38 instituições no índice.
Museu municipal de artes visuais de Santo André (SP), criado e mantido pela Prefeitura por meio da Secretaria de Cultura, instalado em casarão residencial construído na década de 1920 para Bernardino Queiroz dos Santos, desapropriado em 1968 e tombado pelo Comdephaapasa em 1992. Aberto ao público em 1992, funcionou entre 1993 e 1998 na sede da Casa da Palavra (Praça do Carmo) enquanto o casarão passava por restauração, e em 2003 recebeu o nome atual em homenagem ao artista concreto Luiz Sacilotto (1924-2003), com escultura sua nos jardins. O imóvel de arquitetura eclética/neocolonial, com porão alto, alpendres, escadarias e vitrais, já passou por intervenções em 1998, 2006 e 2008. Sob sua gestão estão também o Salão de Exposições do Paço Municipal, o Espaço de Fotografia João Colovati e a Pinacoteca de Santo André. A Casa do Olhar promove, pesquisa e estimula reflexões no campo das artes visuais, com exposições, mostras itinerantes, cursos, oficinas, residências artísticas, palestras e debates, e organiza o Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto (herdeiro do Salão de Arte Contemporânea de Santo André, realizado desde 1968) e a Bienal da Gravura de Santo André (cinco edições entre 2001 e 2010). Visitação de terça a sábado, das 10h às 17h.
Desde 1992
Centro de arte municipal mantido pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, instalado em prédio histórico de três andares (cerca de 2.000 m²) junto à Praça Tiradentes, no Centro. O edifício foi construído em 1872 para sediar o Conservatório Nacional de Música e ampliado em 1890 com projeto do arquiteto italiano Sante Bucciarelli, ganhando o desenho atual. Criado em 1996, abrigou parte do acervo de obras de Hélio Oiticica até 2009, em acordo com o Projeto Hélio Oiticica, e conserva duas intervenções permanentes de Richard Serra (1997), criadas para a mostra Rio Rounds, primeira do artista na América Latina, uma delas restaurada em 2014. Reaberto em 5 de novembro de 2021 após reforma, resultado da parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e o Projeto Hélio Oiticica, instituto responsável pela conservação e divulgação do acervo do artista, mantido na antiga casa dele no Jardim Botânico. Com seis espaços expositivos, dois mezaninos, salas multiuso, sala de leitura, auditório de cem lugares e café/restaurante, o centro é dedicado à produção artística contemporânea, com exposições temporárias, seminários, debates, cursos e projetos de pesquisa e curadorias que dialogam com a obra de Oiticica. Sedia o Projeto Construtivo Hélio Oiticica (Programa in Progress), processo experimental conduzido sob direção artística de Cesar Oiticica Filho que desenvolve obras e performances inéditas do artista, como o Penetrável Nº 1 e o Projeto Cães de Caça (1960), ainda não realizado em escala real, além de dois penetráveis jamais executados instalados nos arredores (entre a Rua Imperatriz Leopoldinense e a Praça Tiradentes), abertos a intervenções das mais diversas áreas. Mantém programação ativa e entrada gratuita, de segunda a sábado, das 10h às 18h — em 2026 sediou, por exemplo, a coletiva FIM como MEIO (27 artistas, com curadoria do movimento Paralela, de 18/07 a 29/08/2026).
Desde 1996
O Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (mBrac, também conhecido como MUBAN) é um museu municipal vinculado à Prefeitura do Rio, instalado no antigo território da Colônia Juliano Moreira, complexo psiquiátrico inaugurado em 1924 em Jacarepaguá (região da Taquara), Zona Oeste do Rio de Janeiro. Foi criado em 1982 como Museu Nise da Silveira, homenageando a psiquiatra que revolucionou o tratamento pela arte no Brasil. Em 2000 passou a se chamar Museu Bispo do Rosário, em reconhecimento a Arthur Bispo do Rosário, internado na instituição por cerca de 50 anos até morrer em 1989 e hoje um dos artistas brasileiros mais reconhecidos internacionalmente, com participações na Bienal de Veneza (1995) e na 30ª Bienal de São Paulo (2012). Seu acervo reúne mais de 1.500 objetos, cujo núcleo principal é a produção de Bispo do Rosário (mantos, estandartes, vitrines, fichários, móveis e objetos recobertos com fio), coleção de 805 peças tombada pelo INEPAC nos anos 1990 e pelo Iphan em 2018. O acervo inclui ainda trabalhos de pacientes dos ateliês de arteterapia da Colônia (1950-1980) e obras de artistas do Ateliê Gaia. Desde 2017 o museu conduz o Projeto Inventário do Mundo, cujo legado será o Catálogo Raisonné do artista. A partir de 2013, uma nova gestão reorientou o museu para o diálogo com o entorno da Zona Oeste, consolidando a vocação de arte contemporânea com o conceito de museu expandido e o Circuito Cultural Colônia (2015). A programação inclui exposições temporárias, mediação e programas públicos, o Ateliê Gaia, a residência artística Casa B e programas de geração de trabalho e renda. A entrada é gratuita e a visitação funciona de terça a sábado, das 9h às 17h.
Desde 1982
Casa-museu municipal instalada na antiga residencia e atelie do escultor alemao Fritz Alt (Lich, Alemanha, 17/9/1902 - Joinville, 15/3/1968), no alto do Morro do Boa Vista, com vista panoramica de Joinville. A casa, projetada pelo proprio artista e construida em 1946 em parceria com o arquiteto Paul Helmuth Keller a partir de modelos alemaes da Republica de Weimar, abrigou o artista e a familia por 22 anos e era cercada por jardim e Mata Atlantica. Apos a morte do artista, um movimento de artistas e admiradores, encabecado por Edith Wetzel, levou a Prefeitura de Joinville a comprar o imovel em 6 de maio de 1970 (Lei 1.053/1970). O museu foi oficializado pela Lei 2.591/72 em 1 de setembro de 1972 e aberto ao publico em agosto de 1975, apos reformas entre 1974 e 1975. O imovel foi tombado como patrimonio cultural municipal em 2005 (COMPHAAN). Fechado a partir de 2010 por problemas no telhado, passou cerca de uma decada sem receber visitacao e foi reaberto em 13 de dezembro de 2023, com nova exposicao de longa duracao "Formas Biograficas". Mantido pela Secretaria de Cultura e Turismo de Joinville (Unidade de Patrimonio e Museus, SECULT.UPM.MFA), o museu recebe visitacao gratuita de terca a domingo, das 10h as 16h, com visitas mediadas e programa de educacao patrimonial (Fritz Vive), incluindo exposicao itinerante em escolas do entorno. Fritz Alt tambem da nome a Escola Municipal de Artes Fritz Alt, criada por decreto em 1968, separada do museu.
Desde 1972
Primeiro museu público dedicado à fotografia no Brasil e segundo da América Latina, o Museu da Fotografia Cidade de Curitiba foi inaugurado em 1998 no Complexo Cultural Solar do Barão, no Centro Histórico, e é administrado pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC). Mantém calendário anual de exposições com obras do acervo, recebe mostras de fotógrafos brasileiros e estrangeiros, já sediou grandes eventos internacionais e empresta coleções para eventos no país e no exterior. Sua sede é o Solar do Barão, casarão construído entre 1880 e 1884 pelos engenheiros italianos Ângelo Vendramin e Batista Casagrande para Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul. O imóvel foi adquirido pela Prefeitura de Curitiba em 1975, tombado pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural do Paraná em 1978 e restaurado entre 1980 e 1983. O museu funciona no anexo erguido durante a ocupação do conjunto pelo Exército (1912 a 1975), bloco que hoje reúne ainda o Museu da Gravura, o Museu do Cartaz e a Gibiteca de Curitiba. Em outubro de 2025 o Solar do Barão fechou para visitação para obras de restauro e modernização no âmbito do programa PRO Curitiba, com obras previstas para durar cerca de dois anos a partir de 2026. Durante o restauro, as exposições do museu funcionam provisoriamente na Sala Paraná do Memorial de Curitiba (Rua Dr. Claudino dos Santos, 79, bairro São Francisco), de terça a domingo, com entrada gratuita.
Desde 1998
Museu municipal vinculado à Fundação Cultural de Curitiba (FCC), inaugurado em 1989 e sediado no Complexo Cultural Solar do Barão, no Centro de Curitiba. O Solar é um conjunto de três blocos edificados entre 1880 e 1940 (3.377 m²), formado a partir da residência do ervateiro Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, adquirida pela Prefeitura em 1975 e reinaugurada como centro cultural em 1980, quando sediou a III Mostra Anual da Gravura Cidade de Curitiba. O complexo reúne ainda o Museu da Fotografia, a Gibiteca de Curitiba, os Ateliês de Gravura, o Centro de Documentação e Pesquisa Guido Viaro e a Sala Scabi, e recebia cerca de 400 mil pessoas por ano. O museu possui acervo de mais de cinco mil obras de artistas brasileiros e estrangeiros, incluindo Oswaldo Goeldi, Poty Lazzarotto, Amilcar de Castro, Cildo Meireles, Antonio Dias, Anna Bella Geiger, Tomie Ohtake, Mira Schendel, Waltércio Caldas, Calasans Neto, Fernando Calderari, Uiara Bartira e Denise Roman, além de Picasso, Andy Warhol, Louise Bourgeois, Kiki Smith, Brice Marden e Joel Shapiro. Mantém calendário anual de exposições temporárias nas diversas técnicas da gravura e mostras de acervo, e foi palco da Mostra da Gravura, um dos mais importantes eventos de gravura do país. Em outubro de 2025 o Solar do Barão foi fechado para visita para obras de restauro e modernização no âmbito do programa PRO Curitiba (anúncio em 10/10/2025, fechamento em 14/10/2025, licitação das obras em 21/10/2025, duração estimada de cerca de dois anos), que prevê novo bloco de reserva técnica para as coleções e um corredor cultural ligando o Solar ao Estúdio Riachuelo e ao Cine Passeio. Desde então o Museu da Gravura opera temporariamente no Memorial de Curitiba (Rua Dr. Claudino dos Santos, 79, bairro São Francisco), de terça a sexta das 9h às 12h e 13h às 18h e sábado das 12h às 18h. Contato: (41) 3321-3367 e museudagravura@curitiba.pr.gov.br.
Desde 1989
Museu público municipal vinculado à Secretaria de Cultura e Turismo de Americana, criado em 1978 como ala de artes plásticas do Museu Histórico Pedagógico Municipal Dr. João da Silva Carrão e emancipado pela Lei nº 1.848 de 09/06/1982. Funcionou na Biblioteca Municipal Professora Jandira Basseto Pântano e em edifício anexo até 1991 e, após um ano desativado, foi reinaugurado em 18 de setembro de 1992, com mostra que reuniu Antônio Henrique Amaral, Emanoel Araújo, Rômulo Fialdini, Marcelo Grassmann, Arcangelo Ianelli, Evandro Carlos Jardim, Maurício Nogueira Lima e Tomie Ohtake. Desde 2000 mantém atendimento didático permanente a estudantes. Ocupa o complexo do Centro de Cultura e Lazer Poeta Antônio Zoppi, que abriga também a Escola de Música Heitor Villa-Lobos e oficinas municipais de teatro e dança, na Avenida Brasil, 1293, Jardim São Paulo, com entrada gratuita de terça a sexta das 9h às 16h30. O acervo reúne 353 objetos artísticos catalogados e tombados (pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, fotografias, objetos, vídeo-arte e elementos de instalações), formado inicialmente por doações de artistas e hoje majoritariamente por aquisições em salões de arte. O museu realiza mostras do acervo e exposições temporárias e sedia o Prêmio Revelação de Artes Plásticas, concurso nacional anual cujas premiações são uma das principais formas de ampliação do acervo. Mantém biblioteca especializada em artes visuais com cerca de 3 mil itens, aberta à consulta pública. Segundo o Cadastro Nacional de Museus (IBRAM) está 'Aberto', e exposições do acervo seguiram em cartaz em 2025 (ex. 'A Paisagem Contemporânea no Acervo do MAC', via Instagram da Secretaria de Cultura e Turismo). Não possui site próprio, a página institucional é no portal da prefeitura.
Desde 1978
O Museu de Arte Contemporânea de Campinas José Pancetti (MACC) foi criado em 1º de setembro de 1965, durante o 1º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, atendendo a antiga reivindicação de artistas locais do Grupo Vanguarda e é apontado como uma das instituições pioneiras na difusão da arte contemporânea no Brasil. Sua primeira diretora foi a professora Jacy Milani, então à frente da pasta de Educação e Cultura do município. Funcionou inicialmente em instalações provisórias no antigo prédio da CPFL, na avenida da Saudade. Em 1976 o museu ocupou sua sede definitiva, no térreo de edifício erguido graças a doação do empresário Roque Melillo e anexo ao Palácio dos Jequitibás, onde divide o imóvel com a Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink. A inauguração contou com a mostra A Vida Essencial, de Alfredo Volpi, e o museu recebeu o nome do pintor modernista José Pancetti, nascido no bairro Taquaral em 1902. Foi sede do Salão de Arte Contemporânea de Campinas entre 1965 e 1977, com retomadas pontuais depois (o 13º Salão, em 1988, abriu o museu à videoarte e à arte eletrônica). Instituição pública municipal vinculada à Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas, com entrada gratuita, funciona de terça a sexta das 10h às 18h e sábado das 10h às 16h (telefone 19 2515-7095). Ficou fechado de dezembro de 2022 a maio de 2024 para reforma (climatização da área de acervo e modernização elétrica) e reabriu com a exposição A Imagem e a Palavra, Macunaíma. Em 2024 o projeto MACC Vivo, via ProAC, requalificou a reserva técnica, e em 2025 o museu completou 60 anos com o programa Repertório Aberto, mantendo calendário ativo de exposições em 2026.
Desde 1965
O Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira (MAC) ocupa o prédio histórico onde funcionou o Museu Regional de Feira de Santana, criado em 1967 pelo empresário Assis Chateaubriand na antiga administração e balança de animais da feira de gado, edifício adaptado pelos arquitetos Jader Tavares, Diocleciano Barreto, Fernando Frank e Oto Gomes. Ao fim de 1995 a UEFS transferiu o acervo do Museu Regional para o Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) e, para preservar o imóvel, o Departamento de Cultura municipal criou o MAC pelo Decreto 5.958, inaugurado em 25 de julho de 1996. A denominação atual veio pela lei 147 de 1997, homenageando o pintor e gravador Raimundo de Oliveira, nascido em Feira de Santana em 1930, participante das Bienais de São Paulo de 1963 e 1965 e do Salão de Arte Moderna de São Paulo de 1963, morto em 1966. Mantido pela Prefeitura por meio da Fundação Municipal de Ciência, Tecnologia da Informação e Cultura Egberto Tavares Costa (Funtitec), o museu se define como um 'museu vivo': realiza exposições mensais de pintura, escultura, gravura, desenho e fotografia, oficinas de arte, palestras culturais, lançamentos de livros e mostras de vídeo, tendo promovido cerca de 70 exposições e 36 lançamentos de livros em seus primeiros dez anos. O MAC fechou em algum momento após 2019 (seu blog institucional parou de ser atualizado em outubro daquele ano) e foi reaberto pela prefeitura em 15 de dezembro de 2022 com a mostra coletiva 'Ocupação', reunindo mais de 40 artistas feirenses. Seguiu em funcionamento, sediando em dezembro de 2024 a mostra 'MAC Acervo em Foco', com mais de 50 obras do acervo reunidas em seis núcleos curatoriais (coordenação de Gaspar Medrado), com entrada gratuita e visitação de terça a sábado. Está instalado na Rua Professor Germiniano Costa (grafada também como Geminiano), 255, no Centro de Feira de Santana, com visitação de segunda a sexta das 8h às 17h e, conforme o blog do museu, aos sábados das 14h às 17h30.
Desde 1996
O MAC Jataí funciona num casarão de 1893, em estilo colonial com influência libanesa, antiga propriedade da família de Alexandre Gabriel Alfaix, que já abrigou loja, escola municipal (a partir de 1958) e restaurante antes de ser doado à Prefeitura. O museu foi instituído em 15 de maio de 1995, é gerido pela Secretaria Municipal de Cultura de Jataí, tem cadastro no Sistema Nacional de Museus e participa de ações do Ibram. Não possui site próprio, sua página institucional fica no portal da Prefeitura. Sua vocação é incentivar e divulgar a produção contemporânea por meio de exposições temporárias, fóruns, oficinas e palestras, além de realizar anualmente o Salão Nacional de Arte de Jataí (criado pela Lei Municipal 3.065/2010, aberto a artistas de todo o Brasil), cujos três prêmios aquisitivos incorporam as obras vencedoras ao acervo. Em 2025 o museu completou 30 anos com a mostra '...E tudo se modifica - Mostra do Acervo - MAC 30 anos', que exibiu mais de 50 obras do acervo permanente entre março e junho. A entrada é gratuita e a visitação funciona de terça a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17h, e aos sábados, das 8h às 12h.
Desde 1995
O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) nasceu do encontro entre o colecionador João Sattamini, que pretendia destinar sua coleção de arte contemporânea à cidade, e o prefeito Jorge Roberto da Silveira, que convidou Oscar Niemeyer a projetar a sede no Mirante da Boa Viagem, de frente para a Baía de Guanabara. O projeto data de 1991 e as obras começaram em setembro daquele ano, com inauguração em 2 de setembro de 1996. O sucesso do edifício levou a prefeitura a convidar Niemeyer a projetar outras obras na cidade, originando o Caminho Niemeyer. Gerido pela Fundação de Arte de Niterói (orgão municipal de cultura), o museu é administrado junto com equipamentos como o Theatro Municipal e o Solar do Jambeiro. A arquitetura é a assinatura do museu: uma escultura branca de linhas circulares com 16 metros de altura e cerca de 50 metros de diâmetro, em forma de cálice ou flor, erguida sobre espelho d'água junto à Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem. O conjunto tem praça de 2.500 m² com rampa vermelha sinuosa de acesso e cerca de 3.400 m² de área construída em quatro pavimentos: administração, salas de exposição (Salão Principal com pé-direito acima de 4 m, Varanda panorâmica envidraçada e Mezanino com iluminação azul), além de subsolo com reserva técnica, bar, restaurante e auditório. Reconhecido como um dos cartões-postais do Brasil e patrimônio nacional, passou por reforma inédita reaberta em 2016. Funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita nas quartas e para moradores de Niterói. O acervo tem como núcleo a Coleção João Sattamini, iniciada em 1966 quando o colecionador residia na Itália e descrita como a segunda maior coleção de arte contemporânea do Brasil, com cerca de 1.217 obras que percorrem a produção brasileira do início dos anos 1950 aos anos 1990, com destaque para o concretismo, o neoconcretismo, a Nova Objetividade Brasileira e a Geração 80. Integra ainda a Coleção MAC de Niterói, formada por doações de artistas, com cerca de 369 obras. Entre os artistas representados estão Abraham Palatnik, Frans Krajcberg, Tomie Ohtake, Mira Schendel, Carlos Vergara, João Carlos Goldberg, Hélio Oiticica, Lygia Clark e Rubens Gerchman.
Desde 1996
O Museu de Arte da Pampulha (MAP) ocupa o antigo Cassino da Pampulha, primeiro edifício do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer no início dos anos 1940 a pedido do prefeito Juscelino Kubitschek, com cálculo estrutural de Joaquim Cardoso e jardins de Roberto Burle Marx. Com a proibição do jogo no Brasil em 1946, o prédio foi convertido em museu, inaugurado em 1957 a partir de proposta de Sylvio de Vasconcellos (seu primeiro diretor) e Celso Pinheiro. O museu é vocacionado para a arte moderna e contemporânea, adotando curadoria contemporânea desde 2001. Seu acervo de cerca de 1.400 obras formou-se em parte pelos prêmios aquisitivos do Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte (realizado entre 1969 e 2000) e foi dinamizado por programas como a Bolsa Pampulha, residência artística criada em 2003 pelo curador Adriano Pedrosa, herdeira do histórico Salão instituído em 1937, que já revelou artistas como Cinthia Marcelle, Paulo Nazareth, Sallisa Rosa e Luana Vitra. Em 17 de julho de 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha, que inclui o edifício do MAP, foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO na 40ª sessão do Comitê, em Istambul, sendo o conjunto tombado também pelo Iphan, pelo Iepha e pelo município. O MAP é gerido pela Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte em parceria com uma organização da sociedade civil, no âmbito do projeto Museus Pampulha (junto com a Casa do Baile e o Museu Casa Kubitschek). O prédio-sede encontra-se fechado para restauro, com programação mantida nos jardins frontais gratuitos, abertos diariamente até 18h, e em outros espaços da cidade. Contato: telefone (31) 3277-7996 e e-mail map.fmc@pbh.gov.br.
Desde 1957
O Museu de Arte de Belém (MABE) é um museu público municipal instituído em 1991 como departamento da Fundação Cultural do Município de Belém (FUMBEL), sucedendo a Pinacoteca Municipal de Belém (1983) e o Museu da Cidade de Belém (1986). Foi aberto à visitação em 12 de janeiro de 1994, quando da reinauguração do Palácio Antônio Lemos, passando a abrigar as coleções dessas duas instituições predecessoras. Sua sede é o Palácio Antônio Lemos, apelidado de Palacete Azul, edificação neoclássica erguida entre 1860 e 1885 para sediar a Intendência Municipal de Belém e tombada pelo IPHAN em 1942. O palácio, que também abriga a sede da Prefeitura de Belém, fica na Praça Dom Pedro II, na Cidade Velha, centro histórico. O museu ocupa sete salas no piso superior e duas no térreo (cerca de 1.500 m²), com auditório, biblioteca especializada em artes, laboratório de restauro e reserva técnica. Fechou temporariamente após um princípio de incêndio no palácio em março de 2017 (reabriu em setembro do mesmo ano) e para o restauro do prédio, reabrindo em 12 de janeiro de 2024, quando celebrou 30 anos, após investimento de R$ 26 milhões. O acervo reúne mais de 2 mil peças (pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, fotografias, mobiliário, porcelanas e cerâmicas) dos séculos XIX, XX e XXI, de artistas locais, nacionais e estrangeiros, com destaque para conjuntos ligados ao período áureo da borracha e à iconografia paraense, como as onze telas de Antônio Parreiras (1905) retratando paisagens urbanas de Belém. A entrada é gratuita, de terça a sexta. Desde 2025 o museu atravessa crise institucional: a FUMBEL foi extinta pela Lei municipal 10.143 de 10/02/2025 e o museu ficou fora do organograma da nova Secult municipal, o que motivou abaixo-assinados e manifesto público em sua defesa, embora a Secult afirme que o MABE permanece em funcionamento regular e aberto ao público. O portal mabe.belem.pa.gov.br, indicado pela SECULT como site do museu, estava inacessível na data da coleta.
Desde 1991
O Museu de Arte de Britânia (MABRI) foi inaugurado em dezembro de 2009, em Britânia (GO), cidade de cerca de 5 mil habitantes apresentada como a menor do Brasil a possuir um museu de arte. Idealizado pelos artistas Waldomiro de Deus e Gerson Fogaça, contou com a doação de mais de 100 obras da coleção particular do galerista PX Silveira e apoio da prefeitura municipal, da qual é equipamento vinculado. Sua vocação declarada é reunir, abrigar e expor obras de arte e apoiar, estimular e difundir a criação artística, um 'pequeno grande museu' que expande os horizontes artísticos do Noroeste goiano. O acervo reúne cerca de 200 trabalhos em diversas técnicas, produzidos entre 1940 e 2014, incluindo obras consideradas fundamentais para a compreensão da arte moderna e contemporânea goiana e brasileira. Desde 2019 o museu realiza o Salão de Arte em Pequenos Formatos (SAPF), primeiro salão de arte da região Noroeste goiano, que se tornou nacional: a 2ª edição (2020, on-line, patrocinada pelo FAC/Secult Goiás) recebeu quase 2 mil inscrições e a 4ª (2024, virtual) distribuiu R$ 144 mil em prêmios, uma das maiores premiações de salão do país. O salão mantém canal no YouTube (SAPF MABRI) e, em suas edições, contou com produção de Malu da Cunha e curadorias como a de Divino Sobral (3ª edição, 2022).
Desde 2009
Criado em 1993, na gestão do prefeito Fidelcino Tolentino, o Museu de Arte de Cascavel (MAC) foi o primeiro museu de arte do Paraná instituído fora de Curitiba e é hoje reconhecido como um dos maiores museus de arte do Sul do país. Até 1996 suas exposições circularam por diferentes espaços da cidade, incluindo mostras com artistas do Mercosul, até a inauguração da sede própria no Edifício Paço das Artes (Rua Mato Grosso, 2909), em 15 de março de 1996, durante a 3ª Mostra Vento Sul. O museu foi institucionalizado pela Lei nº 5.501 de 2010 e, entre 2022 e 2023, expandiu-se para quatro sedes no Centro: Paço das Artes, Sede Prefeitura (janeiro de 2022), Sede Sefrin Filho (fevereiro de 2022, no Complexo Cultural Sefrin Filho) e Sede Gilberto Mayer (fevereiro de 2023, no Centro Cultural Gilberto Mayer). Vinculado à Secretaria Municipal de Cultura, o MAC tem como missão gerir, promover, difundir e valorizar as artes visuais em diálogo com a educação. A entrada é gratuita e a visitação funciona de segunda a sexta, das 8h30 às 17h30. O museu segue ativo e abriga eventos como a Panorama das Artes Visuais de Cascavel, cuja 9ª edição ocorre em 2026, e a cidade recebeu em 2025 uma unidade-satélite do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), ampliando o circuito de arte local.
Desde 1993
O Museu de Arte de Goiânia (MAG) é o primeiro museu público municipal de artes plásticas da região Centro-Oeste. Foi criado pela Lei Municipal nº 4.188 de 28 de agosto de 1969, no mandato do prefeito Íris Rezende Machado, e inaugurado em 20 de outubro de 1970, na gestão do prefeito Manoel dos Reis, tendo como primeiro diretor o artista e professor Amaury Menezes. Funcionou inicialmente no Palácio da Cultura, na Praça Universitária, e a partir de 1981 seu acervo foi transferido para a sede atual, dentro do Bosque dos Buritis, no Setor Oeste de Goiânia. É um museu municipal administrado pela Secretaria de Cultura (SECULT), com entrada franca e visitação de terça a sexta das 9h às 18h e sábados e domingos das 10h às 16h, conforme a Prefeitura. O acervo reúne entre mais de 700 (perfil oficial atual) e cerca de 850 obras (texto institucional anterior) de pintura, desenho, gravura, escultura, objeto e arte popular, em que a produção regionalista que conta a história da arte de Goiás convive com modernistas nacionais que formaram o núcleo fundador da coleção. Salões de arte com prêmios em obras funcionaram como coletores do acervo, como o II Salão Goiano de Arte Universitária (1970), o I Salão Regional de Artes Plásticas (1971) e os Salões Nacionais de Artes Plásticas (1974 e 1976). O museu mantém as salas de exposição Amaury Menezes e Reinaldo Barbalho, reserva técnica, setor de conservação e restauração, biblioteca setorial especializada criada em 1970 e o apoio da Associação dos Amigos do MAG (AAMAG), com a ocupação dos espaços expositivos definida por editais desde 2009. A consulta ao acervo é possível pelo SCMAG, sistema oficial mantido pela Prefeitura de Goiânia.
Desde 1969
Museu municipal de arte criado pela Lei nº 1.271, de 15 de maio de 1973, por iniciativa do artista Antonio Mir junto ao prefeito Pedro Ivo Campos, e inaugurado em 3 de setembro de 1976. Nasceu do movimento da classe artística local organizado a partir da 1ª Coletiva de Artistas de Joinville (1971). Sua sede é o Casarão Doerffel, residência iniciada em 1854 pelo imigrante alemão Ottokar Doerffel (fundador do primeiro jornal da cidade e primeiro prefeito de Joinville), imóvel comprado pela Prefeitura nos anos 1970 e tombado como patrimônio histórico em 2002. Desde 2001 o complexo inclui dois anexos na Cidadela Cultural Antarctica, que abrigam espaços expositivos e a reserva técnica do acervo. O acervo, iniciado com obras transferidas do antigo Departamento de Educação e Cultura, reúne mais de mil peças do clássico ao contemporâneo, com nomes da arte brasileira como Lygia Clark, Aldemir Martins, Carlos Scliar e Burle Marx, além de núcleo relevante de artistas joinvilenses e catarinenses. Mantém a Biblioteca Harry Laus, com mais de dois mil volumes. Ficou fechado entre agosto de 2011 e 18 de maio de 2014 para recuperação da cobertura do casarão. Funciona de terça a domingo, das 10h às 16h, com entrada gratuita. Em 2026 comemora 50 anos com programação especial (esteve fechado de 25/08 a 02/09/2026 para montagem da mostra comemorativa, com reabertura em 3 de setembro). É gerido pela Secretaria de Cultura e Turismo (SECULT) de Joinville, por meio da Unidade de Patrimônio e Museus — historicamente sob a Fundação Cultural de Joinville, órgão municipal que deu lugar à atual estrutura de secretaria.
Desde 1973
O Museu de Arte de Londrina (MAL) é um museu municipal criado pelo decreto nº 172 de 12 de maio de 1993 e instalado no prédio da antiga rodoviária de Londrina, na Rua Sergipe, 640, no Centro. O edifício, projetado pelos arquitetos Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi para abrigar a quarta rodoviária da cidade, foi construído entre 1948 e 1952, funcionou como terminal até 1988 e é considerado o primeiro prédio público de arquitetura moderna do Paraná, com tombamento estadual em 1974 e reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan em 2021. Sua exposição inaugural exibiu a escultura A Eterna Primavera, de Auguste Rodin, além de obras de Menotti Del Picchia e Victor Brecheret. O museu dispõe de três espaços expositivos, pátio para eventos e a Biblioteca de Arte Francisca Campinha Garcia Cid, com mais de 3.000 títulos sobre artes visuais e arquitetura. O acervo reúne cerca de 400 obras de arte moderna e contemporânea (pinturas, esculturas, fotografias, gravuras, objetos e desenhos), muitas delas doadas por artistas de renome nacional e internacional. Após restauro de R$ 2,1 milhões (R$ 1 milhão via Lei Aldir Blanc, R$ 420 mil por emenda parlamentar do deputado federal Padovani e o restante em contrapartida municipal), o museu foi reinaugurado em 1º de abril de 2026 com a mostra Cidade Londrina, do próprio acervo. A entrada é gratuita, de segunda a sexta-feira. Observação: a página oficial ainda exibia aviso de fechamento para a conclusão da 2ª fase das obras de restauro (última atualização em março de 2025), divergindo da imprensa regional que noticiou a reabertura.
Desde 1993
Museu municipal de artes visuais de Montenegro (RS), criado pela Lei 4.940 de 1 de setembro de 2008 e inaugurado em 19 de dezembro de 2008. Incorporou o acervo da Pinacoteca Publica Municipal Enio Pinalli, criada pela Lei 2.621 de 1989 e formada a partir de doacoes de artistas locais, e e regido por Regimento Interno aprovado pelo Decreto de 29 de outubro de 2008. Funciona no predio central do Complexo da Estacao da Cultura, antiga estacao ferroviaria de 865 m2 no bairro Ferroviario, com quatro saloes expositores, incluindo a Galeria Enio Pinalli. Administrado pela Prefeitura por meio da Diretoria de Patrimonio Historico e Cultural (DIPAHC), com apoio do Conselho de Amigos do museu e da AASEPAHC, promove edital publico anual de exposicoes de arte local e estadual com foco em arte-educacao, oficinas e visitas mediadas para escolas. O acervo, com mais de 550 obras, cresce por doacao de artistas expositores conforme o regulamento, e guarda obras e objetos pessoais de Enio Pinalli. Entrada gratuita, visitacao de segunda a sexta e divulgacao pelo Instagram @museuartemgo (nao tem site proprio, o site listado no Cadastro Nacional de Museus e o da prefeitura).
Desde 2008
Museu municipal vinculado à Secretaria da Cultura e Turismo da Prefeitura de Ribeirão Preto, o MARP foi inaugurado em 22 de dezembro de 1992 com a missão de reunir e recuperar o acervo de artes plásticas do município, formado por obras adquiridas pelo poder público no SARP – Salão de Arte de Ribeirão Preto (realizado desde 1975) e no SABBART – Salão Brasileiro de Belas Artes, além de doações como os conjuntos de Leonello Berti e Nair Opromolla. Em 2000 recebeu o nome de Pedro Manuel-Gismondi, pintor, escritor, crítico e professor ítalo-brasileiro falecido em 1999, e em 2002 a família doou 252 gravuras do artista. Funciona no antigo prédio da Sociedade Recreativa de Ribeirão Preto (Rua Barão do Amazonas, 323, Centro), projeto eclético de Affonso Geribello construído por Vicente Lo Giudice e inaugurado em 31 de dezembro de 1908, ampliado em 1924, sede da Câmara Municipal entre 1956 e 1984 e tombado pelo Conppac em 2008. O museu NÃO ocupa o Palácio Rio Branco (Praça Barão do Rio Branco, 1915/1917): esse prédio abriga a Secretaria da Cultura e Turismo e passa por restauro para se tornar polo cultural, o que explica a data de 1915 por vezes associada à instituição. O acervo reúne mais de mil obras, com foco na produção regional do pós-guerra e nomes da arte brasileira e internacional, incluindo a escultura Maternidade, de Lasar Segall, e bibliotecas especializadas com cerca de 3.000 volumes (arquivo Pedro Manuel-Gismondi). O museu organiza anualmente o SARP Nacional-Contemporâneo (50ª edição em 2025, 51ª em 2026), um dos principais salões do país, cujos prêmios aquisitivos integram o Acervo MARP (patrimônio público municipal), e conta com o apoio da AAMARP – Associação de Amigos do MARP (2004). Visitação de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h30, com sábados de abertura das 9h às 15h.
Desde 1992
O MAR - Museu de Arte de Rua é um programa da Prefeitura de São Paulo, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, lançado em 10 de março de 2017 pelo prefeito João Doria e pelo secretário André Sturm. Não é um museu com sede física: trata-se de um museu a céu aberto cujo acervo são murais e intervenções de grande porte em empenas de prédios e muros distribuídos pelas cinco macrorregiões da cidade, contratados por editais anuais na modalidade concurso e por Projetos Especiais em parceria com órgãos da administração pública. As obras usam suportes como grafite, estêncil, colagem e lambe-lambe, nas categorias Solo (muros) e Altura (prédios). Segundo levantamento divulgado em 2024, o programa somava cerca de 510 obras na cidade e mais de 1.240 propostas inscritas desde a criação, com 64 artistas selecionados e investimento superior a R$ 4,2 milhões somente em 2024. Em 2026, após seis anos de tramitação, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a lei de criação do Programa Museu de Arte de Rua (conhecida como Lei Alex Vallauri, em homenagem ao pioneiro do grafite brasileiro), que aguardava sanção do prefeito. Desde 2025 o programa ganhou visitação virtual em 360 graus pela plataforma Mar 360 (mar360.art.br). Observação da coleta: não foi encontrado vínculo do nome com projeto na Rua Independência (Ipiranga) nem museu do grafite na Rua Batataes - a entidade que existe de fato sob esse nome é o MAR da Prefeitura, que não possui prédio-sede.
Desde 2017
O Museu de Arte de Santa Maria (MASM) é uma instituição pública municipal, criado pela Lei Municipal nº 3.609, de 18 de dezembro de 1992, no mandato do prefeito Evandro Behr, com o objetivo de preservar o patrimônio artístico do município. Funciona no Centro Integrado de Cultura Evandro Behr, na Avenida Presidente Vargas, 1400, bairro Nossa Senhora de Fátima, com entrada gratuita e visitação de segunda a sexta das 8h às 16h, com agendamento para grupos aos sábados. É mantido pela Prefeitura de Santa Maria e gerido em parceria com a Associação dos Amigos do MASM (Amasm), fundada em 24/08/2010. Seu acervo reúne cerca de 600 bens culturais museológicos na tipologia Artes Visuais (a página da Secretaria de Cultura municipal menciona 567 obras catalogadas), apresentados em quatro salas expositivas sob curadoria do museu: Jeanine Viero, Iberê Camargo, Anexo e Silvestre Peciar. O museu realiza exposições temporárias e itinerantes, visitas mediadas e ações educativas, e trabalha a digitalização do acervo (projeto MASM Digital), com a missão declarada de promover, difundir e fomentar as artes visuais e a cultura popular, incentivando o estudo, a pesquisa e a crítica de arte. O MASM é a sede do Salão Latino-Americano de Artes Plásticas e Visuais de Santa Maria, instituído pela Lei Municipal nº 3.553 de 1992 e promovido pela Prefeitura, pela Secretaria de Cultura, pelo museu e pela Amasm. O salão promove intercâmbio entre artistas brasileiros e de países latino-americanos e estimula a produção contemporânea. Das edições recentes estão documentadas a XV (2017), a XVI (aberta em 01/08/2022, após cinco anos de pausa, com premiação de R$ 17 mil e 60 obras classificadas) e a XVII (outubro de 2023, premiação de R$ 22,5 mil, grande prêmio para a obra Pulsões, de Elenise Xisto, com júri que incluiu artista do Uruguai). O museu realiza ainda o Salão Internacional de Design de Superfície e o Concurso Fotográfico Cidade de Santa Maria.
Desde 1992
O Museu de Arte do Rio (MAR) foi inaugurado em 1º de março de 2013 na Praça Mauá, no centro histórico do Rio de Janeiro, como primeiro equipamento cultural entregue na revitalização da região portuária (Porto Maravilha). É iniciativa da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, concebida em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com apoio dos governos estadual e federal e do Ministério da Cultura. O museu propõe uma leitura transversal da história da cidade — seu tecido social, conflitos e expectativas — e nasceu com a Escola do Olhar, programa educativo que inscreve a arte no ensino público e se tornou referência no Brasil e no exterior, sob o conceito de um museu que é uma escola e uma escola que é um museu. O complexo, de 15 mil m², é projeto do escritório carioca Bernardes + Jacobsen (Paulo Jacobsen, Bernardo Jacobsen e Thiago Bernardes) e une dois edifícios de perfis heterogêneos na Praça Mauá: o Palacete Dom João VI (1916, estilo eclético, tombado pelo município em 2010), restaurado como pavilhão de exposições com oito salas em quatro andares, e o antigo terminal rodoviário Mariano Procópio, sede da Escola do Olhar e da administração, ligados por praça, passarela suspensa e uma cobertura fluida em forma de onda, que remete à zona portuária. O percurso expositivo é feito de cima para baixo, com o último andar dedicado ao tema do Rio de Janeiro. Em 2013 o projeto venceu o Architizer A+ Awards de melhor construção na categoria museu, por voto popular, superando finalistas como o Heydar Aliyev Center e o Rijksmuseum. A gestão foi do Instituto Odeon (organização social da Cultura) desde a inauguração até dezembro de 2020. Em janeiro de 2021 a OEI (Organização de Estados Ibero-Americanos) assumiu a operação, em cooperação com a Secretaria Municipal de Cultura, com patrocínio master de Equinor e LATAM, mantenedora Instituto Cultural Vale e apoio da Prefeitura do Rio. Em 2019 foi estruturado o Fundo Patrimonial do MAR, com apoio técnico do IDIS. Em agosto de 2026 o site oficial informava fechamento temporário para obras, com funcionamento parcial.
Desde 2013
O Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (MACC) foi criado em 2002 pelo Decreto Municipal 77/2002, de 12/04/2002, e instalado no antigo edifício do Grupo Escolar de Caraguatatuba, de 1941, no centro da cidade. É administrado pela Fundacc - Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba e integra o Polo Cultural Professora Adaly Coelho Passos, ao lado da Videoteca Lúcio Braun, da Sala Pedagógica, da Praça do Caiçara e do Palco Antonio Benetazzo. Funciona de terça a sábado, das 10h às 18h, com entrada gratuita. Possui salas de exposições temporárias - denominadas Antonio Carelli (2009) e Edna Lins (2024) - e mantém a Sala Caiçara, cenografia com casa de pau-a-pique construída por pescadores do Porto Novo e pelo artista plástico Jac Costa, ambientada com apetrechos de pesca e objetos antigos. Abriu com o espaço de longa duração "Recontando Caraguá", depois rebatizado Espaço Caraguatatuba e ligado ao acervo do Arquivo Público Municipal "Arino Sant'Ana de Barros", desmontado em 2024 e hoje em estudo de recuperação pela gestão. A programação reúne exposições de artes plásticas de artistas nacionais e internacionais e mostras de história, memória e cultura caiçara, com setor educativo, visitas guiadas e mediações para escolas.
Desde 2002