21 instituições no índice.
A ABRA - Academia Brasileira de Arte é uma escola privada de arte e design fundada em 1987 em São Paulo pelo artista plástico e professor Laerte Galesso, que segue como diretor e professor da casa. Funciona em sede na Av. Macuco, 684, bairro de Moema, a cinco minutos da estação Moema do metrô, e ensina desenho básico e artístico, pintura, aquarela, história da arte, desenho técnico e arquitetônico, decoração e design de interiores em turmas de até 12 alunos, pelo método próprio SEIA (Sistema de Ensino Individualizado ABRA), com certificado emitido pela própria escola. Além dos cursos presenciais, mantém operação digital (cursos online e ao vivo, canal ABRA Play e presença em plataformas como Domestika) e estava ativa em 2026, com matrículas abertas e mais de 116 mil seguidores no Instagram. Apesar do nome 'Academia', trata-se efetivamente de uma escola livre de formação em artes visuais, sem relação com academia de letras, premiação ou associação de classe.
Desde 1987
O Ateliê Fidalga é um espaço independente e sem fins lucrativos de arte contemporânea na Vila Madalena, em São Paulo, batizado a partir da Rua Fidalga, onde funciona. Sua origem está no grupo de estudos que as artistas Sandra Cinto e Albano Afonso passaram a coordenar em 1998, numa proposta de aprendizado horizontal entre artistas de formações diversas (artes visuais, filosofia, arquitetura, comunicação, literatura, música e teatro). Por volta de 2012 o casal transformou a iniciativa no Projeto Fidalga, instalado no antigo ateliê dos dois, reunindo ateliês coletivos de artistas, três espaços expositivos (Sala Aquário e Salas Espelho), áreas multiuso e alojamentos para artistas, curadores, arquitetos e educadores, em sede reformada pelo escritório de arquitetura 23 Sul. A vocação formativa segue o modelo horizontal de aprendizado defendido pelo curador Paulo Reis (1960-2011) no texto de abertura do projeto, que dá nome à Residência Paulo Reis - residência sem fins lucrativos voltada ao intercâmbio entre artistas do Brasil, Portugal e Espanha, com parcerias como o Aomori Contemporary Art Centre (Japão), a Appleton e o DIDAC. Entre as residências, o programa Ativações Fidalga ocupa os espaços com pequenas exposições, ateliês abertos, leituras de portfólios e conversas entre artistas, ao lado do programa de Artista Convidado, do Programa PONTE e das publicações editadas pelo espaço. O Ateliê Fidalga está em operação: a agenda do site registra programação expositiva contínua em 2024, 2025 e 2026 (com exposições duplas em salas simultâneas) e o perfil @projetofidalga no Instagram, que define o espaço como 'independente, sem fins lucrativos para projetos experimentais e residências artísticas (artes visuais e educação)', seguia ativo em 2026. A sede fica na Rua Fidalga, 299, Vila Madalena.
O Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre, oficialmente denominado Atelier Livre Xico Stockinger desde a Lei Municipal 11.383 de 2012, é uma escola livre de artes visuais mantida pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. Nasceu em abril de 1961 de um curso aberto de pintura ministrado por Iberê Camargo na Galeria Municipal (1960), posto em prática pelo crítico Carlos Scarinci e pelo escultor Francisco Stockinger, primeiro diretor e homenageado no nome atual, como alternativa ao ensino acadêmico do Instituto de Artes da UFRGS — sem vínculo com o MARGS, que é museu estadual. Após sedes provisórias (Praça XV de Novembro, Mercado Público e rua Lobo da Costa), ocupa desde 1978 o Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues, na Avenida Érico Veríssimo, 307, bairro Menino Deus, mantendo cursos regulares e temporários, o espaço expositivo Espaço Alternativo, a revista As Partes e o Festival de Arte da Cidade. Segue ativo, com inscrições e cursos anunciados pela prefeitura em 2024-2026, apesar das dificuldades agravadas pela pandemia e pela enchente de 2024.
Desde 1961
Escola livre de fotografia de Salvador, criada em 1997 pelo fotógrafo e jornalista Marcelo Reis e hoje denominada Instituto Casa da Photographia. Funciona na Rua General Labatut, 58, bairro de Barris, em frente à Biblioteca Central dos Barris, e se define como escola popular de fotografia e produtora cultural, oferecendo cursos livres técnicos e conceituais, caminhadas fotográficas, o festival A Gosto da Fotografia e eventos com nomes como Mário Cravo Neto, Walter Firmo e Evandro Teixeira. Pelo instituto circulou o projeto expositivo Panorama da 3ª geração da Fotografia da Bahia, único do Nordeste premiado com a Bolsa Funarte Marcantonio Vilaça 2023, exibido em Salvador até dezembro de 2025. Verificação em setembro de 2026 indica entidade em operação: o site oficial mantém inscrições abertas ('desde 1997') e o Instagram @casadaphotographia (cerca de 14,6 mil seguidores) divulga turmas e cursos em destaques ativos. A programação mais recente datada nas fontes é de 2025 (curso presencial de maio a julho e exposição até dezembro), sem agenda de 2026 localizada online — recomenda-se confirmação direta com o instituto para atividade no corrente ano.
Desde 1997
A Casa Tombada (nome oficial 'A Casa Tombada') é um centro independente de estudo, pesquisa e experimentação em arte, educação e linguagem, inaugurado em 18 de julho de 2015 em Perdizes, em frente ao Parque da Água Branca, em São Paulo, pelos artistas e educadores Ângela Castelo Branco (doutora em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP, poetisa e arte-educadora) e Giuliano Tierno (doutor e mestre em Artes pela UNESP, contador de histórias e pesquisador da arte narrativa). Reúne sob um mesmo teto salas de aula, ateliês, biblioteca e espaço de convívio, com proposta de caráter (in)disciplinar que busca diminuir as fronteiras entre as linguagens artísticas e entre o fazer e o pensar. Desde a fundação funciona como polo de pós-graduação e extensão ligado à Faconnect (Faculdade de Conchas). Com a pandemia fechou as portas físicas em 2020 e criou a Casa Tombada-Nuvem (plataforma online), atuou em Bragança Paulista em parceria com a Escola Viverde (2020-2022), ocupou a Casa das Caldeiras na Água Branca (2023) e desde maio de 2025 está de volta à sede própria na Rua Ministro Godói 333, em Perdizes. No campo das poéticas visuais mantém ateliês e oficinas presenciais de desenho ('Estudo do Desenho a partir das Materialidades' e 'Acompanhe uma árvore: percepções da natureza através do desenho'), aquarela ('Ateliê de Aquarela: Poéticas Visuais da Natureza'), fotografia, criação artística para crianças e residências artísticas, além de ciclos de estudos, cursos autoformativos e pós-graduações lato sensu 100% online. Em 2025 celebrou 10 anos com programação especial e segue ativa, com perfil verificado de cerca de 70 mil seguidores no Instagram, mantendo-se autossustentável, sem mantenedores ou subsídios governamentais, e oferecendo bolsas integrais para pessoas negras, indígenas, trans e com deficiência.
A Escola de Artes Fritz Alt (EAFA) é uma escola pública municipal de formação em artes visuais de Joinville (SC), integrada à Casa da Cultura Fausto Rocha Júnior, sediada na rua Dona Francisca, 800, no bairro Saguaçu. Segundo a antiga Fundação Cultural de Joinville (FCJ), a escola integra a Casa da Cultura desde a criação desta unidade, ao lado da Escola de Ballet e da Escola de Música Villa-Lobos, e em 1971 passou a atuar com o ensino da infância por meio da Escolinha de Artes Infantis, marco mais antigo de sua atuação documentado. A escola homenageia o artista plástico alemão radicado em Joinville Fritz Alt (Lich, Alemanha, 1902 - Joinville, 1968), autor do Monumento ao Imigrante (1951), e a casa onde o artista morou abriga hoje o Museu Casa Fritz Alt, entidade distinta da escola, já perfilada no projeto. Hoje a escola é uma coordenadoria da Secretaria de Cultura e Turismo (SECULT) do Município de Joinville, vinculada à Unidade da Casa da Cultura, e oferece cursos e oficinas regulares de artes visuais para crianças (6 a 11 anos), adolescentes (12 a 17 anos) e adultos, com ingresso por processo seletivo anual, além do Programa de Extensão, que leva cursos como o de Teatro a equipamentos comunitários dos bairros. Expõe periodicamente os trabalhos dos alunos na Galeria Municipal de Artes Victor Kursancew e nos corredores da Casa da Cultura, e segue ativa: realizou processo seletivo para os cursos de 2025, abriu mostras didáticas em outubro de 2024 e mostra de arte têxtil em outubro de 2025, e mantém página institucional oficial atualizada em junho de 2026.
Escola livre de artes visuais mantida pelo IDC - Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia, instituição privada sem fins lucrativos fundada em março de 2001, em Manaus, como legado do maestro Dirson Costa (1923-2001), regente piauiense radicado no Amazonas, aluno de Villa-Lobos no Conservatório Nacional de Música e criador do Conservatório Amazonense de Música, da primeira Orquestra Sinfônica do Teatro Amazonas e do Coral do Teatro Amazonas. A escola abriu ao público em 2003, um ano após a oficina-piloto de pintura que reuniu 43 indígenas de dez etnias, e ficou conhecida por formar, entre 2005 e 2007, artistas dos povos Tukano, Apurinã e Wanano — como Duhigó, primeira artista visual profissional Tukano — apontados pela Prefeitura de Manaus como a primeira formação e profissionalização de artistas indígenas nas artes visuais da cidade, por meio de cursos de pintura, marchetaria de quadros e xilogravura (em 2018 com patrocínio do Banco da Amazônia via Lei Rouanet). Funciona na sede do instituto, na Rua Humaitá, 155, 1º andar, bairro Cachoeirinha, junto ao Ateliê-Escola, à Galeria de Arte e ao Museu de Arte e Imaginário da Amazônia (MAIA, registrado no Cadastro Nacional de Museus em 2008 e em fase de implantação). Sem evidência de encerramento: o site oficial segue no ar em setembro de 2026 com horários de funcionamento e oferta de cursos no presente, mas não localizamos fonte datada de 2025-2026 confirmando turmas abertas.
A Escola de Artes Veiga Valle foi fundada em 23 de outubro de 1967 pelo artista Luiz Curado (instalação oficial em 18 de maio de 1968), inspirada no movimento de integração da arte na educação de Augusto Rodrigues, e é reconhecida como a primeira escola pública estadual de ensino de artes de Goiás, com primeira sede no Museu Zoroastro Artiaga, em Goiânia, direção de Cecy Curado e atuação das docentes Edméia Jordão e Maria Castro Miranda. Dedicada ao ensino livre de artes plásticas para crianças e jovens, formou gerações de artistas goianos e, a partir de 1999-2000, instalou-se no prédio do antigo Colégio Carlos Chagas, na Rua 18, nº 81, Setor Central, sede descrita pela imprensa como casarão composto por edifícios do século 19. Em 2002 a instituição foi transformada em Centro de Educação Profissional em Artes e passou a se chamar Basileu França, incorporando-se depois ao ITEGO (2015) e, desde 2021, à rede estadual Escolas do Futuro de Goiás como EFG em Artes Basileu França, ativa hoje no mesmo endereço, e o nome Veiga Valle seguiu sendo usado pela comunidade escolar em mostras na Assembleia Legislativa de Goiás ainda em 2007 e 2012. O nome homenageia José Joaquim da Veiga Valle (1806-1874), santeiro, escultor e dourador nascido em Meia Ponte, atual Pirenópolis, e não um ceramista. Como entidade própria, a Escola de Artes Veiga Valle não opera mais desde a renomeação de 2002, o que fica registrado nesta ficha para decisão da curadoria.
A Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) é uma escola livre de arte contemporânea fundada em 1975 por Rubens Gerchman, que foi seu primeiro diretor, e ocupa o palacete do Parque Lage na Rua Jardim Botânico, 414, aos pés do Corcovado. A escola resultou da transformação do Instituto de Belas Artes, criado em 1957 pela Secretaria de Cultura do Estado da Guanabara e transferido para o Parque Lage em 1966, em um modelo aberto, não seriado, experimental e transdisciplinar, no contexto da fusão dos antigos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, tendo sido renomeada Escola de Artes Visuais por decreto em 1976. O palacete, construído em 1920 a partir de projeto do arquiteto italiano Mario Vodret como residência do industrial Henrique Lage e da cantora Gabriela Besanzoni, é tombado pelo IPHAN e pelo INEPAC e está temporariamente fechado para restauro (projeto anunciado em 2019), com a escola mantendo matrículas abertas e programação ativa em 2026. Nos anos 1970, a EAV tornou-se um ambiente de resistência cultural ao regime militar, reunindo cerca de 65 oficinas e dois mil alunos, a 1ª Exposição Mundial de Fotografia, montagens como O Rei da Vela de José Celso Martinez Corrêa, o núcleo de cinema CINEAVE e a primeira revista gay brasileira, a Lampião. Em 1984, a exposição Como vai você, Geração 80?, com curadoria de Marcus Lontra e Paulo Roberto Leal, reuniu 123 artistas, entre eles Beatriz Milhazes, Leonilson, Leda Catunda e Luiz Zerbini, consagrando a escola como berço dessa geração. Em 2000, o projeto Zona Instável foi inaugurado nas Cavalariças do parque, galpão de usos expositivos ligado à escola, consolidando o Parque Lage como um dos centros mais vibrantes da criação contemporânea no país. Escola pública de âmbito estadual, vinculada historicamente ao governo do Rio de Janeiro, a EAV conta com o apoio da AMEAV, associação sem fins lucrativos que capta recursos e articula parcerias para seus programas. Seu Programa de Ensino articula cursos livres presenciais, online e híbridos em três eixos de formação e três etapas (Fundamentos, Desenvolvimento, Avançado), somando o Programa de Formação Gratuita, oferecido por chamada pública com 65 participantes por semestre, e o Programa de Bolsas para Cursos Livres, com 50 bolsas integrais por semestre. A escola mantém ainda programação cultural com exposições, o cineclube CINE LAGE, visitas mediadas e participação em edições da ArtRio em apoio ao programa de bolsas.
A Escola Focus (nome oficial Focus Escola de Fotografia) foi fundada em 1975 em Sao Paulo pelo fotografo e professor Enio Leite, sendo apresentada como a primeira escola de fotografia do Brasil. Sua sede fica na Rua Riachuelo, 265, 1o andar, no centro de Sao Paulo, regiao do Largo Sao Francisco, proxima as estacoes Se e Anhangabau do metro, endereco confirmado pelo proprio site oficial em snapshot de 2016. Em 1980, alunos e professores participaram da mobilizacao que levou a criacao da Abrafoto (Associacao Brasileira de Fotografos Profissionais) e ao reconhecimento da profissao de reporter fotografico perante o Ministerio do Trabalho. Passaram pelo corpo docente nomes como Nelson Kon, Walter Firmo, Eduardo Zocchi, Joao Luiz Musa, Klaus Miteldorf e JR Duran, entre outros, e a escola mantem papel de destaque no ensino profissionalizante de fotografia no pais.
Desde 1975
A Escola Livre de Artes Arena da Cultura (ELA-Arena) é a escola pública municipal de formação artística de Belo Horizonte, mantida pela Fundação Municipal de Cultura (FMC) da Prefeitura de Belo Horizonte. Nasce do Programa Arena da Cultura, criado em 1998 como política de formação e descentralização cultural, e obteve status de escola em 2014, pelo decreto municipal 15.775/2014. Tem sede no Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural (NUFAC), na Av. dos Andradas, 367, Centro, e oferece cursos e oficinas gratuitos com certificação em todas as nove regionais da cidade e via ensino a distância (Escola Expandida, plataforma ead.pbh.gov.br). Segue ativa: em julho de 2026 abriu cerca de 2.800 vagas para o segundo semestre de 2026, em 23 unidades culturais. As fontes oficiais não registram linhagem institucional com a Escola Guignard (instituição de mantenedor estadual, perfilada à parte) — a genealogia da ELA-Arena é própria, derivada do Arena da Cultura de 1998.
Desde 2014
A ELÃ – Escola Livre de Artes, registrada nesta base como Escola Livre de Artes da Maré, é uma escola-residência em artes visuais inaugurada em 2019 no Galpão Bela Maré, na Nova Holanda, Conjunto de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro. É iniciativa do Observatório de Favelas, realizada em parceria com a produtora Automatica, e é concebida anualmente a partir de turmas temáticas: encontros semanais, majoritariamente aos sábados no galpão, organizados em laboratórios (Percursos, Corpos, Materialidades, Conceitos e Agenciamentos), com vivências em artes, acompanhamento curatorial individual, bolsas de residência e exposição coletiva com catálogo ao final. Destina-se a pessoas artistas oriundas ou residentes de favelas e periferias da metrópole do Rio de Janeiro, selecionadas com diversidade de gênero, identidade étnico-racial, sexualidade e território, com metodologia calcada na coletividade e referencial descentralizado da história da arte hegemônica. A turma inaugural, 'O nome que a gente dá às coisas' (2019-2020), teve edital lançado em junho de 2019 com 25 vagas e bolsa de R$ 500, culminando na exposição Bela Verão no galpão. Seguiram-se 'Construindo masculinidades outras' (2020-2021, em parceria com o projeto GlobalGRACE, formato híbrido na pandemia), 'Ecologias do Bem Viver' (2022), 'Pista Ritmo Fluxo' (2023, o baile como orientação poética e metodológica), 'Caminho' (2024), 'Desejar' (2025) e 'Confluências' (2026, sétima edição, a primeira fora do Rio de Janeiro, realizada no Ceará em parceria com o Hub Cultural Porto Dragão e o Centro Dragão do Mar, com exposição no Museu de Arte Contemporânea do Ceará). Em três edições até 2023 formou 53 artistas, com bolsas mensais de R$ 700 nas turmas de 2022 e 2023 (viabilizadas pela Lei Federal de Incentivo à Cultura com apoio da Samambaia Filantropias), egressos indicados ao Prêmio PIPA e presença em exposições e feiras do Sudeste. Desambiguação: a ELÃ é distinta do Centro de Artes da Maré, equipamento da Redes de Desenvolvimento da Maré na mesma rua (número 181) que abriga a Escola Livre de Dança da Maré, e também é distinta do próprio Galpão Bela Maré, espaço-sede que consta nesta base como entidade separada.
Fundada em 7 de abril de 1963 pelo artista plástico argentino Enrique Lipszyc, com apoio decisivo do cartunista Ziraldo na escolha de São Paulo como sede, a Escola Panamericana de Arte nasceu na Rua Augusta com seis salas de aula, oito professores e quatro cursos livres (pintura, desenho, histórias em quadrinhos e caricatura). Tornou-se referência nacional na formação de criativos: passaram pela escola nomes como Vik Muniz, Mauricio de Sousa, Aldemir Martins e Ziraldo, com Washington Olivetto no conselho. Em 1987 tinha cerca de 5.000 alunos e, aos 50 anos (2013), estimava cerca de 100 mil formados. Depois da Rua Augusta, a escola ocupou a Rua Conselheiro Brotero e passou a operar unidades na Avenida Angélica (Higienópolis) e na Rua Groenlândia, 77 (Jardins), esta com a pirâmide projetada pelo arquiteto Siegbert Zanettini. Em 2001 passou a se chamar Panamericana Escola de Arte e Design. Em 21 de novembro de 2025 a ESPM anunciou a incorporação da escola e, a partir de janeiro de 2026, o campus passou a se chamar ESPM/Panamericana, mantendo a marca e a oferta própria de cursos. Ativa e sob o grupo ESPM, opera como Campus Sede na Avenida Angélica, 1900. Não oferece graduação (bacharelado ou licenciatura): a oferta atual combina formação livre (de 6 meses a 3 anos), pós-graduação lato sensu (algumas em parceria com ESPM, Glamour, Abragames e Bravi/Inovacine), formação técnica (Design de Interiores, inclusive EAD), intensivos e cursos on demand. Não confundir com a Escola Pan-Americana, escola de ensino básico norte-americana situada no Alto de Pinheiros.
A Escola Porto Iracema das Artes é a escola pública de formação e criação artística da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), gerida em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM). Foi inaugurada em 29 de agosto de 2013 e tem sede no bairro Praia de Iracema, em Fortaleza, na Rua Dragão do Mar, 160. Seu projeto pedagógico se orienta pelos conceitos de 'Autonomia Intelectual e Criativa' e 'Experiências e Partilhas Simbólicas': o estudante constrói seu percurso formativo a partir dos próprios interesses, e todas as formações são gratuitas — mais de 50 mil pessoas já passaram pela escola. Em 2015 ampliou a oferta com novos programas (cursos básicos, técnicos, laboratórios de criação e portos do conhecimento), o que explica a data ~2015 por vezes associada à escola. A escola segue em plena operação: em junho de 2026 abriu inscrições para cursos básicos de Teatro, Audiovisual e Artes Visuais (aulas de agosto a novembro de 2026, 75 vagas), e o site oficial lista novas turmas com inscrições abertas até setembro de 2026. Desde 2022 o projeto abarca descentraliza a formação básica em Artes Visuais, Audiovisual e Teatro para bairros periféricos de Fortaleza (Curió, Genibaú, Granja Lisboa, Vicente Pinzon) e para municípios do interior do Ceará, como Caucaia, Sobral, Quixadá, Iguatu, Crato e Juazeiro do Norte.
A Escolinha de Arte do Recife (EAR) nasceu no âmbito do Movimento Escolinhas de Arte (MEA), iniciado com a Escolinha de Arte do Brasil, fundada por Augusto Rodrigues no Rio de Janeiro em 1948. Criada em 6 de março de 1953 por iniciativa da arte-educadora Noêmia de Araújo Varela (1917-2016), foi a segunda escola do movimento, que chegou a mais de 140 unidades no Brasil e no exterior. Instalou-se desde a origem em duas casas interligadas na Rua do Cupim, 124, no bairro das Graças, onde permanece até os dias atuais. Contou com a colaboração de nomes como Aloísio Magalhães, Francisco Brennand e Lula Cardoso Ayres, e defende desde sempre a livre expressão infantil como princípio pedagógico, em diálogo com a trajetória de Noêmia Varela (parceira de Paulo Freire e ligada ao trabalho de Nise da Silveira e Ulysses Pernambucano, recebeu da UFPE o título de Doutora Honoris Causa). É associação civil sem fins econômicos, de gestão independente. Sua função formativa é a arte-educação em artes visuais: cursos e oficinas de desenho, pintura, aquarela, cerâmica/barro, estamparia, além de teatro e música, para crianças a partir de 2 anos e público diverso, com práticas inclusivas voltadas também a pessoas com deficiência. Guarda acervo relevante: cerca de 20 mil trabalhos infantis, biblioteca com livros raros, obras de arte popular (incluindo 20 peças de Mestre Vitalino) e a primeira prensa de litografia do Norte-Nordeste. Entre os ex-alunos estão os artistas José Patrício e Gil Vicente. Segundo reportagem da Folha PE (jan/2020), a escola seguia ativa, mantida por trabalho voluntário diante de crise financeira e queda de matrículas. Não há notícia de encerramento: o perfil oficial no Instagram permanece ativo divulgando cursos para crianças e cursos de férias. OBSERVAÇÃO para a curadoria: a ficha do projeto registra o nome "Escolinha de Arte de Pernambuco", sob o qual nenhuma fonte institucional foi localizada — todas as fontes (Enciclopédia Itaú Cultural, Folha PE, UFPE, redes oficiais) identificam a instituição como Escolinha de Arte do Recife (EAR), a escolinha do MEA em Pernambuco. O campo nome foi atualizado para o nome oficial.
A Escolinha de Arte do Brasil (EAB) foi criada em 1948, no Rio de Janeiro, por iniciativa do artista pernambucano Augusto Rodrigues (1913-1993), da artista gaúcha Lúcia Alencastro Valentim e da escultora norte-americana Margareth Spencer, com foco na expressão livre da criança segundo as ideias de Herbert Read (Education through Art, 1943). Começou funcionando na Biblioteca Castro Alves, do Ipase, com apoio de educadores como Anísio Teixeira e Helena Antipoff e proximidade de Nise da Silveira (convênios com a Pestalozzi e a Apae). Sua criação está na base do Movimento Escolinhas de Arte (MEA), que chegou a congregar 144 unidades no Brasil e na América Latina nos anos 1970, entre elas as escolinhas irmãs da Bahia e do Recife (entidade distinta desta ficha). Editou o jornal Arte e Educação a partir de 1970 e, com o MEC, preparou equipes das secretarias de educação para a disciplina de educação artística, tornando-se também centro de formação de professores pelo Curso Intensivo de Arte na Educação (CIAI), que trouxe ao Rio palestrantes como Burle Marx, Darcy Ribeiro, Ferreira Gullar, Lina Bo Bardi, Nise da Silveira e Paulo Freire. Desde 1977 funciona na casa da Avenida Carlos Peixoto, 54, no Botafogo, onde mantém ateliês e salas de aula. Em 2018 completou 70 anos com novos projetos (grupo de estudo de modelo vivo conduzido por Sandra Nunes, oficina de xilogravura com Guto Goulart, oficinas infantis, parceria com o instituto Arte na Escola e associação de amigos em formação), sob a presidência do produtor teatral Orlando Miranda e com Alexandre Palma na coordenação de projetos. Em 2019 a trajetória da escola foi reunida no livro Escolinha de Arte do Brasil - memória e legado (organizado por Jader de Medeiros Britto e Alexandre Palma). A escola segue ativa em 2025, com inscrições abertas e aulas presenciais na casa-sede de segunda a sábado para crianças e adultos, além de um curso de aquarela online. Não foi localizado site oficial próprio - a instituição se comunica pelo Instagram (@escolinhadeartedobrasil) e por e-mail. A hipótese de sede histórica na Urca ou em prédio da antiga PUC não foi confirmada nas fontes consultadas, que documentam a Biblioteca Castro Alves como sede inicial e a casa de Botafogo desde 1977.
Escola livre de fotografia fundada em 2015 no Rio de Janeiro pelo fotógrafo e artista visual Leonardo Ramadinha, com a designer Claudia de Mattos, ocupando a sala 1302 do Edifício São Luiz, no Largo do Machado (Rua do Catete, 311), em frente à estação do metrô. Dedicada à formação técnica, artística e autoral de fotógrafos e criadores de imagem, reúne corpo docente de fotógrafos, artistas visuais, curadores, pesquisadores e educadores, e afirma ter formado mais de 3.500 alunos em pouco mais de uma década de atuação. Está em operação atual: mantém agenda de cursos presenciais, semipresenciais e online ao vivo com turmas agendadas para agosto e setembro de 2026, seção própria de exposições de fotografia e perfil de Instagram ativo e verificado.
Desde 2015
O Instituto Acaia nasceu em 1997, quando a artista plástica Elisa Bracher começou a receber crianças das favelas vizinhas em seu ateliê de escultura na Vila Leopoldina, em São Paulo. As atividades se ampliaram para marcenaria, culinária, capoeira e música (e bordado e costura para as mães), tornando-se diárias em 2000, e a entidade foi formalmente constituída em 3 de abril de 2001, com Fernão Bracher como primeiro presidente. Autodenominada organização social privada sem fins lucrativos dedicada à educação, mantém hoje quatro núcleos financiados por doações, convênios e um fundo patrimonial criado em 2016: a ateliescola acaia, o Centro de Estudar Acaia Sagarana (2005), o Acaia Pantanal (fundado em 2007, com a Escola Jatobazinho em Corumbá-MS) e a Fazenda do Pinhal (São Carlos-SP). A instituição está ativa (relatório anual 2025 publicado). A ateliescola acaia, núcleo de formação em artes da sede, oferece educação formal da Educação Infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental associada a 'oficinas de fazeres' (ateliê de artes visuais, xilogravura, música, marcenaria, culinária, capoeira, bordado), além de cursos Pré-Técnico abertos a estudantes de outras escolas. A criação formal da escola ocorreu em 2016 ou 2017 (o site diz 2016, o relatório anual 2025 diz 2017), a partir dos barracos-escola abertos em 2005 na Favela do Nove e depois na Favela da Linha. Conclusão do cruzamento pedido: a sede na Rua Doutor Avelino Chaves, 80, Vila Leopoldina, é idêntica ao registro 'Instituto/Atelie Acacia' (espaco_id instituto_acacia) da base _ESPACOS — trata-se da MESMA instituição, grafada com a variante 'Acacia', cabendo à curadoria fundir as fichas entre domínios.
Escola pública e gratuita de formação artística mantida pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro atua desde 1998 e é considerado uma das primeiras escolas públicas de artes da região Norte. Seu nome homenageia o maestro e compositor manauara Claudio Santoro (1919-1989). Atende em média 3 mil alunos por ano em cursos livres organizados em cinco núcleos - artes visuais, audiovisual, dança, música e teatro - oferecidos presencialmente em quatro unidades de Manaus e em unidades no interior (Parintins e Envira), além de aulas virtuais em dezenas de municípios pelo projeto Salas de Cultura (Liceu Digital). O polo principal funciona no Sambódromo (Avenida Pedro Teixeira, 2565), onde também ocorrem as audições e testes de aptidão de seleção. A instituição está ativa, com novo processo seletivo realizado em julho de 2026, incluindo vagas para cursos de formação avançada em artes visuais.
Desde 1998
Equipamento público de formação artística do Governo do Estado de São Paulo, instalado desde 1987 num casarão neoclássico de 1905, projetado pelo escritório Rosa Martins e Fomm, que já abrigou a Escola de Farmácia de São Paulo (depois Faculdade de Farmácia e Odontologia ligada à USP). O Decreto 25.364, de 19 de agosto de 1986, criou as Oficinas Culturais Três Rios, com ocupação experimental do prédio no mesmo ano, e a inauguração oficial ocorreu em 23 de fevereiro de 1987. Em 1990, no centenário de Oswald de Andrade, o espaço adotou o nome atual. Integrante do programa estadual das Oficinas Culturais, manteve formação livre e gratuita em múltiplas linguagens — artes visuais (com ateliê de gravura), dança, teatro, música, audiovisual e literatura —, com vocação marcada para a dança, sediando desde 2008 a São Paulo Companhia de Dança. A gestão do programa ficou por cerca de 14 anos com a organização social Poiesis (Contrato de Gestão nº 05/2018 e aditamentos). Em março de 2024 o governo do Estado revogou o edital de escolha de nova gestora e anunciou a reformulação do programa, provocando protestos do setor cultural, e o contrato da Poiesis encerrou-se ao fim de abril de 2024. O imóvel foi rebatizado Complexo Cultural Oswald de Andrade e passou a sediar o CultSP Pro — Escolas de Profissionais e de Empreendedores da Cultura, programa da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado cuja transparência é publicada pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). O prédio segue aberto, em processo de modernização para se tornar centro tecnológico com laboratórios criativos, mantendo programação gratuita que inclui artes visuais, como o curso Gravura para Artes Aplicadas.
Escola livre e independente de artes visuais fundada em 2023 no Rio de Janeiro por Carlos Bobi (artista urbano de Duque de Caxias) e Zé Angel Pérez (artista cubano formado em Belas Artes e cinema em Cuba), como amadurecimento pedagógico da Escola Rabisco, criada em 2009 por Bobi com Márcio Bunys na Zona Sul. De proposta horizontal, sem exigência de conhecimento prévio, mistura iniciantes e experientes e públicos de origens sociais diversas em cursos presenciais de encontros semanais. Funcionou no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Praça Tiradentes) até ganhar sede própria em 2024 na Rua da Quitanda, 3, sala 607, Centro (região da Carioca), e em 2025 expandiu com o Projeto RADAR Castelinho, no Castelinho do Flamengo. Segue ativa em 2026, com inscrições abertas no núcleo do Flamengo (curso CRIA-R) e turmas em andamento no Centro.
Desde 2023
Desde 1998
Desde 2015
Desde 1971
Desde 2003
Desde 1967
Desde 1975
Desde 2019
Desde 1963
Desde 2013
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