16 instituições no índice.
O Instituto Ricardo Brennand é um complexo museológico privado fundado pelo empresário e colecionador pernambucano Ricardo Coimbra de Almeida Brennand (nascido em 1927, em Cabo de Santo Agostinho), criado em 2001 e inaugurado em 12 de setembro de 2002 com a exposição 'Albert Eckhout volta ao Brasil'. Colecionador desde os anos 1940 (começou pela armaria), Brennand reuniu um acervo de mais de 60.000 itens em um parque de cerca de 30.000 m² de contemplação e arte no bairro da Várzea, zona oeste do Recife, próximo aos campi da UFPE e do IFPE. A sede reproduz a arquitetura gótica Tudor (1485-1603), com cerca de 77.000 m² construídos, ponte levadiça, brasões e vitrais, e reúne o Museu Castelo São João, a Pinacoteca, a Galeria (aberta em 2011) e a Capela Nossa Senhora das Graças (2014), além de lagos artificiais e esculturas de grande escala no parque. Embora conhecido por abrigar um dos maiores acervos de armas brancas do mundo (mais de 3.000 peças, com 27 armaduras medievais completas) e itens do Brasil Holandês, o instituto é antes de tudo um museu de arte: sua Pinacoteca guarda a maior coleção mundial de Frans Post (15 óleos, cerca de 10% de toda a produção do pintor, com destaque para 'Forte Frederick Hendrik', 1640), além de brasiliana e pintura europeia dos séculos XVII a XX. Recebe visitação de terça a domingo, das 13h às 17h (última entrada às 16h30).
Desde 2002
O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand — é uma instituição privada sem fins lucrativos fundada em 2 de outubro de 1947 pelo empresário e jornalista Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, que financiou a formação do acervo negociando doações de empresários em troca de contratos de publicidade. O italiano Pietro Maria Bardi, galerista e crítico de arte convidado em 1946 para criar o museu, foi seu primeiro diretor artístico e ficou à frente da instituição por 49 anos, até 1996. O nome oficial do museu homenageia o fundador. Desde 1968 o museu ocupa sua sede definitiva na Avenida Paulista, projetada pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914–1992) sobre o terreno do antigo Belvedere Trianon. Inaugurado em 8 de novembro de 1968 com discurso da rainha Elizabeth II, o edifício é um ícone da arquitetura moderna: seu vão livre de 74 metros — o maior do mundo à época, viabilizado pelo engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz com concreto protendido — suspende o museu acima do nível da rua. Lina Bo Bardi inovou também na museografia, expondo pinturas em lâminas de vidro temperado (dispositivo aposentado em 1996 e retomado em 2015). O prédio é tombado pelo IPHAN desde 2003. Em 2024 o complexo foi ampliado com um novo edifício dedicado a Pietro Maria Bardi. O acervo, formado principalmente entre 1947 e 1960 e tombado pelo IPHAN desde 1969 (inalienável), reúne mais de 11 mil obras — pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, roupas e peças arqueológicas — abrangendo da Antiguidade ao século 21. É considerado a mais importante coleção de arte europeia do Hemisfério Sul, com nomes como Botticelli, Rafael, Rembrandt, Van Gogh, Renoir e Picasso, além de núcleos relevantes de arte brasileira (de Victor Meirelles e Portinari a mestres autodidatas como Maria Auxiliadora e José Antônio da Silva), africana, asiática e das Américas. O museu define-se como uma instituição 'diversa, inclusiva e plural', com missão de estabelecer 'diálogos entre passado e presente, culturas e territórios' a partir das artes visuais, e é reconhecido como um dos principais centros culturais do Brasil e o museu de arte mais importante do Hemisfério Sul.
Desde 1947
Casa-museu privada instalada na antiga residência do casal de artistas plásticos Nilo de Brito Firmeza (Estrigas, 1919-2014) e Nice Firmeza (1921-2013), numa chácara no bairro Mondubim, em Fortaleza, cercada por mangueiras, baobá e roseiras. O espaço nasceu da coleção do casal, formada desde os anos 1940, quando ambos participavam da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), movimento que renovou as artes plásticas cearenses. Batizado inicialmente de FirmezArte e depois Minimuseu Firmeza, abriu oficialmente ao público em 1969 e se mantém como projeto da família e de cooperadores (historiadora Paula Machado coordena o espaço desde 2012), com apoio pontual do Sesc e de editais como o Fundo Estadual de Cultura e o Edital Mecenas do Ceará. Hoje se apresenta como espaço cultural, artístico e ecológico, com mais de 500 obras de artes plásticas cearenses em três salas (Arte e História, Nice e Estrigas e Arte e Afeto) e a Coleção Aldemir Martins, além de biblioteca com mais de 2.000 títulos. A visitação é agendada, de quinta a sábado. Em novembro de 2025, o Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural de Fortaleza (COMPHIC) aprovou sua Declaração de Relevante Interesse Cultural, reconhecendo o conjunto como Patrimônio Cultural da cidade, e a Câmara Municipal de Fortaleza debate a preservação do espaço, cujo acesso ainda sofre com a falta de urbanização da rua.
Desde 1969
O MuBE - Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia nasceu da concessão do terreno entre a Avenida Europa e a Rua Alemanha, no Jardim Europa, pela Prefeitura de São Paulo ao SAM - Sociedade dos Amigos dos Museus, em 1986, para a construção de um centro cultural de escultura e ecologia. O projeto do edifício foi definido por concurso, vencido por Paulo Mendes da Rocha (Pritzker 2006), com jardim desenhado por Roberto Burle Marx (executado apenas parcialmente). A construção, iniciada em 1988 e custeada com doações privadas, foi inaugurada em maio de 1995, com mostra inaugural de cerca de 140 obras de Victor Brecheret. O edifício é semissubterrâneo, em concreto aparente, com mais de 7.000 m², e reúne espaços expositivos (Grande Salão, Sala Pinacoteca e sala Burle Marx), ateliês, biblioteca, auditório Pedro Piva e um jardim de esculturas na cota superior. Concebido como museu sem acervo fixo, dedica-se à escultura e aos suportes tridimensionais por meio de exposições temporárias, além de ateliês, cursos e atividades educativas. O museu segue ativo e com entrada gratuita, com agendamento de visitas pelo site oficial e pelas redes. A entrada principal é pela Rua Alemanha, 221, com acesso também pela Av. Europa, 218, ao lado do MIS, no Jardim Europa.
Desde 1995
O Museu Casa do Pontal (hoje também chamado Museu do Pontal) é considerado o maior e mais representativo museu de arte popular brasileira do país. Foi criado pelo pintor e designer francês Jacques van de Beuque (1922-2000), radicado no Brasil desde 1946, que a partir de 1950 percorreu o interior do país por cerca de 45 anos reunindo a coleção, depois de conhecer Mestre Vitalino em Recife em 1951. Após comprar um sítio no Recreio dos Bandeirantes em 1974 e da grande mostra de arte popular no MAM-RJ em 1976, concluiu em 1986 a exposição permanente da Casa do Pontal, na Estrada do Pontal, com 3.500 obras expostas e 4.500 em reserva técnica. O acervo foi tombado como patrimônio cultural carioca em 1991, e em 1995-1996 a casa foi institucionalizada como museu com plano diretor e setores de restauro, educação, pesquisa, exposições e comunicação. Recebeu o Prêmio Rodrigo de Melo Franco de Andrade (IPHAN) em 1996 e a Ordem do Mérito Cultural em 2005. Inundações sucessivas entre 2010 e 2020, causadas pela elevação do terreno de condomínios vizinhos, forçaram o fechamento da sede histórica. O museu reabriu em 9 de outubro de 2021 em nova sede na Barra da Tijuca, em terreno de 14 mil m2 (10 mil m2 de área verde) cedido pela Prefeitura, com edifício de 2.600 m2 projetado pela Arquitetos Associados e paisagismo do escritório Burle Marx com 73 espécies nativas. Funciona de quinta a domingo, das 10h às 18h, com programação educativa e de arte-educadores, e é dirigido pela antropóloga Angela Mascelani (direção artística) e por Lucas Van de Beuque (direção executiva).
Desde 1976
O Museu de Arte Brasileira (MAB FAAP) é considerado o primeiro museu do país dedicado à arte brasileira. Foi idealizado por Armando Alvares Penteado (1884-1947), que no testamento de 1938 determinou a criação de uma escola de belas artes com uma "pinacotheca" de quadros originais. Sua esposa, Annie Penteado, criou a Fundação Armando Alvares Penteado em 1947 e, em 10 de agosto de 1961, o museu abriu ao público com a mostra "Barroco no Brasil", que reuniu cerca de 300 peças e se tornou um acontecimento nacional. A direção inicial ficou a cargo do casal Lucia Comenale e Roberto Pinto de Souza, com coordenação de Wolfgang Pfeiffer e conselho que incluiu nomes como Rodrigo Melo Franco de Andrade, Sérgio Buarque de Holanda e Sérgio Milliet. O museu foi concebido como um museu de artes visuais voltado à arte brasileira produzida por artistas brasileiros ou estrangeiros radicados no Brasil, e hoje conta também com um núcleo de arte estrangeira vinculado ao programa de atividades da FAAP. A sede fica no edifício principal do campus da FAAP, em Higienópolis, São Paulo, e é marcada pelos vitrais da Casa Conrado no saguão e pela claraboia com fotografia de Claudia Andujar. O saguão conserva as moldagens em gesso de obras de Aleijadinho e de elementos barrocos de Minas Gerais e Bahia, feitas pelo então DPHAN para a exposição de 1961. Esculturas de grande porte estão espalhadas pelo jardim do campus. O acervo reúne cerca de 3.500 obras da história das artes brasileiras dos séculos XIX, XX e XXI, com coleção acadêmica de gravura, pintura e desenho, núcleo significativo do modernismo e seus continuadores, tendências abstratas a partir dos anos 1950, registros de artistas primitivos, nova figuração e arte contemporânea. Parte do acervo é consultável online (plataforma Sismu). Além do circuito expositivo, o MAB mantém programas contínuos: a Anual de Arte FAAP, exposição-premiação anual dos estudantes da Faculdade de Artes Plásticas realizada desde 1965, a Residência Artística FAAP (com 20 anos em 2025) e o Educativo (visitas mediadas, Conversas no MAB desde 2016 e formação de professores com a SME e o Centro Paula Souza). O museu já realizou retrospectivas de Emiliano Di Cavalcanti, Ismael Nery e Flávio de Carvalho, mostras internacionais com obras de instituições como o Louvre e o Pergamon, e em 2019 recebeu a exposição dos finalistas do Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça, a maior premiação das artes visuais do Brasil. A entrada é gratuita, de terça a domingo, das 10h às 18h.
Desde 1961
O MACS - Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba nasceu da sociedade civil: a AECA (Associação de Educação, Cultura e Arte), criada em 2004 por grupo de empresários, intelectuais e artistas reunidos pela idealizadora Cristina Delanhesi, qualificada como OSCIP em 2007, administra o museu com apoio da Prefeitura de Sorocaba via Termo de Parceria, sem subvenção pública recorrente. Ocupa dois galpões da antiga Estação Ferroviária de Sorocaba (antigo armazém de alimentos e prédio do Curso Ferroviário), com sede administrativa no vizinho Chalé Francês. O projeto museológico é do museólogo Fábio Magalhães (ex-diretor da Pinacoteca de SP e ex-curador-chefe do MASP, diretor artístico desde 2010 e responsável por mais de 60% das aquisições) e a primeira fase arquitetônica é de Pedro Mendes da Rocha. O conjunto é tombado pelo Condephaat (2011) e pelo conselho municipal de preservação (2016), e a primeira exposição na sede da estação ocorreu em 2012. Iniciado sem nenhuma obra, o acervo reúne hoje mais de 700 obras de arte contemporânea brasileira (desenhos, pinturas, gravuras, esculturas, instalações e objetos), formadas por doação e compra via iniciativa privada, editais e projetos incentivados, além de biblioteca especializada com mais de 3 mil volumes. Entrada gratuita (terça a sexta, 10h às 17h, fins de semana e feriados, 10h às 15h), programa educativo EduMACS e intensa agenda de mostras temporárias e de acervo. Após reforma (banheiros e realocação da biblioteca) que manteve o museu fechado de outubro de 2024 a abril de 2025, reabriu em 12 de abril de 2025 e segue ativo em 2026, com exposições cobertas pelo G1 em março de 2026 e programação até novembro.
Desde 2004
Museu privado de arte contemporânea especializado em gravura, fundado pelo artista plástico e professor Paulo Cheida Sans e pela artista Celina Carvalho, cofundadora e diretora. O Cadastro Nacional de Museus (IBRAM) registra sua abertura em 2001, enquanto reportagens indicam sede expositiva em Atibaia a partir de 2006, instalada no mezanino do Centro de Convenções Victor Brecheret, no bairro Parque das Águas. Mantém acervo de aproximadamente mil obras (gravuras, pinturas e esculturas) de artistas brasileiros e estrangeiros, incluindo doação do espólio da escultora Piki, e divulga o conjunto em mostras parciais e itinerantes, como a Xilo Internacional apresentada pelo Conjunto Cultural da Caixa em quatro capitais. O museu promove a Bienal Nacional de Gravura Olho Latino (a 5ª edição, em 2011, reuniu 147 artistas e 243 obras) e realiza mostras em parceria com a Secretaria de Cultura da Prefeitura da Estância de Atibaia. Expandiu suas atividades com o Espaço Cultural Olho Latino em Hortolândia (SP), inaugurado em fevereiro de 2020. Entrada gratuita, de terça a sábado, das 9h às 17h. O cadastro do IBRAM, atualizado em março de 2024, o classifica como aberto ao público. O site oficial (olholatino.com.br) apresentava erro de certificado em agosto de 2026, com última captura disponível no Wayback Machine de dezembro de 2024 (snapshot).
Desde 2001
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) foi fundado em 1948 pelo industrial ítalo-brasileiro e mecenas Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, e por sua esposa, a aristocrata Yolanda Penteado, tendo como modelo o MoMA de Nova Iorque — que, então presidido por Nelson Rockefeller, forneceu instruções e obras — e surgindo de forma concomitante ao MAM do Rio de Janeiro. Foi o primeiro museu dedicado à arte moderna em São Paulo, cidade que até então só contava com a Pinacoteca. Sua mostra de estreia, organizada pelo crítico belga Léon Degand, reuniu 95 obras de nomes como Alexander Calder, Wassily Kandinsky, Pablo Picasso, Joan Miró, Alfredo Volpi e Di Cavalcanti, em grande parte do acervo do casal fundador. O museu funcionou inicialmente no Museu da Aeronáutica e depois no pavilhão da Bienal. Em 1963, Ciccillo — também fundador da Fundação Bienal de São Paulo — separou as duas instituições e convocou assembleia para dissolver o MAM, doando o acervo original à criação do Museu de Arte Contemporânea da USP; a instituição, porém, não se extinguiu e passou a construir nova coleção, hoje com mais de 5 mil obras. Desde os anos 1980 o museu ocupa a Marquise do Parque Ibirapuera, em edifício inserido no conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer em 1954 e adaptado por Lina Bo Bardi em 1982. Em 1993, com paisagismo de Roberto Burle Marx, o prédio integrou-se ao Jardim de Esculturas, espaço a céu aberto com obras de Amilcar de Castro, Amelia Toledo, Franz Weissmann, Mário Cravo Jr., José Resende e outros. Hoje organização da sociedade civil de interesse público sem fins lucrativos, o MAM tem por missão colecionar, estudar, incentivar e difundir a arte moderna e contemporânea, sobretudo brasileira, com programação que privilegia o experimentalismo — incluindo o Panorama da Arte Brasileira, realizado a cada dois anos e consolidado como mapeamento referencial da produção contemporânea nacional —, cursos, publicações, Projeto Parede e biblioteca de 65 mil títulos. A sede está fechada desde agosto de 2024 em razão da reforma estrutural da Marquise pela Prefeitura de São Paulo (reinaugurada em 24/01/2026); com o próprio espaço em requalificação, o museu anunciou reabertura para 12 de setembro de 2026, mantendo programação presencial em itinerância.
Desde 1948
Fundado em 1948 como entidade civil particular sem fins lucrativos, por um grupo de empresários e intelectuais presidido por Raymundo Ottoni de Castro Maya, o MAM Rio nasceu dedicado à vanguarda e ao experimentalismo. Após sede provisória no Palácio Gustavo Capanema, passou a ocupar em 1958 (Bloco Escola) o edifício projetado por Affonso Eduardo Reidy — reconhecido como marco da arquitetura moderna mundial e concluído em 1967 com o Bloco de Exposições — no Parque do Flamengo, à beira da baía de Guanabara, com jardins de Roberto Burle Marx. O museu abrigou marcos da arte e da cultura brasileira: Grupo Frente (1954), Neoconcretismo (1959), o Ateliê de Gravura (1959), as exposições Opinião 65 e Opinião 66, a Nova Objetividade Brasileira (1967), em que Hélio Oiticica apresentou Tropicália, além de circuitos do Cinema Novo e do cinema experimental. Na madrugada de 8 de julho de 1978, um incêndio destruiu cerca de 90% do acervo — incluindo as 80 telas de Torres-García da mostra 'Geometria sensível' e obras de Picasso, Miró, Magritte, Dalí, Max Ernst, Di Cavalcanti, Portinari e Ivan Serpa — e todo o acervo bibliográfico. A coleção foi refeita nas décadas seguintes por doações e aquisições. Hoje o museu conserva mais de 7.000 obras próprias de arte moderna e contemporânea nacional e internacional, e mantém em comodato a Coleção Gilberto Chateaubriand (cerca de 6.600 obras, desde 1993 — panorama quase completo da arte brasileira do modernismo ao contemporâneo) e a Coleção Joaquim Paiva (mais de 1.800 fotografias, desde 2005).
Desde 1948
O MAUP (Museu de Arte Urbana do Porto) é apresentado por seus criadores como o primeiro museu de arte urbana a céu aberto do Brasil. O 'Porto' do nome refere-se à Zona Portuária do Rio de Janeiro (Santo Cristo, Gamboa, Saúde e Boulevard Olímpico), não à cidade de Porto em Portugal. Foi criado em 2018 para mapear e catalogar os murais monumentais que transformam os muros da região em telas desde 2011, inspirado no Wynwood Art District de Miami. Não é um museu de prédio único: é um circuito de arte a céu aberto documentado por um site com galeria de artistas, mapa e dois roteiros a pé, com ponto de apoio no Maup Art Center, no prédio Aqwa Corporate (projeto de Norman Foster). O acervo mapeado somava cerca de 40 grafites monumentais em 2018, incluindo 'Etnias', de Eduardo Kobra, recorde do Guinness como maior grafite do mundo. A própria proposta do projeto se resume na frase do curador 'o museu do futuro é virtual e na rua'. A partir de 2020 o circuito se expandiu com o corredor Rua Walls na Avenida Rodrigues Alves, executado pela agência Visionartz com apoio da Prefeitura do Rio via Lei Municipal de Incentivo à Cultura (ISS): 16 murais de 18 artistas ocupando 1,5 km de muros de galpões em 2020, chegando a 35 painéis grafitados entre 2020 e 2021 segundo a Veja Rio. Em 2022 o MAUP era descrito pela mesma revista como plataforma digital de visitas virtuais guiadas por roteiros por Santo Cristo, Gamboa e Boulevard Olímpico. O site maup.rio (fora do ar em agosto de 2026, consultável via Wayback Machine com snapshot de outubro de 2025) listava os projetos mapeados Boulevard Olímpico, Rua Walls, Gigantes do Mar, RioGraff, Team Refugies e Submarino, e a TV Brasil já registrou em novembro de 2018 a revitalização dos murais pelos próprios artistas. Por ser uma iniciativa privada de mapeamento e perenização de arte urbana, sem sede institucional e sem acervo fechado, foi classificado como museu privado de natureza projetual, e não como equipamento cultural público.
Desde 2018
O Museu de Imagens do Inconsciente (MII) é uma criação da psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999), inaugurado em 20 de maio de 1952 dentro do antigo Centro Psiquiátrico Nacional (hoje Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira), no bairro de Engenho de Dentro, Rio de Janeiro. O museu nasceu do Ateliê de Pintura e Modelagem que Nise implantou em 1946 na Seção de Terapêutica Ocupacional e funciona como centro vivo de estudo e pesquisa, preservando obras e documentos produzidos por pessoas que experienciaram vivências psíquicas profundas, em sua maioria pessoas sem formação artística prévia. A sede ocupa desde 1981 um prédio de dois andares no conjunto do antigo hospital, ampliado em 2018 com a incorporação de um novo prédio. Está aberta à visitação gratuita de terça a sábado, das 10h às 16h, com visitas orientadas para grupos mediante agendamento, além de exposições, publicações, cursos e um Grupo de Estudos criado em 1968. O museu é mantido pela SAMII (Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente), entidade civil sem fins lucrativos fundada em 1974 - presidenta Margareth Dalcolmo e direção de Luiz Carlos Mello, que trabalhou 26 anos ao lado de Nise da Silveira. Sua Reserva Técnica guarda mais de 400 mil obras (telas, papéis, modelagens, textos e poemas), das quais mais de 128 mil foram tombadas pelo IPHAN em 2003, e sob sua guarda está também o Arquivo Pessoal de Nise da Silveira, inscrito no Programa Memória do Mundo da UNESCO em 2017.
Desde 1952
O Museu FAMA — Fábrica de Arte Marcos Amaro — é um dos maiores museus privados abertos ao público da América Latina, com 25.000 m² no centro histórico de Itu (SP), instalado no complexo da antiga Companhia Fiação e Tecelagem São Pedro, indústria têxtil de grande relevância no início do século XX. É mantido pela Fundação Marcos Amaro, criada em 2012 pelo artista e colecionador Marcos Amaro, filho do Comandante Rolim Adolfo Amaro, fundador da TAM. Aberto ao público desde junho de 2018, o FAMA é hoje o principal residente do Centro Cultural Fábrica São Pedro, complexo que abriga ainda o Museu Asas de um Sonho, ateliês de artistas, galerias, espaços de design e gastronomia. A missão declarada é proteger a integridade da obra, da coleção e do legado do artista Marcos Amaro, estimulando reflexões e aprendizados artísticos e culturais. Com mais de oito salas expositivas em galpões industriais de arquitetura do início do século XX, jardins de esculturas (incluindo o Jardim Dona Helena) e foco na arte brasileira contemporânea com ênfase no tridimensional, o museu promove grandes exposições temporárias — como 'Bispo do Rosário: As coisas do mundo' (2019), 'Tarsila: estudos e anotações' (2020) e mostras com Nuno Ramos, Evandro Angerami e a Fundação Bienal de São Paulo —, editais públicos (Edital FAMA Museu 01/2021), residência artística em parceria com a UNESP (projeto L.O.T.E.), o Prêmio Marcos Amaro na SP-Arte (criado em 2017) e prêmio aquisição na ArtRio, além de programa educativo com visitas mediadas, oficinas e formação de professores. Funciona de quinta a domingo, das 12h às 18h, com gratuidade às quintas-feiras. O acervo, documentado no Cadastro Nacional de Museus com 3.146 bens culturais museológicos (tipologia artes visuais e história), reúne produção brasileira do barroco ao contemporâneo, em escultura, instalação, pintura, gravura, desenho e fotografia. A coleção teve início em 2008, com a aquisição de 'O Menino com Carneiro' de Cândido Portinari, e inclui o conjunto de 203 desenhos de Tarsila do Amaral e a Coleção Guita e José Mindlin de matrizes de gravura (450 matrizes), além de produção do próprio Marcos Amaro, com esculturas de grande formato construídas a partir de fuselagens de aeronaves.
Desde 2015
O Museu Guido Viaro foi criado em 1975 por meio de comodato entre a família do artista e a Prefeitura Municipal de Curitiba, funcionando por duas décadas no Largo da Ordem, no centro histórico. Com o encerramento das atividades em 1995, o acervo ficou sob a guarda da família, guardado por quase 15 anos na casa do filho do pintor, Constantino Viaro, que seguia recebendo pedidos de visita de escolas, universidades e pesquisadores. Em 10 de novembro de 2009 a família inaugurou a sede atual num prédio de 1929 na Rua XV de Novembro, esquina com a General Carneiro, em frente à Reitoria da UFPR, reformado com recursos próprios — tornando-se, segundo a Gazeta do Povo, o primeiro museu particular de Curitiba. O museu abriga uma vasta mostra permanente da obra do pintor italo-brasileiro Guido Viaro (Badia Polesine, Itália, 1897 - Curitiba, 1971), nome central do modernismo no Paraná, professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) desde sua fundação em 1948 e criador do Centro Juvenil de Artes Plásticas (1953). O conjunto reúne mais de 1,1 mil obras catalogadas do artista, entre óleos, desenhos e gravuras, com destaques como 'A Polaca' (1935), 'Fofoqueiras' (1940) e 'Lavadeiras' (1960), além de obras dos tios do pintor, Angelo e Antonio Viaro. Um anexo recebe em média 10 exposições temporárias por ano, sob o lema 'onde o clássico e o contemporâneo se encontram'. Instituição ativa, funciona de terça a sábado, das 14h às 18h, com entrada gratuita, e mantém programação cultural intensa: sala dedicada ao escritor Dalton Trevisan, sede do Cineclube Espoletta desde 2011, concertos, lançamentos de livros e saraus, além de visitas guiadas para escolas e universidades. Está cadastrado no Cadastro Nacional de Museus (IBRAM/MuseusBr, atualização 2024) e segue com exposições temporárias em cartaz conforme seu Instagram oficial (2026).
Desde 1975
O Museu Inimá de Paula é uma instituição privada mantida pela Fundação Inimá de Paula, criada em 1998 pelo pintor Inimá José de Paula (Itanhomi MG, 1918 - Belo Horizonte, 1999), paisagista de cores vibrantes apontado como o grande fauvista mineiro, integrante do Grupo Cearense ao lado de Antonio Bandeira e Aldemir Martins, expositor das Bienais de São Paulo de 1951 e 1959 e aluno de André Lhote e Gino Severini em Paris. Funciona desde 2008 num casarão histórico de mais de 3 mil m² na Rua da Bahia, no Centro de Belo Horizonte, imóvel que já abrigou o Clube Belo Horizonte e o Cine Guarani e foi restaurado com projeto do arquiteto Saul Vilela, em parceria público-privada com o Governo de Minas. A exposição permanente reúne cerca de 80 obras do artista em rodízio, com salão central, Sala de Autorretratos e remontagem do ateliê, além de galeria virtual com as 1.860 obras catalogadas do pintor. O museu promove exposições temporárias de outros artistas, mantém cine-auditório com 130 lugares e programa de arte-educação, com entrada gratuita de terça a domingo.
Desde 2008
A Fundação Rômulo Maiorana (FRM) é a instituição cultural privada da família Maiorana ligada ao Grupo O Liberal, o complexo de comunicação fundado em 1966 pelo jornalista e empresário paraense Rômulo Maiorana (1922-1986) a partir da aquisição do jornal O Liberal (em circulação desde 1946). A Fundação foi instituída em 1981, um ano antes da criação do Salão Arte Pará (1982). Em 2024 a FRM e os veículos do Grupo Liberal foram reconhecidos como Patrimônio Cultural de natureza imaterial de Belém (Lei Municipal 10.090, sancionada em 20/09/2024). A sede fica na Av. Rômulo Maiorana, 2473, bairro do Marco, conforme ficha oficial do catálogo do Arte Pará. A face museal da instituição é o 'Museu Rômulo Maiorana' citado em currículos de artistas como coleção sediada em Belém - acervo misto que reúne artes visuais (coleção de arte da FRM formada no circuito do Arte Pará, com obras por artistas como Marlene Almeida, Andréa Hygino e Ddaniela Aguilar) e a memória histórica e cultural do Pará e do Grupo O Liberal (mostras como 'Primeira Página', com fotógrafos do jornal, e o antigo 'Roteiro Cultural' da FRM sobre folclore e culinária regionais). A Galeria Rômulo Maiorana, inaugurada em 1990, abrigou exposições de Anna Maria Maiolino (1991) e Henry Cartier-Bresson (1990). O museu não consta no Cadastro Nacional de Museus (MuseusBr) e não mantém site ativo em 08/2026 (frmaiorana.org.br extinto e fundacaoromulomaiorana.org.br fora do ar). O principal projeto da FRM é o Salão/Projeto Arte Pará, criado por Rômulo Maiorana em 1982 e descrito pelo próprio grupo como o maior projeto de artes visuais do Norte do país, com mais de 40 edições (35ª edição em 2016, curadoria de Paulo Herkenhoff, e 40ª edição em 2022 em copresentação com o Instituto Cultural Vale). Em 2023 a Fundação anunciou o Museu do Clima, primeiro museu brasileiro dedicado a clima, arte e pesquisa, a ser instalado no prédio histórico do jornal O Liberal (Boulevard Castilhos França, bairro da Campina), com primeira etapa prevista para a COP30 em Belém (novembro de 2025).
Desde 1981