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O Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, é uma das duas unidades dos Museus Castro Maya (ao lado do Museu do Açude), ligadas ao Ibram. Reflete o legado do empresário, mecenas e bibliófilo Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968), que herdou a propriedade em 1936 e a reconstruiu em estilo modernista, projeto de Wladimir Alves de Souza com jardins de Roberto Burle Marx, em um terreno de 25 mil metros quadrados com vista para a Baía de Guanabara. O imóvel é conhecido como Chácara do Céu desde o século XIX. Em 1962, Castro Maya criou uma fundação para preservar e dinamizar seu patrimônio artístico, doando suas coleções e suas duas residências, transformadas em museus. A Fundação foi extinta em 1983, quando o espólio passou à União. O museu abriu em 1972 e sua visita é parte do circuito cultural de Santa Teresa, servida pelo bondinho. O acervo reúne cerca de 22 mil peças. Na arte brasileira destaca-se o maior acervo público de Candido Portinari, além de Guignard, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Antonio Bandeira, Eliseu Visconti e Heitor dos Prazeres. Na arte europeia, pinturas, desenhos e gravuras de Matisse, Modigliani, Degas, Seurat, Miró, Picasso, Dalí e Monet. A Coleção Brasiliana inclui mapas e ilustrações de viajantes como Rugendas e Taunay e mais de 500 originais de Jean-Baptiste Debret, comprados por Castro Maya em Paris em 1939 e 1940, considerada a maior coleção de Debret do mundo. Completam o conjunto mobiliário luso-brasileiro, prataria, cristais, tapetes, arte oriental, arte popular e a Biblioteca Castro Maya, com cerca de 8 mil volumes. Em 2006, durante o Carnaval, cinco obras (de Picasso, Matisse, Dalí e Monet) foram roubadas do museu e nunca recuperadas. Entre as ações e eventos ligados ao museu estão os ciclos de exposições do próprio acervo (Bichos, Gente e Mundo), o Encontro de Colecionadores, as edições do Amigos da Gravura e o Projeto Dom Quixote com o Instituto Cervantes e o Projeto Portinari.
Desde 1972
Casa-museu instalada na antiga residência e ateliê de Lasar Segall (1889-1957), projetados em 1932 por Gregori Warchavchik, um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil e concunhado do artista. Segall viveu e trabalhou ali até sua morte, e o imóvel já era parcialmente aberto à visitação nos anos 1960. O museu foi idealizado pela viúva do artista, Jenny Klabin Segall, e criado em 1967 pelos filhos do casal, Mauricio Segall e Oscar Klabin Segall, com inauguração simbólica em 21 de setembro de 1967 e abertura definitiva em 1973. Em 1985 foi incorporado à Fundação Nacional Pró-Memória e hoje é uma das 30 unidades do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, com apoio da ACAMLS (Associação Cultural de Amigos do Museu Lasar Segall). Fechado para reforma em 2013, foi reaberto em 12 de setembro de 2015. O acervo reúne mais de 3 mil obras originais de Segall (pinturas, esculturas, gravuras e desenhos, cobrindo do expressionismo alemão à fase brasileira, com séries como Navio de Emigrantes, Favelas e Florestas), além de 110 obras doadas pelo neto do artista em 2013, o Arquivo Fotográfico Lasar Segall (1981, cerca de 5 mil itens), o Arquivo Lasar Segall (1986, cerca de 10 mil itens entre cartas, objetos, documentos e publicações), a Biblioteca Jenny Klabin Segall, especializada em artes do espetáculo e fotografia, e mobiliário desenhado pelo próprio Segall em 1932. Cumprindo a vocação de escola-museu que Segall não viu concretizada em vida (o projeto de uma Escola de Arte Lasar Segall só se realizou postumamente), o museu mantém desde 1976 um ateliê de livre criação que desde 1989 é centrado na gravura, oferecendo cursos semestrais gratuitos de xilogravura, litografia, gravura em metal e desenho, com uma das prensas usada pelo próprio artista. O conjunto é completado pelo Cine Segall, tradicional espaço de cinema de arte em São Paulo, por visitas educativas mediadas e exposições temporárias. Funciona de quarta a segunda, das 11h às 19h, com entrada gratuita, a cerca de 500 metros da estação Santa Cruz do metrô.
Desde 1967
O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) é um museu público federal vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura) e um dos mais importantes museus de arte do Brasil. Foi criado em 13 de janeiro de 1937, por iniciativa do ministro Gustavo Capanema no governo Vargas, e inaugurado em 19 de agosto de 1938 — mas sua origem é bem mais antiga: é herdeiro do acervo formado desde a chegada de D. João VI ao Rio (1808) e da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios (1816), fruto da Missão Artística Francesa, que em 1826 se tornou a Academia Imperial de Belas Artes e, com a República, a Escola Nacional de Belas Artes (Enba). A coleção da escola passou a constituir o acervo do museu em 1937. A sede é um edifício histórico na Cinelândia, na Av. Rio Branco, 199, Centro do Rio, construído entre 1906 e 1908 com projeto do arquiteto Adolfo Morales de los Rios — a fachada principal é inspirada numa ala do Louvre — e aberto ao público em 1908 para abrigar a Enba. O prédio é tombado pelo IPHAN (1973) e pelo INEPAC; museu e escola dividiram o edifício até 1975, quando as aulas foram transferidas para a Ilha do Fundão (Escola de Belas Artes da UFRJ). Seu acervo reúne mais de 70 mil itens — pintura, escultura, desenho, gravura, arte decorativa, mobiliário, glíptica, medalhística, arte popular e arte africana — organizados nas coleções Brasileiras, Estrangeiras, Fotografias e Novas Linguagens. Guarda núcleo fundamental da arte brasileira do século XIX (Debret, Victor Meirelles, Pedro Américo, Almeida Júnior, Rodolfo Amoedo, Eliseu Visconti) e obras modernas de Portinari, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, além de estrangeiros como Frans Post, Rodin e Tiepolo. Desde 2020 o edifício passa por reforma; em 2026 o museu está parcialmente aberto à visitação, com a exposição de longa duração 'Histórias que a Arte Conta' e parceria com o Google Arts & Culture para acesso digital ao acervo.
Desde 1937
O Museu Victor Meirelles (MVM) é um museu federal do Ibram instalado desde 1952 na casa natal do pintor Victor Meirelles de Lima (1832-1903), autor de 'A Primeira Missa no Brasil' e 'A Batalha do Guararapes' e criador dos célebres panoramas do século XIX. A sede é um típico sobrado luso-brasileiro erguido entre o fim do século XVIII e o início do XIX, na antiga Rua do Açougue, hoje Rua Victor Meirelles, no Centro Histórico de Florianópolis, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1950. Sua vocação é dupla: preservar e difundir a memória e a obra de Victor Meirelles — o núcleo inicial do acervo veio por cessão do Museu Nacional de Belas Artes — e articular esse repertório acadêmico com a produção moderna e contemporânea, por meio da Coleção XX/XXI, de exposições temporárias de artistas em atividade (como a individual 'Cas(c)a Corpo', de Nestor Jr., em 2025) e de programas educativos com agendamento de visitas escolares e de grupos. O museu mantém ainda a Biblioteca Alcídio Mafra de Souza, especializada em arte e museologia, e edita a revista 'Um Ponto e Outro'. A visitação ocorre de terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 15h (exceto feriados), com agendamentos de grupos pelo e-mail educativo do museu. O acervo também pode ser consultado online em plataforma própria (Tainacan).
Desde 1952