23 instituições no índice.
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo foi fundado em 2004 a partir da coleção pessoal de Emanoel Araujo (1940-2022), artista plástico, museólogo e curador baiano que dirigiu a instituição até sua morte. A ideia nasceu de uma proposta museológica apresentada por Araujo à então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, e o museu foi inaugurado em 23 de outubro de 2004, no Parque do Ibirapuera. Desde 2009 é gerido pela Associação Museu Afro Brasil, Organização Social de Cultura vinculada à Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Instalado no Pavilhão Padre Manuel da Nóbrega, edifício projetado por Oscar Niemeyer no Parque do Ibirapuera, o museu ocupa 12 mil m² e abriga um acervo com mais de 8 mil obras que percorre do século XVIII à contemporaneidade sob a perspectiva afro-diaspórica, com núcleos de arte, história e religiosidade. Conta com o Teatro Ruth de Souza e a Biblioteca Carolina Maria de Jesus, especializada em temas afro-diaspóricos. Em suas duas primeiras décadas realizou mais de 300 exposições, recebeu mais de 3 milhões de visitantes e publicou cerca de 40 catálogos, com missão de promover o reconhecimento, a valorização e a preservação do patrimônio cultural brasileiro, africano e afro-brasileiro. A trajetória do museu inclui crises recorrentes de financiamento, como o corte de repasses às organizações sociais de cultura em 2020, durante a pandemia, que levou à demissão de cerca de 23 dos aproximadamente 80 funcionários, denunciada em carta aberta. Em outubro de 2022 o museu fechou para obras de restauração e modernização e reabriu em 5 de novembro do mesmo ano, já com o nome Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, em homenagem ao fundador recém-falecido. Em 2025 atravessou nova crise de governança, com a saída do diretor artístico Hélio Menezes e nota pública da associação gestora, mas segue em operação, com programação de exposições ativa.
Desde 2004
O Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA) é uma instituição administrada pelo poder público estadual, vinculada à Coordenação do Sistema Estadual de Museus (COSEM) da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. Está instalado na antiga residência, ateliê e escola do pintor norueguês Alfredo Andersen (1860-1935), considerado o pai da pintura paranaense, no entorno do Centro Histórico de Curitiba. A criação do museu foi impulsionada pela Sociedade Amigos de Alfredo Andersen (1940) e por proposta de desapropriação do imóvel (1947): a Casa de Alfredo Andersen - Escola e Museu de Arte abriu em 1959, passando a se chamar Museu Alfredo Andersen em 1979 e hoje adotando o nome Museu Casa Alfredo Andersen. O prédio, construído no fim do século XIX originalmente para uma sociedade recreativa alemã, foi residência e ateliê de Andersen até sua morte em 1935 e depois de seu filho Thorstein Andersen até 1964. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1971, restaurado em 1989 e completamente revitalizado em 2018. O Complexo Alfredo Andersen reúne duas unidades: o Museu Casa e a Academia Alfredo Andersen, anexo que abriga a administração, cursos gratuitos de artes visuais e a Biblioteca Max Conradt Júnior. Dedicado a preservar e difundir a obra de Andersen e a arte paranaense, o museu mantém exposições, ateliês, cursos, visitas guiadas e projetos como a Semana Andersen e o Salão e Congresso Nacional de Cerâmica. Desde 2019 a Academia conduz um programa de residência artística que recebe artistas convidados, brasileiros e estrangeiros, por cerca de um mês no Ateliê do Complexo, com oficinas gratuitas ao público. A entrada é gratuita e a visitação funciona de terça a domingo, das 9h30 às 17h.
Desde 1959
O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_BAHIA) é o museu público estadual dedicado à arte contemporânea, criado pelo Governo do Estado da Bahia em 2023 e inaugurado em 29 de setembro de 2023 como o mais novo equipamento cultural da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), gerido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Primeiro museu baiano voltado inteiramente à produção contemporânea, nasceu direcionado pelas emergências artísticas e museológicas, com plano museológico próprio e direção de Daniel Rangel. A entrada é gratuita, de terça a domingo (fontes de 2025/2026 registram 10h às 20h, enquanto o perfil oficial no Instagram cita 10h às 18h). Funciona no Palacete do Comendador Bernardo Martins Catharino (1912), casarão eclético no bairro da Graça tombado pelo IPAC desde 1986, que já abrigou a Secretaria Estadual de Educação, o Museu Rodin Bahia e também foi conhecido como Palacete das Artes. O imóvel foi readequado com investimento de cerca de R$ 2 milhões para receber obras e projetos de arte contemporânea, com laboratórios educativos (áudio e vídeo, arte digital e cultura maker), vídeo mapping, escultura skatável interativa e o Cine-Paredão, com exibições noturnas de videoarte. Não confundir com o MAM-BA (Solar do Unhão) nem com o Museu de Arte da Bahia (MAB). O museu está em funcionamento presencial regular e ativo em 2026, com mostras gratuitas em cartaz como 'Respeita – Mulheres do acervo MAC_BAHIA', 'Muro – Galeria de Arte Urbana', 'MetaReciclarte na Poética do Futuro – Coletivo JACA' e a retrospectiva 'Olho Nu' de Vik Muniz, além de participação na Virada Cultural de Salvador em janeiro de 2026.
Desde 2023
Museu público estadual de arte moderna e contemporânea, vinculado ao Governo do Estado de Goiás (atualmente à Secretaria de Estado da Retomada, via Gabinete Gestor do Centro Cultural Oscar Niemeyer). Foi criado em 1987, no governo Henrique Santillo, e inaugurado em 8 de dezembro de 1988 com o nome institucional de Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Goiás, tornando-se conhecido como MAC Goiás. Sua vocação é preservar, pesquisar e expor as obras dos acervos dos órgãos estaduais e estimular a produção artística por meio de mostras individuais e coletivas de artistas locais, nacionais e internacionais. O acervo inicial (cerca de 300 peças) ficou guardado no Centro Cultural Marietta Telles Machado, na Praça Cívica, e o museu funcionou a partir de 1989 no mezanino do Edifício Parthenon Center, no Centro de Goiânia, onde recebeu salões de arte e iniciou a catalogação do acervo. Em 2006 a sede foi transferida para o Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), único projeto assinado por Oscar Niemeyer na capital goiana, sobre a esplanada JK na GO-020 km 0, com ocupação plena das galerias a partir de 2011 e transferência definitiva do acervo em junho de 2014, quando ganhou nova reserva técnica. O museu ocupa cerca de 2.483,87 m², com salão principal de exposições, mezanino e duas galerias no subsolo, que homenageiam os artistas D.J. Oliveira e Cleber Gouvêa. O acervo soma cerca de 1.225 bens museológicos (o portal do governo cita aproximadamente 1.500), entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, fotografias, instalações e videoarte, formado a partir da I Bienal de Artes de Goiás, de salões e prêmios realizados em Goiás (como o Prêmio Flamboyant), de doações de instituições extintas (Caixa Econômica do Estado de Goiás e Banco do Estado de Goiás) e de artistas, como os 45 trabalhos de Fayga Ostrower doados em 2022. Depois de cerca de dois anos fechado na pandemia, reabriu em 31 de março de 2022, com entrada gratuita. Observação - embora o prompt sugerisse sede no Palácio das Esmeraldas, nenhuma fonte oficial confirma isso - o Cadastro Nacional de Museus e a Secretaria de Cultura/Retomada situam o MAC no CCON desde 2006, e o Palácio das Esmeraldas é sede do governo estadual (Praça Cívica).
Desde 1987
O Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (MARCO) foi criado pelo Decreto estadual nº 6266, de 17 de dezembro de 1991, como unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), órgão do governo do estado. A primeira sede funcionou na Avenida Calógeras, nº 2499, em edifício adaptado, até 1999, quando o museu foi instalado provisoriamente na Rua Barão do Rio Branco, nº 1980. A sede definitiva, no Parque das Nações Indígenas, foi projetada pelo arquiteto Emmanuel de Oliveira, começou a ser construída em 1993 e foi concluída em julho de 2002, com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, num conjunto de 4 mil m² de área construída. O museu dispõe de cinco salas de exposição (uma de longa duração com obras do acervo e quatro para mostras temporárias), setor educativo com três salas para atividades com escolas e cursos de iniciação à arte, ateliê de gravura, auditório para 105 pessoas e biblioteca especializada em artes plásticas. Nos primeiros 30 anos realizou mais de 450 exposições, com cerca de 400 artistas e 150 mil visitantes, e sedia o Salão de Artes de Mato Grosso do Sul, além de programas educativos e projetos como o CineMARCO. Sua missão é colecionar, estudar, incentivar e difundir a arte de Mato Grosso do Sul e brasileira, democratizando o acesso à arte. Em janeiro de 2024 o Governo de MS anunciou a revitalização completa do prédio (investimento previsto de R$ 7 milhões e cerca de dois anos de obras, projeto executado pela Agesul), com criação de sala imersiva e cafeteria, sem alteração de fachada. O MARCO encontra-se atualmente fechado para visitação devido à reforma. Horário habitual quando aberto: terça a domingo, 8h às 18h (terça a sexta) e 14h às 18h (sábados, domingos e feriados). O domínio www.marco.ms.gov.br hoje redireciona para o site da FCMS, e a página institucional própria do museu (marcovirtual.wordpress.com) mantém o conteúdo histórico.
Desde 1991
O Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE) foi inaugurado em 23 de dezembro de 1966, criado por iniciativa de Assis Chateaubriand no âmbito da Campanha Nacional de Museus Regionais, com núcleo original do acervo doado pelo próprio Chateaubriand ao governo estadual. Vinculado à Fundarpe (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco), é considerado um dos museus mais importantes de arte moderna e contemporânea do Nordeste, com acervo que vai do academicismo francês à produção contemporânea e forte ênfase na arte brasileira e, em especial, na arte pernambucana. A sede fica no Sítio Histórico de Olinda, na Rua Treze de Maio 149, no bairro do Varadouro, em edifício histórico que abrigou o Aljube da Diocese de Olinda no século XVIII (prisão eclesiástica com projeto de 1722, adaptado em 1874) e a Cadeia Pública no século XIX, com fachada colonial preservada e pedras de cantaria extraídas dos arrecifes do litoral pernambucano. O museu esteve fechado à visitação presencial de abril de 2017 — quando a direção suspendeu as exposições após uma tentativa de roubo do quadro 'Enterro', de Cândido Portinari, somada a problemas estruturais do prédio — até 30 de junho de 2026, quando reabriu ao público após restauro de cerca de R$ 4 milhões financiado integralmente pelo Governo do Estado, em sintonia com as celebrações dos 60 anos do museu (completados em dezembro de 2026). A visitação está retomada de terça a domingo (9h às 17h de terça a sexta e 14h às 17h de sábado e domingo, entrada gratuita), com as exposições de longa duração 'MAC 60 anos' no prédio principal e a mostra temporária 'Olinda é de Encantar' no anexo.
Desde 1966
O Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC.CE) foi inaugurado em abril de 1999 junto com o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no bairro da Praia de Iracema, em Fortaleza, abrindo ao público com a exposição 'Dragões e Leões'. O complexo, erguido na antiga área portuária com projeto de Fausto Nilo e Delberg Ponce de Leon, foi idealizado por Paulo Linhares à frente da Secretaria da Cultura do Estado e entregue em 28 de abril de 1999. O museu é equipamento público estadual, operado pelo Instituto Dragão do Mar, primeira organização social da área de cultura do Brasil (qualificada em 1998), em parceria com a Secult-CE. Sua sede tem cerca de 700 m² com 13 salas climatizadas (a Wikipédia registra 14 salas), iluminação assinada pelo designer Peter Gasper e reserva técnica de 350 m², uma das maiores estruturas de conservação e restauro entre museus brasileiros, respondendo também pela guarda da Pinacoteca do Estado do Ceará. O acervo reúne mais de mil obras de cerca de 269 artistas locais, nacionais e internacionais, formado sobretudo por doações de artistas com vínculo com a instituição (exposições, programas públicos e oficinas), e inclui peças da Pinacoteca estadual e obras do pintor Antônio Bandeira. Entre 2019 e 2022 o acervo passou por reorganização, período em que esteve fechado à visita, com o arquivo documental mantido consultável. A entrada é gratuita, com visitação de quarta a sábado das 9h às 19h e domingos e feriados das 10h às 20h (horário do cadastro no portal museus.gov.br). O museu segue ativo, com programação contínua de exposições temporárias, ação educativa, Sala Experimental e o projeto Painel Giratório, tendo em cartaz mostras registradas em 2025 e 2026. A hipótese de que o acervo se forme por premiações do Salão de Arte Contemporânea do Ceará não pôde ser confirmada nas fontes abertas consultadas, que apontam a doação de artistas como principal via de aquisição.
Desde 1999
O Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR) foi criado em 1970 pelo decreto nº 18.447, pelo então governador Paulo Pimentel, concretizando antiga reivindicação de artistas e intelectuais sob a orientação de Fernando Pernetta Velloso, que foi seu primeiro diretor. Funcionou por um ano no Departamento de Cultura (Alameda Augusto Stellfeld), instalou-se provisoriamente em 1971 num casarão da Rua 24 de Maio e, em 1974, transferiu-se para a sede atual na Rua Desembargador Westphalen, esquina com a Rua Emiliano Pernetta, um casarão de estilo eclético construído em 1928 e tombado como monumento histórico da cidade de Curitiba. Sua finalidade é recolher, abrigar e preservar obras dos mais representativos artistas brasileiros, em especial os paranaenses, além de estimular e divulgar a criação contemporânea e promover intercâmbio cultural com entidades do país e do exterior. Desde 2019 a sede histórica passa por reforma e restauro sob diretrizes da Coordenação do Patrimônio Cultural, e o museu funciona temporariamente nas salas 8 e 9 do Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico), com o Setor de Pesquisa e Documentação no subsolo do MON e a Sede Adalice Araújo (Rua Ébano Pereira, 240, Centro) em funcionamento administrativo em dias úteis. O MAC-PR também mantém programa de museus satélites, ações educativas e parcerias com universidades em pesquisa e museologia. O museu responde desde 1970 pela realização do Salão Paranaense, criado em 1944, o mais antigo salão de artes do Brasil em atividade ininterrupta e principal meio de formação de seu acervo por meio de prêmios-aquisição. Conta ainda com biblioteca especializada em artes visuais e hemeroteca, integrantes do Setor de Pesquisa e Documentação, referência em pesquisa de arte moderna e contemporânea no sul do Brasil. Na sede temporária do MON, a visitação ocorre de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita às quartas-feiras, e na Sede Adalice Araújo de segunda a sexta, das 8h30 às 18h, com acesso gratuito.
Desde 1970
O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC RS) é uma instituição pública estadual vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), criado pelo decreto 34.205 de 4 de março de 1992 e inaugurado em 18 de março de 1992. Fundado por Gaudêncio Fidelis, seu primeiro diretor, tem por missão pesquisar, promover e preservar a arte contemporânea brasileira e estrangeira, exibindo seu acervo também fora dos limites físicos do museu. Durante 33 anos o museu funcionou na Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico), onde mantém a administração no 3º andar e as galerias Sotero Cosme e Xico Stockinger no 6º andar, espaços que seguem abertos e se afirmam como palco para artistas emergentes gaúchos, novos curadores e projetos inovadores, além das pesquisas e exposições do acervo, permanentemente preservado nessa sede. Em agosto de 2025 o MAC RS inaugurou sua nova sede, o MAC RS no 4º Distrito, instalada em um antigo depósito da Secretaria da Segurança Pública na Rua Comendador Azevedo, 256, bairro Floresta, cedido pelo Governo do Estado em 2019 e transformado por obras iniciadas em 2024 com investimento de mais de R$ 5 milhões. O projeto arquitetônico é de Tarso Carneiro (AT Arquitetura) e inclui galeria de exposições, espaço educativo, administração, loja, café e pátio de 1.756 m² com jardim de esculturas e dois bondes históricos da Carris de 1927 restaurados para atividades educativas. A exposição de abertura foi Três Casas, de Nuno Ramos, com curadoria de André Severo, dialogando com as enchentes de 2024. A entrada é gratuita. Sede CCMQ, terça a domingo das 10h às 19h. Sede 4º Distrito, terça a sexta das 12h às 18h e sábados, domingos e feriados das 10h às 18h.
Desde 1992
Fundado em 23 de julho de 1918 como Museu do Estado da Bahia (Lei nº 1.255, governo de Antônio Muniz Sodré de Aragão), é o museu mais antigo da Bahia e um dos dez primeiros do Brasil. Nasceu a partir da coleção do médico Jonathas Abbott, com quase 400 peças majoritariamente de pintura, adquiridas pelo governo provincial em 1871, e teve perfil enciclopédico nas primeiras décadas, passando por sedes como o prédio do Campo Grande (1931-1946) e o Palacete Góes Calmon (1946-1982) sob nomes como Museu da Bahia e Pinacoteca do Estado. Reabriu como Museu de Arte da Bahia por volta de 1970 e, desde 5 de novembro de 1982, ocupa o Palácio da Vitória, edifício neocolonial erguido entre 1924 e 1927 no Corredor da Vitória, que incorpora elementos de solares demolidos, como a portada de 1674 do Solar João de Aguiar Matos. Hoje é um museu público estadual gerido pelo IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia), vinculado à SecultBA, com entrada gratuita e visitação de terça a domingo, das 10h às 18h. O acervo reúne cerca de 5 mil obras entre pinturas da escola baiana (José Joaquim da Rocha, José Teófilo de Jesus, Franco Velasco, Manuel Lopes Rodrigues), telas estrangeiras dos séculos XVI em diante (incluída atribuição a Goya), imaginária colonial, porcelanas orientais e europeias (Qing, Sèvres, Wedgwood), prataria, mobiliário barroco e neoclássico, numismática e têxteis, mais biblioteca especializada com cerca de 12 mil volumes. Outras fontes citam 13.686 peças no total, incluindo cerca de 6.200 itens documentais. É parceiro do Google Arts & Culture, com 202 itens digitalizados, incluindo obras de Carybé e Óseas Santos. Observação sobre a sede: as fontes oficiais (IPAC) e a imprensa denominam o prédio como Palácio ou Palacete da Vitória, na Av. Sete de Setembro, 2340. A designação Palacete das Víduas e Condes não foi confirmada em nenhuma das fontes consultadas.
Desde 1918
O Museu de Arte de Brasília (MAB) foi criado em 1985 pelo Governo do Distrito Federal, por iniciativa da Secretaria de Educação e Cultura, e inaugurado em março daquele ano com cerca de 200 obras. O núcleo inicial veio de doações e de prêmios aquisitivos de salões locais e nacionais já dispersos pela Secretaria. A partir de 1990 o museu passou a abrigar os Salões Nacionais de Artes Plásticas e o Prêmio Brasília de Artes Plásticas, prêmio de aquisição cujas obras premiadas (Paulo Pasta, Chico Cunha, Barrão, Nelson Felix, Eduardo Haesbaert, entre outros) passaram a integrar o acervo. A sede é um edifício de 1960 projetado por arquitetos da Novacap no Setor de Hotéis e Turismo Norte (SHTN), às margens do Lago Paranoá entre a Concha Acústica e o Palácio da Alvorada - o antigo anexo do Brasília Palace Hotel, que já abrigou o Clube das Forças Armadas e o Casarão do Samba, com 4.800 m2 de área construída. Fechado em 2007 por recomendação do Ministério Público, ficou 14 anos interditado, com o acervo guardado no Museu Nacional da República. A reforma, paralisada em 2015 e retomada em 2017 com R$ 7,6 milhões (financiamento do Banco do Brasil e da Terracap), foi concluída em 21 de abril de 2021, e o museu reabriu ao público em 29 de maio do mesmo ano, com exposições de Tarsila do Amaral e Orlando Brito. Administrado hoje pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec), o MAB guarda mais de 1.500 obras de artes visuais e design brasileiros, dos períodos moderno (c. 1917-1950), contemporâneo (1960-1980) e atual (1980 em diante), cobrindo pintura, gravura, desenho, fotografia, escultura, objetos e instalações, com núcleo dedicado aos artistas de Brasília (Athos Bulcão, Rubem Valentim, Naura Timm, Sônia Paiva, Hugo Mund Jr., Jô Oliveira). Funciona de quarta a segunda, das 10h às 19h, fechado às terças.
Desde 1985
Criado pelo decreto estadual nº 433, de 18 de março de 1949, como Museu de Arte Moderna de Florianópolis (MAMF), é apontado como o primeiro museu de arte brasileiro criado por lei e o órgão oficial das artes visuais de Santa Catarina. Sua origem está na Exposição de Arte Contemporânea levada a Florianópolis em 1948 pelo escritor Marques Rebelo junto ao Grupo Sul, montada no pátio do Grupo Escolar Dias Velho, e na articulação de Rebelo, Flávio de Aquino e Jorge Lacerda. O núcleo inicial teve 17 obras, e o museu reinaugurou sede própria na Casa de Santa Catarina em 15/04/1952, passando depois pela antiga Alfândega e por uma casa na Avenida Rio Branco. Em 4 de junho de 1970 o decreto nº 9.150, do governador Ivo Silveira, transformou o MAMF em instituição estadual com o atual nome de Museu de Arte de Santa Catarina. Desde 1983 está instalado no Centro Integrado de Cultura Prof. Henrique da Silva Fontes (CIC), em espaço de cerca de 2.000 m² com cerca de 1.400 m² de salas expositivas, incluindo a Sala Especial Harry Laus (340 m², climatizada). Passaram pela direção Sálvio de Oliveira (primeiro diretor, indicado em 1950), Martinho de Haro, João Evangelista de Andrade Filho, Carlos Humberto Corrêa, Harry Laus (duas gestões), Hugo Mund Jr. e Rubens Oestroem (diretor em 1999), com curadoria de Josué Mattos a partir de 2017. Administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), mantém entrada gratuita de terça a domingo, das 10h às 21h, acervo disponível para pesquisa online e núcleos de arte-educação, conservação, pesquisa e documentação. Abrigou o Salão Nacional Victor Meirelles, criado em 1993, cujas obras premiadas por aquisição ingressavam no acervo. Ficou fechado de dezembro de 2022, quando chuvas danificaram o telhado do CIC, até a reabertura em 25 de novembro de 2024 com a exposição Sou Catarina. Fontes divergem sobre o tamanho do acervo: a FCC citava mais de 1.200 peças em 2002, a Enciclopédia Itaú Cultural estima cerca de 1.600 obras em 2021, e veículos como a ALESC e o História das Artes mencionam mais de 1.700.
Desde 1949
O Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES) é um espaço museológico do Governo do Estado do Espírito Santo, integrante da estrutura da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES) e tombado como Patrimônio Cultural do Estado. Voltado à produção em artes visuais, atua sobretudo no campo da arte contemporânea, com programa de exposições selecionadas via editais do Funcultura (Fundo de Cultura do Espírito Santo), parcerias com instituições nacionais e programas de arte-educação e pesquisa. Em funcionamento desde 18 de dezembro de 1998, nasceu de iniciativa do antigo Departamento Estadual de Cultura (DEC) e da reivindicação de artistas e intelectuais capixabas, com assessoria curatorial do crítico Paulo Herkenhoff. Sua exposição de estreia foi uma individual de Dionísio Del Santo, com obras de sua coleção particular doadas pelo artista e que permanecem como o maior conjunto público do autor. A sede é um edifício eclético projetado pelo arquiteto tcheco Joseph Pitilick e construído entre 1924 e 1925, na gestão de Florentino Avidos, como primeiro prédio público do programa de modernização de Vitória. Abrigou o Serviço de Melhoramentos de Vitória, a Imprensa Oficial e o Diário Oficial e secretarias estaduais antes de ser cedido ao DEC em 1987. O imóvel foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1983 (Resolução nº 2/1983, Livro do Tombo Histórico inscrição nº 28). Reformado a partir de 1990 (projeto das arquitetas Maria Cristina Coelho Duarte e Clemir Meneghel) e novamente entre 2016 e 2020, quando ganhou acessibilidade, reserva técnica em padrões internacionais e janelas abertas para a cidade, reabriu em novembro de 2020. O museu dispõe de cinco salas e hall em dois pisos, auditório para 40 pessoas e biblioteca especializada em arte com cerca de 4 mil títulos, mantendo sala de exposição permanente do acervo com recortes curatoriais. Entrada gratuita, de terça a sexta das 10h às 18h e sábados, domingos e feriados das 10h às 16h. O site oficial da Secult registra o endereço como Avenida Jerônimo Monteiro, 631, Centro, enquanto o Cadastro Nacional de Museus (Ibram) e o OpenStreetMap registram o nº 557 no mesmo trecho da avenida, do qual partem as coordenadas adotadas.
Desde 1998
Criado em 18 de março de 1981, o Museu do Estado do Pará (MEP) - denominação oficial da instituição também chamada Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) e conhecida como MAEP - só iniciou atividades em 1986, no quarto pavimento do Centro Cultural Tancredo Neves (Centur). Passou pelo Palacete Bolonha e, desde 1994, ocupa o Palácio Lauro Sodré, na Cidade Velha. Integra o Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM), vinculado à Secretaria de Estado de Cultura (Secult) do Pará, ao qual foi incorporado em 1998 com papel central na guarda dos acervos dos demais museus do sistema. Entrada gratuita. A sede é o antigo Palácio dos Governadores, projetado pelo arquiteto régio Antônio José Landi e concluído em 1772 em estilo neoclássico, com reformas na gestão de Augusto Montenegro (1904-1908) que somaram traços fin-de-siècle, art nouveau e rococó tardio em estilo eclético. Na capela do palácio saiu a primeira procissão do Círio de Nazaré (1793) e ali foi morto, em 1835, o presidente de província Bernardo Lobo de Souza, durante a Cabanagem. O museu mantém exposição de longa duração nos salões nobres do andar superior e do térreo, além das galerias temporárias Manoel Pastana e Antonio Parreiras, e segue ativo na programação cultural de Belém (em 2025-2026 sediou a mostra imersiva 'Você Já Escutou a Terra?', do Museu da Pessoa).
Desde 1981
O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS) é o principal museu de arte do estado e um dos mais importantes do país. Instituição pública vinculada à Secretaria de Estado da Cultura do RS (Sedac), foi criado em 1954 sem acervo ou sede própria, em um gesto que espelhou a fundação do MASP e dos MAMs de São Paulo e do Rio de Janeiro. Sob a direção do pintor Ado Malagoli, realizou em 1955 sua primeira exposição de arte brasileira contemporânea e consolidou a recepção das vertentes modernas entre os gaúchos. Já ocupou o segundo andar do Theatro São Pedro e uma sobreloja do Edifício Paraguay, antes de instalar-se, desde 1978, na sede atual na Praça da Alfândega. A sede é um prédio histórico projetado pelo arquiteto alemão Theodor Wiederspahn, com esculturas de Alfred Adloff, construído entre 1913 e 1914 para abrigar a Delegacia Fiscal da Fazenda. O imóvel é tombado pelo IPHAN (1981) e pelo IPHAE (1985). Em 1997 o museu recebeu o nome de seu fundador. Além do acervo artístico, mantém um acervo documental digitalizado sobre a história institucional e o sistema das artes visuais gaúcho, e conta com o apoio da Associação dos Amigos do MARGS (AAMARGS, 1982). Em maio de 2024 a enchente do Lago Guaíba submersou o térreo da sede, que reabriu em dezembro de 2024 após investimento de R$ 5,6 milhões. O museu tem entrada gratuita e visitação de terça a domingo, das 10h às 19h, e promove exposições, programa público e itinerâncias. Ao longo de sua história abrigou eventos como o Salão Caminhos do Desenho Brasileiro (década de 1980) e seções especiais da Bienal do Mercosul.
Desde 1954
O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) funciona desde 1963 no Solar do Unhão, conjunto arquitetônico iniciado no século XVII às margens da Baía de Todos os Santos, tombado pelo IPHAN em 1943 e restaurado com projeto de Lina Bo Bardi, que concebeu o museu e foi sua primeira diretora (1959-1963). Legalmente criado em 1959, o museu estreou em janeiro de 1960 no foyer do Teatro Castro Alves e, com a demissão de Lina após o golpe de 1964, unificou-se ao Museu de Arte Popular projetado pela arquiteta, consolidando-se como instituição estadual. É um dos doze museus estaduais vinculados à Diretoria de Museus (DIMUS) do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Considerado o principal espaço de arte contemporânea do estado e um dos mais importantes do país, o MAM-BA mantém cinco salas expositivas (entre elas a Sala Rubem Valentim), o Parque das Esculturas e o Pavilhão Rubem Valentim (criados em 1998, projetados por Rosa Grena Kliass), as Oficinas do MAM (desde 1980, com cursos de cerâmica, desenho, escultura, gravura e pintura), o cinema Saladearte (Cine MAM) e programa educativo permanente, recebendo cerca de 200 mil visitantes por ano no período anterior à pandemia de Covid-19. O conjunto passou por ampla restauração recente, que criou pela primeira vez uma reserva técnica em padrões profissionais para o acervo. O acervo, hoje com cerca de 1.300 obras de arte moderna e contemporânea (dado oficial de 2021), incluindo a Coleção de Arte Popular Lina Bo Bardi, foi formado a partir de um núcleo inicial de 87 obras e ampliado por doações e pelos prêmios-aquisição do Salão da Bahia, salão criado em 1993 e que se tornou peça-chave do circuito de artes visuais do estado (documentado pela Enciclopédia Itaú Cultural até a 15ª edição, em 2008-2009).
Desde 1959
O Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS) é uma das principais instituições brasileiras dedicadas ao estudo, conservação e exposição de arte sacra, fruto de um convênio entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo celebrado em 28 de outubro de 1969, com instalação em 29 de junho de 1970. O acervo teve origem no antigo Museu da Cúria, formado a partir de 1907 pelo primeiro arcebispo de São Paulo, dom Duarte Leopoldo e Silva, reunindo imagens, pinturas, mobiliário e objetos litúrgicos de igrejas e capelas demolidas, das Missões Jesuíticas e de conjuntos barrocos de Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. O museu ocupa a ala esquerda térrea do Mosteiro da Luz (Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz) e a antiga Casa do Capelão, onde desde 1999 está exposto o acervo de presépios. O mosteiro, cuja construção partiu das visões da irmã Helena Maria do Espírito Santo e foi projetado e erguido por Frei Antônio de Sant'Ana Galvão a partir de 1774, é a única edificação colonial do século XVIII em São Paulo que preserva elementos, materiais e estrutura originais, inserida na última chácara conventual urbana do país. Tombado pelo SPHAN em 1943 e depois pelo Condephaat, guarda o túmulo de Frei Galvão, primeiro santo brasileiro, enquanto as monjas concepcionistas mantêm a clausura na parte reservada do conjunto. Desde 2010 o museu é gerido pela Associação Museu de Arte Sacra de São Paulo (SAMAS), Organização Social de Cultura que atua sob contrato de gestão com a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Aberto de terça a domingo (9h às 17h, entrada até 16h30), promove exposições temporárias e virtuais, programação educativa, visitas orientadas à Cripta da Catedral da Sé, Café Teológico, cine-debates e música, além de manter biblioteca especializada, publicações (como a Revista Piratininga) e Centro de Preservação e Restauro (CPR).
Desde 1970
O Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) foi criado em 1929 pelo Ato 240 (lei nº 1.918), norma apontada como pioneira na criação de um museu estadual no Brasil e no Nordeste. Inaugurado em 7 de setembro de 1930 no Palácio da Justiça do Recife, foi extinto em 1933, com o acervo sob guarda da Biblioteca Pública do Estado, e recriado por decreto de 10 de maio de 1940, quando ganhou sede própria na Avenida Rui Barbosa, bairro das Graças. É administrado pela Fundarpe (Fundação de Arte e Cultura de Pernambuco), vinculada ao governo do estado. A sede é um palacete oitocentista que foi casa de veraneio do Barão de Beberibe e depois propriedade do exportador de açúcar Julius von Söhsten, responsável pela adição do segundo pavimento. O conjunto soma cerca de 9.043 m², com duas galerias para exposições temporárias, jardins, biblioteca e auditório de 70 lugares. Atenção: o nome 'Palacete de Frederika von Söhsten' corresponde a imóvel diverso, na Rua Benfica, bairro da Madalena, hoje usado como casa de recepções. De vocação histórica e artística, o museu guarda núcleos de arte sacra, porcelanas chinesas e europeias, mobiliário dos séculos XVIII e XIX, documentação dos períodos holandês e imperial e coleções etnográficas, como a de Carlos Estevão de Oliveira (cerâmicas marajoaras e plumária) e os ex-votos da Coleção Lívio Xavier. A pintura brasileira dos séculos XIX e XX é um dos destaques, com obras de Frans Post, Telles Júnior, Maximiano Mafra, Modesto Brocos, Cícero Dias, Vicente do Rego Monteiro e Francisco Brennand, além da Biblioteca do Espaço Cícero Dias, com cerca de 4 mil volumes. Segundo o Cadastro Nacional de Museus (IBRAM), o museu mantém 16.009 bens museológicos e está em funcionamento, com visitação de terça a sexta das 9h às 17h e sábados e domingos das 14h às 17h, com entrada gratuita. Snapshot do site oficial de janeiro de 2025 mostra programação ativa, com exposições temporárias de artistas pernambucanos.
Desde 1929
Museu de escultura a céu aberto instalado em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, em uma área de mata atlântica de 35 mil m² que divide com o Auditório Cláudio Santoro, sede do Festival Internacional de Inverno. Instituição da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, foi criado em 1978 pelo Governo do Estado com a doação de todo o conjunto de obras pela própria artista, inaugurado oficialmente em 1979 e oficializado em 2001 pelo Decreto Estadual nº 46.466. Desde 2010 é administrado pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari), organização social de cultura, em parceria com o Governo do Estado. O jardim reúne 88 esculturas de Felícia Leirner (44 em bronze, 41 em cimento branco, 2 em granito e 1 em gesso), dispostas segundo critério da própria artista e agrupadas pelas cinco fases de sua trajetória: figurativa (1950-1958), a caminho da abstração (1958-1961), abstrata (1963-1965), orgânica (1966-1970) e recortes na paisagem (1980-1982). Em 1987 o museu foi considerado um dos mais importantes do gênero no mundo pela revista Sculpture, do International Sculpture Center, de Washington D.C. (EUA). Felícia Leirner (Varsóvia, 1904 - São Paulo, 1996) migrou para o Brasil em 1927, iniciou estudos de escultura com Victor Brecheret e, após a morte do marido Isai Leirner em 1962, mudou-se de São Paulo para Campos do Jordão, onde concluiu em 1982 a produção destinada ao museu. O equipamento atua em três frentes - artes visuais, música e ambiente - e recebe visitação de terça a domingo, das 9h às 18h, com atendimento educativo para públicos espontâneo e agendado.
Desde 1978
O Museu Nacional da República Honestino Guimarães ocupa o icônico edifício em forma de cúpula (semiesfera branca) projetado por Oscar Niemeyer no Conjunto Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Previsto por Lúcio Costa desde os anos 1950 como parte do conjunto cultural da capital, o museu teve a construção iniciada em 1999 e foi inaugurado em 15 de dezembro de 2006, aniversário de 99 anos de Niemeyer, junto com a Biblioteca Nacional de Brasília. A estrutura, com projeto estrutural de José Carlos Sussekind, tem 13.653 m² construídos: uma semiesfera de 25 m de raio sobre base de 35,55 m, rampa monumental de acesso de 52 m e quatro pavimentos (galeria térrea, vão livre expositivo de 3.203 m², mezanino suspenso por tirantes e subsolo com auditórios de 85 e 700 lugares). É um equipamento público criado e administrado pelo Governo do Distrito Federal, sob a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, com entrada franca. Uma lei distrital de 2014 autorizou a cessão do museu ao Ibram por dez anos, mas a transferência nunca se concretizou e a gestão seguiu com o governo local, que responde pelo museu até hoje. A direção é de Fran Favero desde 2024. Concebido por Niemeyer como "um espaço contemporâneo, um museu de ideias, do experimental", o museu construiu sua trajetória principalmente por meio de grandes exposições temporárias, mas formou acervo próprio de cerca de 1.500 obras, do modernismo à produção contemporânea, incluindo obras transferidas da União, doações de artistas (mostra "Doações 2019") e aquisições, guardadas em reserva técnica própria. Atualmente aberto de terça a domingo, das 9h às 18h30, com entrada gratuita. Em 2026, ao completar 20 anos, lançou o projeto ConectaMuN, com plataforma digital que reúne o acervo em ambiente virtual, catálogo impresso e digital, jogo educativo em formato RPG e projeção mapeada na cúpula externa, além dos programas educativos EducAtiva e Museu Educativo.
Desde 2006
O Museu Oscar Niemeyer (MON), conhecido como 'Museu do Olho', é um museu de arte de Curitiba, capital do Paraná, inaugurado em 22 de novembro de 2002 sob o nome de Novo Museu. Com a conclusão do anexo projetado por Oscar Niemeyer — torre de 30 metros e quatro pavimentos cuja forma remete a um olho — foi reinaugurado em 8 de julho de 2003 com a denominação atual. Na inauguração, Niemeyer declarou: 'é uma arquitetura que foge a tudo que viram antes. Toda feita de audácia, de técnica e de fantasia'. O museu é patrimônio estatal, vinculado ao Governo do Estado do Paraná por meio da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura, e conta com o apoio da Associação de Amigos do MON (Abraosc). O complexo ocupa dois prédios num terreno de mais de 35 mil m² de área construída, dos quais cerca de 17 mil m² são dedicados a exposições — o que o torna, segundo o site oficial, o maior museu de arte da América Latina. O prédio principal foi projetado por Niemeyer em 1967 como Instituto de Educação (Edifício Presidente Humberto Castelo Branco, inaugurado em 1978) e adaptado à função de museu; ele abriga o segundo maior vão livre do Brasil, com 65 metros. A missão institucional é colecionar e expor artes visuais, arquitetura e design, promovendo encontros entre público e arte. O MON mantém mais de 15 espaços expositivos e realiza cerca de 20 mostras por ano, com programação que já inclui nomes como Ai Weiwei, OSGEMEOS, Tony Cragg, Joana Vasconcelos, Frida Kahlo, Picasso, Goya e Escher. A visitação superou 700 mil pessoas em 2024.
Desde 2002
A Pinacoteca de São Paulo (antiga Pinacoteca do Estado) é o museu de arte mais antigo da cidade de São Paulo, fundado pelo Governo do Estado em 1905. Sua coleção nasceu da transferência de 26 quadros do Museu Paulista (obras de Almeida Júnior, Antônio Parreiras, Oscar Pereira da Silva, Benedito Calixto, Eliseu Visconti e Pedro Weingärtner, entre outros) e foi instalada em um salão cedido pelo Liceu de Artes e Ofícios no Jardim da Luz. Regulamentada como museu público estadual em 1911, é hoje vinculada à Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e, desde 2006, administrada pela Associação Pinacoteca Arte e Cultura (APAC) por contrato de gestão. Sua sede principal, a Pina Luz, ocupa o edifício projetado por Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi a partir de 1897 no conjunto do Jardim da Luz — obra eclética de inspiração neorrenascentista, nunca totalmente concluída (a cúpula projetada jamais foi construída) e tombada pelo CONDEPHAAT em 1982. Entre 1993 e 1998 o prédio passou pela célebre reforma projetada por Paulo Mendes da Rocha (com Weliton Ricoy Torres e Eduardo Argenton Colonelli), reconhecida com o Prêmio Mies van der Rohe de América Latina em 2000. O museu expandiu-se pelo bairro da Luz: em 2004 inaugurou a Estação Pinacoteca (Pina Estação), no antigo prédio do DOPS projetado por Ramos de Azevedo como armazém da Companhia Sorocabana, e em março de 2023 abriu a Pina Contemporânea, na Avenida Tiradentes, formando um conjunto de três edifícios visitáveis no centro de São Paulo. Com cerca de 11 mil obras, o acervo cobre a arte brasileira do século XIX à contemporaneidade, reunindo a maior coleção de Almeida Júnior, modernistas como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Portinari, Di Cavalcanti, Lasar Segall e Brecheret, concretistas e neoconcretistas como Waldemar Cordeiro e Lygia Clark, além de esculturas internacionais (bronzes de Rodin, Maillol, Bourdelle, Niki de Saint Phalle) e coleções em comodato (Brasiliana/Roger Wright e Nemirovsky). O museu realiza cerca de 15 exposições por ano e recebe aproximadamente 800 mil visitantes anuais.
Desde 1905
A Pinacoteca do Ceará é um museu público estadual integrante da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE), gerido em parceria com o Instituto Mirante de Cultura e Arte (organização social criada em 2021). Inaugurada em dezembro de 2022, tem como missão salvaguardar, preservar, pesquisar e difundir a coleção de arte do Governo do Estado, atuando também em formação com artistas, escolas, famílias, movimentos sociais e profissionais da cultura, como espaço de experimentação, pesquisa e reflexão que promove o diálogo entre arte e educação. A entrada é gratuita e o museu registrou mais de 217 mil visitantes entre a abertura e maio de 2025. A direção-geral é de Rian Fontenele. O museu funciona no Complexo Estação das Artes, na Praça da Estação (Rua 24 de Maio), Centro de Fortaleza, em área construída de 9.275,03 m² que inclui galerias com 2.159,5 m², reserva técnica climatizada (869,04 m²), ateliês, laboratório de conservação e restauro, auditório, loja e café, abrangendo ainda o Museu Ferroviário (663,55 m²). Funciona de quarta a sexta das 10h às 18h, sábado das 12h às 20h e domingo das 10h às 17h. O acervo, formado a partir da reunião de diversas coleções públicas do Estado e ainda em fase de inventário, foi tratado na mostra 'Existências paralelas - acervo em (des)construção' (mai-nov 2025, curadoria de Lisette Lagnado, José Eduardo Ferreira Santos e Yuri Firmeza), que reuniu 484 obras de 63 artistas cearenses, de nomes históricos como Antônio Bandeira, Aldemir Martins, Chico da Silva, Raimundo Cela e Sérvulo Esmeraldo a artistas populares e contemporâneos. A programação já trouxe exposições como 'Chico da Silva e o ateliê do Pirambu' (2023), 'Delírio tropical' (2024-2025), 'Leonilson e Das Amizades', 'Claudia Andujar. Minha vida em dois mundos' e a parceria 'MAM São Paulo na Pinacoteca do Ceará' (2025), além de editais próprios de exposições, criação e formação.
Desde 2022