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O Instituto Inhotim é um museu de arte contemporânea e jardim botânico sem fins lucrativos sediado em Brumadinho (MG), a cerca de 60 km de Belo Horizonte. Idealizado desde os anos 1980 pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz para abrigar sua coleção particular, a instituição se constituiu na primeira metade dos anos 2000 e abriu ao público com visitação regular sem agendamento em 2006. Ocupa área total de cerca de 786 hectares no domínio da Mata Atlântica, dos quais 140 hectares são abertos à visitação entre os biomas da Mata Atlântica e do Cerrado — sendo reconhecido como um dos maiores centros de arte contemporânea a céu aberto do mundo e tido por muitos como o maior museu a céu aberto do planeta. Seu modelo é o de galerias-pavilhão permanentes, muitas projetadas sob medida para obras site-specific, integradas a um jardim botânico oficialmente reconhecido em 2011, com mais de mil espécies botânicas raras de todos os continentes, jardins temáticos, lagos ornamentais e uma das maiores coleções de palmeiras do mundo (cerca de 1.500 espécies catalogadas). O acervo reúne cerca de 560 obras em exposição, de aproximadamente 60 artistas de 38 países, distribuídas ao ar livre e em 24 galerias (20 permanentes e 4 temporárias), com encomendas históricas a artistas como Doug Aitken (Sonic Pavilion, 2009) e Chris Burden (Beam Drop Inhotim, 2008). Além da exposição permanente, o Inhotim mantém programas educativos, pesquisa botânica e agenda de exposições temporárias. Foi listado pelo TripAdvisor em 2014 entre os 25 museus mais bem avaliados do mundo; em 2023 recebeu cerca de 560 mil visitantes e firmou convênio de patrocínio com a Vale de R$ 400 milhões ao longo de dez anos.
Desde 2006
O Museu da Fotografia de Fortaleza (MFF) é um museu privado dedicado exclusivamente à fotografia, inaugurado em março de 2017 na Rua Frederico Borges 545, bairro da Varjota, próximo à Beira Mar. Foi criado pelo colecionador Silvio Frota e sua esposa Paula Frota por meio do Instituto Paula e Silvio Frota, que o administra e detém a coleção. Não tem vínculo com o Centro Dragão do Mar, com a SECULT nem com a prefeitura: é iniciativa familiar sem fins lucrativos, com entrada gratuita e visitação de terça a domingo, das 12h às 17h. O prédio tem cerca de 1.940 m² e cinco pavimentos, com projeto do escritório Marcus Novais Arquitetura, reunindo exposições permanente e temporária, sala multiuso, biblioteca, café e loja, além de área administrativa e reserva técnica do acervo no subsolo. A educação é apontada pelo museu como seu principal instrumento de ação, com cursos, palestras, workshops e projetos voltados a públicos diversos.
Desde 2017
O Museu de Arte Negra (MAN) nasceu em 1950 como projeto do Teatro Experimental do Negro (fundado em 1944), liderado por Abdias Nascimento, para combater o racismo estético e institucional, com o objetivo de recolher e divulgar a obra de artistas negros sem distinção de gênero, escola ou tendência estética. A primeira exposição da coleção foi inaugurada em 1968 no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e interrompida pelo exílio de Abdias após o AI-5. Em 1981, de volta ao Brasil após 13 anos no exterior, Abdias fundou o Ipeafro (Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros) para preservar o acervo, inicialmente instalado na PUC-SP com apoio de Dom Paulo Evaristo Arns e transferido para o Rio de Janeiro em 1984, onde o instituto atua desde então. O museu não tem sede física aberta à visitação, sua situação atual é virtual e itinerante. Desde 2021 o Ipeafro mantém o MAN-Virtual (exposições on-line e em realidade aumentada) e o acervo esteve em exposição de longa duração no Instituto Inhotim entre 2021 e 2024, em quatro atos, inaugurada com Abdias Nascimento, Tunga e o Museu de Arte Negra. Desde 1981 o Ipeafro realizou retrospectivas do acervo em diferentes instituições brasileiras e no exterior. Elisa Larkin Nascimento, viúva de Abdias, preside o instituto.
Desde 1950
Museu Vale é uma instituição privada de arte criada pela Vale (antiga Companhia Vale do Rio Doce, em parceria com o Banco Real na inauguração) e inaugurada em 15 de outubro de 1998 na antiga Estação Ferroviária Pedro Nolasco (1927), em Vila Velha, após o restauro do prédio eclético de três pavimentos às margens da baía de Vitória. Sua vocação é aliar arte, cultura e educação, com exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais e valorização da produção capixaba, somando cerca de 60 grandes mostras e mais de 2 milhões de visitantes (dos quais mais de 600 mil estudantes) em 25 anos. Desde 2020 é gerido pelo Instituto Cultural Vale, que também responde pelo Memorial Minas Gerais Vale, pelo Centro Cultural Vale Maranhão e pela Casa de Cultura de Canaã dos Carajás. O museu abrigava também o Centro de Memória Vale, com mais de 20 mil itens sobre a Estrada de Ferro Vitória a Minas (livros de registro manuscritos, mapas, fotografias e filmes) e um catálogo de arte contemporânea, além de realizar o edital de fomento Museu Vale Apoia (5ª edição em 2026, R$ 400 mil para 40 projetos). Encerrou as atividades na Estação Pedro Nolasco ao fim de 2022 e, desde o início de 2023, atua em regime extramuros, levando exposições e programas educativos a praças, parques, escolas e espaços culturais do Espírito Santo. O prédio histórico foi cedido pela Vale à Prefeitura de Vila Velha em 2025, com planos municipais de reabri-lo como espaço cultural (discute-se destiná-lo a museu ferroviário). A nova sede do Museu Vale será instalada no Armazém 4 do Porto de Vitória, na cidade de Vitória, em parceria com a Vports, com 3.400 m² e museografia incluindo a história do porto, com abertura prevista a partir de 2025 e ainda em implantação em 2026, quando o museu mantém programação própria como a exposição interativa IMAGINALIVRE.
Desde 1998
A Oficina Francisco Brennand (antiga Oficina Cerâmica Francisco Brennand) é um museu-ateliê monográfico do ceramista e escultor Francisco Brennand (Recife, 1927 - Recife, 2019), instalado nas ruínas da Cerâmica São João, olaria fundada em 1917 pelo pai do artista na Várzea, dentro da Propriedade Santos Cosme e Damião, às margens do Rio Capibaribe e cercada por mata atlântica. Brennand ocupou o galpão em 1971 e o transformou, ao longo de décadas, numa cidadela de arte com Templo Central, Salão de Esculturas, Accademia, Teatro (2003), Anfiteatro, Capela Imaculada Conceição projetada por Paulo Mendes da Rocha (2006), Memorial Ricardo Lacerda (2017), Brennand Café e jardins. O acervo exposto reúne cerca de 2 mil obras do próprio artista, entre esculturas, murais e painéis, pinturas, desenhos e objetos cerâmicos inspirados em mitologia greco-romana, fauna, flora e literatura, e cerca de 17 mil itens foram catalogados em seu ateliê após a morte. Em 21 de setembro de 2019 o espaço passou a ser gerido pelo Instituto Oficina Cerâmica Francisco Brennand, instituto cultural sem fins lucrativos, e em 19 de dezembro de 2019 o artista morreu aos 92 anos, sendo velado na capela da própria Oficina. Fechada à visitação em 14 de março de 2020 por causa da pandemia de covid-19, a Oficina voltou a receber público e segue aberta, hoje de terça a domingo, das 9h às 17h (bilheteria até as 16h), com ingresso inteira a R$ 50 e meia a R$ 25 (desconto para residentes em Pernambuco). Em agosto de 2025 iniciou o ciclo de comemoração do centenário do artista, a ser celebrado em 2027, com a abertura inédita do ateliê à visitação, a exposição Ateliê Francisco Brennand, com curadoria de Camila Bechelany, e a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, ultrapassando 145 mil visitantes desde a conversão em instituto cultural.
Desde 1971