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A Casa Museu Eva Klabin, denominada Fundação Eva Klabin até 2017, é uma instituição privada instalada na antiga residência da colecionadora Eva Klabin (1903-1991), filha dos imigrantes lituanos Fanny e Hessel Klabin, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. Eva comprou a casa em 1952, casarão em estilo normando dos anos 1930 com jardim desenhado por Roberto Burle Marx, e ali viveu por mais de trinta anos, retornando em 1967 após uma grande reforma de ampliação que durou sete anos. A fundação foi legalmente instituída em 1990, um ano antes da morte da criadora, e o museu abriu ao público em 22 de agosto de 1995. A instituição mantém programa cultural ativo, com exposições temporárias, concertos, cursos, oficinas, seminários, residência de pesquisa em museologia e publicações editoriais, incluindo coletâneas derivadas de seus ciclos de conferências. Desde 2004 o Projeto Respiração, com curadoria de Marcio Doctors, convida artistas contemporâneos a dialogar com o acervo, entre eles Ernesto Neto, José Damasceno, Anna Maria Maiolino, Nelson Leirner, Regina Silveira e Frans Krajcberg. A visitação é mediada, de quarta a domingo das 14h às 18h, com entrada livre e gratuita. Seu acervo reúne mais de duas mil peças num arco temporal de quase cinquenta séculos, do Egito Antigo ao Impressionismo, com uma das mais importantes coleções de arte europeia do Brasil: antiguidades egípcias e greco-romanas, pintura e escultura italiana, flamenga, holandesa, francesa e inglesa, além de núcleos de arte oriental, andina e pré-colombiana, mobiliário, tapeçarias, prataria e moda.
Desde 1990
A Fundação Cultural Ema Gordon Klabin é uma instituição privada sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública federal, criada oficialmente em 1978 pela colecionadora, empresária e filantropa Ema Gordon Klabin (Rio de Janeiro, 1907 - São Paulo, 1994), filha dos imigrantes lituanos Fanny e Hessel Klabin. Sem herdeiros diretos e abalada pelo incêndio do MAM em 1978, ela destinou a residência e a coleção reunida ao longo de mais de 70 anos à criação de um museu aberto à visitação pública. Em vida foi figura da vida cultural paulistana, com concertos em casa e apoio a artistas, e participou da construção do Hospital Israelita Albert Einstein. A sede é a antiga casa da família na Rua Portugal 43, no Jardim Europa, com cerca de 900 m² construídos em terreno de quase 4.000 m², projetada nos anos 1950 pelo engenheiro-arquiteto Alfredo Ernesto Becker e inaugurada no final de 1960, com decoração de Terri Della Stuffa. Após a morte de Ema em 1994, a catalogação do acervo começou em 1997 e a casa-museu abriu as portas ao público em 2007, com visitação de quarta a domingo, das 11h às 17h. O programa expositivo combina exposições temporárias derivadas da Coleção Ema Klabin, em diálogo com debates contemporâneos, com ações educativas, palestras, cursos, oficinas, espetáculos musicais e projetos de arte contemporânea no jardim, como o Jardim Imaginário. Entre as exposições recentes estão Habitar São Paulo - relatos femininos (2026) e Quando São Paulo era Piratininga - arqueologia paulistana (2025-2026). A fundação também cede obras para exposições no Brasil e no exterior.
Desde 1978
O Instituto Bardi — Casa de Vidro é uma sociedade civil sem fins lucrativos constituída em 3 de maio de 1990 pelo casal Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, inicialmente com o nome Instituto Quadrante, em referência à revista que Bardi dirigiu com Massimo Bontempelli na Itália (1933-1936). Após a morte de Lina, em 1992, passou a se chamar Instituto Lina Bo e P.M. Bardi. Sua vocação é dar continuidade à atuação dos fundadores, preservar e divulgar o legado do casal e conservar e facilitar o acesso ao acervo formado por desenhos, projetos, correspondências, documentos e outros materiais. A sede é a Casa de Vidro, no Morumbi, primeira obra construída de Lina Bo Bardi e ícone da arquitetura moderna brasileira: projetada em 1950 (com projeto estrutural do italiano Luigi Nervi e adaptações do engenheiro Túlio Stucchi), foi construída entre 1951 e 1952 e serviu de residência do casal por mais de 40 anos. Recebeu o nome Casa de Vidro em 1953, após publicação de Gio Ponti na revista Domus. Tombada em 1987 e doada ao instituto em 1995, funciona como espaço cultural aberto ao público, com exposições (como as de Jean-Michel Othoniel e Camille Henrot), palestras e seminários, além de programa de gestão e conservação apoiado pela Getty Foundation. O acervo documental divide-se no Fundo Lina Bo Bardi (desenhos de arquitetura, cenografia, expografia, mobiliário, trajes e joias, cerca de 11.500 documentos e 15.000 fotografias) e no Fundo P.M. Bardi (correspondências, fotografias, manuscritos e livros raros, parcialmente fragmentado entre o instituto, o MASP e o Archivio Storico Civico e Biblioteca Trivulziana, de Milão), somando-se a biblioteca do casal e obras de arte e objetos de arte popular brasileira. A visitação ocorre às quintas, sextas e sábados, com ingressos por horário.
Desde 1990