reabriu a temporada com mostra coletiva reunindo sete propostas artísticas e um projeto expositivo literário de artistas amazonenses. Não confundir com a Casa das Artes de Belém (PA), que abriga a Galeria Ruy Meira.
Desde 2004
A Casa das Artes do Pará (unidade oficialmente denominada apenas Casa das Artes) é um espaço cultural público multiuso de Belém, gerido pela Fundação Cultural do Estado do Pará (FCP), um dos cinco equipamentos da fundação. Desde janeiro de 2015 funciona como Centro de Experimentação e Pesquisa em Artes e Cultura, oferecendo cursos e oficinas gratuitos nas artes visuais, cênicas, musicais e literárias. Ocupa prédio histórico no bairro de Nazaré, junto à Basílica de Nazaré, construído na segunda metade do século XIX para o 15º Batalhão de Infantaria do Exército e revitalizado em 1999 para sediar o extinto Instituto de Artes do Pará (IAP). O endereço oficial é Praça Justo Chermont, 236, também referido como Rua Dom Alberto Gaudêncio Ramos, 236. Sua estrutura inclui auditório/cinema, biblioteca, sala de dança e galeria de artes visuais — a Galeria Ruy Meira, uma das três galerias da FCP, que recebe exposições temporárias de artistas paraenses (como "Arte em Terra Queimada", de Werne Souza, em 2026). A programação soma formação (ex.: curso de desenho com Éder Oliveira), bolsas e laboratórios de pesquisa e experimentação em artes (a Bolsa Casa das Artes do Pará, de 2017, apoiou a artista Elisa Arruda), chamamentos públicos de ocupação das salas por artistas e coletivos (Edital de Chamamento Público nº 006/2026) e ações de economia criativa e fomento ao audiovisual. Não confundir com a Casa das Artes de Manaus (AM), ligada à Secretaria de Cultura do Amazonas.
A Casa das Onze Janelas é um casarão colonial do século XVIII, erguido por volta de 1700 pelo senhor de engenho Domingos da Costa Bacelar como casa de veraneio, famoso pelas onze janelas em arco voltadas para a Baía do Guajará. Em 1768 foi adquirido pelo governo da Capitania do Grão-Pará (governo Ataíde Teive) e adaptado pelo arquiteto italiano Antônio José Landi para sediar o Hospital Real Militar, função que exerceu até o fim do século XIX. No século XX abrigou a 5ª Companhia de Guarda e a Subsistência do Exército, tendo sido usado como local de detenção e tortura de presos políticos durante a ditadura militar. O imóvel, tombado pelo IPHAN, integra o conjunto Feliz Lusitânia no bairro da Cidade Velha, ao lado do Forte do Presépio e da Praça Dom Frei Caetano Brandão (não fica no complexo Estação das Docas, como constava na observação anterior). Restaurado e adaptado ao uso museológico dentro do Projeto Feliz Lusitânia de revitalização do núcleo histórico de Belém, foi inaugurado como Espaço Cultural Casa das Onze Janelas em 2002, tornando-se museu de arte dedicado à arte contemporânea brasileira, sob gestão do Governo do Pará via Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM/Secult-PA). Seu acervo de artes visuais originou-se da Coleção Funarte (Salões Nacionais de Arte) e da coleção Fotografia Paraense Panorama 80/90, recebendo em 2005 transferência de coleções do Museu do Estado do Pará, com obras de Tarsila do Amaral, Ismael Nery, Lasar Segall, Rubens Gerchman e de fotógrafos paraenses como Luiz Braga, Miguel Chikaoka, Elza Lima e Walda Marques. Sedia o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia e o salão Arte Pará. Em 2016 o museu enfrentou ameaça de extinção para virar polo gastronômico. Visitação de terça a quinta das 9h às 14h e de sexta a domingo das 9h às 17h, com entrada franca; no térreo funciona o restaurante Boteco das Onze.
Casarão residencial em estilo eclético com influência da Renascença francesa erguido na Avenida Paulista entre 1927 e 1935, a partir de projeto do Escritório Técnico Ramos de Azevedo (fase em que a firma passou a se chamar Severo & Villares) sob acompanhamento do engenheiro Felisberto Ranzini. A obra foi encomendada por Ernesto Dias de Castro e Lúcia Lacaze Ramos de Azevedo, filha de Francisco de Paula Ramos de Azevedo, cuja família ocupou a casa por 51 anos. Tombado pelo CONDEPHAAT em 1985 e pelo CONPRESP em 1990, o imóvel foi desapropriado pelo Governo do Estado de São Paulo em 1986 e aberto ao público em 1991, quando a Secretaria de Cultura criou nele a Casa das Rosas – Galeria Estadual de Arte, dedicada a exposições temporárias. Após a morte do poeta Haroldo de Campos (2003) e a doação de seu acervo pessoal de cerca de 20 mil volumes, a casa foi reaberta em 9 de dezembro de 2004 como Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, abrigando a primeira biblioteca do país especializada em poesia. Restaurado entre 2021 e 2023, opera hoje como Museu Casa das Rosas, gerido pela organização social POIESIS em convênio com a Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Governo do Estado de São Paulo, em revisão conceitual que toma a própria edificação e o território da Paulista como eixos. Visitável de terça a domingo, das 10h às 17h30, com jardim aberto diariamente das 7h às 22h.
Inaugurada em 19 de julho de 1968 pelo prefeito Lotf João Bassitt para estimular o desenvolvimento da arte no município, a Casa de Cultura tornou-se, sob a direção de Dinorath do Valle (1926-2004, educadora, jornalista, escritora e artista que a presidiu de 1968 a 1996), um polo de liberdade artística durante a ditadura militar, berço do Balé de Rio Preto e, em 1969, do Festival de Teatro de Rio Preto que originou o FIT. Em sua homenagem, a Casa passou a levar seu nome a partir de 2004. O prédio, no conjunto da Chácara Municipal, foi reformado, ampliado e revitalizado em obra entregue em junho de 2020, e em novembro de 2021 recebeu em seu interior o Memorial Dinorath do Valle, com acervo pessoal doado pela família. Vinculada à Secretaria Municipal de Cultura, é um equipamento dedicado à promoção, à difusão e à formação artística em música, dança, teatro e artes visuais, sem cobrança de taxa para utilização. Abriga o Núcleo de Artes (Escola Municipal de Artes, principal núcleo municipal da cidade), com cursos gratuitos de artes plásticas, música, dança e teatro que integram a oferta de quase mil vagas gratuitas do conjunto dos equipamentos de formação da cidade, além de salas de dança, de artes plásticas e de uso múltiplo, onde ocorrem as exposições temporárias de artes visuais, Teatro de Bolso para 100 pessoas e auditório para 120 lugares. O complexo abrigou historicamente a hemeroteca municipal, o Museu Histórico Municipal Dr. Leonam Sellmann Nazareth e a Sala Cascatinha e Inhana, integrantes do conjunto museológico municipal. Observação: o Centro de Memória Casa Dinorath do Valle, inaugurado em dezembro de 2024, ocupa a última residência da educadora (Rua Jorge Tibiriçá, 2254, Bairro Boa Vista), e não a Casa de Cultura.
A Casa de Cultura Laura Alvim funciona em um casarão de três pavimentos construído entre 1906 e 1910 na beira-mar de Ipanema como residência de veraneio da família do médico Álvaro Alvim, pioneiro do raio-X no Brasil e pai de Laura Alvim, neta do cartunista Ângelo Agostini. Apaixonada por teatro, Laura transformou a casa em ponto de encontro de artistas e grupos teatrais e, em 1983, seis meses antes de sua morte, doou o imóvel ao Governo do Estado do Rio de Janeiro por meio da FUNARJ, com cláusula de que ele só poderia funcionar como centro cultural. A Casa foi inaugurada como equipamento cultural em 12 de maio de 1986. Administrada pela FUNARJ, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, a Casa reúne o Teatro Laura Alvim (245 lugares, com poltronas projetadas por Oscar Niemeyer), o Teatro Rogério Cardoso (o Porão), a Galeria Laura Alvim (cerca de 120 m², reinaugurada em março de 2009 com perfil de centro de arte contemporânea, tendo exposto artistas como Antonio Dias, Vik Muniz, Ana Linnemann, Ernesto Neto e Angelo Venosa), três salas de cinema (atualmente em reforma), estúdio de gravação musical, Memorial Laura e bistrô. Reformada para os Jogos Olímpicos de 2016 pelo patrocínio da empresa suíça Omega e reaberta em setembro de 2022 com a exposição coletiva '35 anos de Laura', oferece também cursos e oficinas de teatro e artes visuais. Visitação de terça a domingo, das 13h às 22h, com galeria das 13h às 19h.
O edifício eclético do antigo Hotel Majestic foi projetado pelo arquiteto alemão Theodor Wiederspahn (equipe do engenheiro Rodolfo Ahrons) e construído a partir de 1916 em dois blocos ligados por passarelas suspensas sobre a Travessa Araújo Ribeiro, tendo sido o primeiro grande edifício de Porto Alegre em concreto armado. Inaugurado em 1º de maio de 1923 pelos irmãos Masgrau e concluído por volta de 1933, viveu seu auge entre as décadas de 1930 e 1950, hospedando figuras como Getúlio Vargas e João Goulart, e serviu de residência ao poeta Mário Quintana entre 1968 e 1980, no apartamento 217, hoje reconstituído como o Quarto do Poeta. Com a decadência do hotel, o Banrisul comprou o prédio em julho de 1980, o governo do Estado o adquiriu em 29 de dezembro de 1982 e o IPHAE o tombou em 3 de dezembro de 1982 (Portaria 10/82, Livro Tombo Histórico nº 11), seguido da Lei estadual 7.803, de 8 de julho de 1983, que lhe deu o nome de Casa de Cultura Mario Quintana. Adaptado entre 1987 e 1990 segundo projeto dos arquitetos Flávio Kiefer e Joel Gorski (cerca de 12.000 m² construídos em terreno de 1.540 m²), o espaço foi inaugurado em 25 de setembro de 1990 como instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) do Rio Grande do Sul. É um centro cultural multiespaço e gratuito (terça a domingo, das 10h às 20h) que abriga as bibliotecas Lucília Minssen, Érico Veríssimo e Armando Albuquerque, a Cinemateca Paulo Amorim, os teatros Bruno Kiefer e Carlos Carvalho, o Acervo Elis Regina, o Jardim Lutzenberger (2002, no terraço do 5º andar) e o Quarto do Poeta. Nas artes visuais, a Casa mantém uma rede de espaços expositivos: as galerias Xico Stockinger e Sotero Cosme (administradas pelo Museu de Arte Contemporânea do RS), a Sala de Arte Augusto Meyer, a Fotogaleria Virgílio Calegari, o Buraco do Cabaré, os Espaços Maurício Rosenblat, Vasco Prado, Maria Lídia Magliani e Romeu Grimaldi, a Microgaleria Tatata Pimentel e o Espaço Vitrine CCMQ + RS Criativo, com exposições temporárias voltadas à produção gaúcha e nacional. Em 2026 a Casa segue ativa (exposição Fenda Gráfica e Feira Arreganho em setembro), após obras emergenciais pós-enchentes de 2024, restauro da Galeria Xico Stockinger (2024-2025) e intervenções no Teatro Bruno Kiefer e no Jardim Lutzenberger (2025-2026).
A Casa de Cultura Salvador Ligabue é um equipamento cultural municipal da Prefeitura de São Paulo instalado no número 215 do Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, no centro histórico da Freguesia do Ó (região do Parque Monteiro Soares, zona norte), um dos bairros mais antigos da cidade. Inaugurada em 1993, a casa possui cerca de 200 metros quadrados, auditório para 200 lugares, acessibilidade para pessoas com deficiência e um acervo de quadros e fotos antigas da região, com exposição permanente de imagens históricas do bairro. Seu nome homenageia Salvador Ligabue, artista plástico local e patrono da entidade. Subordinada historicamente à antiga Subprefeitura da Freguesia do Ó e Brasilândia e ligada à Secretaria Municipal de Cultura, a casa funciona de terça a domingo, das 9h às 21h, com todas as atividades gratuitas. Divulga-se atualmente como 'Casa de Cultura Municipal Freguesia do Ó' (@ccm.freguesia no Instagram), apresentando-se como 'espaço colaborativo de arte e cultura' com programação de oficinas, shows, saraus, teatro e participação em eventos como a Virada Cultural. Observação de desambiguação: a ficha original do projeto trazia o nome genérico 'Casa de Cultura do Parque', mas o endereço e as coordenadas registrados (Rua Anastácio de Souza Pinto 215, CEP 02926-030) correspondem exatamente a esta unidade, não havendo relação com casas de cultura homônimas de outras cidades nem com unidades como a do Parque Buenos Aires em Higienópolis.
A Casa de Cultura é o órgão suplementar da Universidade Estadual de Londrina responsável pelo incentivo, produção e fomento das atividades culturais e artísticas. Foi criada em 1971 como Coordenadoria de Assuntos Culturais, transformou-se em Diretoria de Ação Cultural e, em 1978, tornou-se órgão suplementar denominado Casa da Cultura. Vinculada academicamente ao Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) e subordinada administrativamente à Reitoria, atua por meio das Divisões de Artes Cênicas, Artes Plásticas, Música e Cinema e Vídeo, e abriga o Cine Teatro Universitário Ouro Verde (Rua Maranhão, 85) e o Centro de Documentação, acervo impresso, sonoro e audiovisual consolidado em 2008 com doações como a do Itaú Cultural. A instituição ocupa vários imóveis no centro de Londrina: a sede administrativa e o Centro de Documentação ficam no Edifício Julio Fuganti (Rua Senador Souza Naves, 9, 11º andar) e a programação de artes visuais é realizada pela Divisão de Artes Plásticas (DAP) no Complexo Cultural da Rua Pernambuco, na Rua Pernambuco, 540, Centro (o site próprio da DAP, hoje fora do ar, exibia no cabeçalho o endereço Av. JK, 1973). Desde julho de 2024 o prédio da DAP abriga também o Núcleo Regional de Cultura da macrorregião nordeste do Paraná, parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura, a Seti e a UEL. Não há horários de visitação publicados no portal, o contato é feito pelos telefones das unidades. A DAP, fundada em 1971 e reativada em 1992 sob a coordenação da professora Maria Carla Guarinello, define-se como um espaço que, entre museu e galeria de arte, funciona como centro de discussão e produção de arte contemporânea, com espaço expositivo próprio e exposições temporárias, mediações, oficinas, cursos, conferências e editais. Ao longo de suas atividades trouxe a Londrina artistas como Alfredo Volpi, Iberê Camargo, Mira Schendel, Antonio Dias, Artur Barrio e Rosângela Rennó, entre outros, além de críticos como Tadeu Chiarelli e Annateresa Fabris, mantendo conexão direta com o curso de Artes Visuais da UEL.
A Casa do Baile foi projetada por Oscar Niemeyer para o Conjunto Moderno da Pampulha, encomendado pelo prefeito Juscelino Kubitschek, e inaugurada em novembro de 1942 (parte da bibliografia cita 1943) como pequeno restaurante e casa de bailes de uso popular. Erguida numa ilha artificial ligada à orla por uma ponte de concreto, tem paisagismo de Roberto Burle Marx, estrutura do engenheiro Albino Froufe, planta de duas circunferências tangenciadas, marquise sinuosa apoiada em colunas e palco circular, tornando-se palco da vida musical e dançante da sociedade mineira. A proibição do jogo em 1946, que fechou o vizinho Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), levou ao encerramento das atividades em 1948. Nos anos 1980 funcionou como anexo do MAP e restaurante, fechando novamente. Reaberta em 2002 após restauração coordenada pelo próprio Niemeyer (com os arquitetos Álvaro Hardy e Mariza Machado Coelho), passou a abrigar o Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design, vinculado à Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte, com salão de exposições de 255 m², auditório de 53 lugares, ilha digital e acervos abertos a pesquisadores e ao público. Integra o Conjunto Moderno da Pampulha, tombado pelo IEPHA-MG (1984), pelo IPHAN (1997) e pelo município (2003) e declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 2016. Visitação gratuita de quarta a domingo, das 10h às 18h, com visitas monitoradas e técnicas e programa educativo.
A Casa do Benin é um equipamento cultural da Prefeitura de Salvador, gerido pela Gerência de Equipamentos Culturais da Fundação Gregório de Mattos (FGM), inaugurado em 6 de maio de 1988 no Pelourinho. Criada em contrapartida à Casa do Brasil em Ouidah (Benin), celebra os laços culturais entre a Bahia e o Benin e a diversidade da cultura afro-brasileira, funcionando como espaço permanente de produção artística, pesquisa e intercâmbio entre artistas brasileiros e beninenses. A gestão é municipal (FGM), e não estadual (Secretaria de Cultura da Bahia ou IPAC). Funciona em um casarão do centro histórico, na Rua Padre Agostinho Gomes, próximo ao Taboão, com entrada gratuita. No térreo abriga a Galeria Pierre Verger (nome oficial na FGM, chamada de Espaço Museu Pierre Verger em publicações de turismo), exposição de longa duração com cerca de 200 peças do Golfo do Benin adquiridas pelo fotógrafo e etnógrafo Pierre Verger, além de obras do antigo Museu da Cidade de Salvador e tecidos da artista Goya Lopes. No 2º andar fica a Galeria Lina Bo Bardi, dedicada a ocupações e exposições temporárias de artes visuais. Completam o casarão o Auditório Gilberto Gil (aulas, oficinas, rodas de conversa e filmes), o Espaço Etnogastronômico Angélica Moreira e a réplica em barro com teto de palha de edificação beninense (Tata-Somba) criada por Lina Bo Bardi. Reaberto em dezembro de 2014 após restauração promovida pela Prefeitura, funciona de terça a sexta das 10h às 17h e sábado das 9h às 16h. Em fevereiro de 2026 o imóvel foi fechado após um caminhão desgovernado atingir a fachada e danificar uma pilastra, o que motivou a interdição para obras de recuperação (a Defesa Civil de Salvador, Codesal, constatou ausência de risco estrutural e a área foi escorada pela Sedur). Com a fachada e o acervo de arte afrodiaspórica restaurados, o espaço reabriu ao público em 6 de agosto de 2026, em programação integrada à Flipelô e às comemorações dos 40 anos da FGM.
Casa Fiat de Cultura é uma associação sem fins lucrativos criada por iniciativa da Fiat Automóveis e mantida hoje por empresas da Stellantis. Segundo a Wikipédia, foi criada em 2005 por Cledorvino Belini, então presidente da montadora, abrindo ao público em janeiro de 2006 com a mostra 'A arte italiana do MASP' — o site oficial adota 2006 como ano de fundação. Sua vocação é trazer a Belo Horizonte exposições de arte de porte internacional, com entrada sempre gratuita e atenção especial a estudantes de escolas públicas da região metropolitana. Funcionou por oito anos (2006-2014) em um casarão em Nova Lima (MG), onde realizou 15 grandes exposições e recebeu mais de 600 mil visitantes. Em junho de 2014 inaugurou a sede atual no histórico Palácio dos Despachos, edifício tombado pelo patrimônio estadual e municipal que integra o conjunto arquitetônico e histórico da Praça da Liberdade, compondo o Circuito Cultura Praça da Liberdade — a Casa coordenou também a restauração da vizinha Capela de Santana. Nunca teve sede na Avenida do Contorno ou na Circunvalação — a primeira sede foi o casarão em Nova Lima e a atual fica na Praça da Liberdade, no bairro Funcionários (o endereço também aparece catalogado como Praça José Mendes Júnior, 10, referência à esquina do mesmo quarteirão no OpenStreetMap). Já realizou mais de 80 exposições, com cerca de 2 mil obras exibidas (Caravaggio, Rodin, Chagall, De Chirico, Tarsila e o Brasil modernista, Barroco Itália-Brasil, Portinari, Amílcar de Castro, Niki de Saint Phalle e Rembrandt em 2025), além de concertos, sessões de cinema, seminários e amplo programa educativo com mais de 700 mil participantes. O prédio dispõe de 1.400 m² de área expositiva com climatização programável, auditório para 200 pessoas e espaço multiuso, num total de 3.650 m². A instituição segue ativa em 2026, com mostras como 'Celebrar as ruas - 50 anos de Fiat e brasilidade' e o 10º Programa de Seleção da Piccola Galleria, voltado a jovens artistas.
A Casa Firjan é o centro de inovação, economia criativa e cultura do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, com o SENAI, o SESI e o IEL do RJ), instalado desde 2018 no histórico Palacete Linneo de Paula Machado (também grafado Linneu e conhecido como Palacete Guinle-Paula Machado), em Botafogo, Zona Sul do Rio. O palacete nasceu de projeto de 1906 do arquiteto John Oberg como presente de casamento de Eduardo e Guilhermina Guinle à filha Celina e a Linneo de Paula Machado, com ampliação em 1910 (Armando Carlos da Silva Telles) e reformas a partir de 1925 assinadas pelo francês Joseph Gire, autor do Copacabana Palace. Tombado pelo Estado do Rio em 2006 (INEPAC), o imóvel foi adquirido pela Firjan em 2011 e reinaugurado em 2 de julho de 2018, após concurso de arquitetura cujo projeto, do Atelier 77, integrou o palacete restaurado, duas casas geminadas, um prédio novo e jardins centenários em um terreno de 10 mil m2. Dedicada aos desafios da nova economia, a Casa reúne exposições temporárias gratuitas de arte contemporânea, fotografia, design e arte digital/imersiva (a estreia foi a mostra Transformação, do estúdio SuperUber, e já passaram pelo espaço exposições de Sebastião Salgado, Iole de Freitas, Lucas Dupin e Cesar Barreto, entre outros), exposição permanente sobre a história da casa e da família Guinle, salas temáticas (Sala Sérgio Rodrigues, Sala Aurélio, Sala Celina e Linneo de Paula Machado, Sala Lucy e Luiz Carlos Barreto), Fab Lab de fabricação digital ampliado em 2023 como um dos maiores da América Latina, Laboratório de Tendências, palestras, cursos, podcasts e o Festival Futuros Possíveis. Visitação de terça a domingo, das 9h às 19h, com entrada franca. Na situação atual, a lei estadual 11.137/2026 (março de 2026) declarou a Casa Firjan patrimônio histórico, cultural e turístico fluminense, e em 9 de junho de 2026 o Iphan aprovou o tombamento federal do Palacete Linneo de Paula Machado e de seus jardins, ficando o anexo contemporâneo fora do tombamento federal. O espaço segue operando com exposições, Fab Lab e programação gratuita de educação, cultura e inovação.
A Casa França-Brasil funciona no solar neoclássico projetado por Grandjean de Montigny, arquiteto da Missão Artística Francesa de 1816, encomendado em 1819 por D. João VI para sediar a primeira Praça do Comércio do Rio de Janeiro e inaugurado em 13 de maio de 1820. Considerado o primeiro registro do estilo neoclássico na cidade, o prédio foi sucessivamente Alfândega (1824-1944), depósito de arquivos bancários e sede do 2º Tribunal do Júri (1956-1978), com tombamento pelo então SPHAN (atual IPHAN) em 1938. Seu salão central em cruz, com cúpula, lanternim e 24 colunas dóricas de pintura marmorizada, é um dos marcos da arquitetura paulatinista no país.
Desde 1990
Casa projetada por Oscar Niemeyer nos anos 1960 para servir de residência sua e de sua família em Brasília, com arquitetura de inspiração colonial — volumes brancos, janelas azuis, telhado de telhas suspenso por colunas de concreto — em terreno de cerca de 20 mil m² no Park Way, com espelho d'água e piscina de traço irregular e réplica da escultura 'Guanabara' de Alfredo Ceschiatti. Niemeyer, então professor da Universidade de Brasília, ocupou a casa entre 1963 e 1965, deixando o imóvel ao integrar a lista de professores que pediram demissão da UnB após o golpe militar. A casa ficou desocupada por cerca de quinze anos até ser comprada pela universidade em 1980, abrigou em 1987 a primeira sede do projeto Casa da Cultura da América Latina (transferida em 1989 para o Setor Comercial Sul) e, em 2017, foi incorporada à estrutura cultural da UnB como Casa Universitária de Cultura, sob a Diretoria de Difusão Cultural (DDC) do Decanato de Extensão (DEX) — que também gere a CAL, o Memorial Darcy Ribeiro e o Espaço de Memória da UnB. Hoje é espaço público e gratuito de arte contemporânea, aberto à visitação de terça a domingo, das 9h às 19h, com exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais — como 'Concrete Spring [Primavera de Concreto]' de Jason Oddy (2017, reabertura do espaço), 'Detrito Federal' com Esvin Alarcón Lam (2017-2018), 'Brasília Extemporânea' (2018-2019, cerca de 30 artistas) e a coletiva 'Triangular: arte deste século' (2019, mais de 100 artistas, eleita a melhor exposição coletiva institucional de 2019 pela Revista seLecT) — além de residências artísticas com parcerias internacionais e ações educativas online (projeto Casa Niemeyer Digital, criado na pandemia). A curadoria envolve docentes do Departamento de Artes Visuais da UnB (como Ana Avelar e Gregório de Oliveira) e há projetos em curso de restauração, selo do CAU-DF e tombamento federal pelo Iphan. OBSERVAÇÃO do dossiê resolvida: o espaço NÃO fica no Campus Darcy Ribeiro — fica no Park Way (região administrativa do DF), a cerca de 20 km do campus.
Desde 1989
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