66 instituições no índice.
O Acervo Diária é um espaço independente de arte em Pinheiros, São Paulo, focado na curadoria e na venda de trabalhos de artistas brasileiros da cena independente, com proposta de arte acessível. Funciona como galeria e loja em endereço próprio na Rua Artur de Azevedo, 1315, aberto de segunda a sábado, exibindo mostras rotativas de obras, impressos, livros e revistas de arte, além de objetos e colaborações com artistas e designers convidados. O projeto está ligado à marca Diária, criada por Raffaele Asselta (cofundador) e Raphael Dias, artista visual e diretor criativo responsável pelas frentes de curadoria e varejo. Antes de se instalar em Pinheiros, o espaço passou por endereços na Vila Madalena (Rua Medeiros de Albuquerque, 250 e Rua dos Tamanás, 280). É presença recorrente em guias de arte e design autoral da cidade e divulga sua programação principalmente pelo Instagram, onde soma cerca de 33 mil seguidores.
Desde 2015
O Ateliê Casarão é um espaço independente de arte inaugurado em 2024 no Ipiranga, zona sul de São Paulo, criado pelos artistas Paulo du'Sanctus (jornalista de formação) e José Maria Ferreira (graduado em Artes) a partir de um plano de negócios que visa à autonomia econômica do espaço. Instalado em um casarão na Rua dos Patriotas, 548, a poucos passos do Museu do Ipiranga e do Sesc Ipiranga, reúne duas salas expositivas, ateliês de artistas e uma escola de artes. No primeiro ano de atividade realizou onze exposições, selecionadas por edital aberto a artistas de todo o país. A coluna Arte+ (Folha Vitória) o descreve como um polo vivo de criação, formação e circulação artística no cenário independente paulistano, valorizando a arte como experiência coletiva enraizada na diversidade e no diálogo com a comunidade do bairro. Além das mostras individuais e coletivas — que reúnem pintura, desenho, escultura, aquarela, gravura e street art, de linguagens acadêmicas a conceituais —, o espaço mantém cursos regulares de pintura e desenho (incluindo sessões de modelo vivo) e workshops com artistas convidados, com inscrições via Sympla, além de mostra de alunos em dezembro. A visitação ocorre aos sábados e domingos, das 14h às 19h, com visitas em dias úteis mediante agendamento pelo Instagram. O espaço segue ativo em 2026, com cursos, matrículas e exposições divulgados em seu perfil (@ateliecasaraoipiranga).
O Ateliê da Imagem Espaço Cultural (registrado na ficha do app como Centro Cultural Atelie da Imagem) foi fundado em 1999 no Rio de Janeiro pelas fotógrafas Patricia Gouvêa e Simone Rodrigues como um centro dedicado à fotografia, convertendo-se em 2004 em espaço cultural voltado também às artes visuais, sob o lema 'a fotografia é matéria de pensamento'. Espaço independente e autogerido, sem patrocínio governamental ou privado sistemático, funcionou a partir de 2004 em uma casa antiga de grande porte na Avenida Pasteur 453, na Urca, onde reuniu escola livre de fotografia, galeria de exposições e produtora cultural. Em 20 anos de atividade formou cerca de 10.000 alunos em cursos organizados em oito núcleos, realizou quase 100 exposições na Galeria, 334 edições gratuitas da Sexta Livre, 25 chamadas do programa Vitrine, seis edições da Feira Urca de Fotolivros e projetos internacionais, como a participação na feira ArtBO de Bogotá (2005 e 2008) e o Concurso Foto+/Prêmio Hercules Florence em parceria com o Consulado Geral da França. Encerrou as atividades em dezembro de 2019, em despedida pública que citou o alto custo de manutenção da sede, a ausência de patrocínios e o cenário adverso à cultura no Rio desde 2013. O site permanece no ar com a biblioteca virtual de textos gratuitos. Por ser uma entidade extinta, não mantém programação de artes visuais atualmente.
Espaço independente de arte contemporânea fundado em 2003 por um grupo de artistas visuais (Bruna Costa, Rafael Campos Rocha e Sílvia Jábali) numa casa na Rua Wisard, 397, na Vila Madalena, de onde veio o nome Ateliê397. Voltado à circulação, produção e exibição da arte contemporânea, realizou desde então exposições, eventos interdisciplinares (videoarte, performances, happenings, shows e livros de artista), cursos e debates, com papel reconhecido na formação de gerações de artistas e na discussão do sistema da arte em São Paulo. No início dos anos 2010, sob coordenação de Marcelo Amorim e Thais Rivitti, manteve programação expositiva intensa e lançou as Edições397/Múltiplos397, voltadas a múltiplos e livros de artista. Em 2016 a sede mudou da Vila Madalena para a atual casa na Travessa Dona Paula, 119A, na região da Pompéia/Higienópolis. Em agosto de 2018 o espaço passou por uma nova gestão (Carollina Lauriano, Alessandra Carrijo e Tania Rivitti) e, desde cerca de 2019-2020, é dirigido novamente pela crítica e curadora Thais Rivitti, com Tania Rivitti na gestão e Érica Burini na equipe e no programa formativo Clínica Geral. Em 2025 a imprensa especializada o descreve como provavelmente um dos espaços independentes mais antigos ainda em atividade de São Paulo e do Brasil. Visitação de quarta a sábado, das 14h às 18h.
Atelier Sanitário é um espaço autônomo de formação, trabalho e convivência artística fundado em 2016 na Gamboa, na zona portuária do Rio de Janeiro, num imóvel na Rua Pedro Ernesto, 56, na região da chamada Pequena África, próxima ao Morro da Providência e a vizinhos como o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos. Idealizado e gerido pelos artistas Daniel Murgel e Leandro Barboza, funciona como ateliê coletivo e 'Centro Cultural Autônomo', com gestão cotidiana compartilhada por um grupo de artistas, curadores e pesquisadores. O pensamento arquitetônico e suas práticas são marcantes entre os membros, que trabalham com desenho, marcenaria, escultura e instalações e tecem redes com a comunidade do bairro por meios também heterodoxos, como a produção da cerveja caseira Água Sanitária, autodeclarada 'cerveja caseira, revolucionária, fomentadora de cultura'. A programação reúne oficinas, exposições coletivas, residências artísticas, feiras de publicações independentes, cineclube (CINEMAMATA) e apresentações musicais, como a Roda de Samba dos Amigos Compositores do Bezerra da Silva. Entre as ações de maior visibilidade estão o Salão Vermelho de Artes Degeneradas (2019 e 2022) e a residência apoiada pelo edital estadual Retomada Cultural RJ (2022-2023), encerrada com a coletiva 'Margens Plácidas', com curadoria de Fernanda Lopes e participação de André Vargas, Sara Mosli e Gisella V. Mello, entre outros. Parceiro da UniRio (projeto PINGNUCA), o coletivo foi indicado ao Prêmio PIPA 2022 e tem verbete na Enciclopédia Itaú Cultural. A visitação é por agendamento (Instagram ou e-mail sanitarioatelier@gmail.com) e o espaço segue ativo: em 2024 promoveu a mostra de vídeos 'Rio, e também posso chorar' com artistas da residência da Gamboa e, em 2026, lançou o programa Laboratórios do Sanitário, com convocatórias abertas.
O Atelier Subterrânea foi um espaço independente de artes visuais e ateliê coletivo de artistas, ativo em Porto Alegre entre 2006 e 2015, instalado no subsolo de um prédio comercial da Avenida Independência, 745. Autogestionado pelos próprios artistas-gestores, que se revezavam nas tarefas e se financiavam por meio de editais públicos, rifas e leilões, contava com sala de exposição de paredes móveis, ateliê de trabalho, bar, escritório/biblioteca e pátio aberto, numa condição de constante metamorfose entre ateliê e espaço expositivo. Descoberto por estudantes do Instituto de Artes da UFRGS que buscavam um ateliê coletivo, tornou-se uma espécie de escola de vida e ponte entre a formação acadêmica e a carreira artística, atraindo inclusive artistas consagrados como colaboradores. Encerrou as atividades em março de 2015, ao fim de nove anos, marcados pelo lançamento do livro "Subterrânea Notas Entrópicas" (2015), que documenta as dezenas de projetos realizados. Em 2019, o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS) realizou a mostra retrospectiva "Experimento Subterrânea", com cerca de 40 obras de 12 artistas e curadoria de Alexandre Santos, Marilice Corona e Neiva Bohns, consolidando a importância do espaço para a cena de Porto Alegre e do sul do Brasil.
auroras é um espaço independente de arte contemporânea instalado numa casa modernista de 1957 na Av. São Valério, na zona oeste de São Paulo, onde o fundador também reside. Foi criado em 2016 por Ricardo Kugelmas a partir de extensos diálogos com artistas, com o intuito de realizar projetos de caráter singular, frequentemente não abrigados em galerias e instituições. A casa mantém biblioteca aberta a pesquisadores e estudantes, formada com doação de centenas de volumes da editora Cosac Naify, e piscina e jardim que já abrigaram instalações site-specific. O espaço não representa artistas e não atua como galeria comercial, trabalhando em parceria com as galerias dos artistas expostos, e declara não usar dinheiro público, mantendo-se por doações e pela locação do espaço para eventos corporativos e privados. O programa inclui exposições (solos, diálogos entre dois artistas e coletivas), projetos específicos, itinerâncias, publicações e edições, vídeos, programa educativo para estudantes de escolas públicas e universidades e conversas abertas ao público. A visitação é aos sábados, das 11h às 17h, e de segunda a quinta com agendamento. Integrou em 2020 o grupo de nove espaços fundadores da plataforma digital Transe e segue ativo em 2026, com exposições de Richard Aldrich, Suzanne Jackson e Charline von Heyl.
Bacorejo é uma galeria independente criada em maio de 2022 no Centro do Rio de Janeiro pelos artistas Dj Papagaio e Rafael Baron, com o propósito de apoiar e divulgar artistas ainda sem representação de galeria, convidados diretamente pela gestão do espaço. O nome, registrado nos dicionários, significa 'pressentimento auspicioso, intuição, palpite, presságio' - ou, nas palavras de Papagaio, 'uma dica, um pressentimento de que algo vai dar certo'. A coordenação é formada por Carla Oliveira, Renan Horta e Luyza de Luca. Instalado na Rua do Rosário, 38, o espaço tem vocação declarada de abrir o circuito a artistas emergentes e periféricos por meio de exposições individuais e coletivas, com visitação aos sábados. A aposta rendeu cedo - Miguel Afa e Manuela Navas, expostos na estreia, emplacaram obras na ArtRio pouco depois, segundo o O Globo. A programação documentada entre 2022 e 2023 inclui as individuais de Miguel Afa, Manuela Navas e Azuhli, a coletiva Pega a Visão! (2022), Pequenos Formatos de Andy Villela, a coletiva Hum Ano de primeiro aniversário (2023), a individual de Bruno Lyfe com curadoria de Jean Carlos Azuos, encontros com Carollina Lauriano e 1973 - 50 Anos Depois, individual de Antonio Obá (2023). Este perfil não localizou fontes públicas de programação após 2023.
Desde 2022
O Canteiro – Campo de Produção em Arte Contemporânea é um espaço independente de pesquisa, produção e circulação de arte contemporânea fundado em junho de 2022 na Vila Madalena, em São Paulo, idealizado e gerido pelo artista Ivan Padovani. Sua missão declarada é fortalecer iniciativas autônomas de produção e circulação artística, com apostas em redes horizontais, práticas coletivas e no valor político da arte fora das lógicas de mercado, galerias e museus. Os projetos têm caráter site-specific e, segundo o próprio espaço, escapam da neutralidade do cubo branco para responder ao corpo, ao tempo e à escuta. Funciona em um antigo estúdio musical na Rua Purpurina, 434, que teria sido palco de momentos da história da MPB e mantém a acústica original. A estrutura abriga seis ateliês de artistas (entre eles os de Carlota Mason, Guta Galli, Ivan Padovani, Lívia Sá, Mariana Guardani e Thiago Navas), uma sala de exposições, um estúdio multimídia de 65 m² e um espaço de residência artística. O espaço se posiciona como resistência à especulação imobiliária que pressiona a Vila Madalena, território que descreve como em disputa. A visitação é somente com agendamento, via e-mail (canteiro.cpac@gmail.com) ou Instagram (@canteiro___).
O CAPACETE é a mais antiga residência promotora de programas públicos e intercâmbios culturais do Brasil, idealizada pelo artista e empresário carioca Helmut Batista em 1997, com o programa de pesquisa/residência em funcionamento desde 1998 - o primeiro do gênero no país. Começou em um apartamento no bairro do Flamengo e passou por diversas fases de reestruturação, questionando o próprio formato de residência e operando em diferentes localidades e lógicas, a ponto de transferir parte de suas atividades para o MAM Rio em 2020, durante a pandemia, por meio de parceria patrocinada (Plano Anual Espaço Cultural Capacete 2020). Mais de 600 artistas, curadores e pensadores de mais de 35 países passaram pelos programas entre 1998 e 2025, entre eles Ernesto Neto, Dominique Gonzalez-Foerster, Pierre Huyghe e Suely Rolnik. O CAPACETE participou de três Bienais de São Paulo (inclusive a 29a, em 2010, como plataforma discursiva da curadoria), de duas edições do Panorama da Arte Brasileira, do Turbine Hall da Tate, da Portikus em Frankfurt e da documenta 14 em Atenas. Em 2018 lançou o livro comemorativo CAPACETE 20 Anos - Comendo, Bebendo, Pensando. Hoje ocupa um casarão na Glória (Rua Benjamin Constant, 129), com a cozinha experimental Criolense Kitchen Club na Rua Santo Amaro, 33, e se define como um centro de pensamento e processos artísticos focado em práticas interdisciplinares, autogestão e coletividade. Mantém residências de curta e longa duração (programa CAPACETE 2027-28), escola de arte com biblioteca e acervo, espaço aberto para exposições, publicações, palestras públicas e colaborações internacionais (AIR Rio Residency, BRICS Arts Association, xow.rumi). A direção geral segue com Helmut Batista (1997-2026) e a direção artística é de Rubens Takamine (2025-2026). A instituição está ativa, com agenda e programa anunciados para os próximos biênios.
A Casa Cunha Lima é a residência modernista projetada por Joaquim Guedes com Liliana Marsicano Guedes na Rua Sílvio Portugal, 193, no Pacaembu, em São Paulo. Projetada em 1958 e construída entre 1958 e 1963 para Antônio Cunha Lima, a casa assenta em terreno acidentado e resolve-se em volume único de concreto armado aparente sustentado por quatro pilares quadrados, com quatro pavimentos que acompanham a declividade do lote. A obra recebeu o prêmio de habitação individual na VIII Bienal de São Paulo (1965) e foi listada pelo CONPRESP em 2018, sendo considerada um marco da arquitetura modernista paulistana. O uso como espaço de arte começou em abril de 2021, quando a galeria Carmo Johnson Projects, de Carmo e Bern Johnson, estreou na casa com exposição individual de Bruno Novelli. Na sequência vieram a ocupação 'Tudo é perigoso, tudo é divino, maravilhoso', com Bruno Novelli e o coletivo MAHKU - Movimento dos Artistas Huni Kuin, com curadoria de Daniel Dinato (junho de 2021), e o coletivo 'Poéticas do Habitar', com Kaya Agari, Julia Angulo e Talita Zaragoza, com curadoria de Carollina Lauriano (outubro de 2021). Em 2022 a casa abrigou ainda 'Eternidade Soterrada', solo de Alberto Pitta (7 de maio a 30 de junho, de segunda a sábado das 11h às 20h, com entrada gratuita), 'Cantos de Imagem', do MAHKU, e o solo de Regina Dabdab. Não há evidência de programação na Casa Cunha Lima após 2022. A galeria Carmo Johnson Projects passou a se descrever com modelo itinerante e, conforme reportagem de 2026 da revista celeste, passou a operar na casa da família no Alto de Pinheiros, deixando de usar a casa do Pacaembu como sede. Não foram localizados site oficial nem redes sociais próprias do espaço, que permanece como residência privada tombada passível de ocupações expositivas.
A Casa da Escada Colorida é um espaço independente de arte instalado em um sobrado centenário de cerca de 300 m2 na Rua Manuel Carneiro, 18 e 20, junto à Escadaria Selarón, na divisa entre a Lapa e Santa Teresa, no centro do Rio de Janeiro. Foi iniciada em 2019 pelo economista e empreendedor cultural Bruno Oliva Girardi, com foco em temas ligados à cidade do Rio e a economias colaborativas, e opera sob a razão social Centro Cultural Casa da Escada Colorida (CNPJ 29.736.861/0001-14). O imóvel se divide em dois andares, com galeria de arte, loja, sala de aula, jardim, café e ateliês no andar superior. Sem coleção, a Casa se orienta pela programação de artes visuais: residência artística de quatro meses, residência em curadoria de três meses e acompanhamento crítico semanal, além de exposições dos residentes e de artistas convidados, cursos, oficinas e cineclubes. Em 2021, o primeiro ciclo do programa Residente-Residência levou ao Paço Imperial as coletivas 'Dobras' e 'Como Não Subir Uma Escada', com obras de 35 artistas da nova geração. O site menciona ainda uma segunda unidade na Vila Madalena, em São Paulo. Contrariando a suspeita de encerramento, a Casa segue ativa em 2026, com chamada aberta para o quarto ciclo da Residência de Curadoria e perfis ativos no Instagram e no Facebook.
A Casa das Caldeiras é a antiga casa de caldeiras do complexo das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo, construída na década de 1920 em alvenaria de tijolos aparentes, com três chaminés de 30 a 54 metros de altura que se tornaram símbolo da região da Água Branca. O conjunto gerava energia para o maior parque industrial da América Latina nas décadas de 1930 e 1940. Tombada pelo CONDEPHAAT em 1986, foi restaurada e revitalizada em 1999 e preserva caldeiras remanescentes, túneis subterrâneos visitáveis e o salão principal com pé-direito de nove metros e grandes janelões. Desde 2005 o espaço é gerido pela Associação Cultural Casa das Caldeiras (ACCC), entidade civil sem fins lucrativos nascida da ocupação artística iniciada em 2002 e regida pelo lema Arte, Patrimônio e Território. Funciona como centro cultural de produções independentes, com exposições, residências artísticas, música, cinema, feiras, oficinas e visitas guiadas ao patrimônio, com destaque para o ciclo gratuito TodoDomingo, criado em 2008. O salão histórico também é locado para eventos e as visitas devem ser agendadas com antecedência.
Desde 2005
A Casa das Culturas Indígenas (CCI) foi uma loja-galeria e espaço de difusão da arte indígena brasileira instalada desde 2000 dentro da Galeria Ouro Fino (grafada também Ouro Velho), na Rua Augusta, 1371, loja 107, Consolação, São Paulo. Mantida pelos sócios Paulo Rogério Bagdonas e Helena Shizue Yamanaka, comercializava peças variadas de arte e artesanato de povos indígenas de todo o Brasil, promovendo, segundo a própria casa, o contato direto entre indígenas e público. Funcionou como ponto de venda parceiro de iniciativas como a Arte Baniwa, foi listada como atração turística no TripAdvisor e em 7 de fevereiro de 2020 anunciou completar 20 anos de atividade. Não foi localizado site oficial próprio nem CNPJ em página consultável. Situação atual: encerrada. A conta oficial no Instagram exibe a bio "Atividades encerradas. Para mais informações, entre em contato por whatsapp" e publicou comunicado de "fechamento definitivo da loja", com últimas postagens localizadas em março de 2025. A entidade não tem ligação com o Parque do Ibirapuera (nada encontrado a esse respeito) e é distinta do Museu das Culturas Indígenas (MCI), instituição do Governo do Estado de São Paulo criada a partir de 2021 na Água Branca com gestão compartilhada (Secretaria da Cultura, ACAM Portinari, Instituto Maracá e Conselho Indígena Aty Mirim). Há ainda registro de projeto cultural homônimo Casa das Culturas Indígenas realizado em Cotia (SP) em 2011, coordenado pelo artista Bu'ú Kennedy (povo Ye'pamahsã/Tukano), o que possivelmente explica o geocode municipal original deste registro em Cotia. A ficha adota São Paulo/SP conforme validação do gazetteer do app.
Criada em 1946 no Bom Retiro por uma parcela 'progressista' da comunidade judaica de origem da Europa Oriental, a Casa do Povo nasceu como associação cultural privada sem fins lucrativos com um duplo desejo: homenagear as vítimas dos campos de concentração nazistas e reunir as associações surgidas na luta contra o fascismo, dando continuidade à cultura judaica laica e humanista. Sua sede modernista na Rua Três Rios, projetada por Ernest Carvalho Mange, foi inaugurada em 1953 como um 'monumento vivo', lugar onde lembrar é agir. Em 1960 abriu no subsolo o Teatro de Arte Israelita Brasileiro (TAIB), de Jorge Wilheim, com murais de Renina Katz e painéis de Gershon Knispel. A missão é resumida em três palavras em ídiche: Gedenk (memória), Farain (associação) e Tsukunft (futuro). Palco de intensa vida comunitária (GIBSA, teatro ídiche, biblioteca com mais de 15 mil livros, metade deles em ídiche, jornal Nossa Voz, clube infantil Kinderland, passagens do Teatro de Arena de Boal e Guarnieri, aulas de Lygia Fagundes Telles), a Casa foi também ponto de resistência durante a ditadura militar, com espetáculos censurados e professores presos. Após crise institucional nos anos 1980 ligada ao declínio da região central, iniciou no fim dos anos 2000 um projeto de renovação e voltou à cena cultural. Hoje é um espaço independente dedicado a arte, educação e vida comum, aberto de terça a sábado das 10h às 19h, com programação transdisciplinar, processual e engajada e cerca de uma dezena de coletivos que habitam o prédio (o 'Povo da Casa'), sob direção artística de Benjamin Seroussi e direção de operações de Marcela Amaral.
A Casa Seva é uma casa expositiva independente nos Jardins (São Paulo), autodefinida como o primeiro espaço do Brasil voltado a unir arte e sustentabilidade. Foi criada pela fotógrafa fine art Carolina Pileggi — neta do criador da empresa de soluções ambientais Ambiterra e filha de colecionadores de arte — junto da produtora e marchand Viviane Aguiar Galdeano, e inaugurada em 10 de agosto de 2024 com a mostra "Frans Krajcberg - A morada humana", organizada em parceria com a Galeria Marcia Barrozo do Amaral, Espace Krajcberg, AMAFRANS e N+1 Arte Cultura. A fundadora relata que a ideia nasceu de uma viagem à África em 2017, quando passou a unir fotografia e preservação ambiental. Instalada em uma casa na Vila Modernista (Alameda Lorena, 1257, Casa 1), a Casa Seva não se declara galeria, mas um espaço expositivo que também recebe eventos, palestras e pop-ups, buscando dialogar com galerias para tornar o mercado de arte mais sustentável. Entre as práticas adotadas estão a reversão de parte das vendas para reflorestamento, o uso de papelão e fita de papel no lugar do plástico bolha, papel semente nos textos curatoriais e exposições mais longas para reduzir o transporte de obras. A entrada é gratuita, com visitação de terça a sexta, das 11h às 18h, e sábado, das 11h às 15h. Já expôs artistas como Frans Krajcberg, Christian Cravo, Cássio Vasconcellos ("Percebendo a Floresta"), Jorge Mayet e Jeane Terra ("Invenção da Paisagem - Memória", 2026), e aparece como expositor em feiras como a SP-Arte.
Casa Zalszupin é a antiga residência do arquiteto e designer de origem polonesa Jorge Zalszupin (1922-2020), projetada por ele em 1960 e construída em 1962 no Jardim América, em São Paulo, onde viveu por quase 60 anos até a morte. Quase invisível da rua, atrás de vegetação e de uma árvore centenária, a casa combina modernismo brasileiro e referências escandinavas — forro ondulado de pinho, escada de jacarandá, pisos de cerâmica rústica — e conserva intacto o escritório do designer. Desde 2021 a casa abre as portas como espaço cultural com visitação somente agendada (programa Casa Aberta), reunindo exposições, palestras, aulas e pesquisa. O projeto é liderado pela ETEL — marca que detém os direitos de reedição do mobiliário de Zalszupin desde 2000 e mantém a ETEL Design Collection — sob comando da CEO Lissa Carmona, em articulação com a galeria Almeida & Dale e a família do designer, e deverá sediar o futuro Instituto Jorge Zalszupin, centro de referência, documentação e difusão do acervo e da história do design brasileiro. Por decisão do site oficial, o endereço exato não é divulgado (só é compartilhado após o agendamento da visita) — a imprensa especializada situa a casa no bairro do Jardim América — motivo pelo qual as coordenadas mantêm o centróide municipal.
Desde 2021
O Centro de Artes da Maré (CAM) é um equipamento cultural da ONG Redes da Maré no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro, aberto desde 2009. Ocupa um galpão de cerca de 1,2 mil metros quadrados na Nova Holanda, próximo à Avenida Brasil, que nasceu da parceria entre a Redes e a coreógrafa Lia Rodrigues - sua companhia ocupa o espaço em residência artística desde o início, antes mesmo das reformas que o transformaram em equipamento de referência em arte e cultura no território. O CAM abriga a Escola Livre de Dança da Maré (ELDM) e, desde 2014, a Galeria Amarelo, espaço expositivo de artes visuais idealizado pela fotógrafa Tatiana Altberg, ano em que o galpão-sede foi comprado por campanha de doações. Durante a pandemia de covid-19, o centro virou base de ajuda humanitária da campanha 'Maré diz NÃO ao coronavírus' e, depois, alvo de campanha internacional (com apoio da Fondation d'entreprise Hermès) para reforma do telhado e instalação de energia solar, com o propósito de se tornar referência em sustentabilidade e acessibilidade para a cidade. A vocação declarada é democratizar o acesso à arte e à cultura, quebrando estereótipos sobre os territórios de periferia. A visitação é gratuita, de segunda a sexta das 9h às 21h30 e sábados das 9h às 13h (no recesso da ELDM, de janeiro e fevereiro, das 10h às 18h).
Chão SLZ (ou apenas Chão) é um espaço independente de arte contemporânea fundado em 2015 por artistas, curadores e gestores culturais no Centro Histórico de São Luís do Maranhão, instalado em casarão histórico na Rua do Giz, 167, área reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Dedicado à formação não convencional e à pesquisa em cultura visual e contemporânea, o Chão se firma como lugar de convivência, troca, formação e escuta, conectando práticas contemporâneas às manifestações tradicionais maranhenses. A coordenação atual é de Dinho Araújo, Camila Grimaldi, Samantha Moreira e Thadeu Macedo. A programação contínua reúne exposições, residências artísticas, debates, oficinas, publicações e encontros comunitários, em geral gratuitos. Desde 2018 o espaço sedia, em parceria com a Galeria Vermelho (SP) e o CCVM, a etapa de São Luís da VERBO - Mostra de Performance Arte. Em novembro de 2025 realizou a mostra 2 Graus do Equador, panorama da videoarte brasileira com cerca de 30 artistas, financiada pelo Ministério da Cultura via Lei Paulo Gustavo. Em 2026 o espaço celebrou dez anos com um programa de 10 meses aprovado no Programa de Ações Continuadas/Artes Visuais da Funarte (acessibilidade da sede, Laboratório de Gestão e sustentabilidade), que inclui a residência Poéticas do Território - Corpo, Memória e Futuro (cinco selecionados em chamada nacional, bolsa de R$ 5 mil, 15 dias de imersão). Não há site próprio: o Linktree oficial concentra inscrições, localização e redes sociais.
Despina é uma organização cultural independente sem fins lucrativos criada no Rio de Janeiro em 2013 pela fundadora e diretora artística Consuelo Bassanesi, dedicada à arte contemporânea e ao ativismo cultural, com atuação na intersecção entre arte e feminismos interseccionais, antirracistas e trans inclusivos. O nome vem de uma das cidades imaginadas por Ítalo Calvino em As Cidades Invisíveis (1972). O espaço ocupa casarios históricos desde sua origem no centro histórico do Rio (com base na região do Largo das Artes), passando em dezembro de 2017 a outro sobrado no centro (Rua do Senado, 271) e depois para Santa Teresa, onde ocupou a Rua Almirante Alexandrino, 26 (página de contato em 2021) e funciona hoje na Rua Hermenegildo de Barros, 73 (CEP 20241-040, confirmada na página de contato em março de 2026), um sobrado de cerca de 400 m² com ateliês de artistas e espaço expositivo aberto à visitação nas programações de exposições e eventos. Desde 2020 a Despina concebe e gere o Compa - Arquivo das Mulheres, o primeiro arquivo digital colaborativo do Brasil dedicado às memórias e às lutas das mulheres e do movimento feminista. É membro da rede de parceiros do Prince Claus Fund e já colaborou com Goethe Institut, British Council, Central Saint Martins (University of the Arts London), Fruitmarket Gallery (Edimburgo), Diagonale e Arts Council de Montreal. Seu programa internacional de residências já recebeu mais de 80 artistas de cerca de 15 países. A equipe conta ainda com Ana Lu Borges na direção administrativa e financeira e uma rede de curadores de suporte ao programa de residências.
EIRA - Atelier & Escola de Artes é um espaço independente de arte inaugurado em 10 de abril de 2026 no Centro Histórico de São Luís, ocupando o térreo de imóvel na Rua de Nazareth (Rua de Nazaré), 31, na região da Praia Grande. A imprensa local o anunciou como o novo centro de arte do centro da cidade, com abertura marcada pela exposição coletiva Bestiários I, que reuniu 22 artistas visuais maranhenses em torno do imaginário dos animais como espelho e memória, com curadoria de Bianca Silveira, Társis Aires e Crisna Dias. Sem coleção, o espaço se dedica a exposições temporárias e à formação em artes visuais, mantendo inscrições abertas para cursos e oficinas (curso de aquarela e desenho de figuras humanas com Regina Borba, oficina de produção de aquarelas artesanais e ensaios criativos de desenho). Em setembro de 2026 recebeu a mostra Enquadrados, do artista maranhense Viana Fernandes, com entrada gratuita. Aos sábados e domingos, das 11h às 15h, funciona a Cozinha Eira, que adiciona dimensão de convivência à programação do ateliê.
Desde 2026
Espaço Alto é um espaço independente de arte contemporânea no centro histórico de São Paulo, com 400 m² distribuídos pelo primeiro e pelo quarto andar do Edifício Armando Lara Nogueira, projetado em 1916 pelo escritório de Ramos de Azevedo, engenheiro-arquiteto responsável também pelo Teatro Municipal e pela Pinacoteca do Estado. Segundo fontes da imprensa e do Instituto Alto, o prédio sediou em 1917 a primeira exposição individual de Anita Malfatti, episódio que antecedeu e inspirou a Semana de Arte Moderna de 1922. O espaço, de entrada gratuita, tem grandes salões com vigas de aço e piso de madeira e janelões voltados para a Rua Líbero Badaró, e mantém também a Sala Som, série de shows intimistas cujo piloto contou com Letrux e Thiago Vivas. O espaço é operado pelo Instituto Alto, organização de cultura e regeneração ambiental fundada por Alexandre Fernandes, Katja Täubert, Gabriel Lima, Gleeson Paulino e Pablo Perdomo, com conselho curador que inclui Isabella Rjeille (MASP), Fabio Scarano (Museu do Amanhã) e Ariana Nuala (Museu Afro Brasil). O instituto mantém ainda o O Cabritinho, na Rua Líbero Badaró 137, e o Parque Alto, em Camanducaia (MG). A primeira exposição documentada no endereço do Espaço Alto foi 'Batismo', do fotógrafo Gleeson Paulino, com curadoria de Denise Schnyder, entre abril e maio de 2022. Entre dezembro de 2024 e meados de 2025 o espaço abrigou o projeto Ora, iniciativa independente e itinerante da galerista Carollina Carreteiro, com passagens pela Nara Roesler e pela König Galerie de Berlim. O Ora estreou no Espaço Alto com a coletiva 'Sobre cor', com cerca de 20 artistas, entre eles Hélio Oiticica, Tunga, Antonio Dias e Lyz Parayzo, e manteve o endereço como sede e contato oficial do projeto. Em agosto de 2025 o Ora anunciou mudança para sede permanente no edifício do IAB, no centro de São Paulo, passando a operar como galeria, enquanto o Espaço Alto seguiu com programação própria sob o Instituto Alto, como a mostra fotográfica 'A Gente Também Joga', de Luisa Dörr, em setembro de 2025.
O Espaço Bananeiras foi uma plataforma independente de arte contemporânea instalada na casa do artista Leonardo Videla em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, na Ladeira do Castro, 209, ativa de 2002 a 2010. Página do espaço publicada pelo CAPACETE entretenimentos o descreve como 'espaço independente de arte contemporânea' dirigido por Videla, 'um organismo vivente, pulsante' e 'uma rede de afetos', extremamente atuante na cena de Santa Teresa. Segundo texto curatorial de Omar Porto, Videla 'criou e ativou o Espaço Bananeiras, uma plataforma de arte contemporânea localizada em sua casa em Santa Teresa (2002-2010), onde foram realizadas inúmeras exposições de artistas e projetos curatoriais'. O próprio artista estimou cerca de 300 projetos realizados no período. A programação combinou exposições coletivas e projetos curatoriais independentes, como as coletivas 'Balaio de gatos' (2002), 'Reflexos' (2004), 'Incorpo(r)ações' (2006, curadoria de Alexandre Sá, Bia Lemos e Dani Mattos) e 'Panorama Imóvel' (2007). A partir de 2008, o espaço sediou edições do Projeto Acervo, criado por Videla (2008-2010) para fomentar novas coleções por meio da venda de pacotes com dez obras de dez artistas a preço fixo — a mostra de agosto de 2008 no espaço reuniu obras de dez artistas, entre eles Arjan Martins, Brígida Baltar, Guga Ferraz, Jarbas Lopes e Ricardo Basbaum. O espaço encerrou as atividades por volta de 2010 e hoje não recebe visitação pública — em 2013 o nome ainda figurou na co-apresentação do evento 'Marginália 1', dedicado a Rogério Duarte, junto ao CAPACETE entretenimentos e ao Real Democracia Bar. Não confundir com espaços homônimos de João Pessoa (PB).
O Espaço Breu (o Breu) foi um espaço autônomo de arte gerido por artistas, ativo de maio de 2017 a julho de 2020 em um galpão na Rua Barra Funda, 444, no bairro da Barra Funda, em São Paulo (SP), próximo ao Metrô Marechal Deodoro. Fundado por seis artistas e amigos — Gabriel Pitan Garcia, Julio Lapagesse, Rafaela Foz, Renata Neon, Pedro Ivo Verçosa e Virgílio Neto — todos com origem em Brasília, funcionava como um misto de galeria e ateliê, com 10 ateliês (6 deles rotativos) e um vão livre para projetos diversos, recebendo ainda artistas em residência, como Thiago Martins de Melo durante a semana da SP-Arte de 2019. Em cerca de três anos e meio de atividade, o espaço realizou 24 exposições, 40 cursos, 25 falas e debates e envolveu mais de 400 artistas e agentes culturais, incluindo o ciclo 'Conversas no Breu', performances, feiras, festas e lançamentos. Segundo o próprio site, o Breu buscou 'promover a rotatividade de projetos e artistas', fomentando diálogos com redes de produção artística dentro e fora de instituições, e funcionou como ponto de encontros afetivos no centro de São Paulo. REGISTRO PARA CURADORIA — o cadastro original do app associa o espaco_breu a Brasília (DF), com centroide municipal do IBGE, mas as fontes confirmam que o espaço funcionou em São Paulo (SP) e não em Brasília: a hipótese de um espaço cultural homônimo na Asa Sul de Brasília não se confirmou (existe na cidade apenas a loja de materiais de grafite 'BREU Graffitishop', sem relação com este espaço). O espaço está encerrado desde julho de 2020, e a bio do próprio Instagram resume o período como '2017-2020 ateliê expandido e espaço de cultura'. Cidade e UF foram mantidas conforme regra do projeto e o campo de endereço ficou vazio, com o endereço real documentado aqui nesta bio.
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